História Memórias - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~MrsMari

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Debrah, Lynn, Lysandre, Rosalya
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Drama, Espíritos, Lynn
Exibições 17
Palavras 721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, acho que esse capítulo ficou um pouco curto, mas é que trata-se apenas de mais lembranças do Castiel e se eu tentasse colocar mais alguma coisa aí ficaria confuso, então preferi deixar assim mesmo.

Novamente lembrando que aquilo que está em itálico são as lembranças.

Boa leitura!

Capítulo 5 - What happened that night


A cena de Lynn caindo nunca saiu da minha cabeça. Era como se aquilo fosse me assombrar para sempre e toda vez que um dia se parecesse com aquele, me fizesse lembrar de tudo o que aconteceu naquela hora e depois de tudo isso. Era exatamente o que estava acontecendo comigo.

    Eles demoraram demais. E ela caiu. Meu coração se despedaçou ao ver seu olhar de medo enquanto ela caía. Tentei me esticar o máximo que pude para segurar a ela, mas foi tudo tão rápido…

    Eu não sabia o que fazer, estava em choque. Lysandre, Rosa e Violette estavam tão paralisados quanto eu, embora apenas eu tivesse presenciado toda a cena. As lágrimas que antes só escorriam pelo meu rosto, já estavam escorrendo pelo rosto de cada um deles, que se lamentava por ter chegado tarde demais. A única coisa que podíamos fazer era ir para casa e perguntar a algum adulto. E foi isso que fizemos. Cada um foi para a sua casa, sem dizer uma sequer palavra sobre o que tinha acontecido.

    Quando cheguei em casa minha mãe estava lá. Logo que entrei ela percebeu o quanto eu chorava e se preocupou.

    -A Lynn, mãe… Ela caiu do penhasco enquanto brincávamos. Eu tentei segurar ela, mas não deu, eu sou fraco demais! - Comecei a chorar ainda mais e vi que minha mãe estava horrorizada.

    -Castiel… A mãe dela sabe disso?

    -Nós não sabemos o que fazer, como contar. Mãe… A culpa é minha. Eu briguei com a Lynn, ela saiu correndo e acabou caindo.

    -Cassy, você não tem culpa. Você fez o que foi preciso para tentar salvá-la, não fez?

    -E-eu não sei. Eu tentei me esticar, tentei segurar ela até que os outros viessem, mas eles demoraram muito e eu… Eu não consegui aguentar.

    -Olha, talvez seja melhor se contarmos primeiro ao pai dela, tudo bem? E depois ele contará à sua esposa da forma que achar melhor. Não se preocupe, Cassy. Tudo vai ficar bem. - Ela me abraçou.

    -C-como vai ficar bem, se a Lynn não vai estar mais aqui?

                    ---

    Logo depois de tomar as devidas providências (boletim de ocorrência, chamar o resgate para que tentassem qualquer coisa, pedir ajuda à especialistas em como contar aos pais, e depois contar aos pais), voltamos para casa. Eu estava desnorteado, desorientado, nada fazia sentido. Tudo foi tão repentinamente…

    Durante a noite, eu sonhei com Lynn. Nós dois estávamos de mãos dadas, sorrindo e correndo juntos. Até que quando nos aproximávamos do penhasco eu fechava meus olhos e Lynn sumia, era como se ela já não estivesse mais ali. E então, não conseguindo suportar aquilo, eu me jogava atrás dela, gritando seu nome. Acordei logo em seguida, disse o nome dela e voltei a tentar dormir, afinal, eu sabia que tudo iria passar algum dia.

    Quando finalmente peguei no sono, lá estava eu e Lynn novamente. Dessa vez, Lynn já estava morta e nós não estávamos felizes. Era como se a cena de nossa briga tivesse sido recriada e estávamos brigando novamente. Mas aquela não era a mesma briga.

    -Você me matou, Castiel. Você me deixou cair. - Lágrimas saíam friamente de seus olhos.

    -Não, Lynn, eu nunca te deixaria cair, foi um acidente…

    -Castiel, você me matou. Você tinha me prometido que nunca me deixaria cair, Castiel! Como você foi capaz? Você é um fraco.

    Aquelas palavras, mesmo que apenas em um sonho, doeram em meu peito. Tudo o que eu tinha medo é de que ela não me perdoasse por tê-la deixado cair e era exatamente aquilo que estava acontecendo. Acordei chorando. Eu sabia que a Lynn não era daquele jeito. Mesmo diante de tudo que era ruim, ela sorria. E acima disso, ela perdoava.

    Não conseguia mais dormir. Eu tinha medo de que se eu dormisse a Lynn que não me perdoou voltasse, ou a Lynn que parecia feliz comigo aparecesse para me lembrar de que ela morreu. Tudo isso martelava na minha cabeça. “Você me matou” , “Você é o culpado”, “Você é um fraco”, “Você me deixou cair”, “Você prometeu”. Essas palavras se misturavam com os meus sentimentos e com tudo o que falei com ela antes de que ela caísse. A culpa realmente era minha. E mesmo que Lynn nunca dissesse isso a mim, eu estaria condenado a fazer isso.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo <3


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