História "Memórias de Nina Garbo" - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Personagens Eliane Giardini
Tags Drama, Revelaçao, Romance
Exibições 57
Palavras 3.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou mostrar um passado que você desconhece!
Marcela

Capítulo 7 - Angústia


Fanfic / Fanfiction "Memórias de Nina Garbo" - Capítulo 7 - Angústia

Narrado por Marcela

Saí angustiada do apartamento de Nina, com o coração na mão. Uma sensação de aperto que insistiu em ficar. Então, como ela mora em frente à praia decidi andar um pouco pelo calçadão e tomar uma água de côco para espairecer. Eu estava impaciente, me sentindo mau por tê-la deixado sozinha. Mas como ela insistiu, respeitei. Estou caminhando em círculos há uns vinte minutos, ainda não tive coragem de ir pra casa. Uma espécie de pressentimento fez meu coração bater mais rápido e rapidamente me veio uma lembrança muito ruim do passado. Sem pensar duas vezes liguei para ela, assustadoramente estranhei quando deu caixa postal pois nunca deixava de atender minhas ligações. Senti um nó na garganta, um medo profundo tomou conta de mim, conheço Nina como ninguém, sei até o que se passa em sua cabeça.

Num impulso rápido, atravessei a rua sem olhar para os lados, escutei algumas buzinas enfurecidas mas não me detive, entrei no condomínio desesperada.

- Anselmo, chame a Nina pelo interfone rápido. Disse batendo na bancada de mármore da recepção - ele prontamente o fez, chamou inúmeras vezes, mas sem respostas. - Ai meu Deus! Anselmo, chame uma ambulância agora.

- Mas por que dona Marcela? O que houve? - falou assustado.

- Faça o que estou lhe pedindo, é uma emergência! - eu estava convicta de que ela não tinha tomado a melhor decisão, sua pose de durona era apenas o disfarce par uma mulher com o coração ferido. Quando as portas do elevador se abriram, vi Adriano e Pedro que eram vizinhos de Nina. Entrei no elevador antes mesmo que eles pudessem sair. - Preciso de ajuda, por favor! Aconteceu alguma coisa com a Nina. - Calma Marcela! Respira. O que houve com ela? - os rapazes já estavam assutados com meu nervosismo. Comecei a apertar os botões desesperadamente, mas no estado em que me encontrava não acertei em nenhuma das tentativas. Adriano então me ajudou. O tempo que levamos para subir pareceu uma eternidade, passei a mão por minha testa, estava suando frio. Olhei para o alto pedindo clemência. Finalmente chegamos! Saímos os três em direção à porta e começamos a bater. As pancadas eram ensurdecedoras e os vizinhos já começavam a aparecer no corredor para olhar a cena, mas Nina não respondeu. A essa altura eu pedia tanta ajuda aos céus para que meu palpite estivesse errado. No desespero, Adriano e Pedro arrombaram a porta. Entramos, olhei de um canto a outro, havia um silêncio mortificante embalando o ambiente e senti meu corpo gelar. Adriano foi em direção à cozinha e Pedro para a varanda do apartamento. Eu saí correndo em direção ao quarto, ao chegar, ouvi um barulho que vinha do banheiro, ao me aproximar da porta me deparei com a cena mais chocante de minha vida. 

Coloquei minha mão direita na boca abafando um grito. Antes fosse um grande pesadelo. Nina estava nua dentro da banheira com a cabeça levemente pendida na borda. A água estava prestes a transbordar, havia frascos de remédios e vários comprimidos espalhados pelo chão. Ela estava imóvel, seu semblante demonstrava choro recente e por um instante pensei no pior. Fiquei em transe com a cena. Fui em direção a ela me abaxei e fiquei próxima de seu corpo.

- Nina, Nina, acorda por favor, meu Deus! - dei alguns tapas de leve em seu rosto na esperança de que ela pudesse acordar. Estava inconsciente. Segurei com cuidado sua cabeça e levantei um pouco seu corpo para não submergir. - Socorro! Me ajudem aqui - gritei para que pudessem me ouvir. A abracei e acariciei seus cabelos - Não faz isso, não me abandona, não deixa sua amiga aqui sozinha. Um choro incontrolável me invadiu, senti um misto de tristeza, raiva e minhas lágrimas agora se misturavam à sua pele molhada e fria. Adriano entrou logo em seguida, retirando-a da banheira, deixando o chão completamente molhado à medida em que seu corpo era erguido. Sua cabeça pendida no colo dele era o sinal nítido de que alí, nos abraços daquele homem existia uma mulher cansada, incompreendida e muito sozinha. Ele seguiu até o quarto e eu peguei o primeiro lençol que vi pela frente para cobrir seu corpo. O socorro chegou muito rápido, dois paramédicos começaram a fazer os primeiros atendimento alí mesmo no local e em seguida nos encaminhamos até o hospital.

 Ela foi posta em uma maca que quando passou pelo corredor encontrou um bando de vizinhos curiosos e ao mesmo tempo preocupados, todos viam Nina como uma mulher muito segura de si. Agora não passava de uma vítima de seus próprios sofrimentos, de seu lado escondido que ninguém conhecia.

Fui junto com ela na ambulância, não podia conter as lágrimas, segurei sua mão e a beijei. Estava com muito medo. Ela era a minha melhor amiga, minha irmã! Fui eu quem ofereci o ombro para que ela pudesse chorar, eu estava lá quando padeceu pela primeira vez, segurei sua mão quando ela enterrou seu ente mais querido. Vi seu sofrimento e senti suas dores como se fossem minhas. Era lamentável que as coisas tivessem chegado a esse ponto.

Ao chegarmos no hospital, Nina foi rapidamente atendida e fiquei aguardando na sala de espera. Isso é uma tortura terrível, esperar por notícias de familiares ou amigos, não desejo ao meu pior inimigo. Minhas pernas estavam inquietas e não exitei em ligar para Juan, a final de contas era nosso grande amigo de todas as horas. E não não demorou muito para que ele chegasse. O abracei forte, ele parecia muito abatido com a notícia e seus olhos estavam bem vermelhos pelo choro.

- Marcela, por que ela fez isso? - disse com tamanho pesar na voz - O que está acontecendo com ela? Não me econda nada. - foi enfático.

- Ai, Juan! Essa história é tão longa. Não dá para te contar tudo aqui. São coisas do passado, pessoas, brigas...entende?

- Tudo bem! Mas como ela está? O que o médico disse? - Foi lançando uma pergunta atrás da outra.

- Ainda estou esperando por notícias. Eles ainda estão lá dentro com ela. Mas já faz muito tempo, estou ficando muito preocupada - Nesse momento o médico estava saindo da sala e veio a nosso encontro.

- Como ela está doutor? - perguntei aflita! - O estado de sua amiga é bem delicado, pelos remédios que você me disse que ela tomou e pelo tempo que levou até que fosse trazida para cá, tudo vai depender das próximas vinte e quatro horas - Não acreditei no que acabara de ouvir, as piores coisas passam por nossa mentes num momento como esse - Vamos reverter o efeito dos calmantes e dentro de algumas horas vamos ver se ela acorda - doutor, ela corre risco de... - mal podia terminar a frase - Sua amiga quase teve uma overdose medicamentosa, isso causou a redução da frequência respiratória e cardíaca, pouco oxigênio foi mandado para o resto não corpo e principalmente para o cérebro. Esperamos que ela acorde sem nenhuma alteração neurológica. Por enquanto, ela ainda vai ficar na UTI.

- abracei Juan apertadamente, estava amedrontada com as palavras do médico - Peço que aguardem. Com licença! - ele se retirou, não queria aceitar essa situação, estávamos anestesiados com a notícia, começamos a andar de um lado para o outro passando as mãos sobre nossas cabeças buscando uma explicação. Por fim, sentamos em umas poltronas numa sala reservada para acompanhantes, que por sinal estava vazia. Juan ficou em silêncio, repousei minha cabeça em seu ombro e permanecemos assim por longo tempo.

- Eu sei que você a ama! - falei ao ver que ele suspirava profundamente. - Amo! Mas sei que ela não me ama. Ela não quer me amar. E sempre aceitei que amizade seria a melhor relação para nós dois. - ele disse conformado. - Juan, não é que ela não quer, ela simplesmente não pode! - mas não pode por que? - Porque ela ama outra pessoa, e isso a mais de vinte anos. - ele me olhou franzindo a testa. - Quem? - Olha, prometo que em outro momento eu conto, mas agora não dá, eu preciso que faça uma coisa por mim. - Claro, pode dizer! - Preciso que fique aqui com ela porque tenho umas coisas urgentes para resolver. - No escritório? Tem muita gente lá que pode resolver! - Não, não é no escritório. Não faça muitas perguntas, só cuide dela pra mim até eu voltar. - passei a mão em seu rosto lhe fazendo um afago, depois beijei sua fronte. - Confia em mim! - ele assentiu.

Saí do hospital decidida a quebrar o orgulho de uma certa pessoa. Mas antes, fiz uma ligação. Disquei um número bem conhecido, Nina jamais imaginou que todos esses anos eu passei informações suas para a tal pessoa, já que elas estavam brigadas a anos. Durante muito tempo, eu era a única fonte que deixava dona Marta mais despreocupada. Liguei uma vez e ninguém atendeu, insisti novamente até que a voz doce do outro lado da linha falou. - Marcela, minha querida! Como vai filha? - falou com tamanha ternura que me fez sentir vontade de chorar pelo que estava prestes a dizer. Ela sempre me tratou como filha, desde minha juventude, vivia na casa de Nina dia e noite. Acabei por tomá-la como mãe também. Ela ficava muito feliz ao receber notícias de Nina. Elas costumavam se comunicar, mas desde que tiveram uma discussão a cinco anos, não se falaram mais.

- Oi Marta! - tentei disfarçar minha voz de preocupada. Como vou dizer que a filha dela tentou se matar? - Eu estou bem, com saudades da senhora! - Eu também filha - E a Nina? - já foi logo perguntando e mesmo pelo telefone percebi que pronunciou o nome com alegria, devia estar sorrindo. - Marta - respirei fundo - Preciso que a senhora venha até o Rio de Janeiro - Por que? - sua voz saiu menos feliz - A Nina teve uns problemas, Marta, ela está no hospital - como essas palavras saem difícil de minha boca - O houve com minha filha? Não minta pra mim! - como digo isso por telefone, Deus! - Ela passou mau, os médicos ainda estão fazendo os exames... - não consegui terminar de dizer, ela logo me interrompeu - Não nos falamos a anos, ela não quer me ver pintada nem de ouro... - Marta, ela precisa de você, agora mais do que nunca. Por favor venha! - Minha filha está morrendo? - senti que entrecortou as palavras e uma voz de choro se fez ouvir - Ela está internada, os médico ainda não possuem diagnóstico conclusivo, mas ela vai ficar boa dona Marta, acredite - disse tentando acalmá-la, estava muito nervosa. Ficamos mais alguns minutos ao telefone e combinamos de que ela viria o mais rápido possível. Morava no interior do Rio de Janeiro, então demoraria um pouco na chegar. Respirei fundo e tomei uma decisão, tenho que procurar uma pessoa.

Otávio foi muito injusto, ele precisava entender tudo o que aconteceu, de uma vez por todas.Tenho que procurá-lo, mas não sei nem por onde começar, não tive contato com ele, a não ser presenciando a briga. Até que me veio um lampejo de luz, repidamente peguei meu celular e comecei a procurar na internet, Nina disse que ele era o dono da empresa onde trabalha o rapaz em cujo carro ela colidiu, me contou todos os detalhes. Não demorei muito para achar o telefone da empresa. Liguei no mesmo instante. Uma secretária me atendeu e pedi o telefone, expliquei o porque mas ela disse que não era autorizada a passar um número particular, enquanto ela falava me recordei do que Nina disse sobre a casa em que eles se encontraram e antes que ela pudesse terminar sua fala, desliguei o telefone, peguei meu carro e dirigi o mais depressa que pude, eu sabia onde era, passei de carro algumas vezes com ela, mas nunca entramos. Estou dirigindo rápido, vou ganhar algumas multas, mas isso não me preocupa nenhum pouco no momento. Demorei um pouco para chegar e logo que manobrei para entrar na dita rua, vi que um carro estava estacionado bem em frente. Só pode ser ele, pensei. 

Desci do carro, olhei de forma rápida as horas em meu relógio de pulso, que marcava 19hs, tudo se passou muito rápido desde a briga. Me aproximei do local e abri um pequeno portão de madeira, que rangiu. Olhei para os lados e não via ninguém, era um lugar bem deserto, reparei em uma janela aberta na lateral, era grande e decidi entrar. Um silêncio esmagador se fazia no lugar, percebi também, muitos cacos de vidro pelo chão e um forte cheiro de bebida, como se alguém tivesse quebrado várias garrafas de uísque. Ele está aqui! Subi por uma longa escada, eram três lances e no último andar entrei em uma longa sala que dava para uma sacada. Me dirigi até ela e quando olhei para o lado vi que Otávio estava sentado no chão, encostado na parede e segurava uma garrafa nas mãos, talvez seja a única que restou inteira. Sua cabeça estava pendida e praticamente não reparou minha chegada.

- Otávio! - toquei em seu ombro levemente. - ele ergueu a cabeça e pude ver seus olhos muito inchados. - Se veio aqui a pedido dela pode ir embora? - disse enfático. - Me sentei a seu lado e tomei a garrafa de sua mão, no momento era eu quem precisava de uma bebida forte. - Cala essa boca Otávio - disse de modo grosseiro até - ele me olhou espantado - Como é que é? - Ele não apresentava sinais de embriaguez, a última garrafa ainda estava bem cheia - Cala essa boca, cala agora! Você nunca foi capaz de ouvir a Nina, mas a mim você vai ouvir - Não precisa me contar tudo o que eu já sei, eu me enganei mais uma vez - Se você soubesse o quão equivocado você está Otávio, jamais ousaria dizer isso. - ele pegou a garrafa de minha mão e tomou mais um gole esboçando a face de quem bebe algo amargo - Então me prove que estou errado. Prove também, que aquela noite em que ela estava nua na cama com o Gustavo é mentira e não esquece de provar que eu me enganei quando a insultei horas atrás naquela briga - olhei pra ele de forma triste e pensando em tudo o que estaria prestes a dizer. Não podia esperar mais. Me levantei e encostei meu corpo no parapeito da sacada, me virei para ficar de frente para ele. Respirei fundo - Você é um desgraçado sabia, um filho da puta mesmo! - Como é que é? - me perguntou incrédulo ao ouvir dizer palavras ofensivas - Cala a boca eu não terminei, você me pediu provas, estou começando a provar. Não me interrompa. Você é insolente, arrogante, estúpido e acima de tudo orgulhoso - ele se levantou e começou a rir da situação - É sério que você tá me insultando? Não tem vergonha não de ficar defendendo aquela mulherzinha depois de tudo o que ela me fez? - passou a mão pelo rosto como se secasse o suor e balançou a cabeça reprovando minha atitude. Eu apenas olhava aquela cena de homem deprimente que sem sombra de dúvidas não estaria assim exaltado depois da notícia. Me zanguei de suas ironias.

- Otávio, a Nina tentou se matar! Vai continuar rindo? - disse em alto tom. Engoli um choro que tantava me preencher, ele virou o rosto rapidamente e vi quando sua face se transformou em questão de segundos, vagarosamente colocou suas mãos sobre a boca e cambaleou batendo suas costas contra a parede - Ela está no hospital! Não está nada bem - ficou alguns instantes em silêncio digerindo o que acabara de ouvir - Marcela... - me olhando assustado - Eu disse a ela que preferia que estivesse morta - as palavras tem força meu querido! - ele abaixou a cabeça e repetiu um "não" ensandecidamente. - Em que hospital ela está? - segurou forte em meus braços. - Eu vou até lá agora. Fala Marcela! - me sacudiu ao ter que repetir a pergunta - No São Vicente de Paulo - ao ouvir a resposta, saiu correndo em direção à escada, mas o detive antes que pudesse descer - Não, você não vai - segurei firme em seu braço - Eu não quero que ela morra, se isso acontecer eu morro junto - sua voz estava abafada pelo choro que agora o invadia de uma forma descomunal. Me aproximei e o abracei, ele amparou sua cabeça em meu ombro - preciso que venha comigo a um lugar - Que lugar? - mal conseguia pronunciar as palavras, seus soluços pesaram na voz - Quando chegar lá você vai ver - ele nada respondeu, apenas me seguiu. Quando chegamos ao lado de fora fui em direção ao meu carro e vi que ele ia para o seu - Otávio, vamos no meu carro - Por que? Não posso deixar meu carro aqui! - Você não vai dirigir nesse estado, anda vamos logo - sem pestanejar muito ele entrou no meu carro e seguimos. 

Ficamos em completo estado de silêncio, mas percebi que seu choro era constante, por vezes passou a mão sobre o resto para secar as lágrimas. Não me questionou sobre nada, apenas olhava para a janela de modo pensativo. Logo cheguei ao local desejado - ele me olhou tenso - Porque parou em frente ao cemitério? - Desça do carro! - ordenei enfática - ele prontamente saiu e caminhamos até o grande portão de ferro que nos separava do ambiente sombrio. Já eram quase 20hs, mas o aspecto era de entardecer, o horário verão nos proporciona isso e as pessoas aproveitam para sair, passear, a noite demora a cair.

- Por que você me trouxe aqui, Nina está no hospital. É pra lá que devíamos ir. - ele estava inquieto demais - Venha, entre, quero lhe mostrar uma coisa! - disse estendendo minha mão para que ele segurasse - Mostrar o que? - Ele relutou - Um passado que você desconhece - Marcela, não estou te entendendo - Segure minha mão, venha! - ele me olhou por um longo instante e depois segurou minha mão - O que viemos fazer aqui? - Vamos entrar! Quero que conheça uma pessoa!

Passamos pelo enorme portão, estou a fazer isto porque só assim ele vai entender o passado e para que seu orgulho não seja motivo de sua destruição.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui😘😘😘


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