História .memórias de um alguém. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Suícidio, Taegi, Taehyung, Taekook
Visualizações 6
Palavras 1.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom, eu não gosto muito de dar notas iniciais, mas vamos lá.
Primeiramente, "Tudo bom?" e desde já obrigado por ter vindo até aqui.
Segundo, eu estou muito insegura com essa estória. Ela se iniciou com uma brincadeira em poucos minutos e de uma hora para outra se tornou muito importante para mim. Eu espero que gostem dessa pequena parte de mim.
Terceiro, ela vai se um conjunto de 5 drabbles(?). Serão pensamentos de cada personagem citado neste capitulo.
Quarto, eu quero muito citar musicas no fim de cada capitulo, espero que não se importem.
Quinto, boa leitura o/

Capítulo 1 - Você não será um assassino


 

.Namjoon.

 

“Eu estarei com você
Exatamente como falei
que estaria.”

[Rooting For You
 London Grammar]

 

Aquele era o assunto escolar do momento.

Mensagens iam e vinham nos celulares, deixando uns com uma expressão cômica ou apenas com um olhar estranho demais para esboçar algo.

Não era nada mais que um suicídio. Era sempre assim. Alguns tiravam sua própria vida e eram assunto por poucos dias, tendo seu real reconhecimento ali por aquelas bocas imundas. Após aquilo, eram esquecidos no confins da mediocridade.

Mas a morte era realmente tratada como um ato de compaixão. Quando se é jovem, viver é realmente o que importa e quando você perde o feixe de luz que é a esperança, você é uma pessoa fraca, mas ao mesmo tempo forte. Eu nunca entenderia essa linha de raciocínio.

Você estava em um vida para viver se se realmente conseguisse, era um verdadeiro vencedor, mas se você se rende é um perdedor, que ao mesmo tempo foi forte por tirar sua própria vida.

Você entende? Tudo isso é uma loucura. Como estereótipos de uma boa vida.

Mas o que seria uma boa vida?

Eu não saberia responder, mas o que importa para alguém que se suicidou?

Todos eram esquecidos e taxados como fracos.

Jimin sabia. Yoongi sabia. Jungkook também. E todos aqueles que nos rodeavam diriam a mesma coisa. Mas estava estampado claramente nos olhos de cada um que derramava um filete astuto de piedade, que eles eram todos uns assassinos.

Todos ali ajudaram Taehyung a caminhar até a morte. Todos tinham sua parcela de culpa e todos deviam chorar até Deus ouvir a clemencia e estender seus dedos em misericórdia.

Inclusive a mim mesmo.

Enquanto o suor pinga em meus rosto, as mensagens continuam a serem enviadas. Os “bipes” eram mais altos, o teclar dos dedos rápidos eram mais nítidos. Olho rapidamente para os lados procurando por aqueles que eu tinha certeza que estavam sentindo o real remorso de tudo aquilo.

Yoongi está na mesa do outro lado do refeitório com o celular em mãos e o maxilar trancado. A veia em sua testa saltava e era nítido que estava tão nervoso quanto os outros, afinal, não era fácil encontrar com seu colega de classe morto no interior de sua casa.

Jimin revira o almoço com a colher de plástico, cansado demais para comer algo. Nos olhos apenas a opacidade de quem estava tão inconformado que chegava a não entender. Ele nunca fora tão próximo assim de Taehyung, suas crenças ridículas nunca o deixaram se aproximar devidamente do garoto cheio de cores e pouca vida.

Talvez, só talvez, remoeria sua falta de coragem em quebrar regras do seu subconsciente gritante e religioso.

Jungkook chora sentado perto da escadaria. Os soluços são altos e os olhos inchados denunciavam sua tristeza profunda por todo aquele ocorrido ser recente demais para ser digerido. Jungkook foi o único que tentou de todas as formas livrar as amarras de Taehyung. Ambos eram afastados demais na mesma proporção de que conectados, e sofriam. Taehyung sofreu com aquilo e Jungkook continuaria a sofrer por um bom tempo. Se ambos não colocassem o orgulho frente aos sentimentos, poderiam ter sido um casal bonito. Talvez Jungkook poderia ter salvo Taehyung de seu fim.

Mas a vida era cheio de seu “talvez” e talvez ninguém poderia ter salvo Kim Taehyung.

Enquanto a mim, bom, eu tenho levado tudo de uma forma agradável. Eu o conhecia desde que nossas mães se cruzaram na rua em algum dia quente de verão, e eu pude lhe ver escondendo-se atrás das pernas daquela senhora gentil. Ele tinha sete anos quando me chamou de amigo pela primeira vez, e desde então eu o vi mudar de estilo diversas vezes. O vi cantar diversas vezes de tanta alegria como também o vi quase morrer diversas vezes de tanta tristeza.

A primeira vez havia sido aos treze anos, quando o encontraram desacordado em uma enorme poça vermelha com seus pulsos rasgados. Aquele dia eu achei que havia o perdido, mas suas pulsações voltaram rápido e logo após três semanas estávamos juntos novamente vendo nuvens e contando estrelas.

Desde aquele dia, eu sabia que já havia perdido Taehyung.

Deitar a cabeça no travesseiro era sempre o passo mais difícil, pois eu nunca saberia quando receberia uma telefonema dizendo que ele estaria morto. Mas naquela noite, eu havia dormido tranquilo após tantos anos. Sem pesadelos ou pensamentos hediondos. E naquela noite, Taehyung havia ido para sempre.

Respiro fundo.

O arroz parecia descer mais seco em minha garganta e o leite descia tão vagorosamente que poderia matar-me a qualquer momento. Os olhares me cercavam como se tudo fosse minha culpa, mas não era e eu sabia disso. Sabia que nada havia ver comigo e que não deveria sentir culpa de nada, mas tudo o que rondava em minha mente eram frases querendo aniquilar aquilo de bom que ainda havia me mim.

“Você o deixou.”

“Você é um assassino.”

“Você é quem deveria estar no lugar dele.”

O ar começava a fugir dos meus pulmões. Fecho os olhos pondo as mãos na cabeça. Sinto como de todos apontassem seus dedos a mim, julgando-me por tê-lo deixado ali, por... por tê-lo matado.

Os monstros me assombravam como naquela noite. Como em todas as noites.

As vozes rondavam minha mente, que até pouco tempo atrás estava vazia. Aqueles pensamentos me matavam, me culpavam, dilaceravam minha racionalidade.

Taehyung me vinha em mente como um anjo de alma limpa, com toda sua graciosidade e sua sabedoria. Os olhos possuíam brilho, como se segredassem que tudo estava bem. Eu conseguia ver aquilo em seus olhos. Mas seus lábios diziam outras coisas. Eram as mesmas palavras que todos aqueles julgadores errôneos ali apontavam.

“Por que me deixou, Namjoon?”

Eu era mesmo o culpado por tudo aquilo?

Abro meus olhos e tudo está como antes. Todos seguiam para suas respectivas salas com sorrisos nos lábios, a algazarra de alguns alunos e os olhares cansados de outros.

Nada havia mudado, mas sentia que lago dentro de mim estava diferente.

Taehyung fizera aquela diferença. 


Notas Finais


E então, o que acharam de Kim Namjoon?
Eu pensei e repensei sobre esse capitulo não ter sido muito seco, mas essa é a personalidade do Namjoon na estória, um cara seco.
Espero que tenham gostado e até o próximo capitulo

ROOTING FOR YOU - LONDON GRAMMAR: https://www.youtube.com/watch?v=jqhgXAGP4Ho


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