História Memórias Levadas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooooi pequenos gafanhotos.
Trouxe mais um capítulo para vocês, espero que gostem.
Aproveitem a leitura. ^^

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Uma fuga nada planejada


Fanfic / Fanfiction Memórias Levadas - Capítulo 5 - Capítulo 4 - Uma fuga nada planejada

Um sussurro distante e exigente dizia que eu tinha de acordar, mas estava tão inaudível que resolvi ignorá-lo. Senti frio no meu rosto, alguma coisa parecia estar pressionada contra minha bochecha, abri os olhos e vi Barbara com um sorriso e uma compressa de gelo pressionada contra minha testa.

Olhei feio pra ela.

- Que jeito gentil de acordar as pessoas.

Acabei adormecendo na poltrona ao lado da cama de Will, comecei a levantar e Barbara correu até ele e pressionou a compressa em seu rosto. Diferente de mim, Will levantou num salto e a derrubou no chão.

- Will sou eu! – ela gritou.

- Eu sei que é você sua chata. – ele respondeu colocando a compressa de gelo no rosto dela.

Ela se debatia tentando levantar, mas Will era mais forte.

- Nunca mais me acorde assim Barbara, ou sua vida se tornará um inferno. – ele disse.

Barbara se encolheu e foi levantando devagar, fui até Will que parecia estar perdendo o equilíbrio e o segurei.

- Você parece irritado e não adianta mentir, eu sei que não é por causa de Barbara. – sussurrei.

- Desde que me contou sobre os sonhos eu estou um pouco perturbado, meus reflexos agem antes que eu possa sequer pensar. – ele me respondeu baixinho.

Barbara nos olhou de um jeito curioso.

- Vou deixar os irmãozinhos a sós estou sobrando mesmo. – disse saindo do quarto.

- Qual o problema dela? – perguntei.

- Chama-se ciúmes, ela sempre buscou atenção e como na maioria das vezes não conseguia acabou buscando outros meios. – disse Will.

- Uma garota mimada que se mete em confusão para chamar atenção da família. – concluí.

- Exatamente, ela parece estar se afeiçoando a você, não deixe o jeito arrogante dela falar mais alto, ela é legal, você só tem que ganhar sua confiança.

- Acho que já estou aprendendo a lidar com essa moça complicada. – digo com um sorriso.

 

***

 

Fui para o hotel, tomei café da manhã, tomei um banho e lavei os cabelos, estava sentindo uma dorzinha nas costas por ter dormido sentada. Sequei os cabelos, coloquei uma sapatilha bege, um vestidinho amarelo claro, um óculos de sol. Iria dar um passeio pela cidade, mas meus planos foram por água abaixo quando meu celular tocou.

Ligação On       

- O que você tá fazendo? – perguntou Barbara.

- Acabei de me arrumar e vou sair.

- Nossa já está assim? Nem conhece a cidade.

- Por isso mesmo vou sair, para conhecê-la.

- Vou passar aí em cinco minutos.

Ligação Off

Fiquei um pouco atônica, Barbara é tão bipolar, cada hora aparece de um jeito. Will está certo, ela é uma garota que precisa de atenção e que se sente só, e que coincidência eu estou aqui desocupada, pronta pra qualquer coisa.

Assim que desci pelo elevador vi a Range Rover preta estacionada na frente do hotel, revirei os olhos e caminhei até ela.

- Olá irmãzinha, o que acha de ir conhecer papai? – me perguntou Barbara.

Por um instante fiquei sem reação, eu não fiz muitas perguntas para a família Malm, até porque eles quase nunca me respondem, mas ficou bem claro que eu tenho um pai e que ele não é o Henry, só não pensei que ele também morasse aqui.

- Ok. – foi tudo que consegui dizer.

Barbara me analisou.

- Você fez uma cara engraçada.

- Não enche. – eu disse jogando nela um ursinho que achei no carro.

Fiquei observando os lugares enquanto passávamos de carro, Sotycity é realmente uma cidade peculiar, tem coisas tão lindas que nem parecem reais, vi uma árvore cheia de flores azuis, fiquei boquiaberta.

Passamos por um cemitério, havia uma parte bem colorida cheia de flores, notei que até a parte gótica era bela, havia lindas flores negras.

- Esse cemitério parece tão cheio de vida. – comentei.

- As pessoas gostam de deixar o lugar mais acolhedor, há várias histórias bobas sobre fantasmas que as deixavam com medo de visitar seus parentes. – disse Barbara.

- Conte-me as histórias. – pedi.

- Bem alguns dizem ter visto sombras dançantes ao amanhecer, alguns tem medo, mas tem gente que acha fascinante. Muitos falavam sobre a caçada selvagem, cavaleiros com feições de anjos apareciam à noite com seus cães a procura de almas perdidas, aquele que escutasse o som de suas trombetas e fosse visto por um dos cavaleiros era levado.

- Já ouvi sobre isso, será que já aconteceu? – perguntei interessada.

- Que tal você passar a noite no cemitério e descobrir por si mesma? – ela retrucou.

- Hahaha, engraçadinha.

- Chegamos. – ela anunciou depois de um tempo.

Desço do carro e noto que estamos um pouco distante da cidade, daqui da pra ver boa parte dela, essa área não é muito urbanizada, só há algumas casas.

- Essa rua pela qual viemos é a única asfaltada que tem para esses lados, depois só há estradas de terra, mais adiante tem algumas fazendas e há uma praia. – comenta Barbara.

Fitei a casa da qual paramos em frente, é a primeira e a mais distante das outras, há um pequenino lago em um lindo jardim, uma pequena ponte o atravessa. A casa parece bem convidativa, é alternada entre madeira e vidro, porém o vidro é tão escuro que não dá para ver nada do que há lá dentro.

Barbara bate na porta.

Um homem atende, ele aparenta ter trinta e poucos anos, seus cabelos são escuros, seus olhos são uma mistura de verde e mel, ele esboça um sorriso quando nos vê.

- Olá Babis não pensei que me visitaria tão cedo.

Ele a abraça desajeitadamente com apenas um braço, então se vira pra mim.

- Você só pode ser Livia, se parece com sua irmã. – fala gentilmente.

Eu realmente me pareço um pouco com Barbara, não muito nos traços, mas na cor dos cabelos, dos olhos e da pele.

- Então já sabe da história? – pergunto distraída.

- Creio eu que um tanto tarde. – ele diz. – Cristina não me contou que estava grávida, mesmo depois de nos separarmos eu ainda me preocupava, ela foi morar em outra cidade com a mãe e as crianças, eu até a visitei algumas vezes, pedia notícias, ela parecia bem, até feliz, mas nunca me disse nada sobre outra criança.

Ele pareceu sincero explicando, algo me diz que posso confiar neste homem. O que me deixou intrigada é ela saber que ele se preocupava e ainda sim me entregar pra adoção.

Entramos na casa e nos sentamos em poltronas, o interior é tão acolhedor quanto o exterior, o lugar lembra aquelas casas de praia.

- Qual é o seu nome? – perguntei meio sem jeito.

- Sou Carter Davis, imagino que não saiba muito sobre mim? – ele olha pra Barbara e levanta uma sobrancelha.

Ela encolhe os ombros.

Diferente dos outros Carter responde todas as minhas perguntas, descobri que ele tem 41 anos, se casou duas vezes, sua segunda esposa se chama Jennifer e tem 32 anos. Carter é dono de uma cafeteria, um bar e tem negócios no porto, aluga barcos, vende artigos de pesca numa lojinha, essas coisas.

Ficamos conversando por um bom tempo, Carter foi preparar o almoço que eu não pude recusar, ele iria fazer lasanha e eu amo lasanha. Confesso que tive curiosidade em provar a comida feita por um homem, lá em casa meu pai não sabe cozinhar, depois de várias tentativas desastrosas acabou desistindo. Fui para a varanda dos fundos já que Barbara estava super ocupada conversando com seus amigos no whatsapp.

Liguei para Marcela.

Ligação on

- Você foi abduzida? – ela perguntou praticamente gritando o que não é comum vindo dela.

- Pode-se dizer que sim. – digo.

- Quando você pensava em me contar que tem uma irmã?

- Estou te contando agora ué. – digo inocentemente.

- Fala sério! Te liguei, você nem atendeu, fui na sua casa te chamar pra sair e você não estava lá, fiz o papel de namorada ciumenta, dá pra imaginar? – ela perguntou indignada.

Tentei imaginar e comecei a rir.

- Dá sim.

- Não ria de mim! – ela me repreende. – Então como estão as coisas?

- Estranhas, não consegui digerir tudo é muita coisa, parece que estou em um sonho do qual não sei se vou acordar. – digo.

- Quando você vai voltar? Você vai voltar né? Por que se você não voltar eu mesma vou aí e te arrasto de volta me entendeu? – ela pareceu nervosa.

- Eu voltarei para você não se preocupe, quero sair daqui hoje como o combinado. – digo.

- Ótimo a partir de amanhã minha vida voltara a ser atormentada por uma louca. – ela diz sarcasticamente.

- Tenho que desligar, não conte pra Miranda e Clay que eu te liguei, vão ficar chateados.

- Farei questão de contar então, beijos de algodão doce. – ela responde.

Ligação Off

Se eu bem conheço Marcela ela vai contar para eles que eu liguei, corri e mandei mensagens para os meus amigos, afinal eles merecem saber o porquê do meu sumiço repentino.

Fiquei observando o lugar, era realmente lindo, daqui da casa da pra ver um pedacinho da praia ao longe, há uma pequena mata, onde por entre as árvores dá pra se ver um pequeno riacho, meu olhar parou na direção da praia. Havia uma estradinha e por ela caminhavam dois garotos, pareciam estar brincando com algo, um deles ainda era criança e o outro me parecia familiar.

Archie.

- Linda vista não é? – uma voz me tirou dos devaneios.

Me virei e vi uma linda mulher me encarando, seus cabelos são curtos e loiros,  seus olhos castanhos claros, ela é um pouquinho mais alta que eu, tem um corpo magro que ainda sim dá destaque a suas curvas.

- É fascinante. – respondi com um sorriso.

- Podemos te mostrar a praia se quiser. – ela fala convidativa.

- Eu vou adorar. – digo sorrindo.

Fiquei conversando com Jennifer por um tempinho, ela é uma pessoa bem simpática. Almoçamos, Carter realmente sabe cozinhar, contei a eles como é minha vida, depois me levaram até a praia, acabamos ficando o dia todo juntos. Quando o fim do dia chegou, senti algo estranho, uma parte de mim não queria partir, queria conhecer aquelas pessoas, fazer parte de suas vidas.

Porém por mais que eles sejam legais, isso não muda o fato de meus pais biológicos terem me abandonado, esse ferimento pode até se curar, mas sempre haverá aquela cicatriz para me lembrar. Eu disse que só iria embora na segunda para não ficarem insistindo, pelo que eu vi eles com certeza me fariam mudar de ideia e ficar mais dois dias, depois um mês, então um ano e por aí vai. Barbara me deixou no hotel, me despedi dela e subi para meu quarto.

Quando fechei a porta do quarto atrás de mim levei um susto. Will estava deitado preguiçosamente em cima da cama.

- O que está fazendo aqui? – pergunto.

- Recebi alta. – ele fala com um sorriso.

- Não iam te dar alta só na segunda? – pergunto desconfiada.

Ele revira os olhos.

- Ok eu fugi, seu sangue é tão revigorante irmãzinha que já estou pronto pra outra.

- Falando desse jeito você parece um vampiro. – digo.

Ele começa rir.

- Eu sei que você também está fugindo. – ele provoca.

- Como sabe? – levanto uma sobrancelha.

- Somos mais parecidos do que você pensa. – ele retruca.

Olho para ele e vejo que estamos na mesma situação, saindo de fininho para não sermos pegos, começo a rir.

- Então você veio se despedir?

- Mais ou menos. – ele responde com um sorriso diabólico.

 

***

 

Se eu sou louca? Me avalie. Estou sentada no banco do passageiro de um Porsche branco com meu irmão biológico que acabara de fugir de um hospital. Ele parece ótimo, quem o visse e não o conhecesse não diria que sofrera um acidente há três dias.

- Qual o seu destino senhorita? – me perguntou.

- Nova York. – digo.

- Talvez eu fique uns dias por lá. – ele dispara.

Então ele aponta umas malas no banco de trás e eu sorrio.


Notas Finais


O que estão achando??
Será que vão atrás do Will???


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