História Memórias Marcadas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Barbara Hershey, Jessica Lange, Taissa Farmiga
Exibições 3
Palavras 696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Jessica Lange como Lauren Holden
Barbara Hershey como Violet Holden
Taissa Farmiga como Esther

*Essa fanfic foi postada por mim em minha conta no Whattpad, não é plágio

Capítulo 1 - Prologo


A manhã se parecia como as outras dos últimos dois anos. Silenciosa e triste. Mais uma manhã que eu arrastava meu corpo pela casa, lutando contra o ímpeto de continuar deitada. Senti o cheiro de café que vinha da cozinha, que me despertou certo ânimo.

_ Bom dia, mamãe - Esther logo me entregou uma xícara fumegante de café.

_ Bom dia, sweet.

Ela se encostou na bancada da cozinha, me encarando com uma sobrancelha arqueada. Como é possível duas pessoas se parecerem tanto?

_ O que foi? - Suspirei

_Você vai trabalhar hoje?

_Sim. Igual a todos os dias - revirei os olhos.

_ Vai trabalhar de pijamas e blazer? - Ela riu.

Suspirei de desanimo, curvando meu tronco e deitando a cabeça sobre a mesa.

_ Claro que não garota. Posso parecer um lixo em forma de gente, mas ainda tenho minha dignidade.- disse me levantando e arrumando minha postura.

_ Você não parece um lixo em forma de gente. Mas se continuar assim, logo vai parecer uma mendiga. - disse enquanto me observava dos pés a cabeça.

_ Essa foi a mensagem de motivação do dia? - franzi o cenho.

_ Sim, e amanhã vou falar que você parece a Aileen Wuornos

_ Garota, não me provoca.

_ Vai trocar esse seu pijama ridículo - gritou enquanto eu ia pro quarto.

Me observei no espelho. Eu realmente estava horrível.  Minha aparência estava terrível, parecia que eu não dormia a dias. Não parecia mais a mesma Lauren. A Promotora Lauren Holden, que ganhava toda causa. Que estava sempre bem arrumada, sempre  pronta encarar qualquer coisa.

_ Mamãe, já está pronta? - ela sorriu tímida enquanto observava todo quarto.

_ Quase, querida. - sorri para ela enquanto procurava por um par de sapatos. _ Bem, agora estou.

Ela revirou os olhos. Pegou um batom sobre a penteadeira e me entregou.

_ Você poderia ao menos passar um batom?

Revirei os olhos, apenas pegando o batom.

_ É vermelho. – disse quando abri o batom. _ Não posso usar.

_ Pode sim.

_ É dela – coloquei o batom de volta na penteadeira.  

_ Não é dela. Era da mamãe. Da Violet, nossa Violet. – ela pegou o batom de volta,o colocando em minha mão. _Acha que é a única que sente a falta dela? – sua voz tomou um tom áspero. _ Olha para esse quarto, mãe – ela abriu os braços. _ Do mesmo jeito que ela deixou a dois anos atrás antes de morrer.  Já fazem dois anos, e até hoje você não falou sobre isso. Nem o nome dela você fala. – as lágrimas mancharam a pela branca da minha unigénita, que tanto parecia com a mãe.

Mordi a parte internado lábio e respirei fundo. Não iria chorar perto dela, muito menos começar uma discussão. O que eu me negava a aceitar era que ela tinha razão. Talvez eu tivesse me esquecido que Esther ainda  estava ali e precisava de mim.

_ Eu só quero conversar com você. Você é a única pessoa com quem eu posso falar sobre a mamãe, a única. – o choro dificultava a fala.

Senti um nó ainda mais forte na garganta. Nunca suportei ver a minha garotinha chorando, ainda mais quando a culpada sou eu. A abracei forte.

_ Calma, estou aqui. – tirei os cabelos negros de seu rosto. _ Eu sei que você também sente falta dela. – beijei seu rosto._ Mas agora não temos tempo, você precisa ir para escola.

Ela se  soltou dos meus braços, me encarando com uma mistura de raiva e tristeza.

_ Espera, eu te  levo.

_ Eu vou sozinha.

Ela pegou a mochila jogada na sala e uma pasta com alguns papeis

_ Esther, querida espere. – disse antes que ela pudesse sair. _ Talvez hoje a noite você... nós poderíamos preparar a jantar, e eu posso te contar algumas histórias sobre  a sua mãe, se você ainda quiser saber, o que acha?

Ela sorriu e assentiu com a cabeça. Agora era tarde para me arrepender do que eu tinha dito, teria que reviver momentos que eu sei que nunca voltaram e nem se repetiram. Pois eu sei que só pertenço a uma única pessoa: Minha amada Violet 



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