História Memórias Póstumas - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, V
Tags Hopemin, Hoseok, Jihope, Jimin, Memórias Póstumas, Seokjin, Suícidio, Taehyung, Taejin, Taemin, Vjin, Vmin
Exibições 48
Palavras 1.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei \o/

Eu to melhorzinha, muito obrigada pelo apoio nos comentários, amo vocês <3
Só to meio estressada porque essa internet ta acabando comigo de tanto que trava :')
To sofrendo, mas faz parte :v

Esse capítulo ta igualmente dramático, mas eu gosto bastante dele, e vocês vão entender o motivo :D
Boa leitura, espero que gostem :*

Capítulo 3 - A ida a Gwacheon


Aqui, amigos leitores, começa uma das poucas partes que realmente gostei de minha vida e vocês entenderão o motivo mais posteriormente. Eu estava, de certo modo, animado para me mudar. Mas, ao contrário de mim, Omma não queria viajar. Dizia que tinha um pressentimento ruim quanto a essa viagem, mas eu não me importei. Era a minha chance de mudar e agradá-la.

Partiríamos no seguinte sábado de manhã, já que meu pai teria que trabalhar na segunda e precisávamos arrumar a casa. E eu, que já era um adolescente naturalmente agitado, estava completamente desesperado para ver meu novo quarto. No fim, aquelas foram as quase três horas provavelmente mais longas da minha vida.

Chegamos, depois de algumas negações de mamãe e do silêncio de papai. A casa era bem bonita. Uma boa parte da mobília já estava presente, mas eu não havia sido informado disso antes de sairmos, então foi uma grande surpresa. Peguei as caixas com minhas coisas e pus-me a caminhar ao meu quarto. O quarto tinha uma cama de casal, que para mim era enorme, um guarda-roupas grande, uma porta que dava ao banheiro e algumas prateleiras que usaria para colocar fotos e bichinhos de pelúcia que ganharia futuramente. Era o ambiente perfeito para mim.

Porém, eu não imaginava que seria o único em que teria paz.

Omma me matriculou numa escola de mesmo nível da que estudava em Daegu, então não foi difícil me adaptar aos estudos. Só que nada ocorreu como eu planejava.

Os alunos, no início, até conversaram um pouco comigo, mas logo pararam. Diziam que eu era esquisito e que não tinha expressão, e, por isso, não queriam ficar perto de mim. E, por fim, acabei sozinho de novo. Por um longo ano.

Bom, não sozinho, afinal eles sempre me davam atenção na forma negativa. Não foram poucas as vezes em que eu me encontrava sozinho no pátio, tentando estudar e focar em outras coisas, e era surpreendido por um grupinho da minha classe e de alguns alunos mais velhos.

Ah, como eu queria esquecer esses dias...

Eu não sabia naquele momento o motivo de fazerem isso, mas poucos meses depois, descobri o quanto notícias corriam rápido. Naquela nova escola, já sabiam o que havia acontecido em Daegu, e, infelizmente, dessa vez quem tomaria as providências necessárias seriam os alunos. E eu pagaria o preço por ser diferente.

Me recordo muito bem de um dos dias em que me abordaram. Estava sentado na arquibancada vazia, lendo e estudando sobre os direitos humanos e sobre algumas coisas relacionadas ao Direito, já que era minha única proposta de faculdade, quando vi um grupo de uns cinco, seis garotos. Metade deles eram mais velhos, deviam ter seus dezesseis anos, e foram se aproximando. Eu fechei meus livros já com lágrimas nos olhos, os guardando na mochila e passando a andar para fora do lugar. Contudo, como sempre, fora inútil.

Eles eram maiores e mais rápidos e em poucos segundos eu estava encurralado contra a parede. E foi ali que começou: uma onda de ofensas, desrespeitos, socos, e, quando me derrubaram, chutes. Eles eram espertos, porque me batiam em lugares que não apareceriam por conta do uniforme da escola, e sabiam que eu não ia contar. Por isso, eu sofria em silencio.

Omma nem imaginava o que me acontecia, mas é provável que se soubesse, concordasse.

E eu não entendia o que havia de errado comigo.

Quase um ano se passou, e minha rotina era sempre a mesma. Eu levantava cedo para ir à escola, ficava por lá a tarde toda, e no final, apanhava e voltava para casa em prantos, disfarçando os olhos inchados quando chegava perto da porta de entrada. Não queria que minha mãe tivesse mais desgosto por minha existência.

E fui deixando acontecer.

Quando era quase fim do ano, não foram garotos que me abordaram. Foram meninas. E eram de uma série à minha frente.

Começaram a conversar umas com as outras, olhavam para mim e riam. Me lembro de abaixar a cabeça e deixar algumas lágrimas caírem. E foi quando falaram comigo.

Disseram que fizeram um tipo de desafio, querendo saber qual delas iria me beijar. Nem é preciso dizer que fiquei assustado, pois fiquei. Eu sabia que era alguma brincadeira, e por isso quis ir embora. Mas não me deixaram. E fui obrigado a fazer o que queriam.

Por que não impedi? Simples. Pegaram minhas coisas para chantagear, colocando entre suas pernas e embaixo das camisas do uniforme, e, se por alguma hipótese, eu tentasse pegar, seria considerado assédio. Eu estava com medo. Pessoas mais velhas que eu sempre me deram um pouco de medo e tudo piorou com aqueles garotos. E agora, elas fizeram disso um trauma ainda maior.

— Vamos lá, é só um beijo. — uma delas tentava o fazer à força.

Eu negava com a cabeça, fechando os olhos com força enquanto elas riam. E nisso ficou até que ela desistiu de tentar e segurou meu rosto com força, mordendo minha boca.

Elas riram ainda mais alto, me fazendo chorar mais do que já chorava.

— Você é patético. — uma delas me disse e jogou minhas coisas em meu corpo, sendo seguida pelas outras.

Após isso fui deixado sozinho no lugar, deitado no chão junto à meus livros, chorando. Depois, criei coragem e me levantei, passando a andar para casa. O caminho fora feito por mim com a cabeça baixa, apenas levantando os olhos para ver a direção que seguia. Quase chorei ao entrar no trem. Contudo, cheguei em casa, cumprimentei meus pais e segui para o quarto, onde empilhei os livros e separei roupas para tomar banho. Abri a torneira da banheira e esperei que enchesse. E, enquanto isso, encarava meu tronco nu, repleto de marcas.

Eram marcas roxas, algumas mais escuras que as outras, e estas doíam ainda mais que as outras. Entretanto, mais que isso, o que também doía eram as feridas em meu emocional. Todas aquelas palavras que me diziam permaneciam em minha mente. Não gosto nem mesmo de lembrar, e não vou citá-las aqui porque já é bem claro o que me diziam.

Passei as mãos pelos braços, sentindo alguns inchaços, e depois passei os dedos por meu tronco, sentindo as gotas salgadas me molharem a face.

Nunca me esqueço desse dia...

Foi o primeiro que pensei em me matar.

Poderia muito bem me deitar na banheira e afogar-me, mas eu não tinha a coragem necessária. E tinha medo também. Eu tinha medo de tudo.

Então, mesmo com esses pensamentos, apenas deitei no lugar, com a água quente em contato com todo o meu corpo, e me permiti chorar. E chorei. Como nunca havia feito antes.

Contudo, não podia ficar assim, afinal, chorar não resolveria nada. Mesmo que eu não soubesse o que fazer.

Os dias seguintes, as semanas seguintes e os meses seguintes foram do mesmo jeito. O ano acabou, completei quinze anos, e nada mudou, apenas um mero número. Número esse que, para mim, não significava nada.

As agressões continuavam, minhas lágrimas continuavam, o desprezo continuava. Era tudo do mesmo jeito...

Porém, durante uma das séries de agressões a que eu era submetido, algo mudou. Os garotos me tinham pela gola da camisa do colégio, rindo de meu sofrimento e prontos para me acertarem socos, quando alguém os parou.

— O que vocês acham que estão fazendo?

E foi assim, meus caros, que eu o conheci.


Notas Finais


O que acharam?
Quem será que é? No sei :v
Brincadeiras à parte, essa história é bem triste, mas tem coisas que eu amei escrever, tipo esse final :3

Espero que tenham gostado :)
Até o próximo, beijinhos :*


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