História ~Memórias queimadas ||Jikook|| - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 22
Palavras 1.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo.


— Volte aqui agora! Não terminei de falar. — sem olhar para trás continuo a passos largos em direção ao meu quarto; meu futuro antigo quarto. Entro apressado no cômodo e trato de pegar tudo que considero mais importante. Entre as coisas estão minha carteira com algum dinheiro; meus documentos e cartões de crédito, já que a maior parte do que tenho está no banco; algumas roupas e o mais importante, levo desse quarto meu maço de cigarros mentolado. Tudo bem, pode não ser importante aos olhos alheios, mas aos olhos de um viciado é, e muito...ainda mais nessas horas em que a vontade de estourar a cabeça de qualquer um me toma em cheio. Arrumo todos meus pertences em uma mochila e colocando-a em um ombro desço as escadas, rumando a porta de saída. — Aonde pensa que vai?

— Aonde vou? — digo irônico sem manter contato visual com meu pai. — Vou viver. — falo simplista e antes que eu possa continuar andando sinto a mochila ser tirada de mim.

— Você não vai a lugar algum. Não sem a minha permissão. — o encaro sobre os ombros e puxo com toda força aquilo que me pertence.

— Voce perdeu os seus direitos como meu pai quando trocou mamãe por essa vagabunda que trouxe para casa. — meu rosto arde com a espalmada que recebi ao terminar de falar, mas o que mais arde em mim é a minha garganta, que prende o choro raivoso. Nunca me permiti chorar em sua frente, mesmo sendo algo difícil de esconder quando suas noites são baseadas em lágrimas volumosas por saudades de sua mãe. 

— Filho... — as mãos do mais velho tremeram e me olhando chocado com o que acabou de fazer tenta falho me abraçar. Eu esquivo e o repreendo com os olhos.

— Nunca, nunca mais irá tocar em mim! Adeus! — cuspo as palavras em sua cara e parto de uma vez por todas desse lugar, esse maldito lugar que tanto amaldiçoei após a partida de omma.

Assim que meus pés tocam a calçada, começo a correr como nunca. Correr é uma das coisas que tornam meu dia um pouco melhor; sempre que minha cabeça aquecia eu saia para correr para qualquer lugar e acendia um cigarro em seguida. O ar que faltava em meus pulmões por conta da atividade eu colocava para dentro com uma fumaça espessa e poluente, essa me aliviava, tirava um pouco da minha realidade atual.

Chegando ao banco, decido retirar metade de minhas economias —que não são muitas, mas irão me manter por algum tempo—. Deixo o local e caminho em direção ao metrô; eu sairia dessa cidade em breve. O frio está castigando, me arrependo por não ter me agasalhado melhor, mas tudo bem, assim que chegar em meu destino tratarei de comprar algumas roupas mais quentes.

Dou graças pela condução ter chegado, assim aproveitarei do ar condicionado interno. Entro e procuro por um banco vazio; a vontade de fumar é grande, mas as regras de convivência me ensinaram que não dá. Espero que Busan tenha mais oportunidades para mim do que Daegu poderia oferecer. Na verdade, nesse aspecto eu não tenho do que reclamar, meu pai é dono de uma empresa bem-sucedida e as portas do lugar sempre estiveram abertas para mim. O problema é que se já não bastasse ter que aturar aquela vadia da amante —agora futura esposa— de appa em casa, teria que vê-la na empresa também, pois a maldita é secretaria do meu pai. Ficar pensando nesses dois faz minha cabeça doer, meus pulmões implorarem para serem massacrados e minha destra querer colidir contra algo que esfarele seus ossos, só pra ver se a dor de dentro pese menos que a física.

O movimento de pessoas me faz despertar, eu havia cochilado e mal percebi que havia chegado em Busan. Me levanto colocando minha mochila sobre as costas e novamente apressado sigo afora. É bom não ver nenhum rosto conhecido, nenhum outdoor com propagandas da empresa de seu pai. Ah... é muito, mas muito bom! Sei lá, a sensação que tenho e de poder respirar.

A primeira coisa que fiz ao chegar na cidade foi procurar por um apartamento, entretanto, eu deveria ter ido direto para uma loja de roupas. O frio bate contra meu rosto e minhas narinas doem com o vento que parece as rasgar a medida que invadem meu interior. Nem uma máscara fui capaz de trazer, argh

Eu não conheço muito bem aqui, se vim duas vezes ao longo dos meus vinte e um anos fora muito. Agora, falando minha idade, me sinto um pouco envergonhado por nunca ter tomado antes a iniciativa de sair de casa; eu já não sou um garotinho, apesar de appa me tratar como um. Aquele velho...me lembro novamente daquilo que gostaria de esquecer, pois sai de casa para construir uma vida nova; criar novas lembranças e deixar as antigas para lá, como as brasas que deixo em um cinzeiro.

Depois de percorrer um bom percurso e pedir algumas informações, chego até uma mobiliária. Eis o meu primeiro passo nessa nova fase.

— Boa tarde. — faço uma reverência e me acomodo em uma cadeira a frente a mesa. Existia um homem muito bem vestido e que aparentava ser pouca coisa mais velho que eu.

— Em que posso te ajudar? — ele brincava com uma caneta em suas mãos enquanto folheava um caderno. 

— Estou procurando um apartamento.

— Moradia ou temporário? — continuava sem me olhar. Que educação.

— Moradia. — respondo sem pensar duas vezes. Tendo um contrato responsável fica muito mais difícil querer voltar atrás. Aigo, olha o que estou pensando! Mal deixo minha antiga casa e já penso em arrependimentos. Eu sou um imbecil. — EU NUNCA MAIS IREI POR MEUS PÉS NAQUELA CASA! — penso falho que apenas pensei, mas na realidade espraguejei alto demais, deixando o outro a minha frente com o olhar assustado sobre mim. Bom, pelo menos agora ele mantém contato visual com seu cliente. — Oh, me perdoe... — digo envergonhado.

— Sem problemas. — ele me lançou um sorriso sem graça e continuou. — Está saindo da casa de seus pais?

— É, estou.

— Eu te desejo uma boa sorte nessa nova jornada. — o outro me olhava firme agora e eu me senti incomodado com a situação. Preferia que voltasse a não por seus olhos sobre mim do que receber essas encaradas nada furtivas. Porra, esse cara está me estranhando?! 

— Obrigado... agora podemos seguir adiante? — transpareço minha impaciência, sem querer querendo.

— Ah, claro.

Ele me mostra os aptos disponíveis no site e eu escolho a dedo, a dedo com o que posso gastar. A cada movimento que o homem fazia com suas mãos para passar as imagens, era um esbarrão de forma acidental em minha destra que estava apoiada sobre a mesa de vidro. Lógico que eu retirei meu palmo imediatamente e guardei em meu bolso. Eu sei que foi proposital. Abusado. 

Já em minha nova moradia, vejo que fiz bem em pegar um apartamento mobiliado, eu nada tinha para trazer mesmo. Vou direto para o quarto, agora sim, o meu quarto. As paredes azuis claro me transmitiam uma certa paz; uma cama não tão agradável como a que eu tinha; um armário de três portas e uma mesinha branca. A janela não era tão grande, mas agradável mesmo assim. Preciso me desapegar da materialidade. Minha vida não será como era e de certa forma esse fato não me assusta, pelo contrário, eu quis e procurei por isso. Depois de olhar cada canto do ambiente, coloquei minha mochila ao lado da cama e me joguei sobre o colchão, fechando meus olhos. Eu estava exausto, não tanto fisicamente, mas sim emocionalmente. Eu precisava disso, precisava me libertar de mim mesmo. Eu não posso dizer que odeio meu pai, eu até vou sentir falta das suas brincadeiras sem graça e da época em que tinha minha verdadeira família reunida... mas para mim não dá mais. Não posso continuar sonhando acordado e esperar por algo impossível. Afinal, isso nunca mais irá acontecer e eu preciso te dizer adeus, mamãe, eu preciso te deixar ir e me contentar apenas com nossas lindas e eternas lembranças, porque infelizmente você não pode voltar...mortos não voltam.




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