História Memories - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Jennifermorrison, Lana Parrilla, Lanaparrilla, Regina Mills, Reginamills, Swan Queen Emmaswan, Swanqueen
Visualizações 486
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vocês não sabem o quanto me deixaram feliz com todos os comentários do capítulo passado. Cada palavra lida, me fez abrir um enorme sorriso. Obrigada de verdade, por acompanharem, por comentem, por favoritarem, por indicarem, pelos elogios, pelas teorias, pelas euforias. Por tudo. Obrigada, gente.

****** Como bem sabem, Regina acabou de sair de um coma. Devido ao tempo em que ficara no mesmo, ela ficou com problemas para falar. Por isso, suas falas estão em itálico, porque eu não consegui colocá-la como se estivesse com dificuldade de falar sem parecer que está gaguejando. Então, o itálico é para representar seu problema em falar corretamente.******

Capítulo 19 - Wish you were here


— Eu tinha esquecido como sua comida é boa, mamãe. — Zelena comentou bem humorada, enfiando mais uma garfada de macarronada em sua boca. Ao seu lado estava Regina, que estava em silêncio desde que fora colocada à mesa. Em sua frente, seu pai e sua mãe. — Adoro a sua macarronada... — Fechou os olhos e murmurou “humm” enquanto lambia os lábios. — A minha não chega aos pés. — Balançou a cabeça negativamente, saboreando-se de mais uma garfada.

— Eu queria muito que minha macarronada tivesse o poder de te trazer de volta pra casa... — Cora murmurou baixinho, mas todos da mesa ouviram. Na verdade, essa era a intenção dela. Fingir que havia dito apenas para si, mas que todos “sem querer” acabassem por ouvi-la se lamentar.

— Mamãe...

— Então, Regina... — Henry interrompeu a ruiva antes que ela pudesse de fato entrar no assunto. — Não está gostando da comida? — Esticou seu braço por cima da mesa, e alcançou a mão da filha. — Se você quiser, eu posso fazer outra coisa...

— Tudo bem, pai... — Deu um sorriso sem graça. — Só estou sem fome. — Todos da mesa encaram-lhe com expressão surpresa. — O que?

— Regina Mills sem fome? — Indagou Zelena em tom espantado. Regina encarou a irmã com uma expressão confusa. Não estava entendo nada da reação dos três. — Regina Mills, filha de Henry e Cora Mills, não está com fome? Não quer comer a famosa Macarronada de Dona Cora? A comida preferida? — Concluiu em tom exagerado. Regina nada respondeu. Não sabia o que falar. Até onde se lembra, sua comida preferida era panquecas e hamburguês. Ambos feitos pelo pai. — É você mesmo? — Tocou o braço da irmã. Sua expressão era de preocupação. Falsa preocupação. Estava tirando uma com a cara da irmã. — Talvez ela esteja doente... — Colocou a mão na testa da morena, e depois no pescoço. — Está sentindo algo?

— Eu estou bem, Zelena... — Com delicadeza tirou a mão da irmã de sua testa.

— Regina sem fome e sem querer comer a macarronada da mamãe? — Fez uma pausa dramática e se levantou de repente. — EU FUI! — Gritou, levantando seus braços para o alto, e arrancando risada dos pais.

— Tá... — Balançou a cabeça negativamente. — Pai, você pode me levar para o quarto?

— Não está se sentindo bem? — Perguntou, realmente preocupado.

— Só estou cansada... — De um sorriso sem graça. — Quero dormir um pouco.

— Depois eu levo algo gostoso para você comer... — Cora se pronunciou, levantando-se da mesa e recolhendo o prato da filha. — Não pode ficar sem se alimentar.

— Toma ao menos o suco. — Zelena ofereceu.

— Amanhã o Dr. Hopper vem te visitar logo cedo. — Henry avisou, empurrando a cadeira de rodas, cozinha a fora. — Mais tarde Dra. Page vem te fazer uma visita também.

Ao escutar o segundo sobrenome, Regina engasgou com o líquido que tomava.

— Calma Rê... — Zel começou a bater nas costas da irmã até que essa parasse de tossir. — Melhor? — A morena assentiu.

— Quem é essa doutora? — Indagou alarmada.

— É a fisioterapeuta que o Dr. Victor indicou. É amiga dele lá no hospital. — Respondeu Henry, pegando-a nos braços. — Zelena, traga a cadeira, por favor.

— Ela é uma gostosa, Rê! — Comentou Zelena, esquecendo-se do pai. — A mãe também. — Regina olhou rapidamente para a irmã, com olhos arregalados, mas essa já estava na metade da escada.

— Não se preocupe meu amor. Ela sempre foi assim. — Comentou Henry, naturalmente.

§

— Amanhã voltarei na parte da tarde, para continuarmos... — Disse Hopper, levantando-se da poltrona colocada estrategicamente ao lado da cama de Regina. Pegou sua maleta, depositada em cima do criado-mudo, e saiu do quarto, dando de cara com Henry. — Sr. Mills. — Estendeu-lhe a mão, que logo fora apertada.

— Bom dia... — Desejou-lhe com ânimo. — Como a minha filha está?

— Bom dia... — Sorriu cordialmente. — Ela está indo muito bem... Se continuar como está, em menos de duas semanas, volta a falar normalmente.

— Que ótimo! — Esfregou as mãos uma na outra, e depositou a direita no ombro do homem. — O senhor já tomou café?

— Sim! Eu não costumo sair de casa sem me alimentar. Não importa a hora... Mas obrigada por oferecer...

Antes que Henry pudesse responder algo ao médico, Cora aparece no corredor, sendo seguida por Zelena.

— Henry, preciso que você vá comprar algo para mim... — Aproximou-se do homem e fez uma expressão de pidona. Sim, Cora adorava apelar quando pedia algo para o marido, para que não houvesse a chance de negação.

— O que eu não faço por você? — Sorriu de forma apaixonada, abraçando-lhe de lado.

— Mãe, pai, menos, por favor. — Pediu Zelena, revirando os olhos. — Obrigada. — Murmurou ao ver o casal se afastar.

— Bem... — Archie pigarreou, chamando a atenção dos três. — Amanhã estarei de volta, mas pela tarde, tudo bem para vocês?

— Oh sim! O que for melhor para você. — Sorriu e recebeu outro em troca.

— Então, se me dão licença, preciso ir... Ainda tenho mais um paciente agora pela manhã. — Colocou seu palitó, e se encaminhou para as escadas.

— Tudo bem Dr. Eu o acompanho. — Sr. Mills se pronunciou, seguindo o homem.

— E eu vou com você, Henry, para te dizer o que comprar. — Cora apressou os passos para alcançar o marido.

— E eu vou falar com a Regina. — Murmurou Zelena, apontando para trás, ao ver que ficara sozinha.

§

 

— Você está tão calada desde que voltou do hospital... — Comentou Zelena. Estava encostada no batente da janela do quarto da irmã. Seus longos fios ruivos balançavam de acordo com a força do vento, vindo da rua. Regina olhava para o nada em sua frente. Na verdade, para um quadro de pintura que tinha na parede. Apesar da casa e do quarto serem exatamente como se lembra, sentia-se estranha. Em um lugar estranho. — Não era assim antes... — Acrescentou, desencostando da madeira, e andando até a cama.

— Se eu fosse explicar, você não entenderia. — Rebateu de forma triste. Seu olhar continuava preso à pintura.

Miami. O desenho que havia no quadro que Regina tanto olhava, era uma pintura de Miami. Uma pintura de Miami, feita por um desses artistas de rua. Seria cômico se não fosse trágico.

— Você poderia tentar... — Sentou-se na beirada da cama.

— É complicado...

— Quando você quiser tentar... Eu estarei aqui... — De forma hesitante, aproximou sua mão da perna da morena, e fez um leve carinho. Esperou ela repelir o contato, mas como não aconteceu, continuou com os movimentos leves.  — Rê, eu sei que estávamos brigadas, e que você está com raiva de mim, mas eu estou com saudade de você... Saudade de nós... — Seus olhos brilhavam com lágrimas que ela lutava para não descerem. — Queria nossa irmandade de volta... — Abaixou a cabeça, permitindo que algumas lágrimas caíssem, mas logo as enxugando.

— Zel... — Regina estava confusa. Sabia que as duas haviam brigado apenas porque a ruiva havia dito, pois não se lembrava de nada. Na verdade, tudo que tinha em sua mente, era sua boa relação que tinha com a irmã. — Eu não estou com raiva de você... Eu... — Esticou-se um pouco e segurou na mão da irmã, que levantou a cabeça no mesmo momento. — Eu nem mesmo sei o que aconteceu... Como poderia estar com raiva? Eu não sei por que brigamos... Não me lembro de nada que aconteceu antes... — Encaram-se por alguns segundos em silêncio, até Regina quebra-lo. — Vem aqui... — Bateu no colchão ao seu lado. Rapidamente Zelena se levantou, e se deitou ao lado da irmã. Era tudo que ela queria. Recuperar a boa relação que tinham. — Me conta o que aconteceu...

— Rê... — Murmurou. Seu tom era choroso. — Eu não quero correr o risco de acontecer de novo.

— Não vai acontecer... Eu prometo. — As duas se encararam por alguns segundos e Regina sorriu, passando confiança para a irmã. — Eu amo você, minha irmã. — Sem esperar por respostas, puxou-a para um abraço apertado.

— Eu também amo você... — Apertou-a mais. Sua voz saindo abafada por conta do contato, e entrecortada por causa do choro. — Eu tive tanto medo de te perder... Tanto medo de nunca mais você voltar... Tive medo de nunca mais te ouvir me chamar de Zel, e dizer que me ama.

— Shh! Já passou... Eu estou aqui agora... Tudo terminou bem... Ainda teremos mais tempo juntas... — Beijou seus fios ruivos e deu início a um carinho.

Ficaram algum tempo em silêncio. O choro de Zelena foi se acalmando e sua respiração ficando mais calma. Tão calma, que Regina pensou que ela havia dormido em seus braços.

— Eu me apaixonei pela Ruby... — Zelena disse de repente, pegando a irmã de surpresa, porém com um enorme sorriso no rosto. — Eu não namorava o Graham ainda, quando a conheci... A gente só estava ficando há alguns meses. Ele era um cara legal e bonito. Mamãe, papai, e você, gostavam dele. — Deu uma forte fungada, afastando-se um pouco da morena, mas sem se desfazer do contato, como se a qualquer momento, Regina fosse fugir ou sumir. — Ruby era solteira. Não era muito de se envolver de forma casual. Ela também se apaixonou por mim. Saímos algumas vezes. Ficamos uma vez.  Um tempo depois, eu fiz a Ruby sofrer muito. Graham havia mentindo para mim e você ficou sabendo. Eu escolhi o Graham em vez da Ruby... Como ela estava apaixonada por mim, não conseguia se envolver com outra pessoa. Você tentava me afastar do Graham, mas eu tinha medo de terminar com ele e não da certo com a Ruby. Certa vez eu briguei feio com ela, e você e o Graham se meteram... E foi depois dessa briga que a gente se separou. Naquele dia, todos nós dissemos coisas feias uns para os outros... — Finalizou. Não queria contar os detalhes. Era muito doloroso para ela, ficar relembrando o que acontecera.

— Por isso vocês não se falam até hoje? — Zelena assentiu com expressão triste. Ainda era apaixonada pela amiga da ex-cunhada. — Está explicado por que você ficou tão inquieta quando ela entrou no quarto. — Zelena concordou e as duas sorriram.

— Rê, você me perdoa? — Indagou de repente. — Mesmo não se lembrando... Você me perdoa?

Regina a encarou por alguns segundos, deixando a irmã bastante apreensiva com a resposta.

— Sim... Eu te perdoo. — Respondeu depois de alguns minutos. Em seguida, sorriu largamente. De repente, Zelena se jogou em seus braços, apertando-a forte. — Só não precisa me esmagar. — Murmurou bem humorada, sendo agora atacada pelos lábios da irmã, beijando-lhe cada parte do rosto. — Ah meu Deus! — Gritou sorrindo.

— Obrigada, Rê... — Obrigada... Você não sabe o quanto me deixou feliz. — E então voltou a atacar a irmã.

§

Fazia alguns minutos que Regina havia acordado, e mais uma vez estava encarando o quadro com a pintura de Miami, que havia na parede em sua frente. Depois da conversa que tivera com a ruiva, Zelena passou a contar algumas aventuras que tiveram, até que sentiram sono e dormiram.

— Você se lembra quem te deu esse quadro que você não para de observar? — Indagou Zelena, chamando a atenção de Regina, que achou que a mesma ainda dormia.

— Foi você?  — Zelena gargalhou, balançando a cabeça negativamente. — Desculpe-me, eu não me lembro.

— Não sou boa com pinturas... — Fez uma careta, arrancando sorriso da irmã. — Bem, foi a Emma quem pintou esse lindo quadro e te deu em um aniversário seu. — Levantou-se rapidamente e foi até o objeto, tirando-o do lugar e rapidamente o entregando para a Regina. — Miami foi onde vocês se conheceram...

Ao ouvir o que a irmã falara, o coração de Regina dera um salto. Seu sangue gelou, e suas mãos começaram a suar frio.

Como assim haviam se conhecido em Miami?

Seria isso apenas uma coincidência?

Claramente a vida está querendo-me foder, mas não de um jeito bom. Pensou Regina.

— Estávamos de férias lá... — Continuou Zel. — Eu, você e o Graham... Fomos a uma balada no fim da noite... — Deu um sorrisinho. — Na verdade, era uma festa. Uma festa privada, que nós invadimos... Na verdade, eu te arrastei... — Sorriu novamente. — No fim da festa, vocês se conheceram...

Antes que Zelena pudesse continuar a pequena história, seu celular começou a tocar. Era Graham quem ligava.

— Eu preciso atender. — Mostrou o celular, sorrindo sem graça. — Volto logo. — E sem esperar por resposta, saiu do quarto.

Após ver a irmã sair do quarto, Regina repousou seu olhar novamente na pintura do quadro em suas mãos.

Ao ver o nome de Emma assinado no fim da pintura, passa o dedo indicador por cima. Seus olhos enchendo-se de lágrimas.

— Eu queria que você estivesse aqui...


Notas Finais


Perdoem-me pelos famosos erros. Eu estava com muito sono quando escrevi isso aqui...

Gostaria de avisar que, depois de tanto alguns leitores pedirem, eu criei um grupo no wpp, não só para essa fanfic, mas para todas as outras que escrevo ou já escrevi... Se quiserem entrar, podem me mandar os vossos números na DM.

Agora é com vocês!


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