História Memories - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Bardroy "Bard", Ciel Phantomhive, Mey-Rin, Sebastian Michaelis
Exibições 108
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá.
Essa história foi postada pela primeira vez no dia 05/05/2015 em minha antiga conta (Aeternus).
Nessa ocasião a história foi abandonada apenas com alguns capítulos postados. Pois bem, esses dias resolvi remexer essa antiga conta, que já não uso mais há bastante tempo, e então acabei sentindo vontade de reescrever e continuar essa fanfic.
Espero que gostem. Aproveitem a leitura. <3

Capítulo 1 - Prólogo


O jovem de estatura mediana se encolhia, sentado embaixo de uma imensa árvore; as costas encostadas no tronco. Os olhos grandes permaneciam abertos, seguindo até o menor dos movimentos. Gostava de observar e era justamente o que sempre fazia; estava sempre assistindo a vida passar sem nada dizer ou fazer-se muito presente.

Outubro tinha recém começado e as poucas folhas secas, que ainda insistiam em agarrar-se aos galhos das árvores, estavam sendo levadas aos poucos. O extenso e florido parque parecia quase deserto naquele fim de tarde; o sol já se escondia lentamente e em breve seria noite. Algumas poucas pessoas andavam por entre as árvores e flores, correndo ou apenas jogando conversa fora.

O dono dos olhos azuis não se lembrava de como havia chegado até aquele lugar ou sequer sabia direito onde estava. Tudo em que conseguia pensar era na liberdade e leveza que sentia estando rodeado pela bela paisagem do ambiente. A sensação era nostálgica; tinha a impressão de conhecer aquele local como a palma da mão, mesmo que não soubesse explicar como.

Passou os dedos curtos pelos ombros, sentindo o vento frio arrepiar-lhe a pele. Olhou em volta mais uma vez e só então percebeu que agora estava acompanhado. O tal homem de olhos vermelhos e cabelos negros havia surgido do nada e acomodado-se por perto. Ciel nunca o via chegar, mas o fato é que ele sempre aparecia.

Sentiu os ombros serem tocados pelas mãos macias e gentis e logo teve o corpo envolvido por um abraço apertado. Pensou em dizer alguma coisa, mas não se viu capaz de formar sequer uma frase. Era sempre assim: nunca conseguia dizer nada em momentos como aquele, por mais que tentasse.

Olharam-se durante um longo tempo, mantendo a expressão séria e fechada que ambos traziam consigo desde o início. Era costume não sorrir, não dizer nada e, vez ou outra, sequer se aproximavam. Em certos momentos apenas se encaravam de longe pelo que pareciam horas.

Não era possível precisar a quanto tempo estavam ali, o tempo parecia não mudar; as horas não passavam. O céu permanecia do mesmo jeito, com as mesmas tonalidades de antes. Os olhos vermelhos voltaram a procurar pelos azuis e então, por um breve momento, sorriram discretamente.

Ciel acordou completamente atordoado, observando cada canto do quarto espaçoso e escuro. O sorriso de antes ainda fazia parte de sua expressão. Passou a mão pela testa, empurrando para trás os fios de cabelo que se prendiam a região. Era apenas mais um sonho; apenas mais um incômodo e real sonho com aquele bendito homem.

A janela do quarto estava aberta e o frio noturno entrava por ali, rodeando seu corpo. Continuou deitado no colchão por algum tempo; os braços agarrados fortemente ao próprio corpo. Não conseguia dizer ao certo quando havia sonhado com aquele homem pela primeira vez e nem por quantas vezes o sonho havia se repetido.

Quando o frio tornou-se muito incômodo, levantou-se da cama ainda revivendo a expressão sorridente que havia visto durante o sonho. Tudo lhe parecia tão real, tão palpável, tão agradável. Era como uma lembrança antiga e querida a aquecer-lhe o coração gelado.

Levantou-se da cama lentamente, arrastando os pés descalços pelo chão de madeira. Fechou as janelas e logo em seguida voltou a acomodar se em meio aos lençóis. Os olhos ardiam devido ao sono acumulado. Noites mal dormidas eram frequentes e a insônia era, atualmente, sua companhia mais insistente.

A situação toda havia começado há alguns anos. Certa noite sonhou com um homem de boa aparência e de trejeitos extremamente gentis. Os olhos vermelhos o atraíram de forma que não soube mais como parar de olhar. Os fios negros que caiam sobre a testa emolduravam o rosto, dando ainda mais beleza aos traços. Belíssimo; essa era a palavra mais que perfeita para defini-lo.

Naquele primeiro momento, assim que acordou, custou a esquecer tudo o que tinha visto. Tudo parecia tão real que era tarefa quase impossível acreditar que não havia acontecido realmente. É apenas mais um sonho sem sentido e sem qualquer significado, pensou. Apenas mais um devaneio criado por meu cérebro. Nunca mais irá acontecer, falou para si mesmo. A questão é que não demorou muito para que a situação se repetisse.

Bastou adormecer novamente e o homem moreno estava lá mais uma vez, sorrindo como sempre fazia. Um sonho nunca era igual ao outro. Por vezes andavam juntos em um parque, em outras esbarravam casualmente nas ruas cheias da cidade. Nunca trocavam sequer uma palavra.

Ter aquele tipo de experiência acabou tornando-se algum tipo estranho de rotina e quando não sonhava com ele sentia se vazio; como se algo de extrema importância lhe faltasse. Desse modo, mais de um ano havia passado; suas noites de sono tornavam-se cada vez mais conturbadas.

Demorava a adormecer e quando adormecia o sono era inquieto e cheio de pensamentos. Até o som da água caindo vagarosamente pela torneira o incomodava imensamente. Os sonhos que, anteriormente, traziam tamanha tranquilidade haviam se transformando em uma incômoda obsessão.

Quando recostava a cabeça no travesseiro já se punha a pensar em qual seria o enredo daquela noite; se veria aquele homem, se finalmente seria capaz de falar com ele e assim as horas iam passando sem que o sono chegasse. O dia clareava, a luz do sol invadia o quarto pelas janelas sem que Ciel conseguisse pregar os olhos.

Começou então a achar que aquilo não era algo exatamente normal; que ansiar por ver um desconhecido em um sonho era algo bizarro demais. Estava cada vez mais obcecado, apenas isso. Anotou detalhadamente a descrição do tal homem, explicando minuciosamente cada detalhe do qual se lembrava. Estava seriamente decidido a procurar por respostas.

Procurou por fotos antigas nos álbuns do colégio e da faculdade que havia frequentado, mas em nenhum deles encontrou alguém que batesse com sua descrição. Falou com seus pais, amigos e parentes próximos, porém nenhum deles trouxe alguma informação relevante.

Era bem verdade que a descrição limitada que tinha poderia remeter a um milhão de pessoas diferentes. Cabelos negros, pele clara e sorriso gentil não eram características lá muito difíceis de se encontrar. Durante suas buscas, até teria se deparado com vários homens que atendiam ao que procurava, mas que não eram aquele com quem sonhava, não fossem os olhos vermelhos.

Os olhos de tom forte e chamativo fizeram com que não encontrasse sequer uma pessoa que pudesse ser o personagem de seus sonhos; sequer uma pessoa que batesse com sua descrição e isso fez com que suas esperanças, de que ele existisse na vida real, fossem dilaceradas reduzidas a nada.

Após muita procura, e nenhuma resposta, desistiu daquela procura sem sentido. Passou então a considerar a hipótese de estar doente; com algum transtorno psiquiátrico. Durante meses pensou em procurar um médico, em dizer a alguém que aquilo tudo estava tirando seu sono, perturbando seus pensamentos, mas o medo de nunca mais ver o tal homem o impediu de procurar ajuda. Preferia continuar atordoado a nunca mais vê-lo.

Sua última opção foi tentar diagnosticar sua provável doença por contra própria, se é que realmente havia uma doença a ser diagnosticada. Fez várias pesquisas sobre transtornos do sono, porém não chegou a nenhuma resposta significativa, nada que pudesse satisfazer suas dúvidas.

Quando estava quase desistindo de obter respostas, encontrou textos que afirmavam que todos os personagens de nossos sonhos são conhecidos por nós. Todos, sem nenhuma exceção. Aquele primo que você viu apenas uma vez e sequer se lembra ou aquela moça na fila do banco. Um homem que esbarrou em você na rua, o senhor que te atendeu na banca do jornal. Todos esses rostos são guardados e no futuro podem aparecer em algum dos seus sonhos.

Depois de ter descoberto isso, uma pontinha de esperança voltou a crescer em Ciel; o jovem tinha novamente a expectativa de esbarrar com o dono dos olhos vermelhos na vida real. Quando estava na rua fazia questão de observar cada rosto e seu coração disparava sempre que via alguém que se encaixasse nas lembranças que tinha.

Procurou durante anos, deixou-se envolver pela possibilidade de vê-lo, de poder descobrir quem era, de saber se ele havia feito parte de sua vida em algum momento, mas nunca obteve sucesso. Os anos passavam, sua vida seguia, sem que sua obsessão fosse esquecida sequer por um momento. Nenhuma de suas dúvidas fora sanada. Pelo menos não ainda.


Notas Finais


Pois é. É isso. O próximo capítulo, provavelmente, sai dentro de uma semana. Até breve :*


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