História Memories And Letters - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Kookv, Taekook, Vkook
Exibições 34
Palavras 1.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Mamihlapinatapai


Fanfic / Fanfiction Memories And Letters - Capítulo 13 - Mamihlapinatapai

Enquanto ali eu estava sentado, resolvi pegar meu caderno e ficar estudando tudo o que eu havia visto nas aulas daquele dia. Eu estava estudando sobre a arte da Grécia antiga, entre elas, sobre algumas mitologias gregas. Dentre essas mitologias, li sobre a mitologia de Ícaro e acabei me dando conta que, bem na minha frente, estava um Ícaro em forma humana. Ao ficar admirando aquele anjo caído deitado sobre a minha cama, me veio em mente a ideia de te desenhar. Era o momento perfeito, já que você estava imóvel.

Busquei, então, meu lápis e uma folha em branco que estava sobre minha escrivaninha ali perto e comecei a esboçar sua imagem. Foi um pouco demorado ter que recriar alguns detalhes do seu rosto, que estava coberto de band-aids e esparadrapos. Eu quis desenhar os seus machucados a fim de me inspirar em Ícaro. Antes mesmo que eu pudesse finalizar o desenho, percebi que você já estava despertando. No mesmo instante, coloquei a folha dentro do meu caderno que, momentaneamente, servia de apoio para o meu desenho, e aproximei minha cadeira até a cama, para que você pudesse se relembrar onde estava.

- Tae? – perguntei enquanto você ainda estava acordando de um modo desorganizadamente engraçado, coçando sua cabeça e fazendo caretas de sono.

- Que horas são? – você perguntou logo depois de ter se situado de onde você estava.

- Ahm.. São 15h ainda – disse enquanto conferia o horário no celular.

- Eu preciso ir – disseste enquanto tirava os lençóis de cima, levantando-se logo em seguida.

- Calma – lhe sentei na calma, continuando a me pronunciar – Antes de ir, você precisa comer. Minha vó preparou algo pra você.

- Não precisa disso – você voltou a se levantar, dando passos cambaleantes, chegando quase a cair.

- Aish – disse enquanto te segurava de uma possível queda – Deixa de ser teimoso, Taehyung – continuei minha bronca, levanto-te, em seguida, até a sala de jantar.

Ao chegar, te coloquei sentado junto à mesa e fui até a cozinha à procura da vovó Tsunade. Ela não estava lá. Havia, apenas, um bilhete na geladeira. “Jeon, tive que sair para pagar umas contas atrasadas mas deixei a comida encima do fogão. Tem o suficiente para vocês dois. Beijos”. Peguei, então, tudo que havia no fogão e levei até a mesa. Era muita comida. “Aigo, os coreanos levam a sério quando dizem que a comida é o melhor remédio”, pensei comigo mesmo espantado com a seriedade que levavam essa filosofia. Depois de ter posto tudo na mesa, começamos, então, a comer.

- Que primeiro encontro, hein? – você se pronunciou rindo enquanto colocava algumas comidas em sua tigela.

- Até que não tá tão ruim assim – falei positivamente, não querendo desmerecer aquele momento.

- Não foi bem o que eu esperava – falaste torcendo os lábios enquanto se lamentava.

“Então você também pensava sobre o nosso encontro tanto quanto eu?”, pensei prazeroso em ter que ouvir tais palavras.

- E como você esperava? – indaguei curioso, como de costume.

- Vou fazer isso no nosso próximo encontro, então é segredo – concluiu sorrindo em forma de aegyo, recebendo como resposta a minha cara de indignação com empolgação (indignado pelo suspense do segredo e empolgado com o segundo encontro).

- Se você continuar com esses seus suspenses, vou acabar retribuindo tudo isso cedo ou tarde, hein? – falei tentando me manter sério enquanto o ameaçava com meus hashis sujos de arroz, soltando, no fim da minha ameaça, uma risada inevitável, a qual entrava em sincronia com sua risada quadrada.

- Mas Tae, agora falando sério – continuei, voltando à seriedade do assunto – O que aconteceu com você hoje?

Silêncio quase absoluto. Apenas saia um som da sua boca: era o som das suas mordidas intermináveis sobre aquele espeto de carne. Parecia um mascar de chiclete. Mas em uma carne. Isso tem lógica?

- Não sei se devo fal..

- Taehyung – interrompi quase perdendo a paciência – Não sei por que você tem receio de ser sincero comigo. Você acha que vou te julgar?

- Talvez, mas o que me preocupa é a enorme possibilidade de você começar a me evitar a partir do momento que me conhecer de verdade.

- Evitar? Por que eu te evitaria?

- Eu não sou um cara certo e você já deve ter notado isso. E, sabe, você é tão certinho que acaba fazendo com que eu tenha vergonha de mim mesmo. De como eu sou. No que eu me tornei. – desabafaste olhando fixo para baixo, não querendo manter contato visual.

- Tae.. – falei enquanto colocava minhas mãos sobre as tuas mãos, as quais estava postas sobre a mesa.

Nesse momento, você levantou sua vista e nossos olhos se cruzaram, até que eu percebi o que eu, inconscientemente, estava fazendo. Tirei, então, minhas mãos das tuas, tossi a fim de limpar minha garganta e continuei a falar, tentando disfarçar aquela minha atitude deveras ousada.

- Não se preocupa com isso, eu não vou tentar te evitar nem fazer nada parecido – falei um pouco nervoso, dando uma pequena pausa em seguida – E você já deve saber o motivo disso – concluí, deixando a dúvida no ar propositalmente.

- Na verdade, eu não sei. Qual seria o motivo pra você não me evitar? – perguntou enquanto virava sua cabeça levemente para o lado, demonstrando estar curioso com o que eu falara.

- Você um dia saberá – falei rindo, contente em saber que tinha me vingado dos seus suspenses constantes.

- Ahhh, ta certo, você venceu  – respondeu rindo com tal resposta, percebendo que havia, de fato, merecido isso – Vou te contar o que você quiser. Só vou logo avisando, não espere nada de bom vindo de mim.

- Então não espere nada de mal vindo de mim – respondi rindo, a fim de descontrair aquela ocasião, elevando meu copo de água para brindar aquele trato momentâneo. Brindamos, então, com copos de água e ficamos ali rindo de tal atitude como duas crianças.

Pausa na carta. Taehyung, agora você sabe por que eu não te julgaria nem te evitaria nessa época. Eu já tinha noção de como você era pelo o que o seu pai falava de você. Não comentei nada porque queria te conhecer por mim mesmo, e não pela visão de outras pessoas. Não quis me deixar levar pelo que os outros pensavam. Mas, mesmo assim, mesmo sabendo de certas coisas, não te evitei nem te deixei de lado. Certo? 


Notas Finais


1- Mamihlapinatapai (nome do capítulo) é um olhar compartilhado por duas pessoas, cada uma desejando que o outro inicie algo que eles tanto desejam, mas que ambos não o fazem.
2- "Hashi" ou 'palitinhos' são as varetas utilizadas como talheres em parte dos países do Extremo Oriente, como a China, a Coréia do Sul, etc.
3- "Aigo" é uma expressão coreana de surpresa que pode ser entendida como "Caramba".
4- "Aish" é uma expressão coreana que pode ser traduzida como "Que droga".

Obs: Perdoem-me pela foto, eu não soube o que colocar. ^-^'


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