História Memories and Photographs - L3ddy - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Lucas "LubaTV", Lucas Olioti
Visualizações 50
Palavras 1.123
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - .two - the same dream



.two - the same deram


  Está tão... Escuro... Eu não enxergo nada...

  Não me diga que você não enxerga nada!

  Que lugar é esse?

  Escuto barulho de cachoeira - ou pelo menos é o que parece, já que ouço águas caindo.

  Ouço muitas vozes também, conversas aparentemente, e barulhos de talheres e pratos se colidindo, como alguem lavando louça.

  Pisco e de repente estou em um restaurante, visivelmente lotado e muito chique. Da onde vinha aquela agua?

  Olho em volta e vejo que nas paredes há algo como pequenas fontes que dão a impressão de uma cachoeira - já que tinha uma bem ao meu lado.

  Não consigo ver a mim mesmo em reflaxo de nenhum lugar, apenas meu braço repousado a cima da mesa e... Estou segurando a mão de alguém?!

 Sinto ela sendo apertada levemente.

 — Amor? – a pessoa me chama. Tem uma voz suave, mas ainda masculina — Já sabe o que vai pedir? — sua voz era, alem de suave, paciente e transmitia uma certa felicidade.

  Tento olhar em seu rosto, mas não consigo olhar a cima do pescoço. É como se... Seu rosto simplesmente não existisse, mesmo que eu tivesse a certeza absoluta de que ainda estava ali.

 — Ficou mudo? — sua voz sai junto de um riso. — escolhe logo por que estou com muita fome e já escolhi o meu.

  "Quem é ele?" é a única coisa que consigo pensar. Mas sinto que já o conheço. E muito bem.

 — Preciso ir ao banheiro. Enquanto isso, vai se decidindo pelo amor de Deus. — ele se levanta e da as costas, saindo.

  Ai consigo ver sua roupa; uma camisa, aparentemente de botões preta, sua calça da mesma cor e um tênis vermelho, e seu cabelo loiro e azul. Um relógio em uma mão e na outra alguns braceletes. Ele anda calmo. Não era nem muito alto, mas também nem muito pequeno. Olho para a mesa e ali esta o que imagino ser seu boné e seu óculos escuro. "Por que um óculos escuro? Esta de noite!"

  Tento olhar para o rosto das pessoas, mas não consigo olhar direito; todas as faces estão ofuscadas.

  Depois de alguns minutos - que pareceram questão de milésimos - ele volta, mas ainda não vejo seu rosto.

 — Já escolheu mor? — volta a dar a mão — vou chamar o garçom, ok?

  Ele faz os pedidos por ele e por mim, já que estranhamente eu simplesmente não consigo falar nada.

 — Eu estou muito cansado, mas eu to muito mais feliz. — sinto que deveria falar algo, mas ele continua a responder como se eu realmente estivesse respondendo. — que bom que você veio ver uma de minhas sessões aqui, isso me deixa muito melhor. Me faz esquecer todo aquele rolo de antes. Quando você aceitou que eu assumisse nosso namoro pra todos eles, você não tem noção do quão feliz eu fiquei! Obrigado por estar ao meu lado nesses momentos, urso. Muito obrigado mesmo. 

  Sua voz saia por pura gratidão e felicidade, mas eu não estava entendendo nada.



  Esta tudo escuro, mas esta calor, muito calor. Estou deitado em algo macio.

  Ouço agora apenas suspiros e leves gemidos cortados - esses mesmos de minha parte. Sentia um arrepio passando meu corpo.

  Mãos passeavam curiosas e tímidas em meu peitoral, e eu sentia o dono das mãos tão extasiado quanto eu.

  Suas mãos passam para meu braço, prendendo ambos ao meu lado enquanto distribua beijos cortados de suspiros entre meu pescoço e maxilar.

  Era óbvio que ele era quem estava no comando, e tive certeza disso quando seus lábios pousaram no pé de minha orelha esquerda.

 — Hoje eu vou te provar que também sei como se domina alguém. — sua voz sai rouca e autoritária, com um leve tom de vingança.

  Como antes, não consigo responder nada. E também não consigo ver seu rosto. Ele afunda a cabeça mais em entre meu ombro e pescoço e sinto o triplo de prazer, quase não notando quando ele força um de meus braços mais forte contra o lençol e com a outra mão tapando minha boca, fazendo com que meus gritos se percam em minha garganta. Com a mão livre consigo apenas arranhar as costas do meu 'dominador' e com isso, fazendo-o gemer perto de meu ouvido.



 — Você não pode dizer que me ama e depois deixar uma qualquer dar em cima de você! Isso é questão de senso! — ele grita.

  Agora estamos dentro de um carro, ele no passageiro e eu o condutor. Ele esta claramente irritado e bêbado - pois sinto o cheiro forte da tequila.

 — Não adinta negar! — rebate algo que eu sequer respondi, pois não consigo — Eu vi! Não só vi, como ouvi! Você não negou quando aquela vadia queria te dar o número dela, e não recuou quando ela colocou no bolso de trás do seu jeans! Sério, você acha que eu sou deficiente? Cego, surdo ou sem capacidade de identificar uma cachorra no cio?

  Do jeito que ele falava e o que ele falava, era perceptível que eu havia feito algo absurdamente errado.

 — Talvez eu esteja bêbado, mas ainda tenho consciência do que aconteceu! E sabe o que é o pior? É QUE VOCÊ AINDA NÃO JOGOU A PORRA DO NÚMERO FORA! — agora berra.

  Sinto uma raiva incompreensível subir a cabeça e perco o controle, acelerando mais ainda o carro.

  Minha cabeça se direciona para o homem sentado ao meu lado e por questões de milésimos vejo seu rosto. Barba ruiva, rosto branco e levemente avermelhado por conta da raiva e os olhos molhados e verdes. Era uma visão linda e impura, pois me quebrava por dentro e eu usava cada caco para atingi-lo em palavras que eu não escutava, que eu não sentia sair de minha boca. Só sabia que o machucava tanto que ele chorava, mais e mais. Seu rosto era como a de um anjo decepcionado, pois quem ele protegia acabara de pecar contra ele.

  E tudo isso, em questões de milésimos antes de um clarão atingir-me e tudo sumir, voltando a escuridão.

  Mas agora, sozinho. Sem vozes, sons, ou qualquer resquício de algo que eu possa enxergar.

  Sem aquelas mãos acariciando as minhas, sem seu corpo contra o meu, sem seu rosto por ao menos mais alguns segundos, apenas para sempre me recordar dele. Mas eu sempre esquecia-me como ele era, como seu rosto era absurdamente lindo. Não, não lembro como é, porem eu sempre tenho a certeza de que é de uma beleza e perfeição incompreensíveis.


  E, com isso, eu acordo sem me lembrar de quem esteve comigo, sem a certeza de que era alucinações ou lembranças, sem a certeza de nada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...