História Memories Drawn - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Bilhetes, Drama, Josefine Frida Pettersen, Justin Bieber, Memories Drawn, Romance
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Palavras 5.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hallo!
Muito obrigada pelos favoritos e comentários. <3
E, perdão por essa demorinha chata. Mas, aqui está mais um capítulo. Espero, de coração, que gostem. Boa leitura. MWAH!

➞ Capítulo sem uma revisão mais profunda, perdoem-me se tiver erros.

Capítulo 4 - IV: Tucson


Fanfic / Fanfiction Memories Drawn - Capítulo 4 - IV: Tucson

Ouço o alerta de uma nova mensagem em meu celular. Apresso-me para alcançar o aparelho em cima da minha cômoda. Deslizo meu polegar sobre a tela, abrindo a mensagem, soltando um suspiro frustrado por ser apenas um lembrete de Bree para que não me esquecesse de levar a chave de casa comigo, pois ela não retornaria antes da madrugada. Meu coração afunda em meu peito, como aconteceu pelos quatro dias que tive que lidar com minhas emoções alternadas entre expectativa e decepção.

Passou-se quatro dias desde a última vez que me encontrei com Justin. Desde então, agi como uma adolescente esperançosa, sempre verificando minhas mensagens e caixa postal, desbloqueando a tela a cada meia hora, acreditando que ele poderia me ligar, ou, me enviar uma mensagem de texto em um ato casual. Cada cliente que passou pelas portas da cafeteria, recebia meu olhar atento, varrendo seus traços, causando-me um próprio e doloroso desapontamento, por nenhum dos rostos serem o que eu queria ver. Era estúpido, de qualquer maneira, porque nós não éramos nada, e não devíamos um encontro para o outro. No entanto, ansiava por reencontrá-lo.

Erguendo as sobrancelhas, devolvo o aparelho de volta para o lugar, e caminho até o espelho. Correndo os dedos pelas dobras do meu vestido florido, jogo meu cabelo para trás. Meu reflexo estava agradável, embora soubesse que os rastros de maquiagem eram quase nulos, sentia-me bem nessa manhã. Não tive uma boa noite de sono, mas Lucky fez-me companhia pela madrugada, se aninhando em minhas pernas, enquanto nos balançávamos na cadeira ao lado da janela, espiando o dia amanhecer, pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada.

Puxando o zíper da minha bolsa pequena e tão azul quanto as flores do meu vestido, apanho o celular e guardo-o bem ao fundo, verificando se não estava deixando algo necessário para trás. Uma vez pronta, afundo meus pés calçados por meus sapatos marrons, e coloco-me para fora. Caminhando pelo corredor, ouço o rosnado do meu companheiro, brincando com o seu pato de pelúcia, lançando-o para cima e para baixo.

Encontrei a pelúcia em uma das minhas caixas, lembrando-me de tê-lo ganhado quando havia completado seis anos, sendo um presente da minha mãe. Não encontraria utilidade melhor para ele que não fosse dá-lo para o esperto cão que, não precisou de muito para se divertir.

— Deixei comida e água fresca, tudo bem? – viro-me para olhá-lo, e abaixo-me, assistindo-o abandonar a pelúcia para se apressar em me saudar com lambidas precisas em minhas mãos. — Não vou demorar. Comporte-se, amigo. Irei levá-lo para passear pela manhã.

Um latido em minha direção é a minha resposta.

Afago seus pelos e ergo-me, marchando até a porta. Girando a maçaneta, olho por cima dos ombros, dando uma última olhada em tudo, inclusive em Lucky que me encarava com seus grandes e redondos olhos castanhos. Com a mão livre, aceno para ele e passo pela porta, alcançando a chave antes de fechá-la. Do lado de fora, pisando em nosso tapete de entrada, tranco-a em duas voltas, e jogo o molho de quatro chaves para dentro da minha bolsa. Perambulando pelo corredor entre apartamentos, dou espaço para que um grupo de crianças suba as escadas, não segurando um sorriso ao ver que eles estavam suados e o garoto menor segurava uma bola de basquete em suas mãos pequenas. Balançando a cabeça, desço os degraus, um pouco depressa, sabendo que estava atrasada.

Despeço-me com um aceno breve e um sorriso de todos que encontro na portaria, sigo pelas calçadas das próximas quadras. Não usaria minha bicicleta essa tarde, pois iria encontrar um jeito de procurar por um ônibus para voltar cedo. Conhecia bem cada uma das ruas, pois logo em meus primeiros dias nesse novo ambiente, esgueirei-me pelas esquinas e adentrei em estabelecimentos, procurando por uma vaga de emprego. Não obtive sucesso de imediato, mas não desisti, e acabei conhecendo boas pessoas. Em alguns momentos livres, apreciava passar pela porta do salão de beleza de Kilt e Barney, os rapazes eram duas figuras, e suas brigas por liderança os tornavam um casal ainda mais admirável, lembrando-me de Bree e Dave. No entanto, eles não me causavam tanto medo quanto meus amigos. Também gostava de testar algumas receitas e levar alguma amostra para Lena, a doce senhora, dona de uma livraria de livros usados, e de doações. Gostava de ajudá-la a carregar caixas e desencaixotar os livros, podendo organizá-los da melhor maneira que conseguia.

— Você está um pecado em forma angelical. – Barney balança suas sobrancelhas bem feitas, contrastando perfeitamente com seu bronzeado e cabeleira tingida. — Vai precisar de uma bolsa maior que essa para carregar os corações que irá arrebatar.

Rolo os olhos, sorrindo. Curvo-me para frente e beijo o lado esquerdo de seu rosto.

— Não fale besteiras. – ele dá de ombros, também sorrindo. — Dê um beijo em Kilt para mim, uh?

— O seu pedido é uma ordem, doce. – graceja, e aponta sua tesoura pequena para mim. — Passe por aqui. Está na hora de aparar essas pontas.

— Eu vou. – envio-lhe beijos no ar, e continuo andando.

A livraria de Lena estava fechada, então, não faço uma parada. Sabia que aos finais de semana, ela ficava com o seu casal de netos, gêmeos adoráveis e muito espertos. Ambos eram apaixonados por piratas e sereias, e insistiam para que partilhasse de suas brincadeiras marítimas. Perdi as contas de quantas vezes fantasiei-me de sereia ou de pirata. Até mesmo me arrisquei em contornar minha cintura e pernas com um vestido roxo brilhante que encontrei em um bazar. E, ouso dizer que foi o dia mais divertido de toda a minha vida. Senti-me leve como uma pluma ao ouvir as melodiosas risadas de Anastasia e Adam.

Satisfeita pelo dia fresco, delicio-me com a brisa de um dia caloroso e ensolarado. O céu limpo, as nuvens muito brancas e formando muitos desenhos curiosos. Olhando para os lados, espero o sinal de trânsito liberar a passagem para pedestres, e atravesso a rua. Não levo mais que alguns minutos para avistar, ainda de uma esquina, o gramado movimentado de frente para a igreja central da cidade. Era pequena, mas populosa. Conheci-a em um de meus passeios aventureiros. Sentia falta de me agarrar a minha fé, sendo algo que meu avô manteve-se firme para não desabar. Sentei-me em um dos bancos do ambiente frio e vazio; e chorei. Como não fazia desde que abandonei meu passado. O padre Donovan, acolheu-me. Ele é o único que tem todo o meu segredo em mãos, e eu sabia que não teria que me preocupar com isso, pois estava seguro.

— Fico feliz que tenha vindo, querida. – sou recebida por um abraço apertado de Cece, uma das freiras que frequentava a igreja.

— Não perderia por nada. – murmuro, afastando-me ao mesmo tempo em que ela se afasta, tendo um genuíno sorriso em seu rosto. — Como estão as coisas por aqui?

Ficando ao meu lado, ergue sua mão esquerda para frente, mostrando-me as tendas. Algumas estavam armadas, repletas de objetos e roupas nos balcões improvisados, outras ainda eram montadas por homens e mulheres espalhados, muito empenhados em seus trabalhos.

— Conseguimos muitas doações esse ano. – sorri, satisfeita. — Se a sua ideia de panfletar através da internet der certo, arrecadaremos muito dinheiro para nossas crianças.

Sinto-me emocionada, pois Cece lança-me um olhar de gratidão e esperança.

— Será um grande sucesso. – garanto-lhe. — Bom, vamos ao trabalho!

Assentindo, guia-me pelo gramado muito verde e cercado por alguns troncos grossos de árvores altas. Lena grita alguns conselhos e palavras de incentivo para as pessoas, e muitos me saúdam como se me conhecessem há anos. Eram uma comunidade calorosa, todos unidos para um bem maior. Sem interesse em dinheiro ou recompensas, apenas gostavam de ajudar, pois tinham tudo o que muitas das crianças que contavam com o nosso esforço não possuíam.

Visitei o orfanato algumas vezes. Em viagens repentinas da minha colega de apartamento, encontrava minhas próprias maneiras de não ficar sozinha, e entrar em uma mini van com freiras e senhoras caridosas nunca me soou como um incômodo. Por alguma razão, sentia-me em casa, e ajudar ocupava minha mente, livrando-me, ao menos por algumas horas, da minha realidade. Mesmo que no fim do dia soubesse que ao colocar minha cabeça sobre o travesseiro não conseguiria dormir sem enfrentar sonhos ruins. Sorria por todo o dia sem lembrar-me daquela noite.

— Padre Donovan... – chamo a atenção do padre que estava virado de costas, lendo algo em uma prancheta. Ao ouvir minha voz, vira-se rapidamente, erguendo os cantos de seus lábios, em um sorriso terno.

— Filha! – estendo minha mão, mas o senhor bondoso puxa-me para um abraço rápido e reconfortante. — É bom tê-la conosco.

— Está tudo tão bonito. – comento, olhando-o, assim que desfazemos o abraço.

— Estamos dando o nosso melhor. – confessa, ainda sorrindo. — Terei que agradecer pessoalmente a Bethany por toda a comida abençoada que se dedicou em fazer.

— Ela adorou cozinhar. E ficará feliz se todas as pessoas aprovarem. – esboço um sorriso, ajeitando a alça única da minha bolsa em meu ombro direito. — Em que posso ajudar?

— Há algumas caixas para abrir. – sugere. — Sinta-se a vontade para fazer o que quiser, filha.

— Obrigada. – ele sorri em resposta, e acena para mim com um de seus indicadores, sinalizando um minuto, indo até alguns homens que descarregavam algo do outro lado, um tanto quanto atrapalhados.

Olhando ao redor, penso em que poderia fazer para ajudar, e direciono-me até uma tenda vazia, com caixas empilhadas, ainda fechadas. Começo o meu trabalho, logo recebendo ajuda de alguns jovens que estavam chegando para participar da feira. Diverti-me com algumas traquinagens dos adolescentes que não pareciam entediados, encontrando sempre uma forma de tornar o silêncio um pouco mais descontraído e menos sufocante.

Colaborei em outras tendas, aproveitando para espiar tudo o que seria vendido. Interessei-me pelas antiguidades, principalmente por uma máquina de escrever. Toquei suas teclas e não consegui evitar o susto ao ouvir um estalo, mas sorri por notar a naturalidade de como ainda parecia funcionar bem para algo que não era mais vendido em lojas, tão pouco procurado pelos adeptos a computadores e outros aparelhos digitais.

Ouço meu celular notificar-me de uma nova mensagem. E, sorrindo para Cece que apanhava de volta o copo que me cedeu um pouco de refresco de limão, procuro-o em minha bolsa, apanhando-o e notando ser um número desconhecido. Curiosa, clico na mensagem e meu coração passa a bater em minha garganta.

Se eu disser que poderia ficar o resto do dia admirando-a de longe, me acharia louco?

Engulo em seco, e digito uma mensagem em resposta.

Depende. É você, Justin?

Enviando a mensagem, meus polegares tremem quando uma resposta chega, segundos depois.

Olhe para trás e descubra.

Então, o faço. Viro-me para trás e meus lábios descolam, não precisando varrer cada canto, ou pessoa. Justin estava parado, alguns passos de distância, segurando o seu celular em uma mão, enquanto a outra repousava em um dos bolsos do seu jeans claro. Seus trajes não eram muito diferentes do que podia me lembrar, mas ele estava usando uma camisa de botões e mangas longas, ainda que estivessem erguidas de maneira que lhe dava charme e uma pitada de desleixo, na medida certa, assim como os fios bagunçados de seu cabelo um pouco mais curto. E, como se fosse algo seu, existia uma mochila em suas costas. Os raios solares batiam contra seu corpo, quase como que propositalmente, tornando-o ainda mais bonito que o comum. Ainda que longe, tenho certeza de estar fitando seu sorriso. Ele abaixa a cabeça, balançando-a. E caminha, em minha direção.

Cada passo seu, faz meu coração esmurrar o lado esquerdo do meu peito. Não tenho certeza de quanto tempo leva, mas parece demorar uma eternidade, assim como se iguala a uma chegada repentina. Era tão confuso. Sentia-me tão aérea, e ansiosa.

Dois passos e um sopro. Era tudo o que nos distanciava.

— Ei... – balbucia, empurrando a rouquidão natural de sua voz.

— Oi. – sussurro. — Você veio...

— Eu preciso lhe pedir desculpas por ter desaparecido nesses últimos dias. – começa a dizer, erguendo suas sobrancelhas. — Minha vida esteve uma grande loucura, e não tive nem mesmo tempo para respirar sem ter que lidar com outro problema. Não tiro a sua razão de estar me achando um idiota que não honra com sua palavra. Mas, eu sinto muito, Josefine.

— Não há pelo que se desculpar. – sou sincera. — E você não é um idiota, Justin. Todos nós temos problemas. Eles simplesmente chegam, não existe maneira de se prevenir.

Umedecendo os lábios, escova seu próprio cabelo com os dedos de sua mão esquerda.

— Não sabe como me sinto aliviado em ouvir essas palavras. – sorri de canto e estreita seus olhos que pareciam mais claros essa tarde. — Seria um grande mentiroso se dissesse que não pensei em você a cada dia que passei distante.

Estremeço ao sentir as pontas de minhas orelhas esquentarem, e as palmas de minhas mãos suarem.

— Oh...

Minha resposta é tão fraca quanto evasiva, mas não poderia dizer-lhe nada além disso.

Pensei que não fosse voltar a vê-lo tão breve, e tudo aconteceu de repente, disparando uma rajada de surpresas em minhas costas. Suas palavras doces atingem-me como um furacão, e bagunçam minha mente um pouco mais.

Eu queria dizer-lhe que também senti sua falta.

Isso me assustava. Muito.

— Em que posso ajudá-la? – fita-me e balança seu polegar esquerdo, de um lado para o outro. — Pode me fazer trabalhar duro. Irei fazer o possível para ser digno de levá-la para um passeio quando a feira terminar.

— Você não precisa se esforçar para isso. – desvio o olhar. — Mas, pode ajudar aqueles homens a carregar algumas caixas pesadas.

Apontando, por cima de seus ombros, sinalizo para Justin o caminhão, com homens entrando e saindo pela parte de trás, carregando caixas de papelão. Anuindo, o loiro lança-me uma piscadela e ruma até os outros. Ao se aproximar, estende sua mão direita para selar um cumprimento com um senhor de estatura baixa. Ele ajuda com as caixas, tomando a maioria delas em seus braços, em um esforço mínimo.

Sorrindo, virando-me para Cece que me estende mais alguns objetos para colocar ao lado dos outros já organizados. Não consigo concentrar-me em meu trabalho, e ainda que involuntariamente, espiava o loiro caminhando pelo gramado, carregando e empilhando caixas, e logo é aclamado pelo Padre Donovan que passa alguns minutos conversando com ele, antes de apontar para mim. Sinto-me corar duramente, e trato de baixar o olhar, encarando uma estatua de figura angelical em minhas mãos, pousando-a ao lado dos outros artefatos antigos, mas bem polidos.

Sou surpreendida pelos braços magros ao redor do meu quadril, e a cabeleira ruiva de Ginna faz-me sorrir. Era uma das sobrinhas do Padre Donovan, conhecemo-nos em uma das missas de domingo. A pequena garota era tão esperta quanto sua irmã mais velha e todos os amigos ao redor da comunidade que sempre estavam presentes. Antes que pudesse abraçá-la de volta, sou arrastada pela mão direita que abraça a sua, tombando para frente. Tenho tempo apenas de girar ao redor de bolhas de sabão que as outras crianças começam a soprar em minha direção, arrancando-me risadas. Olho para cima, deslumbrada com as bolhas transparentes que não chegam muito alto, estourando e assustando-me também.

A ruiva deixa-me no centro de uma roda pouco organizada, e alcança as mãos de suas amigas, todas elas vestidas como bonecas de porcelana. Delicadas e sorridentes. As bolhas continuam a voar para mim, e com um de meus indicadores, espeto-as, fazendo as crianças replicarem, encolho os ombros, mas ao vê-los sorrindo e fazendo o mesmo, percebo que estavam se divertindo.

Ainda sorrindo, afoita, sinto a presença de Justin um pouco mais perto. Não poderia dizer como fui capaz de senti-lo, mas, era como se algo, extremamente intenso, emanasse dele. Seus olhos estavam estreitos, e ele segurava uma margarida entre seus dedos. Meu sorriso desmancha, e o rubor que, nunca desapareceu, aumenta em alguns tons a mais de vermelho vivo. Dando dois passos curtos, estende-me a pequena flor. Aceito-a e, fechando os olhos, aspiro seu aroma único.

Seria impossível que ele soubesse de algo assim, mas era a minha flor predileta. Meu irmão costumava apanhá-las no jardim da nossa vizinha de janela, e todas as tardes, quando chegava em casa, encontrava uma pequena margarida em cima da mesa da cozinha, sabendo que era um pedido silencioso de desculpas.

Meus olhos marejam, mas, meneando a cabeça e piscando, impedindo que as lágrimas e toda a dor vençam, forço-me a sorrir.

— Obrigada. – resmungo para ele que, tonteia-me com o seu sorriso de canto.

Olho assustada para trás quando o Padre Donovan assume um microfone conectado em caixas de som espalhadas por toda a extensão da igreja. Os visitantes e voluntários aproximam-se para ouvi-lo e, eu dou um passo a frente, olhando para o lado, esperando por Justin. Ainda olhando-me de forma inquiridora, quase como se existisse admiração. Assentindo, acompanha-me. O bonito discurso de agradecimento dá abertura para que mais pessoas se aproximem e participem da feira. Animados e sorridentes, todos aplaudem e passam a se espalhar novamente.

(...)

Sentia-me cansada quando o entardecer do dia levou o sol para o horizonte. Não esforcei-me tanto quanto na lanchonete, mas o suficiente para suspirar de exaustão enquanto dobrava a última mesa. A feira havia sido um sucesso e pessoas de todos os cantos da cidade apareceram para ajudar financeiramente crianças que seriam sempre gratas. Vendemos todos os objetos e os poucos que restaram, foram requisitados pelo Delegado Foster, um homem gentil e solidário.

Não pude deixar minhas preciosas crianças de lado. Em alguns intervalos e trocas com pessoas que se ofereciam para me ajudar enquanto distanciava-me para beber algum refresco ou degustar o delicioso lanche que foi servido, preferi me sentar no gramado, enquanto ouvia as histórias intergalácticas do pequeno e agitado Thomas. Seu sonho era ser um astronauta, embora afirmasse com toda certeza que já tinha feito uma alucinante e muito corajosa viagem ao espaço sideral, onde lutou bravamente contra extraterrestres malvados e monstros poderosos, para salvar a Terra. Era impossível não olhá-lo com amor, e, por alguns segundos, viajar por seu mundo fantasioso e tão inocente.

Mas foi Justin que ganhou a atenção de todas as adoráveis crianças. Quando por acidente William chutou a bola para muito longe, o loiro foi o herói que atravessou para o outro lado da rua, apanhou-a e chutou-a como um grande jogador. Os garotos ficaram enlouquecidos e chamaram-no para uma partida. De bom grado, nem mesmo pensou em negar um pedido tão entusiasmado, e quando o jogo começou, todos os seres saltitantes preencheram o lugar com alegria e risadas escandalosas que, de alguma maneira, melhorou o dia de muitas pessoas ao redor.

— Vá para o seu rapaz, Josefine. – Cece aparece ao meu lado, com seu olhar sábio e expressão tranquila.

— Ele não é... Meu rapaz. – endireito minha postura e corro os dedos pelo meu vestido.

— Pode não ser, ainda, mas ele está aqui por você. – erguendo as sobrancelhas, faz uma breve pausa antes de continuar. — A maneira como a olha, é a mesma que meu falecido Cheester costumava olhar-me quando éramos namorados. Também quando nos casamos e até em seu leito de morte, olhou-me com paixão e gratidão. Sempre com admiração.

Admiração.

Ai estava o termo que cutucou-me mais cedo.

— Eu sinto muito pelo seu marido. – sou sincera, notando o olhar angustiado e a voz embargada da minha velha amiga. — Tenho certeza de que se amaram durante todos os anos que passaram juntos.

— Nunca tive duvidas disso. – piscando depressa, olha-me e esboça um pequeno sorriso. — Mas, sabe por que nos amamos tanto? – nego, fracamente. — Porque nos permitimos. Permitimo-nos conhecer-nos, até mesmo os defeitos e feridas feias. E não tivemos medo de nada, fossem os erros ou os acertos, sabíamos que tudo valeria a pena.

Sem ter o que dizer, assisto a gentil senhora apertar meu ombro esquerdo, sorrindo amorosamente, enquanto passa a caminhar, atravessando e encontrando-se com a sua filha que esperava-a dentro do carro para apanhá-la. Atordoada demais para me despedir, perco-me em meus pensamentos confusos.

Talvez, Cece tivesse razão. E, todas as broncas que recebi de Bree pudessem estar certas; eu pensava demais. Nunca gostei de cometer erros, pois sei que para cada um deles há uma dura consequência, e não sei se estou pronta para lidar com as que possam vir ao ter um coração partido. Em minha adolescência, apaixonei-me e sofri desilusões amorosas, no entanto, era apenas o começo da minha vida. Cresci e me deparei com dores maiores, algumas me desgastaram. Outras me destruíram. Temo que um pequeno sopro possa me fazer vacilar e levar a ruína os cacos que levei anos para colocar em seus devidos lugares.

Contudo, ainda que, bem no fundo, queria me permitir. De verdade.

Ousar-me e arriscar-me. Ao menos uma vez.

Determinada e envolvida por uma coragem que pensei ter desaparecido, saio do depósito nos fundos da igreja, e atravesso pela parte de dentro, parando apenas para me curvar diante o altar sempre bonito e cercado por flores vivas e bem zeladas. Caminhando pelo centro, firmando os pés no extenso carpete vermelho que terminava no topo das escadas, olho para os lados, por instinto, e, um papel dobrado no penúltimo banco do lado esquerdo é o que atrai a minha atenção. Mudando a minha própria rota, guio-me em direção ao banco, virando-me de lado para passar por entre os bancos e, curvo-me para apanhar o papel dobrado. Respiro fundo, ponderando ser de alguém que esqueceu-o, mas, contando com o fato de que faziam dias que não recebia os misteriosos bilhetes, sou rápida ao desdobrá-lo. Meu olhar congela e sinto meus lábios secarem.

‘’Tucson’’

Era mais um bilhete sem remetente ou destinatário. Sabia que se tratava de mais uma cidade, dessa vez, localizada no Arizona. Não fazia o menor sentido para mim, de qualquer maneira. Com a mão livre, esfrego os dedos em minha testa e crispo os lábios, confusa demais para pensar ou analisar a caligrafia desconhecida. O sentido oculto por trás dessas duas palavras que, assim como as outras, não significavam nada para mim, tão pouco me levava a quem esteja deixando-os como rastros, sem vestígios.

Sobressalto após ouvir um pigarreio na porta da igreja.

— Minha nossa... – pouso a mão esquerda, ainda segurando o bilhete, em meu peito, do lado do coração. — Você me assustou.

— Desculpe. Não queria assustá-la. – mexe os ombros, tendo as mãos dentro dos bolsos de sua calça. — Estive procurando por você depois que a feira terminou.

— Também procurei por você.

Ele sorri.

E é o sorriso mais bonito que havia visto em seu rosto.

— Sabe, quando a chamei para sair, falei sério. – muda o peso de seu corpo para o lado direito. — Está cansada demais para um passeio?

— Um pouco. – assente, sem o sorriso de antes. — Mas acho que um passeio pode ser uma boa forma de encerrar o dia.

Olhando-me com evidente surpresa, balança a cabeça e retira as mãos dos bolsos, virando-se de lado.

— Está com fome?

Faço uma careta.

— Faminta.

Minhas palavras o fazem soltar uma risada pelo nariz, e, em passos incertos, caminho até as portas, parando ao seu lado.

— Ótimo. Porque tenho tudo o que precisamos bem aqui. – ele aponta para a sua mochila, firme em suas costas.

Abro minha bolsa e guardo o bilhete, fechando-a em seguida. Esboço um sorriso amarelo, e acompanho-o, em silêncio. As ruas estavam calmas, embora carros e pessoas estivessem por todos os lugares. Justin parecia saber exatamente para onde estávamos indo e, ainda que desejasse lhe fazer tantas perguntas, continuo ao seu lado, caminhando como se fossemos conhecidos de longa data.

Não andamos muito, mas paramos em frente a entrada de um dos mais luxuosos museus da cidade. A construção era antiga, tanto pelo tempo quanto pela forma em que foi construída; como monumentos gregos. A escadaria era longa, de pedraria e cercada por linhas finas, em tons de ouro, como se tivessem sido feitas a mão. As portas estavam fechadas, pois era um fim de tarde de sábado e os guardas só apareciam quando a noite caia, ou ficavam do lado de dentro, protegendo as artes que realmente importavam.

O loiro sobe os degraus, com as mãos nas alças de sua mochila. Percebendo que era o único que subia, faz uma pausa, olhando-me por cima dos ombros.

— Você não vem?

— Nós devíamos estar aqui? – estico o pescoço, procurando por pessoas que estivessem fazendo o mesmo que nós dois, mas não havia ninguém.

— Apenas suba, Josefine. – replica e, como se sua voz tivesse controle sobre mim, eu o faço.

Incerta, subo os degraus. Um a um, até estarmos no topo do belo museu.

— Porque estamos aqui? – questiono, assim que Justin solta a mochila e, também, o seu corpo, sentando-se na beira da escada.

— Porque me pareceu um bom lugar.

— Uau!

— O que foi? – olha-me de baixo. — Decepcionei-a?

— Não... Claro que não. – apresso-me em dizer. — É só que, pessoas comuns costumam vir até o museu para apreciar antiguidades, creio que nunca para se sentar na portaria para um lanche.

Observo-o retirar de sua mochila algumas garras térmicas, sacos pardos e sanduíches bem embrulhados.

— Surpreendi você?

— Sim, muito. – sou sincera.

— Então, minha missão foi cumprida. – sorrindo torto, inclina a cabeça para o lado esquerdo. — Sente-se comigo. Não teremos problemas em estar aqui.

— Como pode ter tanta certeza? – questiono, sentando-me e ajeitando o meu vestido debaixo das minhas pernas.

— Eu não tenho. Mas estou torcendo para que ninguém interfira nesse encontro.

Ele me estende uma caneca de plástico e, recebo-a, com os lábios descolados pela surpresa de ouvi-lo nomear nosso momento dessa maneira.

— Um encontro? – ergo as sobrancelhas, ele estreita os olhos. — Estamos em um encontro?

— Não é para você? Porque, eu sonhei com isso. E em meu sonho, era um encontro.

Soltando uma risada, balanço os ombros, observando-o abrir uma das garrafas térmicas e despejar um pouco do que parecia ser chocolate quente na caneca que me estendeu.

— Tudo bem. Então, é um encontro.

— Obrigado por isso, senhorita...

— Green. Josefine Green. – informo-o o meu nome, sentindo-me corar ao notar o brilho em seus olhos.

— Justin Bieber. – pousando a garrafa novamente no piso grosso e acinzentado, coloca a sua mão direita aberta, na frente de seu corpo. Aperto-a, selando um gesto saudoso. — É um prazer conhecê-la.

— Qual a razão para essa formalidade? – pergunto assim que solto a sua mão.

— Não é isso que uma pessoa interessada em outra deve fazer? – reprimo um sorriso que vacila quando noto sua expressão confusa. Limpando a garganta e piscando, ele continua. — Devo ser sincero com você. Não estou acostumado com encontros. Na verdade, em muitos anos, foi a primeira vez que me arrisquei em convidar alguém para sair e, eu sei que devia tê-la levado a um restaurante, ou preparado mais que alguns sanduíches e pedido para a minha vizinha fazer chocolate quente e café, pois não sou bom com panelas e fogão. Mas não poderia deixar essa oportunidade passar. Não poderia deixar você ir sem tentar merecer ao menos um sorriso seu.

Abro e fecho os lábios repetidas vezes, surpresa demais para balbuciar quaisquer palavras. Segurando com um pouco mais de força a alça da caneca entre meus dedos.

— Estou falando demais? – questiona, franzindo o cenho.

— Não, não. – mexo os ombros. — Eu gosto de ouvi-lo falar.

— Bom, eu também. – me estende um dos sanduíches envolvidos por um plástico transparente. — Vamos comer, enquanto me fala sobre você.

— Não tenho coisas interessantes para contar. – com os dedos trêmulos, desembalo o sanduíche.

 — Tudo sobre você soa como algo interessante. – olho-o de canto, incapaz de encarar seus olhos. — Sei que é uma grande cantora e toca violão e que, está me devendo uma música.

— Estou? – ergo as sobrancelhas, sentindo um mínimo sorriso brincando em meus lábios.

— Está. Eu me lembro de ouvi-la dizer ‘’Justin, irei cantar uma música especialmente para você’’. – pisca rapidamente. — E claro, me senti lisonjeado. Jamais recusaria algo assim.

— Isso não irá funcionar. – erguendo o sanduíche, mordisco-o, sentindo o delicioso e confuso sabor, tendo uma explosão de doçura e um leve ardor. — O que há aqui dentro? Isso é fantástico!

— É o melhor sanduíche que já comeu em toda a sua vida?

— Posso afirmar que sim. – murmuro, dando mais uma mordida generosa.

— Uh-uh... – crispa os olhos. — Mas, não irei revelar o meu segredo. Assim, posso lhe convidar para uma segunda rodada de sanduíches e, por estar tão fascinada pelo sabor, não irá recusar, ainda que não queira ficar ao meu lado.

— Tentando me conquistar através de comida? – beberico o chocolate quente. — Isso é golpe baixo.

— Para conquistá-la, qualquer estratégia é válida. – olha para o lado, dando-me a visão de seu belo perfil por breves segundos que nem mesmo percebo estar admirando-o. — Temi que não fosse dar tempo.

Batendo meus cílios, acompanho o seu olhar e flagro uma visão que nunca havia tido do pôr do sol. Em todos os fins de tarde, sentava-me no mesmo banco da praça, espiando o horizonte, sem perder os melhores momentos dos dias. Nunca havia imaginado ser capaz de flagra-lo de qualquer outro lugar, tendo me acomodado em um único ambiente, onde me sentia relativamente segura. Ao menos o bastante por estar cercada de pessoas que não me conheciam, e não sabiam como havia algo feio em meu interior. Contudo, estar com Justin, compartilhando uma cena tão inspiradora e relaxante, não me soa tão mal.

O aperto que sinto em meu coração, angustia-me. Se ele partisse, o sol se pondo pode não ser mais tão bonito se não tiver a sua companhia.

— Você sabia que se fizer um desejo antes do sol se por, ele será realizado no dia seguinte? – seu olhar continuava fixo nos raios alaranjados que ainda iluminava o céu rosado.

— Isso é verdade?

— Não. Eu acabei de inventar. – semicerra os olhos. — Mas, gosto de acreditar que é possível. Então, feche os olhos e faça um pedido.

Hesitante, fecho meus olhos e, deixando-me guiar pela minha própria mente, o pedido apenas forma-se e rodeia-me como se fosse tudo o que precisava.

— Qual foi o seu pedido? – o som de sua voz faz-me abrir os olhos.

— Se eu contar, não irá se realizar.

E, em uma fração de segundos que acostumei-me a acompanhar, sem desviar os olhos, assisto o sol se esconder por entre as montanhas que, aparentemente, estavam distantes demais, mesmo que parecessem tão próximas. O céu perde o clarão e a lua logo iria brilhar, iluminando o breu de mais uma noite.

— Irei contar o meu. – balbucia, apoiando os cotovelos em seus joelhos, tendo os pés calçados por botas no concreto firme dos degraus da escada. — Pedi para vê-la novamente.

— Por quê? – me escapa em um sussurro rouco.

Por cima dos ombros, olha-me com semblante sério.

— É tudo o que desejo, no momento.

Inspiro.

Expiro.

Respiro.

Tudo para manter a minha respiração que fica por um fio, presa em minha garganta.

Nossos desejos foram semelhantes, pois pedi, bem baixinho, para que ele aparecesse no dia seguinte.

Não dissemos mais nenhuma palavra depois de sua confissão. Seu olhar não abandonava-me, ainda que eu estivesse corando fortemente, sempre que espiava-o de canto, temendo ser flagrada admirando a sua beleza que era como uma incógnita. A claridade do dia desapareceu, e as luzes de postes próximos ascenderam, assim como a lua passou a brilhar, ao lado dos pontinhos iluminados que se espalharam por todo o céu.

Quando escureceu, e a movimentação de carros ao redor da cidade começou a incomodar, recolhemos tudo, silenciosamente, e caminhamos, como na noite em que levou-me em casa. Dessa vez, fui surpreendida por ter cambaleado para o seu lado, saindo depressa do caminho de um entregador em cima de uma bicicleta. Os dedos da minha mão roçaram nos seus e, lutando contra o constrangimento e a estranha sensação de sentir a sua temperatura quente, congelei ao ter sua palma escorregando sob a minha, enquanto os dedos entrelaçavam, unindo nossas mãos em algo que transmitiu-me a serenidade que, há muito tempo, não sentia.

De frente para as escadas do meu prédio, abaixei a cabeça, envergonhada e preocupada por estar com as palmas das minhas mãos suando e, uma delas, estava firme contra a de Justin que, parecia não dar a mínima.

Sorrindo, seus olhos caem para meus lábios, de repente, tão secos.

Com a mão livre, leva os fios do meu cabelo que foram jogados para um único lado do meu rosto, conforme a fresca brisa do anoitecer balançou-os. Colocando-os atrás da minha orelha direita, arrasta o polegar pela maça do meu rosto e, inclina a cabeça para a direção do meu rosto.

Suspirando, fecho os olhos, sendo guiada apenas por meus instintos em conflito com minha razão.

Seus lábios arrastam em meu rosto, e pressionam um beijo terno, suave, carregado de promessas e emoções.

Os segundos correm como horas, e distanciando-se, o polegar que antes estava em meu rosto, percorreu uma trilha invisível, pousando em meu lábio inferior.

— Na próxima, Josefine. – sussurra. — Na próxima.

Arfo e dou um passo para trás. Seus dedos apertam, minimamente, o meu queixo, e logo deixam de me tocar.

— Você... – com o polegar direito, aponto para trás, indicando a porta de entrada. — Não quer entrar? Posso preparar um pouco de café.

Faço o que evitei fazer na primeira vez, por ele ser um estranho. Contudo, era como se nos conhecêssemos pela vida inteira, agora. Saber que teríamos um próximo encontro, deixava-me tão ansiosa quanto esperançosa.

E isso pode não ser algo bom.

— Agradeço pelo convite, mas, realmente preciso ir embora. – seu semblante escurece. — Posso buscá-la no trabalho?

Abaixo o olhar, brevemente.

— Não será como da última vez. Irei, realmente, buscá-la.

— Tudo bem. – mostro-lhe tranquilidade.

— Certo.

Ainda de costas, subo o primeiro degrau. Sentindo o seu olhar, só paro de caminhar quando estou na entrada e, com as mãos nos dois lados da porta, assisto-o se despedir com um aceno, enquanto gira os calcanhares e faz o seu caminho para longe.

Sem conseguir esconder o sorriso que brinca em meus lábios aquecidos e pinicando sob a sensação de terem sido tocados por seu polegar, coloco-me para dentro, satisfeita pela tarde mais tranquila que tive em anos.

Prestes a guiar-me até a escadaria, paro apenas ao ouvir meu celular tocar, anunciando uma nova mensagem. Clicando para lê-la, sinto todos os meus sentidos entrarem em combustão.

Você devia sorrir mais.


Notas Finais


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