História Memories of a Fate long ago Twisted - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~KuroHail

Postado
Categorias League Of Legends
Personagens Personagens Originais, Twisted Fate
Tags Original, Personagem, Romance, Twisted Fate, Twisted Fate Cutpurse
Visualizações 27
Palavras 2.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como eu disse na sinopse, essa fic é uma historia paralela de Avante Invocadora, ou seja, é do mesmo universo mas é completamente independente. Sara é a minha personagem

Capítulo 1 - O Acampamento Shuriname


Fanfic / Fanfiction Memories of a Fate long ago Twisted - Capítulo 1 - O Acampamento Shuriname

A sensação de nada era assustadora. Parecia que fazia uma eternidade que o orbe havia a engolido com sua luz. Sara estava assustada, mas o que mais pesava era a impotência. Não importava o quando ela se mexia ou tentava virar o corpo, ela parecia não sair do lugar. Era impossível distinguir o que era cima ou baixo e não havia nada além do branco infinito. A noção de tempo também havia sumido. Quanto tempo ela havia passado ali? Horas? Dias? Nada fazia sentido e a própria memoria dela a traia. Pelo menos seu corpo ainda estava ali, ou pelo menos ela achava que aquele era seu corpo. As vezes ela se contorcia para olhar e tocar os braços e pernas, para ter certeza.

O corpo de Sara bateu com força sobre alguma coisa. Um grito de dor saiu de seu peito. Ela abriu os olhos, sentindo-os marejar. A visão dela estava turva pelas lagrimas, enquanto que o corpo dela estava imóvel pela dor. O céu limpo e cheio de estrelas se formou a frente dela, enquanto ela desesperadamente tentava recobrar o controle sobre o seu corpo. A dor nas costelas começava a aumentar.

Tremula, Sara se colocou de pé. As pernas dela pareciam não ter força o suficiente. Aos pés dela, havia o que parecia areia. Várias pessoas estavam ao redor dela, a olhando como se ela tivesse caído do céu. Bom, na verdade era exatamente por isso que todo mundo estava olhando. A pergunta era: Onde ela estava?

- Você está bem? – Alguém perguntou.

Demorou um pouco para que a jovem entendesse o que a pessoa havia perguntado. Ela nunca havia ouvido aquele dialeto antes, então teve que prestar muita atenção para entender. Graças a todos os Deuses Sara era fluente na magica língua-comum e conseguia entender e ser entendida em qualquer outra língua(desde que quisesse). Felizmente ela conseguiria se comunicar com aquele povo, mas o corpo dela ainda não havia se recuperado da queda. As costas dela estavam doloridas.

- Minhas costelas... – Ela choramingou baixinho para si mesmo.

Com toda certeza estava quebrada. Em uma tentativa de diminuir a dor, Sara se abraçou. Infelizmente só fez piorar. Definitivamente estavam quebradas!

- Acorde o serpentino.- Ela ouviu alguém ordenar. – Ele deve conseguir entender o que ela falou.

Sara se deixou cair sentada no mesmo lugar, chorando baixinho pela dor nas costelas. O chão onde ela estava era rochoso, então quase se machucou mais ao se sentar. A aquela altura o vestido verde escuro dela já havia mudado de cor, ficando da cor da areia fina que cobria as pedras.

Pouco tempo depois, haviam ainda mais pessoas ao redor dela, todas muito curiosas. Reparando ao redor, Sara teve certeza estar em um lugar árido. As pessoas cochichavam ao redor, mas ela não se deu o trabalho de prestar atenção para entender. A preocupação com a dor era maior e havia o fato de que ela não tinha nada consigo além das roupas do corpo. Por sorte ela guardava algumas moedas na meia. O que era realmente ruim (além de ter quebrado ossos), era que não havia sinal do seu orbe de invocadora. Como é que ela encontraria o caminho de volta sem ele?

Subitamente, o grupo parou de falar e abriu caminho. Logo, havia a sombra de alguém ao lado dela. Provavelmente era o serpentino que haviam chamado. Serpentinos eram nativos da lingua-comum. Dificilmente eles não conseguiriam se comunicar com alguém, ou alguma coisa.

- O que aconteceu com você? – Uma voz assustadoramente familiar perguntou, na língua-mãe de Sara.

Ela levantou o olhar do chão. Havia um jovem pouco mais velho que ela, de cabelos negros inteiramente trançados  e olhos verdes escuros como esmeraldas. O rosto dele era inconfundivelmente serpentino. Sara nunca havia esperado vê-lo... daquele jeito. Ele estava sem barba... E sem chapéu!!!!

- T.F.? -  Ela perguntou espantada. – Não acredito... É você mesmo?

- Pelo visto Tobias conhece a garota. – Outra pessoa informou aos outros, de forma a todos entenderem.

- Disseram que você caiu do céu. – TF continuou, ignorando o que haviam acabado de dizer.

- Esse tipo de coisa meio que... acontece comigo. – Sara explicou. – Não seria a primeira vez.

- Você é um ser celeste ou coisa parecida?

- Não.

- Então como caiu do céu?

- Meu orbe magico me mandou para cá.

TF se levantou, deixando-a sentada no mesmo lugar.

- É só uma maga que se envolveu em um acidente com um artefato qualquer. – Ele anunciou para o grupo, na língua nativa deles. – Se me dão licença, eu vou voltar a dormir.

- Precisamos de mais informações. Só você consegue entende-la.

O mago deu as costas ao grupo e falou:

- Ela fala a língua-comum, tão bem quanto uma nativa.

As pessoas ao redor de Sara fecharam a roda ao redor dela de novo e a olharam, dessa vez a analisando. Mesmo com a dor terrivel nas costelas, ela se obrigou a sorrir. Era melhor ser simpática. Aquele definitivamente não era o TF que Sara conhecia. Ele parecia mais...  jovem e desde quando Twisted Fate aceitava calado ser chamado de “Tobias”? Sara iria depender inteiramente de desconhecidos até conseguir se situar. Era melhor não irritar ninguém, principalmente quando ela estava com as costelas quebradas.

- Então você conhece o Tobias. – Um homem se aproximou de Sara. – Não se preocupe, você ficará com a minha família. Minha esposa vai adorar ter alguém para ajudar com as crianças por um tempo.

- Quase isso. – Sara respondeu. – Eu quebrei minhas costelas, não sei se conseguiria ser de ajuda.

- Qualquer coisa que atraia a atenção deles até nós conseguirmos preparar o jantar já é de grande ajude. Consegue andar?

Sara balançou a cabeça positivamente, mas pediu ajuda para levantar. Ela estava em um acampamento no meio do deserto. Haviam várias tendas montadas e alguns animais descansando ali perto. Depois de um momento, Sara finalmente se lembrou de onde aquelas roupas e o som do dialeto era familiar. Ela havia caído em Shurima e havia dado a sorte de o orbe ter escolhido o lugar onde uma tribo nômade havia acampado.

A esposa do homem que havia a acolhido ficou tão feliz em ter “ajuda” com a s crianças, que deu a ela um chá para a dor. Rapidamente 2 garotinhos e 3 garotinhas se sentaram ao lado de Sara e a encheram de perguntas, deixando os pais livres para fazer seu trabalho em paz. A jovem contou sobre as cidades de Runeterra que havia conhecido, sobre as coisas que aprendeu com magia e até historinhas de faz de conta. As crianças ficaram maravilhadas e entretidas, durante o jantar, até que caíram no sono.

Na manhã seguinte, toda a tribo desmontou acampamento para partir. Sara fez o máximo possível para conseguir informações de onde (e quando) exatamente estava. O problema era que a tribo não sabia muita coisa e TF não havia se dado ao trabalho de chegar perto dela. As costelas ainda incomodavam, mas ela havia se acostumado com a dor. Tudo indicava que ele seria o único a conseguir responder as perguntas dela. Ela tinha que ser rápida. Logo, eles chegariam na cidade mais próxima, e o serpentino se separaria do grupo. O problema era como faze-lo cooperar, ela não dinheiro a oferecer. Falar “ De onde e venho nós somos amigos e você confia em mim.” ,não funcionaria. Claro, ela poderia provar que era amiga dele, mas isso ainda não seria o suficiente. De todo jeito ela teria que arriscar.

Alguns dias se passaram e ela não havia encontrado uma madeira, mas ela não podia mais esperar. No dia seguinte eles chegariam na cidade. Era agora ou nunca. Depois de conseguir fazer as crianças pegarem no sono, Sara foi a procura da tenda onde Twisted Fate estava. Não demorou muito, uma vez que o acampamento era pequeno e todo mundo achava que eles já se conheciam. Era ótimo estar usando roupas emprestadas, então nem o frio da noite o calor terrível do dia incomodavam. Quem diria que roupas apropriadas fariam tanta diferença?

Sara entrou na tenda do mago, sem se anunciar. Como esperado, ele estava comendo, assim como boa parte das pessoas que haviam tido o trabalho de montar o acampamento para a noite. Infelizmente, ele não estava sozinho. Um dos jovens da tribo estava com ele e aparentemente o assunto da vez eram “garotas”.

- Precisamos conversar, Tobias. – Sara falou, seria.

Os dois rapazes se olharam por um momento. TF ou Tobias, como todos os chamavam ali, escolheu ignorar, mas o outro rapaz preferiu sair. Com toda certeza ele pensou que Sara era uma “ex” do mago, mas isso não importava. Quando os dois estavam sozinhos ela perguntou:

- O ataque a Ionia já aconteceu?

Nada. Ele continuou a fingir que ela não existia.

- Onde está o Graves? – Ela tentou de novo.

Mais uma vez, silencio.

- Você pelo menos já conheceu o Malcolm?

Parecendo decepcionado, TF se virou para a Sara, deixando o prato com a comida de lado por um momento. Ele olhou ela nos olhos e perguntou:

- O que você diz deveria fazer algum sentido?

Aquilo significava só uma coisa. Nada daquilo havia acontecido ainda. Não eram boas noticias, mas pelo menos ela tinha certeza de que aquela ainda era Runeterra. Tudo que ela precisava fazer para voltar ao seu tempo era conseguir colocar as mãos em outro orbe de invocador. O problema é que ela nunca conseguiria um, não sozinha.

- Eu preciso da sua ajuda. – Sara anunciou.

TF ficou em silencio por um momento e depois se deixou rir debochadamente. Ele se virou de volta para sua comida e continuou sua refeição. Haviam varias outras pessoas de quem ela poderia pedir ajuda em Runeterrra, mas infelizmente ele era o único disponível. Sem falar que com toda certeza o orbe de invocador estaria muito bem guardado. Mais cedo ou mais tarde ela iria precisar do melhor ladrão que existe. Seria praticamente impossível rastreá-lo sem o orbe, então ela não tinha outra escolha a não ser tentar negociar.

Sara tentou perguntar o que ele queria em troca, mas ele não respondeu. Ela tentou oferecer dinheiro e qualquer outra coisa que ela pudesse conseguir com o orbe nas mãos. Ele próprio no futuro a ajudaria a conseguir quanto dinheiro aquela versão mais jovem pediria. O problema era que ele não acreditava que ela poderia fazer tal coisa e não estava interessado em pagar para ver. Pelo menos toda aquela falação havia atraído a atenção dele. Sara precisava pensar mais. Ela conhecia o Mestre das cartas muito bem. Deveria ter uma coisa que ele iria querer. Alguma coisa que fosse extremamente valiosa, mesmo que só para ele.

Tendo uma epifania, Sara ficou em silencio. O jovem mago pareceu curioso com a súbita parada da jovem. Depois de alguns segundos, ele estava atento a todos os movimentos dela. A garota tinha algo único no mundo, seja no tempo dela ou naquele. Algo tão valioso que nunca realmente acreditou que aquilo havia sido um presente. Com dois dedos, Sara puxou uma carta de baralho do meio do decote. Por um momento, ela achou que TF havia se interessado por outra coisa, mas os olhos dele seguiram a carta dourada.

Com cuidado para que a luz da lamparina fizesse a carta brilhar, Sara a rodou nos dedos, mostrando as costas da carta.

- Papel shuriname, inteiramente pintada a mão com tintas ionianas, enfeitada com pó de ouro puro e laminada com opala branca pela melhor artesã de cartas serpentinas. – Sara descreveu.- Uma linda carta de baralho perfeita e feita para que a magia possa fluir por ela como o vento.

Aquela era só uma das cartas do baralho favorito de Twisted Fate. Ele tinha um baralho completo daquelas, incluindo outra dama de paus que substituía aquela. Aquele baralho era um tesouro, sendo único em Runeterra. Não era difícil ver porque ele tinha tanta estima por ele. Aquelas cartas, com toda certeza, seriam magicas nas mãos de qualquer um.

- Onde você...? – O rapaz perguntou maravilhado, sem conseguir terminar. – Como...?

- E ela será sua, quando eu tiver o orbe que eu procuro em mãos. – Sara completou. – Você quer?

Ele esticou a mão para pegar a carta, mas Sara a recolheu e a guardou de novo na roupa. Ela o conhecia muito bem para saber que ele sumiria se recebesse a recompensa antes de terminar o serviço. O mago se levantou da mesa com um sorriso irônico, fez uma reverencia a Sara e pegou a mão dela.

- Me parece que eu trabalho para você, minha cara donzela. – Ele falou em tom de flerte.

O mago deu um beijo nas costas da mão de Sara. Vendo que aquilo já estava resolvido e se sentindo bem mais tranquila, a jovem deu as costas ao trapaceiro. Pouco antes de sair ela deixou escapar:

- Tantos anos e você continua o mesmo conquistador barato...

TF se deixou rir do lado de dentro. É, a aquela garota realmente o conhecia, mas ele não pretendia trabalhar para ela. Aquela carta era única e ele precisava tê-la. Seria fácil pegar, ele só tinha que esperar o momento certo. Aquele “trabalho” seria... divertido.


Notas Finais


Se não ficou claro, o TF dessa fic é bem mais jovem do que no jogo. Escolhi a imagem da skin Cutpurse Twisted Fate para retrata-lo como mais novo. Ele ainda nem conheceu o Graves ainda. Já deixo claro que ele não presta. Não digam que eu não avisei. u.u
Link para a fic Avante Invocadora: https://spiritfanfics.com/historia/avante-invocadora-9163289


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