História Memory Card - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Tags Boyxboy, Cellbit, Cellbits, Celltw, Lemon, Pac, Tazercraft, Trisque, Yaoi
Exibições 321
Palavras 5.184
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


゚・。.。・゚゚・。.。・゚゚・。 CELLTW É UM SHIP MARAVILHOSO ゚・。.。・゚゚・。.。・゚゚・。
★ Essa oneshot é inspirada no sonho de um amigo meu, obrigadinha, sem você essa oneshot nem teria existido.
☆ Entretanto, ao contrário do sonho do meu amigo, eu resolvi colocar aqui o Pac sendo masoquista e o sexo que rola é mais... como podemos dizer, um pouco mais hard.
★ Não é sadomasoquismo pesado, nem coisas do tipo coleiras, tapas, algemas. É só mais o prazer de sentir dor.
☆ Ao contrário da vida real, o Pac não está namorando ( ̶o̶ ̶M̶i̶k̶e̶ ) a Amanda na fanfic. E tem algumas outras coisas que não são compatíveis com a vida deles.
★ Boa leitura, beijinhos < 3

Capítulo 1 - Sabe onde está o outro cartão de memória? - Capítulo Único


     MEMORY CARD     

— Cellbit? Você ta ai? — Bati na porta algumas vezes tentando obter um sinal de vida dele, eu consegui ouvir alguns barulhos como se ele estivesse se movimentando dentro do quarto, talvez ele estivesse se levantando para ir abrir a porta.

Rapidamente eu vi a porta sendo aberta e revelando o Cellbit, com algumas gotas de água contornando seu corpo. Eu sabia que ele estava tomando banho — eu tinha ouvido o som do chuveiro —, mas pensava que ele já havia colocado uma roupa. Ele estava sem camisa e apenas com uma toalha azulada presa na cintura, seu rosto tão bonito e o cabelo seco por mais que tivesse um pouco de água em sua face.

Tentei ao máximo não reparar em seu peitoral, era algo que eu queria muito fazer mas eu tinha que segurar essa tentação pois sabia que ele iria perceber caso eu ficasse o encarando, eu precisava falar algo, não podia ficar calado ou ia ser algo suspeito. Pac, fala logo alguma coisa.

— Eu tava querendo gravar um vídeo com você — Tentei não corar por estar vendo ele daquele jeito, vi um sorriso se formar no rosto dele e parecia que o mesmo gostara da ideia, o sorriso de Rafael é algo tão maravilhoso, na verdade, tudo nele é algo maravilhoso. Tentar ao máximo parecer uma pessoa normal, você consegue — Sabe, aproveitar que o Mike não está aqui.

— O.k, quer gravar um vídeo de que? — Acho que ele não percebeu meu nervosismo, morava com ele há alguns dias (Mesmo o conhecendo há anos, pela internet) e sempre fui bem em disfarçar esse meu interesse nele, eu acho, não era como se eu estivesse completamente apaixonado e faria de tudo para ficar com ele, mas eu gostava dele, muito, até acho correto dizer que eu o amo. E também ele tem uma namorada, e eu gosto dela, não queria que o Cellbit me trocasse por ela (mesmo sabendo que a chance disso acontecer é praticamente inexistente, eu as vezes me permitia sonhar com isso), e aquelas brincadeiras durante os vídeos pareciam ser apenas brincadeiras para ele, nada mais que isso.

Mas tinha um outro significado para mim, algo mais do que uma junção dos nossos apelidos criando o tão famoso ship Celltw, era mais que um ship, mais que brincadeiras, mais que tweets gays.

— Tava pensando em algum jogo de Playstation 4, tudo bem para você? — Vi sua testa franzir, talvez estivesse pensando em algo ou tendo alguma ideia, logo ele se apoiou na parede de um modo muito sensual, que por mais que não devesse ter sido proposital, conseguiu me chamar bastante atenção.

Droga.

— Tá, eu tenho que pegar a câmera para gravar, mas da última vez que eu olhei ela tava com memória cheia. — Ouvi Rafael bufar e logo depois continuar o que estava falando — Sabe onde está o outro cartão de memória?

— Não — respondi e logo ele passou rapidamente ao meu lado e eu encarei suas costas descobertas enquanto tentava afastar algum pensamento malicioso que se formaria em minha mente a qualquer minuto. — Mas deve estar em uma daquelas gavetas — Apontei para o rack onde estava a televisão e vi ele começar a andar até ali.

— Vai procurando um jogo para a gente gravar enquanto eu procuro o cartão — Assenti com a cabeça e logo percebi que era algo inútil já que ele estava de costas para mim e não conseguia ver, então falei um “O.k” e andei até onde ele estava, me sentando no chão para olhar os cd’s de jogos que tínhamos.

— Vai gravar só de toalha hein? — Perguntei provocando um pouco, olhei para os jogos e achei o Just Dance 2016 e achei que seria uma boa jogar ele, já que seria engraçado para as pessoas vendo dois retardados tentando dançar alguma música — Suas fangirls vão pirar.

— E você também, né? — Por mais que parecesse simples zoação vinda de suas palavras, algo apenas como um bromance ou uma extrema amizade digna de piadinhas completamente homoafetivas, no final eu desejava que tudo fosse mais que isso. — Vou colocar a roupa assim que achar essa porra.

— Que tal Just Dance 2016? — Sem responder sua pergunta se eu iria pirar (eu sentia que poderia fazer isso a qualquer momento se ele continuasse apenas com aquela toalha) apenas mostrei o cd e ele assentiu com a cabeça enquanto continuava a procurar o cartão de memória.

Me ajoelhei para colocar o cd no console, o único problema era que Cellbit estava bem ao meu lado, fiquei próximo ao seu corpo e ele não pareceu notar isso para se afastar, ou apenas notou e não queria fazer isso — por mais que eu achei isso algo não provável. Parecia estar perdendo a paciência em achar o cartão de memória e sentia que começaria a gritar a qualquer momento como se isso fizesse o cartão aparecer.

ACHEI! — Um grito de felicidade junto a um sorriso meu, me virei para ele por instinto e Rafael fez um movimento brusco, o suficiente para fazer a toalha na cintura (a única vestimenta que ele usava) cair no chão.

E como se fosse em um filme, tudo parecia acontecer em câmera lenta, suas mãos estavam longe (tentando alcançar a caixa onde estava o cartão), eu apenas observava a toalha se desprendendo de sua cintura e caindo no chão, mas parei de prestar atenção na rota dela assim que seu membro se tornou visível, foram poucos segundos, mas o suficiente para eu ver tudo com clareza.

Por mais que eu tenha gostado daquilo, por mais que eu quisesse ver de novo, eu fiquei envergonhado. Tanto que eu apenas abaixei minha cabeça de modo que eu visse somente os pés dele — contrariando a enorme vontade de continuar vendo seu pau —, e levantando a toalha que pelo nossa aproximação, tinha caído em onde minha mão estava repousada no chão, senti ela sendo puxada e meu rosto deveria estar corado, me sentia nervoso e meu corpo pareceu congelar enquanto todo sangue parecia subir para a cabeça.

— Eh, me desculpa por te fazer me ver assim — Pela tonalidade de voz de Lange, ele parecia estar um pouco envergonhado também, eu apenas queria esquecer aquilo que aconteceu, eu gostei, mas no fundo queria que nunca tivesse acontecido, me sentia tão constrangido.

— Tudo bem… — Tentava ao máximo não gaguejar, não deixar tão evidente a vergonha que eu sentia e o tão nervoso que meu estado estava com aquela simples visão, abri meus lábios novamente e menti — Eu não vi nada.

Naquele momento eu queria apenas cavar um buraco no chão e me esconder, ou até mesmo correr até meu quarto e ficar em baixo de cobertas pensando em tudo de ruim que poderia acontecer, não seria capaz de olhar novamente para o rosto de Rafael sem pensar em seu membro.

— Nem gostaria? — Uma vermelhidão contornou meu rosto, estava pasmo, talvez o resto de minha pele estivesse totalmente pálida, aquela voz não era brincadeira, não como dizia em alguns vídeos, eu conseguia identificar sua tonalidade. Rafael falava sério. — Pode ver — Sua voz era sensual, algo totalmente sexy que conseguia me tirar um pouco de sanidade, uma vontade maior de levantar minha cabeça e olhar outra vez para seu pênis e ter os mais diversos pensamentos eróticos que já contornaram tanto minha mente. — A gente mora junto, mais cedo ou mais tarde você vai acabar vendo.

Ainda hesitante eu pensei duas vezes, uma terceira vez pensando nas consequências, mas como sempre a excitação era maior e o desejo de ver aquilo controlava todos meus movimentos. Levantai a cabeça e então vi, suas coxas tão brancas como o resto de sua pele, seu membro que apenas aquela simples visão conseguia me excitar tanto e se eu não me segurasse, um gemido provavelmente sairia da minha boca.

Estava mais que óbvio o quanto eu estava gostando de ver aquilo.

Talvez apenas mais para me provocar — Rafael a aquele ponto notou que eu gostava daquilo —, ele soltou a toalha que segurava em suas mãos (Parecia nem pensar na ideia de contornar sua cintura com o pano novamente) e jogou no chão, com sua mão vaga ele elevou até o próprio membro e se tocou, deslizando na região.

Puta que pariu.

Ainda estava com vergonha, estava vermelho, mas não havia como negar o quanto era bom ver aquilo, o quanto de excitação isso trazia para mim e provavelmente a qualquer momento minha calça ficara marcada por uma ereção.

Cellbit se aproximou lentamente de mim, segurava uma enorme vontade de não gemer ou falar algo erótico, a tesão que eu sentia não tinha palavras para descrever.

— Rafa… — Falei lentamente e surpreso por seu nome não ter saído como um gemido por meus lábios. Reprimindo uma enorme vontade, eu apenas continuei olhando para seu membro como se fosse a única direção em que eu pudesse olhar — Coloca uma roupa…

Ouvi ele fazer um som com os lábios me pedindo para fazer silêncio, senti suas mãos encostando em meu cabelo e puxando minha cabeça, aproximando meu rosto até seu membro e eu já ia perdendo o controle sobre meu corpo, a hesitação sumindo cada vez mais e a vontade de aproximar minha boca dali aumentando. Soltou os fios de meu cabelo lentamente e deixou sua mão vaga ao lado de seu corpo.

Sem nem ao menos perceber, meus lábios já estavam se abrindo e minha mão já ia em direção até o lugar que eu tanto gostei de ver e ainda admirava com meu olhar.

— Sua namorada — O resto da minha sanidade e controle me falava para não fazer aquilo, para afastar meu rosto e gritar que aquilo era loucura, mas eu estava com tanta tentação, tanto desejo de envolver meus lábios em seu membro que já se encontrava com uma ereção — Não posso fazer isso com ela, ela te ama tanto.

— E você também me ama — Um sentimento de surpresa contornou meu corpo, como ele sabe disso? Estava tão na cara assim? — Vamos Pac, ela não precisa saber disso. Eu preciso sentir sua boca me tocando.

Aquelas simples palavras foram o suficiente para eu me entregar a toda aquela tentação que eu sentia, em um movimento rápido eu elevei minhas mãos até a base de seu membro e segurei enquanto minha boca ia em direção a sua glande, chupando aquela região e deslizando a língua.

Não quis fazer muita enrolação, sem nenhuma hesitação eu coloquei grande parte do membro em minha boca, com um pouco de cuidado para não engasgar. Ouvi gemidos saindo da boca de Rafael e aquilo acabava me excitando, movimentei minha cabeça constantemente para que meus lábios contornassem seu pênis.

Senti a mão dele em minha cabeça, comandando a movimentação, ficando sobre o controle. Eu apenas deixei que ele colocasse o quanto quisesse, sem negar nada. Cellbit parecia hesitante em aprofundar os movimentos, entretanto eu não me importava com isso, quando senti uma folga e um menor esforço de sua mão segurando meu cabelo, aproveitando a posição favorável que eu estava e o fato de não ser a primeira vez que eu fazia aquilo, aprofundei o movimento até sentir o membro dele na minha garganta, abocanhando quase ele inteiro.

Puta que pariu — Gemeu Lange, eu queria olhar para seu rosto apenas para ver a expressão dele, mas não queria me arriscar a mover o membro dele naquela área tão sensível de minha boca até ter me acostumado um pouco com isso.

Ouvi um gemido bem alto de Cellbit, tentei me acostumar com o pênis dele em minha garganta antes de movimentar um pouco, senti um pouco de ânsia de vômito mas logo parou, movimentei um pouco meus lábios e impulsionei a cabeça para trás e para frente, a medida que eu ia me acostumando eu ia abocanhando mais, meus olhos ficaram um pouco marejados mas eu já conseguia ter seu pênis inteiro em minha boca, entrando e saindo de minha garganta.

Seus gemidos se tornaram mais frequentes e comecei a sentir seu pênis pulsando em minha cavidade, afastei da minha garganta pois eu sabia que ele logo gozaria e eu queria sentir o gosto da esperma dele. Continuei a chupar e a deslizar minha língua pela sua glande, Rafael retirou seu pênis de meus lábios e eu olhei para ele que estava ofegante. Logo entendi porque ele não queria se desfazer em minha boca, era porque queria fazer isso em outro lugar.

Ele se aproximou de mim, ficou de joelhos para ficar da minha altura e deu um sorriso simpático antes de atacar meus lábios, me beijando com voracidade e eu apenas correspondi a aquele desejo sedento que estava tendo entre nós dois, quando ele afastou a sua boca da minha — dessa vez, não voltando mais —, ele foi até meu pescoço, onde começou a chupar minha pele.

— Quando você descobriu que eu te amo? — Talvez não fosse o momento mais adequado para perguntar aquilo, mas era uma dúvida que estava na minha cabeça e eu não iria me sentir tranquilo até descobrir.

Cellbit afastou seus lábios de meu pescoço provavelmente para falar, mas como se ele quisesse continuar a fazer algo, levou sua mão até meu membro coberto pela bermuda e apertou, fazendo com que eu gemesse, vi ele fechando seus olhos e um sorriso percorrendo seus lábios, era como se ele gostasse de me ouvir gemer.

— Eu já desconfiava há um tempinho, mas nos últimos dias isso ficou algo bem na cara — As mãos de Rafael começaram a massagear meu membro e eu acabei por gemer mais, ele se aproximou mais de mim ficando com seu corpo quase colado no meu — Sempre senti uma atração sexual por você, e acredite, foi difícil me segurar para não te foder em algum lugar aqui nesta casa quando estávamos sozinhos.

Gemi mais alto ao sentir a mão dele entrando dentro de minha calça, junto a uma satisfação enorme por saber que ele tinha desejos sexuais por mim, com um sorriso vitorioso e malicioso, eu apenas olhei para ele e pronunciei enquanto gemia.

— Estamos sozinhos agora, por que não realiza essa sua vontade então? — Fiz com meu rosto a expressão mais sensual que eu conseguiria, junto a um olhar malicioso que deve ter surtido efeito pois logo Cellbit me segurou pelas pernas e eu entrelacei meus braços ao redor de seu pescoço, beijando seus lábios de um modo sedento.

Ele me jogou no sofá com uma certa brutalidade e eu apenas gemi — não pela dor — quando senti minhas costas batendo forte no assento. Antes que eu pudesse raciocinar o que havia acontecido, Cellbit já se posicionava em cima de mim, enquanto tinha pressa para tirar as roupas que me restavam, minha camisa foi jogada para longe e minha bermuda também, antes de tirar minha box, ele começou a chupar meu pescoço novamente, descendo em beijos lentos até a clavícula, chupando aquela área de meu corpo.

Quando ele parou o que eu estava fazendo, eu me inclinei para frente sentando e aproximando meus lábios de seu pescoço para chupar lá, mas logo ele se afastou e me olhou como se pedisse desculpas.

— É melhor você não marcar, minha namorada vai perceber com certeza — E foi aí que eu lembrei que ele era um cara compremetido, que ele namorava a Sasa, há poucos minutos eu estava me sentindo mal por estar ajudando ele a cometer adultério.

Entretanto nesse exato instante eu apenas sentia uma tesão enorme por isso, talvez seja efeito do “Calor do Momento”, e o simples fato de ele dizer para aquela garota que a ama, mas estar aqui, traindo os sentimentos dela e prestes a me foder, me dava uma excitação enorme.

— O.k — Concordei, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde, talvez não hoje, provavelmente outro dia, eu acabaria marcando aquela pele pálida dele com chupões, mordidas ou até mesmo arranhões.

Mas enquanto eu não podia chupar seu pescoço, eu poderia me concentrar em chupar outro lugar.

As mãos de Rafael voltaram a tocar meu membro, coberto ainda pela box e já estava incômodo o quão duro meu pênis estava. Beijou meus lábios e deslizava a boca até meu pescoço para voltar a chupar lá, provavelmente quando isso acabar meu corpo vai estar todo marcado, mas isso não é algo que eu me preocupe. Sentia ainda um leve sentimento de culpa que se manifestava por fazer parte de uma traição.

— Deve estar doendo isso, não é? — Rafael perguntou, se referindo ao meu membro mesmo não deixando isso explícito, deu uma leve mordiscada em meu ouvido e logo depois de eu concordar sem muita consciência do que estava acontecendo, ele sussurrou em meu ouvido com uma voz extremamente excitante — Posso te ajudar com isso?

Nós dois sabíamos que a resposta era mais que óbvia, e ele apenas falava daquele modo como uma tentativa — bem-sucedida — de me provocar. E ao invés de responder ele com simples palavras, eu apenas levei minhas mãos até meu membro e retirei de minha box, masturbando um pouco para aliviar a ansiedade, tudo como um convite para que ele fizesse o que quiser comigo, não demorou para que meus toques fossem substituídos pelas mãos de Rafael.

Deitei levemente no sofá para aproveitar mais aquela sensação, sentia minha box sendo retirada de meu corpo por Cellbit e logo senti seus lábios contornando a minha glande. Assim como eu, ele não fez cerimônia para colocar grande parte em sua boca. Entretanto ao contrário do meu ato, ele optou por não aprofundar os movimentos até sua garganta, talvez ele não tivesse experiência nessa “técnica” ou talvez apenas tivesse medo de acabar vomitando, de qualquer forma, aquilo não importava.

Sua mão livre massageava meus testículos enquanto seus lábios se concentravam em contornar meu membro. Ele acelerou os movimentos com sua boca e eu me rendi ao prazer fechando os olhos para me concentrar apenas naquela sensação excitante, evitava olhar para ele pois no fundo um sentimento de culpa ainda restava, bem pouco, mas o suficiente para me fazer sentir mal — apesar de o que mais me fazia sentir mal, era saber que eu estava ficando excitado com o fato de estar fazendo parte de uma traição.

— Olha pra mim — Ele pronunciou assim que retirou seus lábios de meu pênis, inclinei meu corpo para frente apoiando o peso nos braços para fazer o que ele mandava, assim que ele viu que tinha meu olhar sobre ele, deu um sorriso malicioso e de deveras forma, excitante pra caralho, não demorando mais que alguns segundos para voltar a me chupar.

E naquele momento, todo o resto do sentimento de culpa foi embora. Percebi então que eu não me importava se ele era namorado de Sasa, eu não me importava com Sayuri, eu apenas queria que Rafael me fodesse ali mesmo, que se foda o relacionamento e lealdade deles.

Mesmo que ele tenha ordenado para eu olhar para ele enquanto fazia aquilo (O que eu fiquei bastante tempo fazendo), eu acabei não resistindo as sensações de prazer e jogando minha cabeça para trás.

Sua boca se afastou de meu membro e ele se levantou, preferi não questionar o que ele iria fazer e apenas esperar, ele andou até o quarto dele enquanto eu admirava seu belo corpo totalmente exposto. Não demorou para voltar com uma embalagem de — provavelmente — lubrificante.

Andou calmamente até mim por mais que eu soubesse que ele estava com pressa, segurou meu rosto fortemente e me beijou de um modo sedento enquanto me inclinava na cama (Já que durante esse meio tempo, eu havia voltado para a posição sentada) e se encaixava no meio de minhas pernas.

Ele apertou a embalagem fazendo com que saísse um pouco e caísse em sua mão, espalhou por todo o seu membro enquanto olhava para mim com aquele olhar sexy que me fazia ter tantos desejos. Masturbou seu membro algumas vezes até que se posicionou em cima de mim e aproximou o seu membro de minha entrada.

Seus lábios iam em direção ao meu pescoço, eu sentia sua respiração constante e duvido muito que a minha estivesse normal. Enquanto me provocava se aproximando de meu corpo, seu membro me provocava mais ainda quando roçava em minha entrada, fazendo com que eu apenas gemesse e me encontrasse em uma situação completamente submissa ao desejo que eu tinha por ter ele dentro de mim.

No mesmo momento que senti seus lábios me beijando com calma, senti seu membro me penetrando com delicadeza — fazendo apenas a glande entrar. Era bom sentir toques mais lentos e suaves, entretanto aquilo não era para mim.

— Vai rápido — Gemi afastando levemente meus lábios dos seus para poder falar, senti suas mãos afagando meu cabelo em um gesto que até seria fofo se não estivéssemos em meio a uma relação sexual.

— Tem certeza? É bem provável que acabe doendo — Ele falava com preocupação, se importava comigo e isso era de certa forma adorável.

— Por isso mesmo eu quero que você vá mais rápido — Rafael me olhou e então finalmente entendeu, um sorriso percorreu seus lábios e ele me olhou com o sorriso mais malicioso possível.

— Você gosta quando dói, não é Pac? — Cellbit em um movimento rápido penetrou aquilo que faltava, tudo de uma vez e a única coisa que eu consegui fazer era gritar pela dor, meus olhos marejaram, entretanto era uma sensação perfeita, excitante e acima de tudo, prazerosa.

Puta que me pariu, como isso é gostoso pra caralho.

Como se atendesse ao meu desejo de querer mais, Rafael apenas começou a estocar constantemente e forte, sentia seu membro entrando e saindo de minha entrada sem a mínima piedade ou preocupação se estava me machucando ou não, e deve ter ficado mais que óbvio pelos meus gemidos e pela minha expressão de prazer, de que eu estava amando aquilo.

As estocadas acabavam tendo mais força, seus testículos batiam fortemente em minha bunda e eu gemia mais alto a cada vez, conseguia também ouvir seus gemidos que não eram tão altos comparados aos meus. Olhava para seu rosto suado e rodeado de tanta luxúria, mas logo perdi a visão de sua face quando joguei minha cabeça para trás assim que ele atingiu minha próstata.

Enquanto eu ainda tinha minha cabeça inclinada, eu senti seus lábios tocando meu pescoço e chupando, voltei a inclinação da minha cabeça para o normal e senti sua boca beijando com ferocidade a minha, mal dando tempo de eu respirar.

Repleto de tanto prazer que eu sentia, não demorou para que eu gozasse e consequentemente sujasse nós dois e por sorte acabou não sujando o sofá, contudo o fato de eu ter chegado ao meu orgasmo, não impediu que Rafael parasse de me meter com força. Antes que eu ficasse completamente duro novamente, Cellbit me olhou com a respiração acelerada e uma aparência exausta contudo excitante.

— Engole para mim? — Aquelas palavras me excitavam e eu totalmente submisso a qualquer pedido ou desejo que viesse dele, apenas concordei com a cabeça.

Senti ele saindo de dentro de mim e vi ele se levantando, acabei me sentando para ficar a altura de seu membro, embora eu acabei colocando as duas pernas por baixo pois achava que assim era uma posição mais confortável.

Rafael aproximou seu membro outra vez de minha boca e eu abri como se implorasse para ele colocar ali, nem precisei lamber sua glande ou chupar para que ele chegasse ao orgasmo, bastou um leve movimento de sua mão em seu pênis para que ele gozasse de modo que acabasse sendo engolido por mim.

Ouvi o gemido dele enquanto sentia seu gosto em minha boca, como se eu não estivesse completamente satisfeito de ter apenas o gozo dele descendo pela minha garganta, eu ainda tive que colocar grande parte de seu pênis em minha boca e chupar um pouco para provocar, não o suficiente para ele ficar totalmente duro, embora o movimento acabou o excitando um pouco — assim como eu estava.

— Acho melhor eu tomar um outro banho — Cellbit estava cansado e eu conseguia perceber aquilo, eu também estava. Exausto, sujo de porra, com o corpo suando, eu apenas queria um banho para tirar aquele cheiro de meu corpo. — Vamos tomar banho juntos?

Eu percebi que na sua voz não havia nenhuma malícia, não era nada demais o que ele dizia. Ambos estávamos cansados para fazer mais qualquer coisa.

— O.k — Concordei e ele se aproximou de mim, me dando um beijo que não era nem calmo nem feroz, era um beijo normal, nada mais que um contato entre os lábios e a língua.

 

 

Havíamos tomado banho sem acontecer nada sexual entre a gente — Talvez se não estivéssemos tão surpreendidos por aquilo que aconteceu, poderia acontecer outra vez. Mas mesmo depois de ter passado meia hora do ocorrido, eu ainda não conseguia raciocinar que eu havia transado com Cellbit e ainda por cima, feito parte da traição da namorada dele.

Bom, não é como se fosse a primeira vez que eu fizesse parte de um adultério, por mais que dessa vez eu estivesse sóbrio.

Acho que o vídeo meu com o Cellbit vai demorar um pouco para sair, não deu para gravar hoje pois não achamos o cartão de memória :/”

Twittei aquilo pois mais cedo eu havia dito no twitter que eu e Cellbit iríamos gravar um vídeo juntos. Nem gastei tempo lendo o que as pessoas twittaram para mim pois preferi gastar meu tempo conversando com Rafael, que jogava The Witcher 3 e eu apenas olhava ele jogando aquele jogo que amava tanto.

— A Sayuri tem nojo de engolir — Ouvi ele dizendo, no início não entendi o comentário aleatório dele mas depois de alguns segundos, entendi do que ele se referia — Isso me dá tanta tesão — Ele bufou, queria dizer para ele que eu engoliria a porra dele quantas vezes ele quisesse, mas achei que seria um comentário um pouco impróprio nesse momento — Mesmo ela sendo boa de cama, é muito delicada.

— Ah, não sei, ela não parece o tipo de pessoa que engole esperma de alguém. A Sasa é tão fofa — Falei e logo depois peguei um pedaço de um salgadinho que eu tinha aberto já que estava com fome mas com preguiça de preparar algo para eu comer.

Aproveitei que minha mão estava perto e acabei pegando uma para Rafael também e dei pra ele na boca — Já que ele não queria sujar suas mãos que seguravam o joystick —, ele sem tirar a concentração da tela, mordeu o pedaço que eu segurava e colocou entre seus lábios, comendo alguns pedaços concentrado no jogo.

— Cara, eu acabei de trair minha namorada com você, e você ainda elogia ela — Por mais que parecesse uma repreensão, sua risada no final acabou aliviando o clima — Além de que, você é uma das pessoas mais fofas que eu conheço e tava querendo sentir dor enquanto eu te fodia. Eu não me surpreenderia se você começasse a implorar para que eu desse tapas em sua bunda ou rosto — O que mais me surpreendeu do que ele disse, era que ele falava seriamente — Não que eu não gostaria disso.

Seu rosto se virou para mim em um movimento brusco, consegui ver sua expressão malicioso e sensual mas mal deu tempo de raciocinar pois ele havia voltado sua concentração para o jogo.

Bufei, ignorei as últimas coisas que ele disse — e que eu devo admitir, é uma ideia realmente tentadora — e voltei ao foco principal, que era a traição.

— Ah, você me faz me sentir mal lembrando que eu fiz parte de uma traição — Suspirei, Rafael não parecia abalado com isso. Vi o jogo sendo pausado e logo ele se virou para mim.

— Me desculpe — Exibiu um sorriso delicado e se aproximou de meu corpo, me abraçando de lado. Era tão bom sentir seu corpo em um contato com o meu, mesmo que não tivesse nada sexual envolvido, era algo reconfortante — Vai ser o nosso segredinho.

Ele me olhou com aquele sorriso tão perfeito que fazia qualquer fangirl dele acabar delirando.

O.k, talvez não fosse tão ruim ele trair Sasa comigo.

— A gente vai fazer isso mais vezes? — Perguntei, mesmo que a resposta seria bem provável, mas nada impedia ele de acabar arrependendo ali mesmo e desistir de ter meu corpo outras vezes.

— Quem sabe?! — Ele me respondeu com aquela expressão maliciosa, e mesmo que sua frase não tenha deixado explícito, estava mais que óbvio que a verdadeira resposta havia sido “Sim”.

Rafael voltou sua concentração para seu jogo e eu ouvi a campainha sendo tocada, a princípio eu pensei que poderia ter sido algum vizinho reclamando do barulho, mas lembrei que havíamos escolhido um prédio onde tivesse as paredes tão bem reforçadas que era praticamente impossível ouvir um barulho saindo de um apartamento para o outro, fizemos isso pois sabe-se lá quando gravaríamos algum vídeo para o nosso canal durante a madrugada e acabássemos gritando muito.

— É a Sasa, eu chamei ela para vir aqui depois que tomamos banho — Ele sorriu e pausou o jogo, se aproximou de mim e me deu um selinho nos lábios antes de se levantar para atender a garota na porta.

Ele havia mesmo chamado a namorada dele para vir aqui depois de me foder?

Talvez eu devesse me sentir um pouco traído — mesmo que a que estivesse realmente sendo traída, fosse a Sayuri —, mas aquilo era tão emocionante. Ela viria aqui, beijaria a boca que estava me chupando e sentaria no sofá que o namorado dela estava me fodendo há menos de uma hora atrás.

Quando a porta foi aberta, ela simplesmente se jogou nos braços dele e beijou seus lábios como se estivesse com saudades, e ele apenas correspondia como se sua boca não estivesse na minha há menos de um minuto. Talvez depois eu devesse perguntar para Rafael quem é que beija melhor.

— Fico feliz por ter me convidado hoje, não tinha nada para fazer pelo resto da noite — Sasa falava enquanto olhava para o namorado, nem ao menos percebeu minha presença ali.

— Eu não tinha nada pra fazer também, você disse que queria ver Black Mirror, não é? A gente pode ver juntos então — A sugestão de Rafael parece ter agradado Sasa, pois ela exibiu um sorriso no rosto, apesar de do meu ângulo, eu não acabava sendo capaz de ver as expressões de Lange.

Ele girou ela no ar e parou de modo que ela ficasse de costas para mim até que finalmente a soltou, a garota se virou para a minha direção e eu me levantei do sofá, Sasa me abraçou firmemente e eu retribui o abraço.

— Que saudades de você Pac, faz tempo que eu não te vejo. — Realmente fazia bastante tempo que eu não via ela, acho que a última vez que a vi foi em um evento de anime há vários meses. — Finalmente chegou de Londrina, bem vindo a vida em São Paulo.

— Desculpa pela demora em vir para cá — Sorri amigavelmente enquanto ela ainda estava abraçada a meu corpo, olhei para Rafael que piscou o olho. Naquele momento eu não sentia nenhum pouco de pena de Sasa, eu apenas queria o namorado dela para mim — Tenho certeza que vou me divertir bastante aqui nessa cidade.

Principalmente se a diversão envolver Rafael Lange.


Notas Finais


☆ E ai? O que acharam? Não esqueçam de deixarem o comentário e favoritarem a fanfic para me motivar a sempre escrever < 3
★ Twitter: @dontbits [https://twitter.com/dontbits]
☆ Me observe p/ saber sempre que eu postar fanfic nova ou atualizar uma [https://goo.gl/nkVR9m]
★ Youtube: Trisque https://goo.gl/lYCCfP


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