História Menacia Real - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deathfic, Drama, Familia Real, Mistério, Originais, Original, Póstuma, Principe, Realeza, Suspense, Tragedia, Traição
Visualizações 4
Palavras 1.116
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Misticismo, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oneshot criada por um ser entediado em cerca de uma hora. Esse mesmo ser é o autor completo e original de tudo nessa obra (com a exceção do desenho na capa). Portanto, ele te perseguiria até os ossos caso você ousasse copiar um trecho sem dar os devidos créditos.
Ah, o ser de quem eu estava falando antes me disse para avisar que ele também é preguiçoso demais para revisar a história, e pediu desculpas por isso.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Menacia Real - Capítulo 1 - Capítulo Único

Um corpo morto foi encontrado caído no chão.

Ninguém soube quem o matou, ou ao menos quem faria tal atrocidade. Como ao menos reconhecer o indivíduo, cuja face foi arrancada brutalmente?  Eu sentava por cima do corpo, olhando todos assustados, com medo de tocá-lo. Sempre me chamaram de insano, mas também de pio. Eu não via nada de errado em sentar em cima de um cadáver, um recipiente sem vida, dessa forma.

A primeira pessoa que teve coragem de se aproximar do falecido foi um servo. Ah, o melhor servo que eu já tive, se você me permite opinar. Meu criado principal, que sempre me seguia. Não como se não devesse, afinal, era pago para isso. Mas quando você passa tanto tempo com uma pessoa ao seu lado, você acaba criando um laço mais forte que a servidão.

Eu lacrimejei quando ele tocou o corpo. Chamando o nome do que se foi e o chacoalhando, esperando uma reação. Aparentemente, aquele servo conseguiu identificar quem havia morrido.

Chamado por um criado, o rei invadiu a sala, acompanhado por sempre de seus guardas. Soldados de armaduras azuladas e escudos com um grande brasão implementado, eram eles. As lanças que carregavam costumavam me dar arrepios quando um grupo me escoltava. Mas eu normalmente recusava a proposta, mesmo que sempre insistissem que fosse para o meu próprio bem. Eu sempre achei isso altamente invasivo para a minha privacidade.

Eu provavelmente não teria muito tempo. Já sentia a mão fria da morte tocando meu ombro, e me puxando levemente para a ruína. Certamente foi algo de quebrar o coração ver todos que um dia conheci lamentarem a morte do príncipe. O príncipe piedoso e reservado, que deveras zelava pelo criado. O príncipe que todos diziam nunca ascender ao posto de rei por não servir ao cargo, mas ainda era o primogênito.

E quando o primeiro na linha de sucessão não era bom o suficiente, a lei só tinha uma solução: Eliminá-lo ou fazê-lo abdicar de suas obrigações reais. Tomar seu trono e o jogar em uma masmorra, talvez? Um fugitivo vindo direto da realeza seria uma figura estranha de se ver, mas também era plausível.

Eis que o mundo não é afável, principalmente quando se faz parte da linhagem mais azul. Qualquer traidor pode ocupar seu lugar, mesmo que seja de sua extrema confiança. Assassinos de aluguel, conspiradores, rebeldes ou simplesmente os mais seres mais insanos que ainda podem ser considerados humanos. Eu não tenho certeza de qual caso foi o meu, e não terei tempo de ver suas verdadeiras intenções.

Eu estava em meu quarto, revisando meus deveres. Meu mestre inventou uma técnica para auxiliar o ensino e estava aplicando-a para checar se ela era eficaz: responder perguntas escolhidas por ele quando não estiver no período de aula. Ele chamou isso de “dever educacional”. Estávamos testando sua nova artimanha fazia alguns meses, e ela parecia ter tido êxito. Eu estava lembrando melhor do conteúdo, mesmo que isso significasse mais tempo de estudo.

Meu servo não estava comigo, disse-me que estava sofrendo de horríveis ataques de tosse. Por segurança, ele decidiu se afastar de mim, mas sem mostrar indícios aos outros de que estava enfermo.

Um guarda abriu a porta e me convocou imediatamente para as masmorras. Aparentemente, era uma ordem de meu pai. Mesmo que eu tivesse a achado um tanto estranha, não desobedeci às palavras do militar. A noite havia acabado de cair, e a penumbra era visível por todas as janelas do castelo.

Descendo todas, eu percebi que nunca tinha ido aos níveis inferiores do castelo. Aos poucos, o cenário ficava mais sujo, com cheiros piores. Não deveriam limpar aqueles locais com tanta frequência, se ao menos os limpavam.

Ao chegar ao último nível, eu estava em estado de exaustão.  Mal conseguia dar um passo adiante sem me segurar em uma parede. Eram diversos e severos os rolos de escada. Quase tombei para o lado, mas o guarda me segurou. O mais estranho foi que ele não me soltou quando eu arrumei a postura.

Eu ainda me lembro daquelas palavras. “Você é tolo demais para merecer tudo que tem”. Eu havia ficado confuso? Sim, mas não tive tempo de reação. É difícil obtê-lo quando, em um piscar de olhos, uma lança está mirada diretamente em seu peito. E ainda é mais complicada a situação quando, tão rápido como o primeiro ato, essa lança decide perfurá-lo, por vontade e ordem do que a empunha.

Não abordarei a narrativa em detalhes de minha dor e sofrimento. Eu ainda os sinto, estão constantes em mim desde esse instante. Doeria demais tanto emocionalmente quando fisicamente. Afinal, quando você se lembra de uma dor, você não só se lembra do que a levou sentir, mas também como a sentiu.

Atualmente? Estou visualizando meu funeral público. Esconderam meu rosto com uma máscara, me vestiram com o traje branco mais rico que possuía. Era um belo traje, com suas bordas de linha de ouro.

Eu vejo o rosto do traidor fingindo tristeza. O general-mor foi culpado em seu lugar e será executado amanhã. Não havia evidência que ele houvesse cometido o crime, mas era a responsabilidade dele manter todos seus subordinados militares na linha. Ele falhou em sua missão, e a multidão procurava a quem culpar.

E quem era o traidor? A mão do traidor era a mesma que empunhava a lança. Era a mesma que segurava minha taça, era a mesma se colocava em meu ombro para me consolar nos dias tristes.  Era até mesmo a mesma que fechava a minha porta. A mão de Judas era a mesma que fechava e abria a janela. A mão de Judas pertencia ao que ficava de pé e em uma posição formal atrás de mim em todo o tempo.

Eu me lembro da voz do traidor. Era a que um dia me disse “bom dia” para em uma noite me dizer “boa noite”.  Era de quem perguntava, todos os dias, se o vinho que eu tomava era um bom vinho. Eu dizia-lhe “servo”, e o dono dessa voz prontamente vinha. E um dia, essa mesma pessoa fingiu estar doente, roubou a armadura azul e lança de um dos militares.

Afinal, uma cobra venenosa sempre esteve em meu ninho. E eu nunca poderei arrancar suas presas. Talvez ela continue a morder outros. Mas ela também pode se amansar e nunca mais mostrar suas armas para alguém.

O elo que eu ainda tinha com a vida acabou de ser quebrado.  A morte finalmente está me puxando. Deixando insatisfeita sua sede por justiça, eu faço o último decreto real em nome do príncipe, em meu próprio nome. Ele voltará. E não será um dia belo quando ele o fizer.


Notas Finais


Eu postei ela no Nyah também. Não é plágio.


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