História Menina Má - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Éris, Frank Zhang, Frederick Chase, Gleeson Hedge, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hermes, Jason Grace, Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Perséfone, Piper Mclean, Piper McLean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Treinador Gleeson Hedge, Tyson, Will Solace, Zeus
Tags Annabeth, Annabeth Chase, Nico, Nico Di Angelo, Percabeth, Percy, Percy Jackson, Thalia, Thalia Grace, Thalico
Visualizações 213
Palavras 3.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei no dia combinado... eu estou realmente contente por estar conseguindo postar bons capítulos e no dia certo.

Estou mais contente ainda pelo retorno desta fic! Este é só o terceiro cap e ja temos mais de trinta favoritos!

Vocês são demais.
Obrigada
E aproveitem.

Capítulo 3 - Adeus Menina Má.


POV Percy Jackson

Domingo, 25/09 00:39 am

Encarei aquelas orbes cinzas, ela sabia que tinha falado demais. E eu, por incrível que pareça, não estava com raiva ou nada do tipo; talvez por que aquele não era realmente um artefato da família Jackson como dizem, mas sim, mais um dos troféus de meu pai, e como já disse, eu repugno tudo que vem ou tem ligação a Poseidon.

- Repita. – pedi, eu tinha a respiração descompassada e o olhar ainda perdido, evitando encara-la já que ela estava ao meu lado.

- Eu disse algo? Não me lembro. – se fez de desentendida e eu a encarei incrédulo.

- Nessas poucas horas posso ter percebido que você é bem mais inteligente que eu e qualquer outro ser humano comum; mas não sou suficientemente trouxa para acreditar que estou ouvindo vozes. – disse a encarando duro. Sim, eu queria parecer bravo, o que estava se tornando uma tarefa impossível com aquele carinha fofa de culpa que assumia o semblante de Annabeth.

- Desculpe. – murmurou quase que de modo inaudível, com certo esforço eu pude ouvir.

- Só repita. – pedi em uma voz baixa e clara; eu não faria mal algum a ela, não somente por ser uma dama e eu ser um cavalheiro como que por eu realmente não me sentir mal por isso. Evitei encarar seus olhos, sabia que eu cederia a quaisquer coisa que ela pedisse se estivesse vidrado em suas orbes perfeitamente cinzas.

- Luke iria me buscar. – repetiu inocentemente, sorrindo com doçura muito fingida.

- Você sabe que não é isso. – disse e finalmente me movi. Eu me coloquei mais para o lado, de modo que quase fiquei em cima dela, na verdade eu fiquei em cima dela. Sua surpresa ficou evidente em seu semblante abismado, ela encarou virando lentamente a cabeça para meus braços fortes que me proibiam de deixar meu peso cair sobre si, e também de que ela saísse, sua respiração deu uma leve e ainda sim perceptível, aumentada de ritmo.

- Depois que eu pegasse o tridente. – admitiu depois de suspirar. Ela me encarou durante alguns segundos, obviamente procurando sinais de braveza ou que eu estivesse zangado, mas eu simplesmente não sabia o que pensar e não esbocei reação alguma. – está zangado? – seu tom era cauteloso, quase como se a qualquer instante eu fosse explodir e joga-la pela janela.

- Não. – respondi simples, eu cometi o erro, olhei seus olhos; e encarando suas orbes que pareciam ser uma tempestade compactada em pequenas bolinhas de vidro eu não pude dizer que estava bravo com ela.

- Não? – perguntou arqueando as sobrancelhas. Respirei fundo três vezes e sai de cima dela, me sentei novamente ao seu lado e seu rosto acompanhava preocupadamente cada mínimo movimento de meu corpo.

- Não. – confirmei antes de passar os dedos da mão direita nos cabelos, despenteando-os completamente (não que eles estivessem arrumados, as cabeleireiras gastam horas e nunca conseguem faze-lo se comportar). – Só surpreso. – admiti e dei um sorriso triste.

- Isso significa? – perguntou me olhando; seus lábios se comprimiram em expectativa.

- Que o correto seria eu lhe obrigar a devolver. – disse e lhe encarei com o semblante triste. Seus olhos se arregalaram e ela piscou freneticamente digerindo a informação.

- Não por favor. – pediu baixo e sua respiração se tornando rápida e descompassada; óbvios sinais de pavor ou nervosismo. – Por favor. Se você fizer isso é o meu fim. – suplicou e levantou da cama.

- Como seu fim? – perguntei me levantando também.

- Eles. Eles vão dar a missão por fracassada, e como era minha primeira eles não vão perdoar... e o pior; Luke iria me buscar e assumiu a responsabilidade por mim, o que significa que vão me castigar e... – ela pausou e seus olhos já estavam se lacrimejando. – mata-lo. Eles não perdoam, vão matar Luke! – agora as lágrimas corriam livremente por seu rosto belo, seus cílios se encontravam com gotículas do choro e as bochechas coradas.

- Calma. Ninguém vai te fazer nada. – disse e coloquei a mão em seu ombro. Eu sabia que talvez minha afirmação fosse uma completa mentira, mas tinha que consola-la de algum modo. Eu também tinha plena consciência que não poderia mantê-la escondida em casa ou protege-la de tudo como um cãozinho que encontrei na volta da escola; ela é uma pessoa, uma criminosa. E isso me da um aperto e tristeza no coração.

- Vão sim. Você não entende! – agora sua voz era alta e ela estava completamente descontrolada. Ela se ajoelhou diante de mim, isso mesmo, ajoelhou (bem que eu poderei fazer uma piadinha sórdida e abrir o ziper) – por favor. – ela suplicou novamente diante de mim. Seu rosto começara a ficar inchado pelo choro que ainda se mantinha forte. – Eu estou te implorando. Por favor. – ela abraçou minhas pernas de modo desesperado. Eu estava estático, não sabia o que fazer.

- Hey Garota Criminosa, calma. – disse gentil porém firme. Segurei seus ombros e a puxei levemente para cima, dando auxilio para que se levantasse, e assim ela o fez lentamente ainda me olhando amedrontada. – Ainda sou eu. – lembrei e a empurrei levemente de modo que ela se sentasse na cama, ainda fungando e as lágrimas escorrendo fervorosamente por seu rosto singelo. – Lembra? O Percy cavalheiro, que nunca deixaria fazerem mal a uma dama. – afirmei ainda segurando seus ombros. Ela deu uma fungada e começou a estabilizar o choro, mas ainda sim as lágrimas insistiam em escorrer.

- Não depende de você. – disse e deu um sorriso triste, provavelmente tentando me fazer sentir melhor, bom, não funcionou. – Não vou te culpar, é o certo, tomar o tridente de mim enquanto tem chance. – disse e respirou fundo, passando delicadamente as mãos no rosto e modo que suas lágrimas foram limpadas.

- Depende sim. – disse e me sentei ao seu lado, como se fôssemos típicos amigos falando sobe o tempo. – não tenho certeza se tomar o tridente de você é o certo. Posso ser este garoto certo, mas ainda sim, tenho uma opinião própria. O que é certo e errado deve vir de cada um. – disse e sorri para Annabeth. A garota criminosa. A loira bandida. A menina má. Adorei inventar apelidinhos para esta garota.

- Desculpe, mas não estendi onde quer chegar. – admitiu.

- quero dizer que eu não vou deixar que matem seu namorado e te castiguem por causa de uma joia qualquer. – talvez, mas só talvez, um tom um tanto rude e amargo tenha se feito presente na pronúncia de “namorado”.

- Uma joia qualquer? – perguntou incrédula. – é a joia símbolo da sua família, e você está dizendo que vai me entregar de bandeja?... e namorado?-seu tom era totalmente descrente e ela tinha uma expressão completamente surpresa na face.

- Não. Essa joia não é símbolo da família Jackson, é simplesmente mais um dos troféus que trazem publicidade a Poseidon; por isso eu não sinto orgulho nenhum, e sim, deixo você levar. – disse e sorri de modo amigável. – e ele não é seu namorado? – não sei por que, mas algo dentro de mim pareceu criar uma esperança inexistente.

- Luke é um irmão, amigo... o cara que sempre esteve ali, me ajudando. – admitiu e sem perceber seu tom se tornou algo sonhador.

- Você gosta dele? – a pergunta me escapou sem passar por filtro algum em meu cérebro, foi inevitável depois de ver o modo admirado como a minha Menina Má se refere a este Luke.

- Já está querendo saber demais Príncipe. – disse irônica, mas por estar sob a luz de led do quarto, se tornou fácil vislumbrar o rubor mas maçãs de seu rosto; tomei isso como um “sim, ela gosta dele. Larga de ser babaca e babar pela garota!”. Acabei de perceber que meu subconsciente não gosta muito de mim, enquanto aquela estranha esperança murchava como uma bola de plástico frágil. – mas... espero que não esteja brincando sobre... – ela deixou a pergunta no ar e apontou para sua bolsa.

- Não. É todo seu. - disse e sorri, eu iria ajuda-la mal a conhecendo e ainda sim me sentia bem; talvez eu fosse salvar uma vida, e vida de alguém importante para Annabeth.

- Você não existe. É perfeito demais, cavalheiro demais para existir. – disse sorrindo e eu sorri, não podendo evitar retribuir aquele ato tão belo e singelo, como o de uma anjo.

- E acredito que você não seja um bom exemplo. – brinquei e ela me deu um soquinho no braço, novamente na intenção de fazer um ato amigável, mas como ela era um tanto forte doeu.

- Príncipe, desista, você não é bom com piadas. – disse me olhando e eu arqueei as sobrancelhas em desafio.

- E você por acaso é um Renato Aragão da vida? – perguntei cruzando os braços em uma pode muito falsa de braveza. – eu posso ser sim muito engraçado. – repliquei emburrado.

- Então faça uma piada. – o desafio foi repentino e veio cheio de ironia, sua voz dizia perfeitamente que estava convencida de que eu seria fracasso.

- Bom... – cocei a nuca envergonhado e pensativo. – Não vai dar. Temos que entrar em um contexto para ter graça.

- Péssima desculpa. – ela disse e riu brevemente da minha falha tentativa de encontrar desculpas convincentes.

- Eu sei. – admiti e me virei para ela.

Neste segundo, Annabeth parecia extremamente... desejável, estávamos deitados lado a lado e ela sorria de modo inocente e feliz; como se nem fosse uma criminosa treinada. Queria toca-la, não podia, mas queria; queria poder te-la para mim. E ai eu percebi... eu gostei dela, seu jeitinho errado de agir, seu sarcasmo sempre presente, sua risada singela e até mesmo seu modo violento.

Mas não poderia ser nem amigo dela; provavelmente ela pegaria o tridente me daria Bay Bay e nunca mais nos veríamos. Ainda nos encarávamos, mas ninguém falava nada, apenas sorriamos; a perspectiva de Annabeth se ir e eu não ter meio algum de me comunicar com ela me desagradava, mas infelizmente era real; mas se estou ali, quero aproveitar com ela.

- Você é a melhor pessoa que eu já conheci. – sua fala foi repentina após alguns segundos de silencio, então ela passou os braço por meu pescoço e eu cheguei a salivar com a perspectiva de um beijo. Minha imaginação vagou em pensamentos sobre qual seria o gosto da boca de Annabeth, e em como ela deve beijar, além de imaginar minha língua em sua boca e minhas mãos audaciosas percorrendo seu corpo curvilíneo. Mas não veio... ela só me abraçou, enterrando o rosto na curvatura de meu pescoço; seu cheiro era maravilhoso e continha o que parecia ser um aroma de morangos em sua pele e em seus cabelos um cheiro suave de Shampoo de limão.

- Melhor que Luke? – perguntei depois de retribuir o abraço perpassando meu braço pó sua fina cintura. Foi mal, mas meu filtro cerebral para merdas que não se deve falar deve estar com defeito. Essa pergunta tinha intenção de ser mental, mas meio que escapuliu. Suas sobrancelhas perfeitamente feitas e de um castanho muito claro, quase loiro, se arquearam em surpresa.

- Como? – perguntou depois de tirar o rosto do meu pescoço; detalhe: ela ainda estava próxima o suficiente para que seu eu me mexesse eu e beijava, e também mantinha as mãos em minha nuca.

- Nada. Esquece. – me apressei em responder mesmo sentindo um valor nas maçãs da face; certeza de que estava corando. Merda de pele pálida que aparece vermelhos do nada.

- Não se finja. Eu ouvi. – disse e me olhou, seus olhos esboçavam um brilho maldoso e seu sorriso era puro deboche.

- Então por que perguntou? – disse emburrado, meus braços saíram de sua cintura e se cruzaram sob meu peito para combinar com meu bico de pessoa magoada.

- Para ter certeza Príncipe. – disse e segurou minhas mãos, me abrigando a rodear sua cintura; grande erro Annabeth, se soubesse o quanto eu quero te agarrar não faria isso. Para Perceu! Você é um cavalheiro! Ela suspirou chamando novamente minha atenção e prosseguiu. – mesmo te conhecendo a algumas horas, você já fez tanto por mim que eu te considero um grande amigo. Tanto quanto Luke, só que você é cavalheiro, se algo me fizer mal Luke sai distribuindo tiros na cabeça de desafortunados. – respondeu minha pergunta e um pesar se fez presente na última parte, como se desaprovasse tal atitude.

- Bom saber; nunca vou te fazer mal algum. – brinquei com o temperamento do seu amigo desconhecido por mim; mas era verdade, eu nunca seria capaz e lhe encostar um dedo sequer.

- Já disse que o Príncipe é péssimo com piadas. – lembrou rindo da minha cara. Ela sorriu travessa e me deu outro abraço, desta vez mais apertado e eu só pude inspirar o seu cheiro maravilhoso enquanto aquele curto momento durava. Quando ela me soltou simplesmente murmurou em palavras baixas. – muito obrigada mesmo Príncipe.

- Não foi nada Menina Má. – respondi sorrindo. Como minhas mãos começavam a soar e eu estava achando aquela posição desconcertante, eu soltei sua cintura.

- Menina Má? – questionou sorrindo Travessa e com as sobrancelhas ligeiramente erguidas.

- Sim. Eu sou o Príncipe e você a Menina Má. Acha que só você pode me dar apelidinhos? – disse e a olhei em desafio.

- mas meu apelido é verdadeiro... você parece mesmo um Príncipe. Eu por outro lado não sou Má. – replicou.

- Sabe, normalmente a Disney coloca os príncipes como lindos galãs, isso significa que eu... – perguntei sorrindo ainda mais travesso que ela, ou pelo menos tentando, já que sou muito carismático para isso.

- Sim, você é lindo. – revirou os olhos ao responder.

- Eu sei. – disse todo convencido, e ela abriu a boca prontinha para me dar uma resposta que deduzi que seria bem grossa; mas prossegue antes que isso se fizesse possível. – Mas voltando ao assunto, você é sim uma Menina Má.

- Não sou não. Me de pelo menos um motivo para eu ser considerada má. – seu tom de desafio era palpável e ela cruzou os braços me encarando.

- Primeiro; você tentou me matar quando eu te ajudei. Segundo; você roubou meu pai. – Terceiro; você vai embora e me deixar aqui, gostando de você. Completei mentalmente.

- Talvez eu seja... – disse. Não sei como bem quando, mas nossos sorrisos haviam sumido e estávamos lentamente nos aproximando. Eu quase estava entreabrindo os lábios em uma felicidade antecipada.

- PERCEU! – a voz conhecida de Poseidon retumbou pela casa, e nos afastam rapidamente corados. A vergonha foi substituída por pavor e medo; nos olhamos alarmados, eu sei que a casa era grande, mas em no máximo três minutos ele estaria aqui

- Eu tenho que sair daqui! – seu tom era desesperado e ela tinha os olhos levemente arregalados.

- Eu sei. - respondi exasperado também. Meus olhos vagaram o quarto se demorando no closet; não; era muito óbvio, e ela não poderia ficar a noite presa lá. Olhei mais adiante e meus olhos se fixaram na janela; é o terceiro andar, mas é o único jeito. Annabeth acompanhou o curso de meus olhos.

- Nem pense... – ela murmurou baixo e grave; um tom que mostrava raiva e medo.

- É o único jeito. – murmurei também baixo.

- PERCEU! Temos que conversar! – a voz de meu pai era grave e enfurecido; sabia que era sobre eu ter sumido no meio da festa. Pedi com os olhos silenciosos e suplicantes a Annabeth.

- Ok... eu vou. – murmurou depois de bufar. Corremos até a janela e eu a ajudei a subir na mesma.

Ela estava pronta para pular; mas ficávamos nos encarando, e eu tinha plena consciência de que muito provavelmente era a última vez que eu a veria. Queria que meu pai não estivesse quase em meu quarto; queria que ela pudesse ficar; queria beija-la e também queria não ser tão idiota e dizer que essas foram as melhores horas da minha vida. Ela também parecia querer falar algo, eu não sei se também queria falar ou agir. Ela comprimiu os lábios.

- Então... valeu Príncipe. E adeus. – disse e me deu um sorriso triste, capaz de estraçalhar meu coração ao imaginar que ela estava triste.

- Espera. – segurei seu braço antes de pular. Eu já ouvia os passos no último lance de escadas, mas não me importava. – Você esqueceu a bolsa com o tridente. – não tive coragem de falar mais nada; ela arregalou os olhos e eu lhe alcancei a pequena e bela bolsa de festa onde Annabeth mantinha o orgulho de Poseidon. Me dando mais um sorriso triste, ela pulou.

Só pode ouvir um pequeno som, eu sabia que ela estava com o tornozelo ainda um pouco dolorido, mas a julgar que eu apenas vi uma cabeleira loira sumindo na noite, acho que ela se saiu muito bem.

- Perceu! – a voz de meu pai estava novamente presente, mas só ao me virar constatei que estava no mesmo cômodo que eu. – Como pode?! Sabe o que os empresários estavam falando do seu sumiço?! – ele começou a praguejar assim que eu notei sua presença.

- Não Poseidon. Eu não sei. – disse rude, mas minha cabeça voava em saber como a loira estava e se ela também tinha a impressão de que eu faria falta.

- Eles acham que você estava com uma prostituta! – vociferou e eu o ignorei completamente. – Isso é péssimo para sua imagem! Mas por sorte a filha de um dos donos do Museu de artes disse por telefone que estava com você. Rachel Dare, mas disse também que você passou mal e veio para casa! – sua voz ainda era repreensiva; as vezes eu penso que ele nasceu gritando, afinal é o que e ele faz de melhor. Eu não dava a mínima, mas senti culpa por Rachel; ela foi muito legal e eu a deixei na mão.

- Desculpe. Não vai se repetir. – murmurei, mas a raiva era palpável.

- Claro que não. Você tem que ser responsável, vai se casar. – não era um pedido, era uma ordem. Eu senti isso mesmo na festa, não dependia de mim, dependia dele. Ele caminhou lentamente e saiu do quarto, mas antes de porta se fechar completamente ele parou e me olhou. – Vamos viajar no final do mês que vem. França; e se não tiver encontrado uma noiva descente até lá, eu que irei decidir.

A porta bateu. Era isso, nem minha noiva indesejada eu poderia escolher. Suspirei me sentando na cama; o celular eu quase que havia me esquecido, estava parado na cabeceira ao lado da cama; peguei e digitei minha senha para logo abrir a imagem inicial de tela, que era um tridente verde mar. Comecei a digitar a mensagem.

“ Desculpe Rachel, aconteceram algumas coisas e não pude te avisar. Mas meu pai falou que você disse que eu estava em casa, para sua sorte eu estava mesmo. Obrigada por me acobertar. Até qualquer dia.”

Na minha humilde opinião foi pouco explicativa e um pedido de desculpas meio falso; mas não me importava.

Era tarde, por volta de 01:37 da manhã, suspirei e fui para meu banheiro. Me despi como fazia todas as noites, ficando apenas de cuecas para dormir, escovei os dentes e peguei a caixinha de fio dental; estava vazia. Preguiçosamente ergui as mãos para o armário e ao invés de encontrar como pretendia, meu pequeno estoque particular de itens de higiene, minha mão se encontrou com um frio cano de ferro.

Puxei e meus olhos encontraram a arma, a arma de Annabeth, ainda engatilhada, e mesma arma que quase me matou. Sorri e esqueci completamente o fio dental.

Voltei para a cama girando a arma nas mãos; bom, pelo menos era uma lembrança. A unica lembrança da garota que eu nunca mais veria. Me peguei pensando em seus cacho loiros, em seus pés macios enquanto eu a enfaixava, nela em meu colo enquanto sua pele tocava mais braços, seu cheiro, nosso quase beijo e até mesmo suas ironias.

Eu não queria que ela tivesse ido, queria que ela ficasse aqui como minha... amiga? Não; queria que pudéssemos desenvolver algo. Mas era impossível, eu nunca mais a veria.

Desengatilhei finalmente aquela arma que foi minha quase morte e a guardei debaixo do travesseiro; é estranho eu sei, mas faz parecer com que minha Menina Má está mais perto.

   Adormeci lembrando de belos olhos cinzas e sentindo algo duro embaixo do meu travesseiro.


Notas Finais


Eu queria um capítulo maior... mas no próximo vamos começar a ideia inicial da fic, que é o que vai fazer percabeth se reencontrar. Acho que vocês vão ficar surpresos.

Hoje eu ainda posto um capítulo em HBT (Half Blond talents), além do da sexta feira.

COMENTEM E FAVORITEM EU Ñ MORDO (mentira, mordo muito, mas só se vc quiser)
Bjs amores.


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