História Menos de um Mês - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Lemon, Longfic, Suga, Vhope, Yaoi, Yoonmin
Exibições 48
Palavras 1.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Apenas esclarecendo algumas coisas:
-Vou tentar att diariamente (se não, o mais rápido possível)
-Sempre reviso os capítulos ao menos uma vez antes de postar; ainda assim, estou sujeito a erros. Peço desculpas caso ache algum
-A fic ainda está BEM longe de acabar, então podem ter certeza que vai vir ainda muita coisa
-Peço desculpas pela qualidade, talvez não seja algo que vocês gostem no começo, mas peço que me deem uma chance. Tenho certeza que vocês vão gostar!
-Críticas, comentários e sugestões são sempre bem-vindos!
-É a minha primeira fic, então estou bem nervoso. Em outras palavras, desculpem qualquer coisa >.<

Capítulo 1 - Ressaca


Vodka.

 Aquela fora a primeira palavra que veio à minha mente naquela manhã. Pelo menos, foi a primeira que consegui assimilar.

 Não conseguia abrir os olhos direito. Tentei várias vezes, mas a luz que vinha da janela era muito forte. Tentei protegê-los com minha mão, mas ela não se levantou. Algo pesado se encontrava nela. Com certo esforço, consegui reconhecer uma silhueta branca ao meu lado, que logo reconheci por ser o meu travesseiro.

 Fiquei imaginando como um reles travesseiro poderia pesar tanto, até que o empurrei para longe. Abaixo dele se encontrava uma garrafa de Smirnoff, ainda com um pouco do seu conteúdo original. Depois de um tempo pensando, consegui lembrar de como abrir minha mão, e a garrafa saiu rolando pelo chão.

 Chão?

 Protegendo o rosto o máximo que pude, tentei me levantar – o que foi um erro. No instante em que comecei a subir, senti todo o mundo rodando e algo se revirando em meu estômago, lutando para sair. Voltei a me deitar, sentindo uma pequena dor latejando pela minha têmpora. Olhando com um pouco mais de atenção, notei que tudo a minha volta era branco e marrom, e apenas depois de alguns minutos compreendi que estava deitado no carpete do meu quarto, com apenas um travesseiro e um lençol.

 Chão...?

 A palavra voou pela minha mente, tentando fazer algum sentido. Pela segunda vez tentei me levantar, e pela segunda vez, não consegui. A tontura chegou antes mesmo que pudesse me sentar. Levei uma das mãos à cabeça, e notei algo seco preso em meus cabelos e têmpora direita.

 Deus, que não seja sangue...

 Sangue...?

 Minha cabeça lutava para tentar compreender algo. Ela claramente queria me dizer algo, mas tudo que conseguia era me confundir ainda mais. Foi então que notei algo com o canto do olho. Quando forcei a vista, notei um pequeno quadrado branco rabiscado – um bilhete, deixado por alguém qualquer.

 Bilhete...?

 Usando mais forças do que gostaria de admitir, e levando o que pareceu ser uma eternidade, consegui me rastejar até ele. Peguei o pequeno pedaço de papel com a ponta dos dedos, e então o trouxe para perto. A princípio, as letras estavam borradas, e as palavras não faziam o menor sentido. Depois de forçar a vista, porém, elas começaram a ter um significado, e pouco a pouco, palavra por palavra, consegui ler o conteúdo do bilhete.
 

Para o meu querido companheiro,

Eu realmente amei a noite de ontem. O baile estava perfeito, com as músicas, a bebida e a sua companhia. Mas a baladinha onde você me levou depois, aquilo foi o ápice da noite. Gostei muito de ter saído com você, e espero que possamos fazer isso novamente.
Ps: amei que tenha me levado para o quarto. Espero que você possa me encontrar novamente. Aquele movimento de língua foi excelente ;)

 

 Companheiro...?

 A realidade veio como um choque para mim. Lembranças aleatórias começaram a jorrar pela minha mente, algumas com um pouco de nexo, outras, totalmente aleatórias. A lembrança de uma garota sensual me acompanhando até em casa foi a que mais se destacou. Em seguida, vi a mim mesmo, tão bêbado que mal conseguia me despir direito – mas, felizmente, sóbrio o suficiente para realizar meus pequenos truques.

 Comecei a indagar por que estava no chão, e a memória de algo caindo veio como uma bala. Olhando de relance, notei algo preto escancarado no chão, e imediatamente reconheci como sendo a minha carteira. Mesmo longe, era possível dizer que estava vazia.

 -Não... Mas que vadia!

 “Vá com a Min Suh. Ela vai ser uma boa companhia”

 A fala de Seokjin ainda estava fresca em minha memória, por mais que latejasse, como se estivesse batendo em meu crânio, lutando para sair.

 Boa companhia é o caralho, Jin. Você me paga

 Sabia que, tecnicamente, eu era o culpado. Se não tivesse dado um jeito de última hora, o último encontro às cegas dele não teria sido com um menino. Mas ele mereceu aquilo – ninguém pediu para ele andar por aí com comentários preconceituosos.

 Por um momento, senti minha cabeça explodindo, e não consegui fazer mais nada a não ser ficar parado, tentando me concentrar e fazer a dor sumir. Depois de um tempo, percebi que a origem da dor fora a campainha, e que minha cabeça continuava a latejar mesmo depois que o barulho acabou. Fiquei parado pelo que pareciam horas, até que a campainha voltou a tocar e eu senti a dor duplicando. Quando o som por fim acabou, resolvi que era melhor atender a porta, antes que a campainha voltasse pela terceira vez.

 Terceira? Ou seria a quarta?

 Não sabia dizer se o que me acordou fora de fato a campainha, ou se meu cérebro resolveu misteriosamente me acordar para me fazer sofrer, mas nunca me importei com isso. Uma coisa que meu pai sempre me dizia era: “quando a merda está feita, tudo que resta é limpá-la”.

 Mais tateando do que andando, e sempre com uma das mãos apertando uma de minhas têmporas, fui andando pelo corredor até a porta de entrada. Por vezes, pensava que o apartamento era pequeno demais – apesar de ser grande o suficiente para alojar pelo menos duas pessoas, sempre fui muito necessitado de espaço. Em momentos como aquele, porém, onde cada passo significava uma pontada de dor, tudo que pensava era em quão grande o apartamento conseguia ser. De fato, toda aquela ambuiguidade de pensamentos era, no mínimo, cômica.

 Depois de uma eternidade andando por aquele corredor, finalmente consegui alcançar a porta de entrada, que ficava ao lado da cozinha. Parando para respira, tentando ignorar a dor, senti um ligeiro cantarolar vindo do lado de fora, alegre e contagiante demais para o meu gosto.

 Que Deus me ajude, pois se for mais uma menina vendendo biscoitos...

 Apesar de melhor, minha visão continuava embaçada, o que me impediu de achar a fechadura nas primeiras tentativas. Rezando para que a porta estivesse aberta (duvidava que fosse capaz de destrancar uma porta naquele estado), abri-a com a maior força possível, usando a melhor cara agressiva que podia.

 Atrás dela, não havia nenhuma menininha com biscoitos em mãos.

 Ao invés disso, encontrava-se ali um garoto me olhando.

 Quando me viu, ele sorriu. Um sorriso longo e sincero, que fez com que seus olhos puxados se fechassem.

 -Olá! Por favor, desculpe o incômodo. – ele abaixou ligeiramente a cabeça em um sinal de respeito – Seu amigo, Taehyung, me disse que você estava procurando alguém para dividir um apartamento, e disse que eu poderia te procurar aqui. – eles esticou uma de suas mãos – prazer! Me chamo Park Jimin.

 Fiquei parado por um tempo, tentando processar aquela imagem. Tudo naquele garoto – desde o seu cabelo até a sua mala verde, jogada no chão – emanava algo misterioso, diferente de qualquer coisa que já tinha visto. E sua voz, ela... Ela era diferente. Ela escondia algo, podia perceber isso. Ela mostrava alegria e sinceridade, mas também mostrava ódio e ressentimento.

 Tudo naquele garoto era estranho, quase como se fossem duas pessoas totalmente diferentes ali, e não um único e simples menino.

 Eu estava acostumado com pessoas daquele jeito – ambíguas, sempre aparentando esconder algo dentro de si mesmas. Mas, pela primeira vez, estava parado. Não conseguia me mover, nem mesmo falar. A única resposta que veio do meu corpo foi um pequeno calor crescente pelo meu rosto.

 Eu corei. Em uma das poucas vezes na minha vida, eu corei.

 Se soubesse daquilo, teria continuado no chão do meu quarto, semiconsciente.

 Ele deve ter notado a minha pausa, pois seu sorriso morreu. Deu uma longa olhada em mim, de cima a baixo, com um olhar surpreso e malicioso, e então... corou.

 Não entendi de primeira por que ele fez aquilo, até que senti o frio chegando pelo meu corpo. Creio que, naquele momento – justo naquele momento inoportuno – toda a minha consciência voltou de uma só vez, me acertando da mesma maneira que uma faca acertaria.

 Relutante, olhei para baixo, e todo o meu medo foi confirmado. Tudo que usava não passava de uma simples cueca cinza.


Notas Finais


É assim que tudo começa. Essa história ainda vai longe - bem longe (é sério, vocês não têm ideia de como o bagulho vai ficar louco--'), mas eu espero que isso seja o suficiente para, pelo menos, dar o clássico gostinho do "quero mais". Peço desculpas novamente por... qualquer coisa, eu acho...
E realmente espero que tenham gostado
Beijos do Titio Sirius


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