História Menos de um Mês - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Lemon, Longfic, Suga, Vhope, Yaoi, Yoonmin
Exibições 31
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Acordo Feito


 -Aceita algo pra tomar?

 O garoto ficou me encarando, ainda sem jeito. Chegava a ser engraçada toda aquela timidez que ele tinha. Como se eu ainda estivesse quase despido, ele continuava a mudar seu olhar, procurando sempre focá-lo em algo que não eu – e, nas poucas vezes que seu olhar encontrou com os meus, estava sempre repleto de malícia.

 Alguns instantes atrás, quando finalmente notei que estava seminu, parado do lado de fora de casa, a vergonha me abateu. Tenho certeza de que teria corado, se já não estivesse assim. Com uma velocidade anormal, virei-me e saí em disparada para o meu quarto – tropeçando algumas poucas vezes no processo. Quando finalmente cheguei lá, fechei a porta – com mais força do que seria necessário – e comecei a encarar o nada, pensando.

 Tinha certeza de que, pelo menos, duas pessoas me viram. E aquilo não era bom. Não depois do que havia acontecido nos últimos dias...

 Mesmo absorto em pensamentos, consegui ouvir o barulho de uma porta se fechando e de algo pesado acertando o chão. Fiquei em silêncio, esperando que estivesse enganado, mas o alegre cantarolar indicou que não estava.

 Então ele quer ficar, mesmo não sendo convidado...

 Não sabia o que pensar daquele garoto – se era tudo uma piada, se ele realmente precisava achar um apartamento por aqui, se ele era muito folgado ou se apenas planejava roubar alguém.

 Pensei em expulsá-lo naquele exato momento, mas resolvi que era melhor não. Afinal, precisava de alguém para dividir as contas do apartamento – e como “dinheiro” era algo cada vez mais raro no meu dia a dia, optei pela opção mais convencional.

 Vasculhando o meu quarto, peguei o primeiro par de roupas que não estava sujo com nada... peculiar. Vesti-me, ainda sentindo a cabeça latejando, tentei recuperar novamente a minha cara de indiferença e saí do quarto.

 Quanto mais perto chegava da cozinha, mais alta a cantoria se tornava, e mais desconfortável eu ficava.

 Isso não vai prestar...

 Ele se assustou com a minha chegada súbita, e então se pôs de pé. Ainda parecia sem jeito, procurando sempre deixar seu olhar sobre o chão.

 -Park Jimin, certo? – ele concordou com a cabeça – Aceita algo pra tomar?

 No fim, o coitado pediu somente água. Com indiferença, apontei para a geladeira ao lado dele e mandei que se servisse.

 -Pois bem. – disse, depois que ele se serviu com água – Você disse que foi indicado por quem mesmo?

 -Taehyung. – ele respondeu, quase se engasgando com a água – Ele me deu o número do seu apartamento, e disse que poderia negociar com você.

 Taehyung... aquele nome permaneceu vagando pela minha mente, enquanto tentava me lembrar de alguma possível brincadeira recente. Duvidava de que estava realmente lúcido, mas não consegui pensar em nenhum motivo que o V teria para zoar comigo. Ah não ser que ele estivesse querendo começar uma guerra, assim como eu comecei uma com o Jin, onde somente o mais zoeiro...

 -É Suga, não?

 A voz do garoto me trouxe de volta à realidade. Notei que ele estava me observando, e quando nossos olhares se encontraram, ele rapidamente desviou o dele para o copo de água parado na mesa.

 -É Min Yoongi. – respondi – Mas pode me chamar assim, se quiser. É um apelido.

 Um pequeno sorriso brotou em seu rosto.

 -Tudo bem. Eu realmente espero que possamos...

 -Por que quer dividir um apartamento comigo?

 Ele recebeu a pergunta com surpresa, e demorou um tempo antes de responder.

 -Bom, eu... eu preciso de alguém para dividir um apartamento. Não tenho condições de alugar um somente para mim. Quando soube que precisava de ajuda, o seu amigo Taehyung me contou sobre a sua situação. Disse que também precisava desesperadamente de alguém para dividir o apartamento, e que eu conseguiria me dar bem com você.

 Ele não está errado. Eu preciso mesmo de alguém para rachar as contas. Mas qualquer pessoa que aceite morar comigo é, no mínimo, suspeita...

 -O que pensa sobre lugares bagunçados?

 -Que apenas precisam de alguém para limpá-los.

 -O que pensaria se chegasse à noite em casa e descobrisse que não tem comida alguma na geladeira?

 -Que é noite de pizza.

 -Barulhos estranhos à noite?

 -Estou acostumado com eles.

 Ergui uma de minhas sobrancelhas.

 -Eu estou me referindo a barulhos bem estranho.

 Ele também ergueu uma de suas sobrancelhas e me lançou um olhar curioso, mas apenas por poucos segundos. Logo, estava encarando algo na parede atrás de mim.

 -Eu não me importo. Muitas vezes, tenho o sono pesado. E nas poucas vezes que não tenho, consigo voltar a dormir fácil. Sou uma pessoa preguiçosa.

 -Acha que dois preguiçosos podem dividir a mesma casa sem problemas?

 Ele indagou por um breve momento.

 -O mínimo é tentar. Ouvi dizer que dois preguiçosos equivalem a uma metade de uma pessoa organizada.

 Não consegui impedir que um pequeno sorriso surgisse, mas o garoto estava encarando algum lugar atrás de mim, com olhos que indicassem que estava absorto em pensamentos, e não o notou. Voltei à minha expressão indiferente.

 -Talvez esteja certo...

 Comecei a pensar cada vez mais. Ele parecia ser uma boa companhia, disso não tinha dúvida. E, de fato, foi o único interessado em dividir um apartamento comigo em semanas. A minha fama piorava cada dia mais, e as minhas opções diminuíam. Não saberia dizer quando teria outra opção caso não o aceitasse, e minha situação estava começando a ficar crítica. Mais algumas semanas e talvez não teria mais aquele apartamento.

 Mas, então, por que ele estava ali? Saberia ele com quem estava lidando? Se não, quanto tempo levaria até que descobrisse os meus podres? Ou, ainda, se já soubesse deles? Se fosse esse o caso, então ele obviamente não ligava para boatos... ou teria ele mesmo piores?

 Precisava descobrir urgentemente o que Taehyung falara sobre mim.

 -Já procurou em outros lugares? Tenho certeza de que poderia achar algum apartamento mais barato, ou mesmo alguém melhor para se dividir um.

 -Quer dizer, alguém que use roupas às dez horas da manhã? – ele riu, indicando que tudo não passava de uma brincadeira – Não, acho que não. Talvez achasse, mas não tenho tempo. Além disso... – ele me deu um dos seus olhares maliciosos – A companhia aqui não é tão ruim quanto pensei.

 Devolvi o olhar malicioso com o mais fechado e indiferente que pude. Então, ele já sabia coisas sobre mim – talvez não tudo, mas sabia um pouco. Aquilo me deu tanto esperanças quanto desconfianças. Claro, ele podia apenas não se importar... mas algo estranho emanava dele, e sabia que estava escondendo alguma coisa.

 Minha mente estava ocupada demais, procurando algo para assimilar, quando percebi algo em sua fala. Desviando o olhar para a parede, notei que ele estava certo – já se passava das dez horas.

 Puta que pariu!

 Só para variar, estava atrasado para o encontro – como sempre. O pessoal sem dúvida estaria rindo de mim naquele exato momento. Jin já teria contado sobre o meu encontro com a pequena ladra; Jungkook estaria rindo às minhas custas; Hope estaria bravo por não tê-lo chamado para a festa ontem à noite; e V estaria preparando o seu costumeiro discurso sobre como eu deveria mudar.

 Aquele dia estava ficando cada vez melhor...

 Decidi que o problema com aquele garoto não podia esperar, e que deveria chegar a uma conclusão logo. Se negasse a proposta dele, teria dificuldades em pagar o próximo aluguel e provavelmente não teria outras opções – ao menos, não quando o boato de que ando trazendo ladras para casa se espalhasse. Deveria aceitar. Aquilo era um fato.

 Mas não podia fazer isso sem antes saber de algo. Ele precisava ficar na dele, sem se envolver comigo – isso era para o bem de ambos, em ênfase no dele.

 Resolvi apostar fundo. Aproximando-me, deixei uma mão cair na mesa e a outra no apoio da cadeira, e depois deixei o meu rosto o mais próximo que me atrevia. Esperava que minha cara estivesse, pelo menos, neutra, mas duvidava disso.

 -Sabe, Jimin... achei você uma gracinha. Talvez esteja gostando de você. Poderíamos nos divertir muito, não acha?

 Seu olhar foi intenso, e sua expressão estava afogada em malícia, mas quando me respondeu, sua voz estava seca e distante.

 -Não. Você não gosta de mim, e não vamos fazer nada, a não ser dividir o apartamento. Se você quiser, é claro.

 Achei o tom de voz estranho, mas mantive o olhar, procurando alguma queda, desvio ou hesitação. Ele manteve o olhar duro, olhando sempre no fundo dos meus olhos. Depois de um tempo, me afastei e suspirei baixo.

 -Pois bem. Isso foi divertido. Acho que você pode ficar, se realmente quer. – apontei para o corredor – A primeira porta à esquerda é o banheiro. Os dois quartos à direita são meus, então pode ficar com o último à esquerda. – dei um longo olhar para ele, e depois para a mala – É só isso que vai trazer?

 -Sim. – ele por fim desviou o olhar – Não tenho nada pra trazer, tirando...

 -Não importa. Se estiver cansado, durma no sofá. – indiquei a sala, atrás de mim, e depois indiquei a geladeira – Se tiver fome, pode pegar algo. Se não me engano, ainda sobrou um pouco de comida congelada.

 Não disse mais nada, apenas voltei ao meu quarto, apressado. Não podia me atrasar ainda mais, mas não ousava sair sem ela. Comecei a procurar como um louco, jogando tudo pelos ares, enquanto ouvia passos apressados me seguindo pelo corredor.

 -Mas... mas... – a voz do garoto parecia confusa e assustada – É só isso? Digo... – ele deu uma pequena pausa quando chegou no quarto e viu o estado em que esse se encontrava – Você tem certeza que me quer?

 -Claro. Por que não? – Um dos travesseiros que havia jogado passou perigosamente perto de sua cabeça – Você parece legal, disse que a minha companhia foi melhor do que esperava, e deixou claro que tudo que quer comigo é apenas dividir o apartamento. – quando tinha terminado de revirar todo o quarto, comecei a procura nos armários – Não preciso de mais nada.

 -Então... é que...

 Parei a procura como estava e me virei, ficando frente a frente com ele.

 -E o quê? Se tem algo para falar, fale. Se não gostou de ficar aqui, vá embora. Se realmente pensa que não tem problemas em dividir um apartamento comigo e quer ficar, fique. É simples.

 Uma lembrança me ocorreu, e desviei a atenção do garoto antes que pudesse ver a sua reação. Deitei-me no chão do quarto e comecei a vasculhar o espaço embaixo da minha cama. Além das caixas de madeira trancadas e das camisinhas não usadas, vi um contorno negro, e agradeci por ter escondido aquele item. Não sei o que faria caso ela fosse roubada.

 Quando me levantei, toda a atenção do garoto se voltou para a peça negra que se encontrava em minhas mãos.

 -Uma jaqueta de couro negra...? Era isso que estava procurando?

 -Sim. – minha voz continha a costumeira alegria que sentia toda vez que olhava para aquela peça de roupa – Tem um problema com isso?

 -Não. Claro que não. É só que...

 -Ótimo!

 Contornei ele, chegando ao corredor, e caminhei apressadamente à porta. Ouvi passos seguindo os meus, e comecei a me perguntar se não era um erro deixá-lo conviver ali comigo.

 -Espera! Onde você vai?

 -Sair. – alcancei a porta e a abri, ficando do lado de fora, mas voltei o olhar para o garoto antes de responder – Eu estou atrasado pra um encontro com amigos, e eles provavelmente estão rindo da minha cara. Já te dei todas as instruções que precisava, certo? – não esperei por uma resposta – A chave se encontra no sofá, caso precise. Volto em algumas horas, e não estou levando nenhuma chave, então é bom que fique aqui até eu voltar. – virei-me para sair, mas retornei, antes de fechar a porta por completo – Ah, sim. Por favor, não bote fogo na casa. E não entre no meu quarto, a não ser que queira morrer.

 Sem esperar por respostas, saí e fechei a porta atrás de mim, deixando um desconhecido confuso para trás, com acesso a todas as minhas coisas.

 É bom que não esteja brincando comigo, V. Para o seu próprio bem...


Notas Finais


Por enquanto, é isso. Espero que estejam gostando, de verdade. Críticas, comentários e sugestões são sempre bem-vindos, e agradeço por terem lido até aqui
Beijos do titio Sirius!


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