História Mental Disorders - Namjin, Jikook, Vhope, Yoonseok - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Angst, Bangtan Boys, Bts, Jikook, Namjin, Vhope, Yoonseok
Visualizações 186
Palavras 1.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltando com mais um capítulo o/ Este se passa um pouco antes do final do último cap.
Se acharem qualquer erro por favor me avisem.
Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 2 - He


DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA 

Sentado em um banco no bar, eu reflito sobre meu novo paciente. Kim Seokjin, 18 anos (quase 19, de acordo com seus documentos), esquizofrênico. 

Tão ridiculamente lindo. Um rosto de porcelana, cabelos e olhos castanhos, um pouco menor do que minha altura. 

Patético, patético. Eu, um psiquiatra formado, de 24 anos, suspirando por causa de um menino, igual uma colegial. Peço mais uma garrafa de whiskey, nessa altura já nem sei mais se é a segunda ou a décima quarta. Tomo um gole, fecho os olhos, e me lembro da noite em que....

"Se controle, se controle, você não precisa, você não precisa, você não precisa" digo a mim mesmo. A maldita garrafa de vodka continua me tentando, como se fosse a maçã do pecado e eu fosse Eva. Suspiro. Meus amigos já pediram milhares de vezes para que eu procurasse ajuda, mas o meu maldito orgulho não deixa. Eu me convenci a muito tempo atrás de que eu conseguiria sair dessa sozinho. 

Saio da cozinha, para tentar deixar as coisas um pouco mais fáceis, e me jogo no sofá. Ligo a TV, zapeando pelos canais, tentando ver se algo chama minha atenção. Acabo desistindo depois de pouco tempo, parando em algum programa aleatório. Parei em um canal culinário. Isso me faz imediatamente lembrar dele. Ele me disse que gostava de cozinhar com sua mãe, quando era mais novo.

Seokjin.

Seu pai e madrasta nos ligaram pedindo ajuda à mais ou menos duas semanas, alegando que ele teria atacado a mulher. Eu não estava presente no momento, mas me disseram que a mulher estava com um enorme olho roxo e o lábio partido. O relato me fez me preparar para uma pessoa extremamente conturbada e violenta. Mas não foi o que encontrei. O que encontrei foi um menino doce, educado e delicado, com a beleza e personalidade de um anjo. Um anjo que sofreu muito nessa vida.

Alguns dias depois da entrada de Seokjin em Wooden Walls tentei entrar em contato com seus reponsáveis por telefone, não obtendo sucesso. Era preciso deixar o endereço do paciente para que pudesse internar alguém, então vasculhei os seus documentos e achei o bairro, rua e número de sua antiga casa. Chegando lá notei que a mulher parecia perfeitamente bem, aguando as flores no jardim. Sem sair de meu carro, estacionando em um lugar onde ela não percebesse minha presença a avaliei. Violet, a garota da recepção, era muito honesta e  nunca mentiria para mim sobre falsos machucados. Um olho roxo demora para se curar, e se a mulher estivesse mesmo levado um murro na boca seus lábios ainda estariam inchados e cortados. Alguns minutos depois o homem - que presumi ser o pai de Seokjin, notada a semelhança entre os dois- saiu de casa e abraçou a mulher. Ele não parecia nem um pouco abatido pelo fato de seu filho ter, supostamente, atacado sua esposa e ter sido internado. Depois de um tempo, desisti de conversar com eles, tendo montado uma hipótese para o que pode ter acontecido. Liguei meu carro e voltei à Wooden Walls.

Chegando no Instituto me dirigi diretamente á meu paciente, perguntando quais eram as profissões de seus responsáveis. O outro Kim me contou que seu pai era empresário e sua madrasta maquiadora profissional. Maquiadora. Isso confirmou a minha teoria de que a mulher teria feito os machucados com maquiagem. Podia-se notar pela camisa branca levemente transparente de Seokjin, que ele tinha vários hematomas por seu torso, mas nenhum em algum lugar muito visível, como os braços ou o rosto. Sem falar do fato de que ele era muito magro para ter tido uma alimentação apropriada. Meu coração se quebrou e raiva subiu pelo meu peito ao mesmo tempo. Como alguém poderia machucar uma criatura tão pura quanto o garoto que estava em minha frente?

Seokjin me deu a permissão para chamá-lo de JIn, somente. Mas seu nome é tão lindo.

O celular toca, me trazendo de volta ao presente. Vejo que é do Instituto e o atendo rapidamente.

- Dr.Namjoon, por favor volte ao Instituto imediatamente. Seu paciente está tendo um ataque e não estamos conseguindo controlá-lo, nem chegar perto do mesmo

- Estou indo

Sem me despedir, pego as chaves do carro e parto.

Quando chego lá, visto meu jaleco que estava pendurado perto da porta de meu escritório, e corro para o quarto de Seokjin. Ele estava tremendo e chorando. Me aproximo com cautela.

- Ei, sou eu. O que aconteceu?- pergunto

Ele estava sentado em um dos cantos do quarto, enrolado, segurando os joelhos com os braços. Ele levanta a cabeça, os olhos vermelhos.

- Eu não consigo te ouvir- ele sussurra.- Eles estão gritando muito alto.

Alguns pacientes realmente gritam durante a noite, mas o resto dos quartos estavam silenciosos. Presumo que seja o efeito da doença. Segundo o que uma enfermeira me disse, ele tinha recebido os remédios a pouco menos de meia hora, então não poderia tomar agora, ou correria altos riscos de ter uma overdose, devido a força dos remédios. Isso me preocupa. Não queria ter de aumentar a quantidade de remédios que Seokjin teria de tomar. Chego bem perto, me agachando do seu lado e pergunto:

- Pode me ouvir agora?

Ele assente.

-Escuta, eu não posso te dar nada para parar os gritos agora. Você vai ter de pará-los sozinho.

Ele assente de novo. Vejo uma pequena lágrima escorrer por sua bochecha. Surpreendendo à ele e a mim mesmo, instintivamente o abraço. 

- Vai ficar tudo bem.

Ele me abraça de volta, se agarrando a mim como se eu fosse um pedaço de madeira flutuando no meio do oceano, e ele estivesse se afogando. O sinto parar de tremer, lentamente voltando ao normal. Quando para de tremer completamente, ainda em meus braços, percebo que ele adormeceu. O pego no colo e delicadamente o coloco na cama. Me pego o encarando por um tempo. Ele é realmente muito bonito. Parece um verdadeiro anjo quando está dormindo, com as expressões delicadas relaxadas, e sem a tristeza que sempre vejo em seus olhos.

Passo a mão por seu cabelos, depois abaixando-a e segurando sua bochecha. Sinto meu coração dar um pequeno pulo. Tiro a mão rapidamente, saindo do quarto. Passo os novos remédios que Seokjin terá que tomar para uma das enfermeiras e volto para casa.

Assim que chego em casa não consigo parar de pensar do maldito moleque. Me pego pensando em como seria a textura e gosto de seus lábios, em como seria pegá-lo pela cintura, deitá-lo na cama e.......

Meu Deus.

Aperto o "foda-se"  e abro a garrafa de vodka, bebendo até esquecer meu nome.

Suspiro. Está mesmo na hora de resolver isso.

Hoje, Seokjin me contou a história de sua mãe. Consegui ver seus olhos encherem de lágrimas, conforme ia chegando na parte final da vida de sua mãe. Minha vontade era de abraçá-lo e protegê-lo desse mundo cruel que não o merece. Ao invés disso apenas passei a mão em suas costas. Ele olhou para mim e sorriu. Meu coração disparou, dançando dentro de meu peito.

Suspiro de novo e tomo o resto da garrafa de whiskey de uma só vez. 

Me sinto começar a desmaiar. Merda, merda, merda, merda. Lembro-me de uma das primeiras coisas que Seokjin me disse

Sabe, você deveria parar de beber, doutor. Algum dia desses vai entrar em coma.

Merda.

Desmaio.


Notas Finais


Tenso.


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