História Mentes do Amanhã - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Revelaçoes
Exibições 8
Palavras 2.402
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Mistério

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é a minha primeira história, sei q não sou mt boa, mas espero que gostem ;)

Capítulo 1 - Saindo da zona de conforto


- Maya, acorda! O despertador tocou três vezes, você está atrasada! - grita meu pai batendo na porta. 

- Aaaah, eu to com sonooo! 

- Quem mandou passar a noite inteira lendo?! 

- Mais tava bem no TCHAM da história! - sim eu falo TCHAM, é uma palavra que serve para tudo, uma palavra universal. 

- Tá, tá, ta. Agora levanta logo. 

Lily, nossa gata muito fofa, sobe na cama e começa a lamber meu rosto. 

- Ta bom, vou levantar. 

Me levanto, quase caindo da cama, pego o celular e vejo que horas são. Ah falta 10 minutos para o sinal da escola bater. Calma. AI MEU DEUS, FALTA 10 MINUTOS PRO SINAL DA ESCOLA BATER! Me troco de roupa correndo, arrumo o cabelo e pego minha mochila. 

- Vamos pai! - pego uma maçã - Eu como no caminho. 

- Não está se esquecendo de nada, mocinha? 

Ah não, quase me esqueci: o trabalho literário! Vale muita nota. Saio correndo pegar, então entro no carro. 

- Essa menina só não esquece a cabeça porque está grudada! - fala meu pai rindo e me entregando o óculos, que também quase esqueci. 

- Obrigada, pai. 

Chegamos no colégio, estou 5 minutos atrasada. Penso em alguma desculpa, dor de barriga? Não já usei essa mês passado. Dor de cabeça? Não essa também já usei. Pensa, Maya, pensa! Ah não, agora é a aula de história, com a professora mais chata da face da Terra. Entro na sala de aula, a professora já está lá. Droga! 

- Maya Rathen, pode me explicar por que está atrasada? Pela segunda vez nessa semana. 

- Desculpa professora, é que... Meu relógio ainda está no horário de verão, por isso estou me atrasando. Ainda não mudei. 

- Aham, sei. Sente-se. 

Vou para o fundo da sala e me sento, no lugar de sempre. 

- Por que se atrasou? - cochicha Josh, meu melhor amigo desde o primeiro ano. 

- Fui dormi tarde e acabei pegando num sono muito pesado. 

- Deixa eu adivinhar, ficou lendo até a madruga? 

- Aham. 

- Silêncio! - grita a professora, que estava escrevendo matéria no quadro. Todos se assustam. Mas não pelo grito dela, e sim porque escutamos uma explosão, o chao começa a tremer. Não consigo ficar em pé direito, mas preciso sair daqui. No treinamento que nos deram, de quando acontecesse um terremoto, teríamos que descer as escadas e entrar no "porão" da escola. Todos tentamos sair da sala, mas a porta está trancada. Aliás, por que a porta está trancada? Alguns alunos tentam sair pela janela, mas é muito alta e tudo está tremendo. A escola está com parkson! Tento me acalmar fazendo piadinhas, mas não está dando certo. Eu não tenho a habilidade de escalar, entro em pânico. Como é que vou sair daqui? Tento me acalmar, fecho os olhos, pensando em meu pai, nossa casa, na Lily. Então sinto um frio na barriga, abro os olhos e apareço em casa. Meu pai me olha, estava assistindo TV, não está surpreso. Como se fosse a coisa mais normal do mundo sua filha aparecer do nada na sala. 

- Co-como eu vim parar aqui? 

- Filha o que aconteceu? - pergunta meu pai em um tom sério. 

- Teve um terremoto na escola, tudo começou a tremer e a porta estava trancada então todos estavam descendo pela janela... 

- Mas a sua sala de aula não fica no terceiro andar? 

- Sim, por isso mesmo entrei em pânico. O pessoal da minha turma faz aula de escalada, mas eu sou péssima nisso. Então comecei a pensar em casa, então... Puf, apareço aqui do nada. 

- Sentiu alguma coisa ao fazer isso? 

- Um frio na barriga muito estranho, mas por que? 

- Nada não. 

- Mas por que o terremoto aconteceu só na escola? Por que aqui está tudo normal? 

- Não sei. Preciso fazer uma ligação, já volto. Fique aqui. 

- Ok. 

Pensei em escutar a conversa, mas não sei, parece uma coisa ruim. Vou esperar. Passou um bom tempo e não resisti, a curiosidade falou mais alto. Fui até o quarto do meu pai, a porta estava meio aberta e o vejo desesperado no celular. Eu nunca vi ele assim. 

- ... Mas, já? Ainda não deu o tempo certo, eles disseram que iam esperar... Sim... Não, não, não, ela é muito nova... - Ele passa a mão pela cabeça, está quase chorando - o Governo não pode fazer isso! - Governo? Ele olha para a porta e me vê - Ok, como não tenho escolha, eu vou fazer isso. - Ele desliga o celular - Filha, o que está fazendo aqui? Falei para você esperar na sala. 

- Desculpa, mas você sabe que sou um pouco curiosa, aliás o que o Governo tem haver com isso? 

- Não é esse Governo que você está pensando. 

- E agora tem mais de um governo? 

- Ai filha, depois conversamos. 

 Ele volta para sala e como não tenho nada para fazer, vou lá também. Ele coloca no jornal, o jornalista está falando sobre eleições, legal. O jornalista do nada para de falar, então saí. Depois de um tempo volta e simplesmente fala, com a maior calma do mundo: 

- Desculpem interromper a transmissão mas temos um comunicado importante para dar, e para isso estamos com a meteorologista Georgia que vai nos explicar isso direitinho. Bom Dia Georgia. 

- Bom dia, Cláudio. Bem estamos passando por situações complicadas. No momento estão ocorrendo vários pequenos terremotos ao redor do mundo, e sentimos em informar que por trás disso à uma coisa bem maior A NASA nos comunicou que ... - Ela fica mais séria - Bem.. esses terremotos estão acontecendo, pois as placas tectônicas estão se repartindo novamente. Como alguns sabem, antigamente todos os continentes eram um só: a Pangeia. E então se dividiu, nossa espécie sobreviveu. Mas dessa vez os terremotos vão ficar cada vez mais fortes, a Terra vai se dividir em várias partes. E de acordo com a NASA nós não vamos sobreviver e nossa espécie vai ser extinta. Pedimos para que todos mantenham a calma, pois isso ainda não está confirmado. Obrigada. 

- COMO ASSIM? - Acabo gritando sem perceber. Mas a mulher de uma forma super calma simplesmente fala que a raça humana não vai sobreviver e vai entrar em extinção. E o que querem que a gente faça? Fiquemos parados esperando eles falarem algo. Argh. Meu pai se levanta. 

- Filha, arrume suas coisas. Se isso for verdade precisamos sair daqui. 

- Antes me explique tudo o que está acontecendo, sabe não é normal eu do nada aparecer em um lugar. 

 - Maya Rathens não vou falar de novo. Ou você prefere ficar aqui sozinha? - Nossa. Que estressadinho. 

- Por que? Vai me abandonar aqui? 

- Se você continuar assim vou. Não tenho paciência para seus showzinhos. - Meu pai nunca foi assim. O que está acontecendo? 

- Pai, você tá bem? 

- Sim, mas se quisermos sobreviver temos que colaborar. Então levanta logo e arruma as coisas, eu não tenho dó de te deixar para trás. 

- Mas você é meu pai! 

- Não leve muita coisa, arrume logo as malas. 

Ele sai e vai para o quarto. Serio, ele está muito diferente. Vou para meu quarto e arrumo minhas coisas, como não tenho tanta roupa uma mala de rodinhas dá. Arrumo as roupas e pego a mochila para colocar coisas de valor. Pego um quadro da minha mãe comigo no colo, minutos antes de morrer. Uma lágrima escorre, e eu a limpo. Na verdade nunca me pareci com ela. As únicas coisas que temos em comum são a cor dos olhos: verde, e uma marca de nascença no pulso: um triângulo virado para baixo (o meu está completamente preenchido, o dela quase) e está cercado por um círculo. Nem parece uma marca de nascença, é quase perfeita. Pego o colar que ela estava usando na foto (uma pequena pedra lilás, em formato de losango) não sou muito de usa-lo, pois sou muito desastrada e tenho medo de estraga-lo. Mas coloco para dar sorte. Guardo na mochila alguns dos meus livros preferidos, não posso deixa-los para trás. Estou pronta para sair quando alguém bate na porta, vou atender e.. 

- Josh... 

- Maya, onde você estava? Todo mundo está te procurando, você sumiu do nada. 

- Eu sei, eu sei. Mas não tem como explicar eu simplesmente apareci em casa, do nada. 

- Você tipo... Se teletransportou? 

- É, isso aí. 

- Sério mesmo? Tipo você tem super poderes? 

- Não exagera né. -  Meu pai aparece na porta e pergunta: 

- Já podemos ir? Está pronta? 

- Sim. Ah... Josh pode ir conosco? - ele mora com os tios, que nem ligam para ele. Ele vive mais aqui em casa do que na casa dele. Nao posso deixa-lo aqui. 

- Não. 

- Mas pai... 

- Sem mais. Ele não vai... 

- Calma, onde vocês vão? 

- Iremos sair daqui, você não viu o jornal? Vão ocorrer vários terremotos que nem aquele na escola e bem... Vamos morrer, uhuu! 

 - Como assim? 

- É isso que você escutou, garoto. 

- Maya o que seu pai tem? - Ele cochicha, para meu pai não escutar. 

- Não sei ele está assim desde que fez uma ligação. 

- Ah... Ele tá estranho. 

- Muito. 

- Pensando bem... Josh vai com a gente. Mas já vou dizendo que não vou pegar leve com ninguém. 

 - É eu já sei por experiência própria. - Josh faz uma cara de confuso mas depois deixa para lá. 

Ele sai, dizendo que vai arrumar suas coisas. Eu vou para o quarto. Pego minhas coisas e quando chego na sala meu pai está apenas com uma mochila e uma maleta. 

 - Só isso pai? 

- Maya, estamos fugindo e tentando sobreviver, nem sabemos se conseguiremos ficar com o carro, acho que a errada aqui é você. Eu não vou por isso aí no porta malas, você tem 10 minutos para arrumar tudo de novo. 

- Aah - fiz cara de tédio e fui. Chegando no quarto joguei tudo na cama, vamos abandonar tudo isso mesmo. Pego uma mochila e escolho só as roupas que são mais confortáveis. Guardo tudo e (ainda bem que a mochila e grande, estilo das da marca Jansport) no segundo bolso guardo as coisas pessoais. Droga. Eu só tenho uma mochila, não sou de usar bolsa, então não tenho mais lugar para guardar coisas, vou ter que deixar meus livros. Pego e coloco meu boné, estamos no verão e se andarmos provavelmente o Sol vai atrapalhar. Enquanto termino de arrumar as coisas fico pensando, como é que os personagens dessas sagas distópicas conseguem sobreviver com uma única mochila? Tipo quase sem nada. Devem fazer mágica só pode, imagina ficar sei lá quantos dias com a mesma roupa, sem tomar banho, deve ser horrível! E outra, como eles comem? Ficam o filme inteiro e só vejo eles comendo maçã, quem é que sobrevive com uma maçã? Peguei a mochila, quase estourando com as coisas, e coloquei no carro. 

- Pai, pegou comida? Ou não precisa? 

- Sim, eu peguei, os restaurantes e lanchonetes estão todos fechados. 

- Ata. 

- Eu peguei comida só para mim. Não vou dividir com você. - Não aguentei, qual é o problema dele???? 

- VOCÊ É O MEU PAI. P-A-I. SABE O QUE ISSO SIGNIFICA? 

- Não grite mais comigo. 

- Pai. Por favor. O que está acontecendo? 

- Não posso explicar agora. -  Começo a chorar. O mundo está acabando e ele está frio comigo, eu nem reconheço mais ele. Como que uma pessoa pode mudar tanto em minutos? Depois de uma única ligação. 

- Filha... Olha você tem que entender que estou fazendo isso para seu próprio bem. A partir de agora eu não sou mais seu pai. Sou tipo seu mestre. Existe uma conspiração por trás disso é para sobreviver voce tem que confiar no que estou fazendo. 

- Mas eu confio em você. Eu não quero um mestre, eu quero meu pai! 

- Faremos treinamentos durante o caminho para você sobreviver, ok? 

- Mas por que? A raça humana vai ser extinta mesmo. 

- Você vai me obedecer sem perguntar nada, Maya. Vai fazer o que digo, e não o que faço. E pare de ficar de coração mole, não aceito choradeira nem seus showzinhos, que já disse, não tenho paciência. Aqui não existe mais essa de pai e filha, sou seu mestre e ponto. 

- Poxa, caramba! Qualé? A gente vai morrer e você resolve virar "meu mestre". Argh. 

- Não estou mais chorando de tristeza, agora estou com raiva da pessoa que ele se tornou. Entro em casa e pego duas garrafinhas de água, para mim óbvio. Pego uma mochila (daquelas parecendo uma sacola), e coloco bolachas, frutas, barrinha e miojo, que vou dar um jeito de fazer. Pego nossa gata e  entro e sento no banco de trás do carro, Josh já está la com apenas uma mochila, também. 

- Maya, esta tudo bem? 

- Sim. Mestre podemos ir? 

- Mestre? Maya você bebeu? 

- Não, Mestre Carter vamos. 

- Sim, agora sou o mestre dos dois, entendido Josh? Sem moleza nem nada... 

Tudo começa a tremer de novo, o chão está se partindo. Meu pai... Meu Mestre, deu a partida no carro, mas quando saímos da garagem, um buraco se forma na rua. 

 - Todos saem do carro! 

Saio e pego minha mochila, que fui burra de deixar no porta malas. Saímos correndo, mas o chão está se rachando. 

 - Vamos para o parque! - grita Josh 

- Boa, garoto. 

Saímos correndo e entramos no bosque que tem no fim da rua. Não me pergunte como Lily nos acompanhou. As árvores estão caindo e por pouco não sou esmagada por uma. Chegamos no parque. Aqui as coisas estão mais calmas. 

 - Nós vamos para o sul do Texas. De lá vamos para o Hawaii. - fala o mestre (eu ainda não me acostumei com isso) 

- Nós vamos atravessar o país a pé? 

- No caminho a gente pode pegar outro meio de transporte, mas por enquanto é a pé sim. Vamos. 

Começamos a atravessar o parque, a gente chega lá. É só atravessar o país, depois o mar é aí chegamos lá. A gente consegue. A gente consegue. Não, a gente não consegue.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...