História Mentes do Amanhã - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Revelaçoes
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Palavras 1.432
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Mistério

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei com mais um capítulo! Espero que gostem ;)

Capítulo 2 - Que comecem os treinamentos!


Andamos até não conseguir mais, Lily sempre andando ao meu lado, nem parece cansada. Não faço a mínima ideia de onde estamos.

- Daqui a pouco vai escurecer, temos que encontrar algum lugar para dormir. - fala meu pai.

Ele está estranho, toda hora olhando para trás, vendo se alguém está nos seguindo. Por que alguém seguiria a gente? Andamos até chegar em um mercado vazio.

- Aqui.

Vamos até o fundo do estacionamento.

- Ok, vamos comer algo e dormir...

- Mas ainda nem anoiteceu.

- Mas até comermos anoitece. Amanhã vamos acordar cedo e então começa o treinamento.

- Pra que treinamento?

- Para sobreviver.

Todos comemos quietos. E a minha curiosidade não passa, quero perguntar mas sei que não vou obter respostas. Meu pai percebe isso.

- Olha, Maya, sei que tudo isso é muito novo, e que você quer saber o que está acontecendo...

- Por favor me explica, eu não estou entendendo nada.

- Bem... Por trás disso tudo, desses terremotos, há uma coisa muito maior. E essa coisa quer destruir algumas pessoas diferentes, e farão de tudo para conseguir. E você faz parte dessas pessoas diferentes, por isso você está sendo perseguida, não só por esses terremotos, mas por outras pessoas também, que querem você morta a todo custo.

- Então esses terremotos... Estão me seguindo?

- Sim, estão seguindo você e essas pessoas diferentes.

- Mas como?

- Maya, tem coisas que eu não posso explicar agora, eu sei que é muita coisa, mas pessoas certas te explicarão melhor.

- Que pessoas?

- Na hora certa você vai ver. Agora vamos todos dormir, amanhã começaremos o treinamento, que agora você entende o porquê, não entende?

- Sim.

- A partir de amanhã, para o treinamento surtir melhor efeito, sou seu mestre. E serei duro com você, sem sentimentos, sem dó. Desculpe ter que fazer isso. Agora todos dormindo.

- Boa noite, pai. - ele me olha com uma cara de tristeza e ao mesmo tempo de raiva - Tá bem. Boa noite, mestre.

- Melhor assim.

- E eu aqui? - pergunta Josh, acenando para si mesmo.

- Boa noite, Josh.

- Obrigado. Boa noite.

Então abrimos nosso saco de dormir e deitamos. Tenho uma certa impressão de que meu pai não dormiu, ficou observando. Mas estamos em um lugar onde ninguém consegue nos ver, tem duas caçambas de lixo aos lados, e um carro abandonado na nossa frente. Estamos seguros. Pego Lily e a coloco dentro do meu saco de dormir, ela não foge, mas mesmo assim ela me lembra de casa, na época em que eu era segura e só pensava em coisas bobas, qua não fazem a mínima importância agora.

                              ★

Acordo com Lily me lambendo e recordo tudo o que aconteceu em tão pouco tempo. Minha vida mudou, meu pai mudou e pelo jeito eu também vou ter que mudar. Meu pai e Josh estão acordados, sou a última a levantar, sempre sou.

- Estou com fome! - minha barriga ronca.

- Você tem meia hora para comer, vou arrumar as coisas e espero que vocês façam o mesmo. - meu pai levanta e vai arrumar as coisas, depois sai.

- Vai ser difícil me acostumar com isso. - me levanto e arrumo meu saco de dormir. 

Pego minha mochila e como algumas bolachas.

- Seu pai tá bem diferente, né? - comenta Josh - Mas sabe eu entendo, ele só quer te proteger. Está fazendo isso para seu bem, por mais que seja de um jeito duro.

- É. Mas eu só queria meu pai, alguém que me proteja, mas não desse jeito...

- Eu entendo. Sinto muita falta dos meus pais, de ter alguém que se importe comigo.

- Ei! - dou um leve soco em seu braço - e eu aqui?

- Ah, Maya, você é minha melhor amiga, sei que se importa comigo, mas não estou falando desse jeito, estou falando que sinto falta de uma família de verdade.

- Podemos começar o treinamento? - Mestre volta todo sujo do que parece ser comida velha. - consegui um lugar seguro para treinarmos. Vou explicar como vai funcionar. Venham.

Pego minha mochila e comida, então o seguimos.

- Primeiro de tudo, Maya você tem poderes, provavelmente você já sabe disso depois do que aconteceu na escola. - e eu ainda não acredito nisso, só vendo mesmo. - E vamos treinar com eles para você se familiarizar, mas antes vocês dois vão aprender a lutar. Mesmo com poderes saber lutar faz diferença.

Entramos e vamos para o fundo do mercado. Descemos as escadas que leva para o que parece ser um depósito muito grande e mal iluminado.

- Como vamos treinar se nem conseguimos enxergar direito aqui em baixo? - pergunta Josh.

- Tenha paciência, garoto. Coloquem essas roupas. - ele nos entrega roupas pretas e elásticas. - ali no fundo tem um banheiro. Maya vista-se primeiro.

Vou ao banheiro e coloco a roupa, até que é confortável. Olho no espelho e percebo que estou muito descabelada, decido amarrar o cabelo. Volto e parece que estavam conversando.

- Estou interrompendo algo?

- Não, vista-se Josh. Ok, enquanto ele se veste vou lhe mostrar alguns movimentos... - ele vai para trás e fica em posição de ataque. - Direita, protege, esquerda. Repita.

Eu tento e falho miseravelmente.

- Você não tem força nos braços. - ele vai no fundo do depósito e volta com um saco de pancadas. Pendura em uma madeira solta no teto. - Vamos, coloque toda sua força nos quadris e tente.

Começo a bater, mas realmente não tenho forças para isso. Logo desisto.

- Vamos, pare de ser fracote!

- Minhas mãos estão doendo.

- Você vai ver o que é dor se continuar sendo covarde.

Começo a bater mais forte, tento o máximo que posso. Josh volta, ele demorou.

- Por que demorou, Josh?

- Essas roupas são ridículas! Eu tô me sentindo um gótico.

Até que ele ficou bonitinho nas roupas. Está com uma calça preta e regata. E então percebo que ele tem músculos, nunca reparei...

- Pare de reclamar e venha. - Mestre pendura outro saco de pancadas. - Comece a bater.

Ele começa e é bem mais forte que eu...

- Vamos, Maya, siga o exemplo dele e comece.

Volto a bater com toda a força que consigo. Minhas mãos doem cada vez mais.

- Agora comecem a chutar. Vamos ver se você tem força pelo menos nas pernas, Maya.

Argh. Odeio ele. 

Começo a chutar. Direita, esquerda, direita, esquerda.

- Vou procurar algo para enfaixar suas mãos e pés, assim terão mais resistência.

Ele vai e eu continuo, agora intercalo entre bater e chutar.

- Sabe, Maya, tente ser mais determinada e parar de pensar que não consegue. Pense no que está acontecendo, em tudo o que passou até agora, em tudo o que você tem raiva. E desconte isso no saco de pancadas. E como seu pai disse, coloque mais força no quadril. - ele para de bater e me mostra uma posição de ataque, pé direito atrás, esquerdo na frente, quadril meio virado. - Fique nessa posição, é mais fácil.

- Ok. Aonde você aprendeu isso? Parece que pratica faz tempo.

- Meu tio, ele... Bem ele às vezes me batia. E eu descontava a raiva assim.  E também aprendi a lutar para me defender dele.

- Por que você não falou nada?

- Eu tinha vergonha

- Você devia ter me contado, poderíamos fazer algo.

- Ah, agora já foi. Tente fazer o que eu disse.

Faço o que ele falou.

Penso em como me sinto em relação ao meu pai, como ele mudou. Penso em como sinto falta da minha mãe nesse momento. Em como eu daria tudo para ter ela aqui comigo, para ver ela só mais uma vez. As coisas seriam diferentes se ela estivesse aqui comigo. Poderíamos ter arranjado um jeito, e se não conseguíssemos pelo menos estaríamos em família, um cuidando do outro, um amando o outro.

- POR QUE VOCÊ TINHA QUE MORRER?!?

Percebo que estou chorando e minhas mãos estão sangrando de tanto bater. Meu pai está parado no fim da escada me olhando.

- POR QUE?! - Olho para ele, estou soluçando.

Josh me levanta, nem percebi que estava no chão. Ele me abraça.

- Ei, calma. Eu sei que é difícil... Ela teria orgulho de ver no que você se tornou. - e me abraça mais forte.

No momento ele é o único que tenho. Já perdi meu pai, não quero perde-lo também. Continuamos abraçados até eu parar de chorar.

- Eu encontrei faixas e esparadrapo, podemos enfaixar e continuar o treinamento. - fala Mestre.

- Claro. - limpo as lágrimas e vou até ele. Agora ele vai ver o que é ser frio, vou ser determinada como uma boa aluna para seu Mestre.

Pego a faixa dele e enrolo nas minhas mãos, prendo com o esparadrapo. Repito isso nos pés, então volto a bater no saco de pancadas, como antes pensando em como queria que ela estivesse aqui.








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