História Mentes Quebradas - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério
Visualizações 1
Palavras 917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É neste capítulo que a história começa de verdade, conheçam o personagem principal e os motivos que o vão fazer tomar uma decisão que mudará a sua vida...

Capítulo 2 - Noite em claro


 

            Sinto um ardor no peito. O meu coração começa a bater muito mais rápido do que o habitual, como se estivesse a tentar fugir de dentro de mim, ou simplesmente a tentar fugir daquela cena. A minha respiração começa a ficar ofegante, cada expiração era como se algo meu me estivesse a escapar e as inspirações pareciam uma tentativa de fazê-lo voltar para dentro. O suor começa-me a escorrer por todos os lados colando a minha roupa ao meu corpo. Cada segundo que passa, a minha razão começa-se a perder cada vez mais, mas mesmo assim os meus olhos não se desviam um milímetro e os meus sentidos encontram-se mais aguçados do que nunca.

            Tenho medo, quero correr mas os meus pés não me obedecem, quero fechar os olhos e nem isso me é permitido. Apenas fito aquela horrorosa cena. O corpo de uma das pessoas por quem eu mais tinha carinho, e cuja existência era preciosa para mim, preso pelo pescoço com uma corda.

            Sinto-me como se o meu cérebro me tivesse abandonado, deixando um espaço vazio na minha cabeça. O quarto onde me encontrava é substituído por um ambiente todo preto, tudo o que me rodeava era a escuridão e um corpo morto na minha frente. Um traço vermelho gigante é desenhado ao longe, atrás do corpo. Este abre-se dando lugar a um olho vermelho, também este gigante, que me fintava como se eu não fosse ninguém, como se não passasse de uma formiga ou de um grão de areia em comparação com a sua graciosidade e poder.

            Ganho a coragem para voltar as costas àquela cena, e dou de caras com uma tela em branco. Letras vermelhas vão aparecendo formando a frase: “Mais uma mente quebrada…”. Olho para a frase, volto a olhar para o corpo e para o olho. Os meus olhos percorrem os três numa velocidade alucinante, enquanto dentro de mim se gera uma guerra, como se estivessem a tentar tomar controlo de todos os meus sentidos. A minha razão já há muito que se foi, sinto que estou a enlouquecer, nada faz sentido, estou me a sentir tonto, encosto a cabeça para trás, fecho os olhos e grito em tom desesperador…

 

 

            Acordo sobressaltado, atirando com os lençóis que me cobriam o corpo. O meu coração continua a bater forte e a minha respiração continua ofegante. Tento acalmar-me e olho em volta. Estava de volta ao meu quarto. A razão regressa lentamente ao meu pensamento e deparo-me que tinha tido mais uma noite com o mesmo pesadelo, quantas noites teria perdido por causa dele?

            Levanto-me da cama e vou em direção à casa de banho. Lavo a cara repetidas vezes para ver se acordava do pesadelo da realidade, mas bastou-me sair deste espaço para perceber que ele continuava. No quarto dos meus pais ouvi um choro, que tentava ser o mais baixo possível enquanto palavras carinhosas o tentavam cessar, era a minha mãe, a perda da filha tinha-a a deixado de rastos, de manhã parecia uma marionete sem expressão, como se não tivesse vida própria, à noite chorava até lhe secarem as lágrimas. O meu pai tentava parecer forte tanto á noite quanto de dia, mas era óbvio que dentro de si estava uma angústia enorme, de não poder fazer nada para salvar quem antes tinha chamado de filha. Cerro o punho em sinal de frustração, volto para o meu quarto e fecho a porta atrás de mim. Respiro fundo e olho para o computador. Sem hesitar, ligo-o. Mal aparece a tela azul mostrando que o computador estava operacional, eu digo:

            -Abrir correio.

            O símbolo do correio aparece e dá lugar a uma tela que se encontra apenas cheia de propaganda. Ninguém tinha aderido há minha causa. Mordi o lábio e percebi que tinha de passar ao plano B:

            -Abrir conta B:

            Tinha criado múltiplas contas caso isto acontecesse. Pus a password da conta B e dirigi-me logo ao youtube. Procurei pelo vídeo mais visto esta semana, pelos vistos era apenas um youtuber a mostrar o seu novo PC topo de gama, não me interessava o que era, iria servir para concretizar o meu plano. Cliquei nos comentários e disse:

            -Tás cansado de todas as coisas que vês no mundo virtual? Raptos, discriminação, abusos sexuais, tudo via internet. O mundo virtual está cada vez mais a expandir-se e cada vez mais vão aumentando os perigos a ele associados. Um exemplo é o Quebra-mentes ou Psycho-Change que cada vez faz mais vítimas e eu aposto que tu não queres ser o próximo a ser preso pelo pescoço. Queres mudar tudo isto? Queres criar um mundo onde te sintas seguro e onde possas ser livre? Então adere ao grupo Unknowns. Vamos tornar o mundo virtual um local melhor…

            Inseri o link do grupo e postei o comentário. Saí rapidamente desta conta e abri outra, desta vez coloquei isto num site diferente, mas que ao mesmo tempo tivesse muitas visualizações recentemente, para alcançar o maior número de pessoas possíveis, e fiz o mesmo em outros sites com as outras contas.

            Mal terminei o trabalho, desliguei o computador e deitei-me na cama. Os meus olhos pesavam de tantas noites em claro e fecharam-se lentamente. Antes de a escuridão me envolver os meus lábios soltaram a frase que iria-me conduzir a um novo rumo na minha vida, um rumo difícil e que mudaria tudo o que antes acreditara:

            -Eu descobrirei quem te levou ao suicídio e farei-o arrepender-se. Descansa em paz, mana… Em breve eu estarei contigo…


Notas Finais


E então gostaram? Partam para o próximo cap!


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