História Mentiras - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias OZ
Exibições 3
Palavras 316
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Mentiras


Fanfic / Fanfiction Mentiras - Capítulo 1 - Mentiras

Estou tão cansado. Cansei de tentar. Cansei das paredes. Das mentiras. Do medo. Das mortes. Estou tão cansado.

 

Ele diz que quer ser eu, mas não consigo compreender o motivo. Por que ser idêntico a um ser tão violento, instável, desfigurado? Com tantas cicatrizes, marcas e mágoas? Um corpo impuro e uma mente ainda mais. Se eu pudesse, seria o meu oposto. Quem sabe assim, não sairia desse buraco. Quem sabe assim, ainda teria um pouco do que perdi.

 

Contudo, estava diante de um homem que anseia ser igual a mim. A D¹ se derretia em minha língua e o cinza de Oz nunca me pareceu tão colorido. Os dedos de Torquemada tocaram minha pele, deixando-a dormente. Desceram pela minha pele, queimando-a. Não soube dizer se era pela droga ou por finalmente ter sido acariciado com tanto desejo.

 

Pendi minha cabeça para trás, entregando-me ao vazio, às drogas, a tudo pelo qual resisti nesses anos que estive em Oz. Mãos quentes abrangeram meu torso e, por um segundo, senti-me protegido. No entanto, sabia que era apenas uma ilusão.

 

Seus lábios tocaram os meus, de maneira suave, mas com anseio. Como se estivesse esperado a vida toda por aquilo, e me senti belo de novo. Estava desnorteado, mas de alguma forma, seu toque me davam um novo sentido a seguir. Totalmente destorcido e fragmentado, porém, melhor do que eu vivia até então.

 

Entreguei-me, libertando-me do medo. Não desejava mais ser dono de minhas ações, porque não conseguia mais suportar o peso da responsabilidade delas. Pra que ser uma pessoa melhor se o mundo jamais irá me reconhecer? Se eu nunca vou mudar, então vou apenas abraçar o monstro que sou, engaiolado para sempre na teia de mortes em que eu me condenei.

 

A pior morte é a que sofri: a da alma. Espero que Torquemada tire um melhor proveito de mim, porque eu só estraguei minha vida. 


Notas Finais


¹. Nome de uma droga


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