História Meow, My Princess - Capítulo 23


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
Tags Adrinette, Alyno, Ladynoir, Marichat
Visualizações 39
Palavras 1.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Confusão e Incerteza.


MEOW MY PRINCESS 

"Sorri. Então fiz o que sempre quis. Beijar aqueles lindos lábios rosados, e foi exatamente o que fiz. Assim que senti sua boca junto à minha, meu coração chegou a falhar na hora. Ouvi seu riso quando nos separamos.

- Achei que nunca faria isso, Gabriel. - murmurou, colando sua testa na minha.

- Não vá embora, fique em Paris comigo! Vamos casar, ter vários filhos e comprar uma casa.

- Vários? Três no máximo. Ouviu?

- Três está ótimo."

Acordei com o suor escorrendo na testa e me balancei tentando soltar as mãos. Estavam muito bem presas. Tentei levantar para quebrar a cadeira mas não adiantou, o idiota prendeu meus pés na cadeira também.

Como esse maníaco consegue pensar em tudo? Até em como ele fez com que a grade estivesse deixando apenas alguns raios solares passarem pela janela. Como quase perdi minha vida pra ele?

Me apaixonando por seu irmão, Gabriel Agreste. Você já imaginou ter 2 irmãos apaixonados por você? É doideira! E o pior um deles roubou meu coração e eu? Deixei. É.

Escutei os largos e pesados passos vindo até mim. Meus olhos se abriram  e finalmente eu vi o destino que me aguardava.

E o meu destino tinha nome e sobrenome.

João Agreste.

Sempre conseguiu o que queria. Sempre. E tinha enlouquecido de vez, roubar um miraculous era a coisa mais imprudente a se fazer! E ainda usa-lo para o mal? Se Gabriel era sem noção, ele era um poço de desespero e loucura junta.

- Eu injetei nela. Não tem volta. 

Uma droga. Depois de perceber que por mas que tentasse não venceria Ladybug e Chat Noir, resolveu destruir minha vida pedacinho por pedacinho. Inventou uma droga; que "felizmente" só surte efeito em pessoas que tem miraculous.

Faz com que ela aos poucos tenha uma segunda consciência e comece a se transformar no animal de seu miraculous por dentro, por fora "nada acontece".

E o diabo, fez testes na minha filha! Quando era criança e agora que tem um miraculous os efeitos vão surgir..e talvez nunca tenha minha filha de volta, por causa dele.

- Quando eu sair daqui me aguarde, vou bater tanto em você que não vai saber nem o que o atingiu. Acabou com a minha filha! - ele sorriu e andou em círculos até parar atrás de mim.

- Você não vai sair daqui. - sussurou no meu ouvido e parou na minha frente. - Seu final feliz...acabou. Aceite.

- Uma hora ou outra alguém vai sentir minha falta!

- Você foi dada como morta! Acha que a polícia vai vir aqui procurar uma mulher morta? Por que eles não vão, Marina.

[...]

- Louise! Cadê. Meu. Pai. - gritei desesperada empurrando tudo e todos na minha frente atrás da empregada e do meu pai.

- Não sei. Que tal procura-lo? - disse indiferente, pintando uma paisagem linda.

- Eu posso te despedir a qualquer momento, sabia? - ela virou e riu, colocando o pincel junto a tinta na mesa.

- Por mas que não admita sabe que sou sua melhor e única amiga, então não você não vai me demitir. - voltou a pintar e me deixou indignada. - Pode ficar o tempo que quiser indignada - ou irritada -, não quer dizer que eu vá seguir suas ordens. Mas respondendo sua pergunta, não, eu não vi seu pai, Lila.

Sai andando deixando-a com seus pincéis e seu quadro estúpido. Louise era uma artista e desenhista nata, ela era meio que minha prima, minha tia, Seraphine, se apaixonou pela loira de cara, a ensinou a ler, a escrever e a desenhar. Mas ela morreu num acidente de carro a alguns anos e Louise ficou sozinha, e "arrumou" um emprego como babá 24 horas do meu irmão, por incrível que pareça ninguém a paga para me suportar...ela só tem paciência de sobra e é amigável.

Depois de algumas horas procurando meu pai desisti. Teria que ir para a escola á pé. Subi as escadas correndo e entrei no meu quarto, abri a porta do meu closet de sapatos e peguei meu tênis azul brilhante com rosa.

Assim que amarrei os cadarços a porta se abriu revelando um menino moreno de olhos azuis, meu irmão James Rossi, ele tem 7 anos.

- O quê você quer? - digo me levantando, soltando o cabelo e indo até o espelho.

- Mamãe me ajudava a arrumar o cabelo, - ele fez uma cara triste e se aproximou de mim pegando a minha mão. - você vai me ajudar, né mana?

- Vem cá. - puxei a minha poltrona e o coloquei em cima dela para o ver no espelho.

Ajeitei o cabelo dele e o tirei da cadeira, entrelacei nossos dedos e saímos andando até chegar na sua escola. O deixei lá e fui em direção á minha escola. Assim que cheguei subi para a sala, vendo quase todos os lugares vazios, só a Sabrina, o Kim, Nathanäel, Nino, Alya, Juleka, Alex, Vitoria, Rebecca, Vanessa e Chloé. Adrien e Marinette, não vinham à aula a muito tempo. Principalmente o Adrien.

A porta abriu e a Cheng passou por ela rápido e nem olhou para seu lugar, e se sentou no lugar do Nino - já que ele tinha se sentado em seu lugar -, assim que ela se sentou Adrien passou pela porta a encarando curioso. Ele se sentou ao seu lado e logo depois começaram a conversar, enquanto eu via o Instagram do Gabriel Agreste, não por causa dele, mas sim pelos vestidos lindos. 

Alex ao meu lado lia um livro, o roteiro de Animais fantásticos e onde habitam, eu gosto desse filme, mas não cheguei a comprar o livro. Ele parecia intrigado e eu como não tinha o que fazer mesmo, puxei assunto.

- Esse livro deve ser bom, não é?

- "Deve"? É loucura. Imagina que tem um bruxo mais top que o Harry Potter?

- Quê?! - disse indignada, como um ser humano é capaz de dizer que existe algum bruxo melhor que Harry Potter?! - Nunca vai existir um bruxo mais "top" que o Harry Potter!

- Quer dizer, que a patricinha Lila Rossi, é uma nerd que gosta de Harry Potter? Nunca imaginei.

- Se falar isso para alguém..Eu te mato. E faço questão para que não achem o corpo! - sussurei no seu ouvido, tentando me acalmar. - E não sou nerd! Só li alguns livros de Harry Potter. Só isso.

- Alguns? - ele perguntou olhando pra mim sugestivo.

- Todos os livros.

- Seu favorito?

- A pedra filosofal e a parte dois das Relíquias da Morte. E o seu?

- A Câmara secreta. - respondeu se virando para mim de uma vez.

- Eu adoro esse, mas não é na minha opinião um dos top 3 melhores.

- Tá, mas eu estou louco para ver o segundo filme de Animais fantásticos.

Conversamos a aula inteira, e quando eu estava prestes a levantar ele me chamou para comer com ele numa padaria. Arregalei os olhos, mas aceitei. Continuamos conversando até chegar na padaria, era a padaria dos pais da Marinette. Sentamos no fundo e ele pediu um frapuccino e macarons, eu ao invés de frapuccino eu pedi um cappuccino e macarons.

Foi divertido. E olha que eu, uma garota exigente e perfeccionista, quase não gosto de nada e ninguém. Mas foi bem legal. Corremos de volta para o colégio e entramos na sala segundos antes da professora, demos sorte.

Eu não cheguei a sorrir mas minha boca se formou em uma linha quase reta. Louise ia me encher com isso. Menina chata. Minha mão doía de tanto escrever, parei por uns 30 segundos e a maldita professora de química mirou o olhar justo em mim, e ela parecia estar com uma ressaca...Deve ter levado um fora.

- Senhorita Rossi! Por que não está copiando? Está com algum problema?

Fiquei muito nervosa e resolvi responder. Não que tenha sido certo, mas ela acabou de me humilhar!

- Nã-...Na verdade sim, você. Você é meu problema e se não quiser que eu te resolva acho bom voltar a ensinar e não a cuidar da minha vida, obrigada. - ela veio em minha direção com um olhar mortal.

Todos estavam calados me olhando.

Assim que ela parou na minha frente ela apertou a mão no meu pulso, que começou a doer e a ficar vermelho. Ia ficar roxo depois.

Antes de eu fazer algo. Alex se manifestou.

- Você sabia que só por tocar nela você pode ser presa? Imagina o que ela vai falar pra família, "minha professora me agrediu".

- Ela não ousaria. - ela apertou mais a mão e eu tentei me soltar.

- Talvez ela não. Mas eu? Não te garanto nada. Sabia que meu pai é policial? - ele levantou e parou ao lado da mulher.

Ela não respondeu. Mas depois de um tempo soltou meu pulso e voltou pro quadro. Não percebi mas soltei um logo suspiro e me levantei saindo da sala. Entrei na enfermaria e não tinha ninguém, ótimo assim não teria que dar explicações sobre o ocorrido á ninguém.

A porta abriu e eu dei um pulo de susto. Olhei o moreno de olhos azuis acinzentados parado me encarando sério, devolvi o olhar perdida me sentando na maca. Ele abriu uma geladeira e voltou com gelo e uma pomada.

- Você vem muito aqui? Parece que conhece tudo aqui.

- É-rr...Você está bem? - ele perguntou olhando pra o machucado, como se dissesse "posso?". Assenti, mas no fundo não sabia qual pergunta estava respondendo.

- Obrigada.

Ele colocou o gelo em cima do meu pulso com cuidado, parecia mesmo que ele já sabia fazer isso.

- De nada. Mas como vai explicar isso pra sua família?

- Eu invento algo para meu irmão. Meu pai não vai perceber mesmo. - disse sentindo falta da minha mãe, ela era um anjo na minha vida.

- E sua mãe?

- Ela...morreu. - respondi num fio de voz, não gostava de relembrar o passado.

- Sinto muito.

"Não é sua culpa." Isso era o que eu divia ter falado. Era o que eu queria ter falado.

- Tá, tanto faz. - balancei os ombros, tentando tirar aquelas coisas chamadas sentimentos de mim.

- Não precisa se fazer de durona! As vezes desabafar faz bem, sabia? - perguntou sentando se ao meu lado.

- Talvez para os outros, para mim? Não.

Me levantei devagar e observei seu rosto, me virei e sai andando deixando-o confusão e incerteza pra trás. Foi assim que eu o apelidei na minha mente, confusão e incerteza, era isso que ele me fazia sentir.

[...]

- Como tudo vai ficar agora? - perguntei pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos.

- Não sei, Adrien. Alya nem sequer olha na minha cara, e o Nino tá me ignorando também. E isso tudo por causa de um par de brincos! - ela gruniu batendo a cabeça na mesa várias vezes.

- Marinette! - segurei sua cabeça e a levantei. - Vai dar tudo certo, okay? E se a Alya não te perdoar ela que está perdendo.

- Adrien você é um príncipe encantado? - perguntou olhando pra mim incrédula e eu gargalhei, Marinette as vezes parecia uma comediante.

- Depende, se eu fosse aparecer com um cavalo branco você vai fingir que não me conhece? 

- Nem pense nisso seu doído! - ela riu e eu percebi o quanto amava aquela risada.

Eu definitivamente amava essa garota.

CONTINUA...



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