História Meow, My Princess - Capítulo 36


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
Tags Adrinette, Alyno, Ladynoir, Marichat
Visualizações 25
Palavras 1.922
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bonjour! Bem, resolvi postar mais cedo por que eu não me aguentei! Eu estou me remoendo aqui. Já está acabando! alguns capítulos e fim....que triste mas que feliz ao mesmo tempo!
Me despeço aqui.



XOXO, missnoir saindo

Capítulo 36 - Don't worry.


MEOW MY PRINCESS 

[...]

Beatriz e Adrien Agreste desceram do avião sem energias. Ele estava morrendo de fome e ela morria de sono. Estavam completamente esgotados. Adrien também tinha olheiras mas não eram tanto quanto as de Bia. Os dois se arrastavam pelo chão enquanto seguravam sacolas plásticas com poucas roupas, conseguiram passar numa loja qualquer que vendesse roupas masculinas e femininas. Adrien não fazia questão de trocar as roupas mas era melhor do que ficar fedendo. Tirou o celular do bolso e encarou perplexo as 13 ligações perdidas de sua amada. Agora quem estava preocupado era ele. O que será que aconteceu para ela ficar desesperada desse jeito? Só pode ter sido algo sério.

— A Marinette quer mesmo falar comigo. — comentou com a morena pensativa que mordiscava um pedaço de torta.

— Então vá falar com ela, oras! — respondeu enquanto limpava o canto da boca suja de chocolate.

— Se você não falasse eu nem saberia o que fazer, obrigado.

— De nada. — tirou o celular da bolsa e arregalou os olhos. — Não é só com você que querem falar, licença.

A Agreste do meio se retirou da mesa e se afastou. Religou para o número que tinha deixado várias mensagens em sua caixa postal. Batia o pé no chão com um ritmo contado, sem um tom a mais e nem a menos. A ligação foi atendida e seu desespero só aumentou a ouvir somente uma respiração.

"Bia. Tenho um grande problema! Você precisa voltar para me ajudar; eu só tenho você. Eu só confio em você! Por favor.

— Cláudio? — expirou rapidamente e tampou a boca, uma pequena e fina lágrima escapou de seus olhos. — O que houve? O que você fez? Alguém morreu?

Sim. Poucas mortes, por enquanto. Mas pode acontecer a qualquer momento com qualquer pessoa. Um akuma. Não como os outros! Assasino, com fome de sangue. Isso está quase como uma carnificina! Todos machucados e morrendo. Parece um apocalipse, todos brigando por comida e ninguém saindo das casas!

— Meu Deus.

Eu não queria ligar. Não queria trazer você de volta! Botar sua vida em perigo mas os parisienses precisam de ajuda, da sua e do Chat Noir.

— Acabamos de chegar. Nem mesmo falamos com a Chloé.

É questão de vida ou morte. É a sua irmã contra a vida de milhares de pessoas.

A vida de todos os parisienses e a de Cláudio contra a de sua própria irmã. Era uma dúvida mortal. Olhou o loiro morder metade do croissant esperando seu café com 90 por cento de leite e 10 por cento de café. Marinette tinha lhe ensinado essa técnica, ficava uma combinação perfeita. Voltou a prestar atenção nos gritos por trás da ligação. Seu coração batia rápido e forte. Amava Cláudio e Chloé, mas era de formas diferentes. Mas Chloé estaria segura aqui, Cláudio estava em perigo lá implorando para ela voltar.

— Nn-ão sei.

Eu te amo. Não importa o que aconteça. Saiba disso.

"Eu te amo". Ele disse. Seu coração disparou, seu rosto esquentou e suas bochechas estavam vermelhas, chorava baixo. Por que ele falou isso? Logo agora! Ela sempre disse, mas ele ficava no "eu também". Nunca tinha dito as três palavras. Ela ia voltar correndo para ele e ela sabia. Seu sorriso bobo e apaixonado chamou atenção do loiro e das outras pessoas. Limpou as lágrimas e tentou acabar com os soluços.

— Filho da mãe. Foi bem no meu ponto fraco, né? Desgraçado.

Ela ouviu do outro lado da chamada uma gargalhada gostosa e contagiante que a fez rir também.

Só vou desligar quando você disser.

— Eu te amo, babaca.

Estou te esperando. Volta logo para casa.

Desligou a ligação e se deu conta do círculo de pessoas em sua volta, pediu licença e voltou para mesa. Pegou a sacola e puxou Adrien junto sem responder as perguntas dele. Se encaminhou para um quiosque de viagens. Tinha uma mulher de vinte e sete anos por aí mascando chiclete com um piercing na narina direita e na sobrancelha esquerda.

— Duas passagens para Paris, para agora! — virou para trás e estendeu a mão — O dinheiron, Adrien.

— E a Chloé?

— Ela é bem grandinha e Paris precisa de todos os heróis. Tem um akuma. — sussurou a última parte muito baixo.

Ele entregou o cartão de crédito para a morena e ela entregou para a moça. Com o horário marcado, os dois correram para o portão de embarque faltando apenas meia hora para embarcarem no avião. Os dois ficaram em lugares separados. Então cada um ficou com as próprias coisas. Sem ânimo algum para entrar no avião Beatriz fez um coque mal feito e esfregou as mãos no rosto, devia estar com uma aparecia horrível, sem maquiagem e com o sono estampado. Adrien não estava muito diferente mas não ligava nem um pouco para o que as pessoas diriam. Quando ia sentar na cadeira parou para observar o homem ao lado da sua cadeira. Ele era estranho e tinha a impressão de que o conhecia. Se sentou ao lado dele com uma pulga atrás da orelha. Desligou o celular e encostou a cabeça no assento.

— Poderia me informar que horas são?

— Ah, desculpe estou sem relógio e meu celular está desligado.

— Não tem problema. Mas sem querer me intrometer, por que está indo para Paris?

— Problemas pessoais, com meu namorado, entende?

— Claro. Mas tome muito cuidado, ouvi que tem um vilão extremamente perigoso por lá. Assassinatos, várias coisas terríveis.

— Não se preocupe. Eu sei me cuidar muito bem — "muito melhor do que você imagina, senhor" completou mentalmente.

— Aliás, me chame de João.

— Pode me chamar de Bia. — sorriu simpática e esfregou as mãos uma na outra.

— É européia? Parisiense? Alemã? Inglesa? Portuguesa? Italiana? Espanhola?

— Sim, parisiense.

— Eu nasci na França, numa viagem dos meus pais. Eu fui para a América, morei lá e hoje estou voltando para minha terra natal.

— Vim para buscar uma pessoa. Infelizmente, ela não veio comigo.

O homem sorriu e se virou para a janela. Ela não entendia o porque mas, ele dava calafrios em sua espinha. Adrien já tinha dormido lá na frente. Mas a morena simplesmente não conseguia. Metade da culpa era do cara que lhe passava medo a outra era seu medo de altura que a deixava tremendo. Seu sono era gigante, bocejava a cada cinco minutos mas não dava seu braço a torcer. Não fecharia os olhos e não dormiria. Mas tinha algo que a confortava, "Eu te amo" lembrava das palavras saindo da boca dele como um chamado. A afundando de volta à Paris. De volta à ele. Queria beijar aquela boca só mais uma fez, sentir o gosto de mel misturado com morango numa combinação estranha mas gostosa. Babava só de lembrar.

[...]

Ladybug se jogou raspando a costela no chão para se esconder em baixo do carro mais longe do akumatizada possível. O suor escorria pela sua testa e se misturava com o sangue no fino corte na testa. Nunca tinha enfrentado um akuma tão forte. A adrenalina que corria por suas veias a fazia esquecer da queimadura na barriga. Mesmo se transformando e tendo Tikki de volta estava fraca, precisava se esforçar. Ainda mais agora que o fim estava próximo, a batalha final se aproximava e todos sabiam disto agora.

Lutava contra o akuma sozinha praticamente, tinha Tortue e Peacock mas eles não ajudavam tanto. Só a fazia sentir preocupação pelos dois amigos. Tentava evitar que os dois se machucassem e acabava se machucando no lugar deles. Mas ainda sim, melhor ela do que eles. Alya era como uma irmã e Nino era seu melhor amigo também.

Sentiu o calor do fogo se aproximar. Ficou estática, segurou a respiração e tentou não ser vista. Viu uma chama rondando o carro e se apavorou. Segurou o grito quando o carro foi arremessado em uma loja de penhores. Torcia para que não tivesse ninguém lá. Rolou para o lado fugindo de um rugido de fogo. Encarou a akumatizada caracterizada de dragão e arqueou as sobrancelhas, desafiando-a. A única coisa que impedia a heroína de cair no chão eram os ombros que sustentavam o corpo. O akuma virou para o céu e cuspiu uma rajada de fogo que coloriu o céu de amarelo e laranja. Ladybug aproveitou a distração e entrou num beco tão escuro que mal enxergava um palmo a sua frente, também era pequeno não caberia duas pessoas passando uma do lado da outra. Só ela já se sentia presa. Correu para frente e não olhou para trás. No meio do caminho parou para recuperar as energias. Apoiou a mão na parede e logo tirou a mão dali por conta do calor elevado. Ela com certeza tinha passado por ali. Apavorada com o que veria pela frente pisou em algo meio mole e meio duro. Caiu de joelhos no chão e não impediu as lágrimas de caírem. Puxou o pequeno corpo para seu colo e o abraçou forte.

— Manon! Não, Manon. Abra os olhos! Não se atreva a me desobedecer de novo.. Vamos sorria! Me dê seu melhor sorriso, pequenina. Por favor — balançava o corpo pequeno chorando, seu queixo estava apoiado nos cabelos castanhos agora sem vida da criança.

Os gritos e soluços de Ladybug era a única coisa pura que se ouvia naquela cidade no dia de hoje. As lágrimas escorriam pela máscara, os olhos vermelhos não acreditavam no que viam. Seus lábios tremiam e seu corpo também. O brilho vermelho e rosa envolveu o corpo da mestiça a livrando da transformação. De cabeça baixa a kwami vermelha abraçou a bochecha da maior. Também estava triste, gostava da menina enérgica. Ria das perseguições que ela tinha com Marinette. Eram divertidas, realmente. Marinette aos prantos e abraçada com o corpo morto de Manon quebrava o coração da pequena kwami. As duas nunca tinham feito mal à ninguém, Marinette salvava Paris diariamente tinha virado até sua profissão.

Mas será que estaria disposta a quebrar as regras para salvar a vida de uma inocente criança? Poderia sumir por décadas! Ou pior, séculos. Hawk Moth venceria e todos estariam a mercê do louco. E não seria só uma vida perdida, seriam milhares. Inclusive podia ser a vida da própria Marinette em risco. Sem Tikki não a poderes e nem Lucky Charm mas sem Marinette não a nada. Sem Marinette ninguém ocuparia o posto de Ladybug. Seria mais uma perda a custo de quê? De uma paixão platônica idiota. Quantas vidas mais seriam jogadas no lixo? João achava que estava se sobressaindo mas só estava se afundando cada vez mais e dessa vez sem volta.

— Tikki, faz alguma coisa! Qualquer coisa. Por favor, eu lhe imploro. — sussurou num fio de voz.

— Eu não posso fazer nada. Eu não tenho o que fazer, Mari. Ela se foi. Isso nem mesmo o Lucky Charm pode trazer de volta.

— Mas tem algo que pode! Não têm? — perguntou temerosa tirando os elásticos que prendiam seu cabelo em duas maria-chiquinhas, o soltando.

— Mari-

— Têm. Claro que tem.

Deitou o corpo delicadamente no chão quente e úmido. Beijou a testa da menina e guardou a kwami na bolsa se encaminhando para a casa do mestre. Iria salvar Manon. Faria o possível e o impossível para isto acontecer. Em passos largos e pesados com chamas a perseguindo Marinette traçava seu caminho destinado.

— Sempre tem alguma coisa quando se trata desses miraculous, não é? — murmurou vendo tudo em chamas atrás e em sua frente.

"Sempre tem mais alguma coisa quando se trata dessas pessoas! Ninguém joga todas as cartas na mesa. Vai uma por uma. Por que não me acostumei com isso?"



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