História Mercy - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~livclaudina

Postado
Categorias Hailee Steinfeld, Justin Bieber
Personagens Hailee Steinfeld, Justin Bieber
Tags Drama, Hailee Steinfeld, Justin Bieber, Romance, Suspense
Exibições 169
Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aqui é a Livia, e antes de tudo, desculpe-nos pela demora. Não era planejado nada disso. Mas aconteceu que nunca dava certo, mas aqui estamos nós. Quero agradecer, pelo quase 190 favoritos e pelos 16 comentários só com um capítulo. Eu e a Káss estamos muitoos felizes que isso deu certo. Então, vocês são fodas <3

— Boaa leitura <3

Capítulo 2 - Reviravolta.


Fanfic / Fanfiction Mercy - Capítulo 2 - Reviravolta.

 

Residência Petters — Fort Smith, Arkansas.

Aurora Petters — Ponto de Vista.

Minhas costas estralaram no momento que estiquei meu corpo na tentativa de espantar toda preguiça que me possuía no momento. Meu olhar fixo no teto branco e mofado do meu quarto era a paisagem mais interessante para ocupar minha mente no momento. Bufei, “de onde saiu tanto tédio?” — Perguntei a mim mesma.

O fim da tarde se passava e a luz alaranjada do sol se pondo refletia na janela. Desviei minha atenção para aquela cena e fixei-me ali até que um grito chamou minha atenção.

— Aurora! Venha aqui embaixo querida, preciso que leve o lixo para fora. — A voz de mamãe adentrou meus ouvidos.

Suspirei enquanto erguia meu corpo, contra toda minha vontade, e sai do meu quarto indo em direção da cozinha em lentos passos.

— Estou indo, mamãe. — Disse, enquanto pegava os sacos pretos.

Caminhei em direção a porta da frente, e vejo Alicia, minha irmã mais nova, jogada no sofá enquanto via algum desenho qualquer na TV.

— Levante-se e venha comigo por o lixo para fora, Ali. —

Seu olhar, quase mortal, em minha direção, me fez rir baixo e erguer uma sobrancelha tentando provoca-la.

— Você é insuportável, Ro. — A ouvi dizer.

Ah esse apelido! Alicia me chamava assim porque quando era pequena não conseguia pronunciar meu nome corretamente, e desde então passou a me chamar apenas de “Ro”.

— Odeio esse apelido. — Disse deixando minha voz soar chateada.

A gargalhada de Alicia fez com que à olhasse de canto de olho para minha querida irmã, ou nem tanto.

— Tanto faz. — Ela disse, dando de ombros.

Saímos de casa depois de Alicia ter calçado o par de chinelos, e fomos caminhando lado a lado até o lixeiro. O silêncio era agradável, enquanto observava a vizinhança vivendo suas vidas de forma comum  e monótona.

Minha vida nunca fora algo excitante, nem muito animadora. Por não ser alguém com boa renda familiar, minhas opções e da minha família eram limitadas. Nunca tivemos a chance de viajar, ou de ter roupas de marcas, e nada do tipo mas, isso nunca afetou no fato de sermos uma família unida e que se ama acima de tudo.

Enquanto deixava os sacos com lixo no local onde seria recolhido, vejo o pacato e velho carro de papai passar pela rua indo em direção de casa. Abri um grande sorriso.

— Vamos, Ro. Papai já esta em casa. — A voz de Alicia denunciava o quão animada ela estava.

Alicia sempre foi uma grande amante de papai, por ela ser a mais nova, eles tinham uma conexão linda e que, às vezes, até ficava enciumada. Mas a medida que fui amadurecendo, não que eu seja uma adulta com meus 18 anos de idade, consegui entender o laço que ambos possuem e posso dizer que possuo o mesmo laço com mamãe.

Alicia era a filhinha do papai, e eu, bom, era a filhinha da mamãe.

— Vamos logo! — Disse em resposta a Alicia.

Alicia saiu correndo em minha frente, me fazendo balançar a cabeça em negativa. Alicia era uma piada. Caminhei com mais lentidão enquanto pensava no quanto papai dava duro para nos manter. As vezes me sentia um tanto quanto culpada por não ajuda-lo mas ele nunca permitiu que eu trabalhasse porque queria que focasse em meus estudos.

Foi exatamente isso que fiz. Sempre fiz de tudo parar orgulhar a ele e, também, a mamãe. Venho fazendo isso por toda minha vida. Desde que me formei no colegial, venho estudando para um importante vestibular que, caso consiga passar, ganharei o curso na faculdade.

Sai de meus devaneios ao ver Dona Eliza, nossa vizinha, conversando animada com Alicia. As duas pareceram não me verem e acabaram entrando para dentro da casa de nossa vizinha. Observei a casa enquanto seguia para a minha.

Ao me aproximar da porta, o barulho de vozes um pouco mais elevadas, me chamou a atenção. Franzi a testa em confusão, abri a porta vagarosamente na tentativa de causar o menor barulho possível. As vozes de mamãe e papai ficaram mais evidentes.

Me escorei na parede que separava a sala da cozinha e passei a ouvi-los.

— Joseph, não quero falar sobre isso... — A voz de mamãe soava calma.

— Como não, Diana?! Você parece estar brincando com a situação, como se nada estivesse acontecendo. Mas, adivinha? ESTÁ ACONTECENDO DIANA. — A alteração na voz de papai me assustou. — Você tem câncer, tem ideia do que isso significa??! Não temos condições de pagar um tratamento, e do jeito que as coisas estão indo, nem para os benditos remédios! —

Meus olhos se arregalaram. O nó em minha garganta era tamanho que quase me sufocava. Minha respiração se acelerava, e ao mesmo tempo, se tornava quase impossível.

“Minha mãe estava doente?” — Essa perguntava soava praticamente como um grito de desespero em minha mente.

— Fale baixo, Joseph. As meninas podem chegar a qualquer momento e ainda acho que não é uma boa hora para elas saberem. — O tremor na voz de mamãe, denunciou que ela segurava o choro. Exatamente como eu no momento.

— Diana, meu amor, eu te amo tanto... Mas não podemos esconder isso das meninas para sempre. Elas precisam saber. — A voz de papai soou mais calma agora.

Minha mente trabalhava a mil por hora, várias possibilidades passavam pelos meus olhos e a principal delas era que mamãe poderia morrer. Meu coração saltitava em meu peito, como se fosse estourar minha caixa torácica a qualquer momento.

Quando dei por mim, meu corpo se moveu e segundos depois estava cara a cara com meus pais. A expressão de surpresa e preocupação dominaram suas feições, e foi ai que me dei conta que meu rosto se encontrava molhado e meus olhos estavam um tanto quanto embaçados. Estava chorando. Chorando compulsivamente.

— POR QUE???!! — Gritei, deixando com que a dor que fluía em meu peito, subisse e saísse pelas minhas cordas vocais.

— Meu amor, não.. Se acalme, por favor. — Mamãe dizia deixando o nervosismo vir a tona, seus olhos agora também transbordavam água.

— Mamãe... — Corri até ela, a abraçando com todas minhas forças. Como se fosse a última vez. E o que mais me doía era saber que poderia ser. — Mãezinha... Por que? — Sussurrava em meio aos soluços causados pelo meu choro.

O silêncio foi tomado, deixando só o ar mórbido e doloroso que flutuava sobre nós. Papai se encontrava parado sem reação. Depois de um longo tempo abraçada com minha mãe, a soltei e passei minhas mãos pelo meu rosto limpando quaisquer vestígios de lagrimas. A imagem de Alicia havia tomado meus olhos, e sabia que precisava  protege-la.

— Alicia está na Dona Eliza, ela não pode saber disso. Pelo o menos, não ainda. — Disse com a voz baixa. — Amanhã mesmo irei procurar um emprego, irei te ajudar papai. —

— Não, Aurora. Já lhe disse que você irá estudar, eu vou conseguir filha. — A voz de papai soou em meus ouvidos, e ele finalmente se moveu, vindo em minha direção.

— Sabemos que não vai papai, e está tudo bem! Eu sou nova, tenho toda uma vida pela frente, e não conseguiria fazer nada se não fosse ajudar mamãe e você nesse momento. Vamos superar isso juntos, como sempre fizemos, tudo bem? — Disse calmamente, olhando diretamente para papai.

Seus olhos se encheram de lágrimas, e ali eu soube. Soube que ele se sentia frustrado por saber que não conseguiria sozinho mas, ao mesmo tempo, se sentia orgulhoso de mim.

— Eu te amo, Aurora. Tenho muito orgulho de você, e agradeço por fazer isso pela sua mãe, e por mim. —

O barulho da porta me interrompeu quando iria responder, olhei diretamente para meus pais. Meu olhar dizia tudo, e meus pais entenderam. Alicia não podia saber ainda.

Abri o melhor sorriso de pude, vendo mamãe e papai fazendo o mesmo.

E assim, a noite se seguiu. Alicia com sua sempre tão notável alegria enquanto eu não parava de pensar no por que aquilo estar acontecendo justamente comigo e minha família.

Quando o relógio apontou as 23:00pm, pedi licença e fui para meu quarto. Já não aguentava mais fingir, mal tive tempo de reagir a tudo que ouvi, e ainda mais a tudo que terei de enfrentar de hoje em diante.

Depois de um longo banho e de fazer minha higiene pessoal, me joguei em minha cama encolhendo meu corpo. Meu coração estava quebrado, sentia o espaço ali vazio, despedaçado por todas partes.

As lagrimas começaram a cair, e depois de um bom tempo chorando, adormeci sabendo que na manhã seguinte teria de ir procurar um emprego urgentemente.

 

 Residência Bieber — Fort Smith, Arkansas. 
Justin Bieber — Ponto de Vista.

 Acordei com o barulho, nem um pouco irritante do meu despertador. Senti uma pontada na cabeça, oh claro, a bela e conhecida ressaca. Respirei fundo, abri os olhos e me levantei da cama sentido meus ossos estralarem, e me dirigi para o banheiro, logo após desligar o despertador. 

Me olhei no espelho e essa era as consequências, por dormir bêbado e chorando. Olheiras enormes, que demonstravam o meu tamanho cansaço. Minha cabeça latejava. Meus lábios estavam secos e minha barba por fazer. Fiz minhas necessidades matinas, tomei um banho relaxante, e um remédio para dor de cabeça. Depois que terminei o banho, fui para o meu closet e coloquei um terno preto, uma calça e um sapato social. Minha dor de cabeça tinha melhorado, mas não cem por cento. 

Quando entro na cozinha, me deparo com minha empregada, Mariana, preparando o meu café. Eu estava com pressa, então só comi umas torradas e tomei uma xícara de café. A todo momento eu tentava não pensar na noite passada, mas era impossível. Era impossível explicar o modo que me senti. Ao mesmo tempo que eu me senti bem, me senti mal. Não tinha como explicar, nada relacionado á ela era explicado. 

Destravei o carro, e adentrei no mesmo com pressa, colocando o cinto e a chave. Olhei no retrovisor, para checar que não tinha ninguém atrás. Ao perceber que tinha uma senhora com uma criancinha, esperei as duas passarem e depois dou ré e faço o conhecido percurso até o meu trabalho. A pista não estava tão movimentada, mas tinha aquele transito básico de toda manhã. 

Ao chegar no meu trabalho vejo a placa enorme com o nome da gráfica. The Fort Smith Times. Adentrei acenei para alguns ‘amigos’ meu de trabalho, e fui direto para a sala de John. 

— Dois minutos Justin, dois minutos. — John me repreende pelo meu atraso tentando se mostrar bravo, mas no fundo eu sabia que ele estava apenas brincando. Seu humor pela manhã me deixava de boca aberta. 

Dei uma risada fraca e acenei com a cabeça, concordando com o que o mesmo dissera enquanto me sentava na cadeira na frente de sua mesa de vidro. 

— Alguma novidade? — Pergunto ao perceber que ele estava concentrado em alguma coisa no seu computador. O que era raro, porque de manhã era mais sossegado por aqui. 

— Bom, precisamos de um artigo novo, o dia dos finados está perto e precisamos de uma matéria sobre o assunto, algo que surpreenda outras jornais e o público. Precisamos desse artigo como piloto para as vendas da edição que correrá pela cidade no dia de finados. — Ele me olha e eu assinto com a cabeça. — Acha que consegue fazer isso? — Ele, certamente pergunta com receio. John sabe sobre Alyssa, eu sempre converso com ele sobre ela. Na verdade, ele foi a pessoa que nesses quatro anos, que me incentivou a ir “visitar” a mesma. 

— Sim, eu vou fazer o meu melhor. — Dei aquele olhar para ele, e o mesmo entendeu que esse artigo novo, ia ser um sucesso. Ele me conhece, e sabe que quando eu coloco algo na cabeça.... — Mais alguma coisa? — Me levanto e ajeito meu terno. 

— A mulher que limpava aqui em cima, se aposentou quinta feira. — Deu de ombros. — Estamos precisado contratar uma nova. E, quanto a isso, fica tranquilo. Já pedi ao Charlie para colocar o anúncio no jornal. Hoje mesmo, devemos ter algumas mulheres por aqui, eu cuido disso . — Assenti e me retirei da sala após resolver com eles alguns assuntos da empresa. 

Quando adentrei a minha sala, e nada tinha sido tirado do seu lugar. Tudo estava igual sexta-feira, o dia que eu fui para Chicago. Suspirei e me acomodei em minha cadeira, logo em seguida ligando o meu computador. Respondi alguns emails, revisei algumas planilhas e as mandei para John. 



Aurora Petters — Ponto de Vista. 

Bebo mais um gole do meu café, enquanto espero Karyna , minha amiga. Ela nunca foi pontual, sempre chegava atrasada e sempre inventava uma desculpa, que me fazia rir da cara dela. Passo a mão pelo meu suéter, tentando me esquentar um pouco. Não estava tão frio lá fora, mas estava ventando. 

Olho para trás, vendo minha amiga se aproximar. Seus passos estavam acelerados, e sua respiração ofegante, tive que rir do jeito desastrado da mesma. 

— Então, qual é a sua desculpa de hoje? — Perguntei, visivelmente, debochando da mesma. Karyna apenas me olhou com um olhar de culpa e deu risada. 

— Não dá, tudo bem? Não sou, nem aqui e nem na china uma pessoa pontual. — Ela se sentou e bufou de si mesma. Karyna tinha olhos verdes, cabelos loiros e um corpo de se dar inveja. 

— Ah, e você percebeu isso só agora? — Falei e bebi mais um pouco do meu café, com o meu olhar na mesma, logo em seguida me virando pra trás e jogando o copo do café descartável no lixo. 

— O que nós vamos fazer mesmo? — Karyna me questionou. 

— Procurar um emprego pra mim. — Tentei soar animada, não queria falar sobre isso com ela ainda. Não que eu não confiasse nela, longe disso. Karyna era a pessoas mais confiável do mundo. Mas eu conhecia minha melhor amiga, ela iria querer me ajudar, e eu não aceitaria a ajuda da mesma e Kar iria se sentir mal. 

Ela não tem nada a ver com a bagunça que minha vida está virando. Nadinha mesmo. 

 E, eu posso saber o por que de você querer procurar um emprego? — Karyna lançou um olhar para mim, estranho isso. 

— Por que as pessoas procuram emprego, Karyna? — Tentei reverter a situação, e faze-la perceber que essa sua pergunta era idiota, e totalmente, sem noção. Ela apenas concordou, ela só não tinha acreditado em mim. 

Depois de alguns minutos, Karyna saiu pra pegar o seu café e alguns cookies. Peguei o jornal que estava na mesa e comecei a folhear tentando encontrar alguma opção de emprego. Quando eu estava na página sete, tinha um aviso sobre ter uma vaga para ser faxineira no jornal da cidade. 

The Fort Smith Times.

 

 

 

 


Notas Finais


TCHAM TCHAM TCHAM O.o

— O que vocês acharam? Espero que vocês tenham gostado, e se gostaram comentem pra incentivar eu e a Káss.
— Uma pergunta, MUITO IMPORTANTEE: vocês querem um styles de mercy? Se vocês quiserem falem aqui em baixo que a Káss vai fazer um divooo pra gentz.
— A Káss mudou a capa, tá linda galeraa. Vão lá ver <3
— Até o próximo cap, beijooos <3

Minhas fanfics :

Not Being Loved: https://spiritfanfics.com/historia/not-being-loved-7074043

Afrodite: https://spiritfanfics.com/historia/afrodite-5882175

Fanfics da Káss:

Retrocesso: https://spiritfanfics.com/historia/retrocesso-5617586

Tehilim: https://spiritfanfics.com/historia/tehilim-6472310


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