História Mercy - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Outlaw Queen
Visualizações 97
Palavras 3.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii... Voltei!
Bom, vou começar falando de ADDP. Tenho recebido perguntas sobre a fic. Pois bem, a mesma está EXCLUÍDA.
Recebi alguns comentários tão "lindos de bonito" que senti que meu coração bombeou tão forte que eu pensei...
PUTA QUE PARIU, to me lixando para o que falam de mim. Eu pelo menos não perco o meu tempo saindo postando prints e se achando a dona da palavra, não saiu criticando atitudes de ninguém, fico sempre na minha e o problema ainda tá comigo. ATA.
Mas quero agradecer a vocês que me mandaram procurar um médico, me tratar, não se preocupem com a minha saúde, ela anda muito bem, obrigada.
Quero agradecer a vocês que nem liam ADDP mas fizeram questão de deixar seus recadinhos que... Eu sempre quis tornar ADDP um e-book, e graças aos comentários tão cheios de "amor" e inspiração é que finalmente tomei vergonha na MINHA CARA E COMECEI.
SIM ADDP A FIC OQ VAI FICAR LIVRO. AMÉM.
Qria pode dedicar isso a vocês, pelos comentários, mas dedicarei as minhas leitoras, dedicarei as minhas amigas e as meninas que estão no grupo.
A Érika está me ajudando com o e-book e amiga muito obrigada mesmo, te amo tanto nojenta que dói, marida!
Acho que esclareci tudo.
Bom caso aqui também haja comentários "lindos de bonitos" eu estarei deletando.
Boa leitura.

Capítulo 6 - Dilemma


Fanfic / Fanfiction Mercy - Capítulo 6 - Dilemma

O olhar de meu pai quase perfurou o meu. Sua face estava mais pálida que o normal, seus lábios finos cerrados, ele estava preocupado eu sabia disso. Sabia que desde que deixei o castelo que ele não parou de pensar um segundo se quer em mim, em nossa vingança.

-Aonde está? – Me livrei do casaco grosso. Me aproximei e me curvei, algo que eu não fazia á muito tempo. Mas eu falhei, precisava do seu perdão.

-O senhor estava certo. Nunca foi uma boa ideia mata-lo nas terras de David. Essa guerra é nossa e não deles.

-Ela estava lá não estava? – Não respondi. – Henry está vivo por que você a viu.

-Regina não tem nada a ver com isso. Se me lembro bem, o senhor até pensou em me prender para não arrancar a cabeça dele, agora...

-Eu quero a cabeça dele e você sabe disso. E como você mesmo disse, a guerra é nossa. E Regina tem tudo a ver, Robin. Se não fosse por ela, talvez você também estivesse morto.

-Até parece que o senhor não me conhece. Eu poderia muito bem entrar nas torres sem ser visto e sair de lá sem ser visto, como um ladrão da noite. – Papai deixou um pequeno sorriso sair.

-Como ela está?

-Ela quem? – Dei um de desentendido.

-Regina!

-Não tão bem quanto eu queria. Ela o ama, ela chegou a se ajoelhar e implorar para que eu não o matasse.

-Você contou a ela? Você contou a ela? – Se levantou. – Aonde você estava com a cabeça quando decidiu conta para filha dele...

-Ela não contará a ele, não assim como achas.

-Ela ainda pode sentir algum carinho por você, mas ele é o pai dela, a pessoa que ela ama. – Apertei o cabo da espada presa em minha cintura.

-Ela sente mais que carinho por mim. – Papai me olhou de uma maneira que eu não soube decifrar. Apenas continuei. – Quando ela soube quem eu era... ela sentiu raiva, isso por que algumas horas antes, dançamos juntos e eu dei um nome falso. Ela sentiu raiva, muita raiva, disse que me mataria se eu encostasse em Henry. Cheguei a dar minha espada a ela.

-Você o que? – Ri, mas papai estava com fogo nos olhos.

-Ela jogou longe e disse que não poderia fazer isso. Sim se fosse preciso ela lutaria pela vida do pai, mas ela não me machucaria. Ela sentiu a minha falta, assim como eu senti a dela. Ela continua a mesma. Eu não sei o que aconteceu mas ele bateu nela. – Meu sangue começou a esquentar.  – Ela disse que o provocou... eu não quis saber muito e nem ela falar sobre. Mas... acabamos dormindo juntos, como sei ainda fossemos aquelas crianças.

-Tocares nela?

-Se quer saber se tivemos relação a resposta é não. Mas não quero continuar a falar dela, quero falar sobre Emma. – Me sentei ao seu lado. – Ela também sabe.

-Você é um garoto tolo, é só vê um rabo de sai que sai contando tudo?

-Não, eu não contei, ela meio que adivinhou, e se ofereceu para ajudar. Fique sabendo vossa majestade que ela não é a favor do casamento.

-Ela não tem que querer e nem você.

-Ela não é mais pura. – Disse de uma vez.

-Como que não é mais pura?

-A própria disse olhando em meus olhos que tem... um amante. Eu não me casarei com uma vagabunda que tem a audácia de dizer olhando nos meus olhos que tem um amante e que pretendes fugir. – Papai se levantou e caminhou rápido, corri atrás dele. – O que irá fazer?

-Arrume suas coisas, partiremos agora para Aequaliter Nubila.

-O senhor não pode estar falando sério? Pensei que isso não importasse, já que aceitou Marcus e Katrina.

-Isso é muito diferente.

-É diferente por que não era a sua filha que estava abrindo as pernas para outro? Afinal, um príncipe pode ter a mulher que ele quiser, aposto que se fosse ao contrário que se fosse uma filha sua, o senhor faria a mesma coisa que Henry fez. – Não me respondeu. – Eu não irei. O casamento está cancelado.

-Eu nunca mataria alguém do meu próprio sangue, eu poderia ficar anos sem me dirigir a palavra a ela, mas nunca a machucaria. E não é você quem decide as coisas por aqui, eu ainda não estou morto.

-Então ainda queres que me case com ela?

-Quero saber se David tem conhecimento das sem-vergonhice da filha.

-Se ele souber isso significa que...

-Significa que o casamento estará cancelado e se ele não souber... prosseguiremos.

-Eu nunca encostarei um dedo nela.

-Mas aposto que em Regina sim. – Parou e se virou para mim. – Eu nunca vou me esquecer das noites que vos chamas-te por ela, Robin. Você já entendia muita coisa quando tudo aconteceu, e pode negares a ti mesmo, mas sou seu pai e te conheço como a palma da minha mão.

-Não sei o que queres dizer com isso. E daí que eu chamava por ela? Senti sua falta, normal.

-Sim, muito normal. Terás que escolher uma única coisa, por que as duas será impossível. Ou é a cabeça dele ou o coração dela. – Senti um incomodo dentro de mim.

-Estas muito equivocado, sim eres meu pai. Mas não me conheces tão bem assim. Eu posso perfeitamente viver com o ódio dela.

-Veremos se cumpriras tua promessa, veremos se você não acabará rendendo-se a ela a isso que está ai dentro.

-Se tens tanta certeza que eu falharei, por que? Por que me transformou nisso? Por que me fez fazer promessas a Marcus?

-Porque eu sei que a história se repetirá e assim pelo menos você poderá se proteger, poderá proteger ela de Henry.

-Você mesmo deveria vinga seu filho e deixar Regina e a mim fora disso. Eu só não quero ter que me casar. Nunca quis. E por fim tenho um motivo. – Mudei de assunto.

-Não falaremos mais sobre isso.

-O senhor sabe que Henry, ainda deve estar lá.

-Então será um bom dia para rever um velho ex amigo.

Eu não precisei pedir mais de uma vez para que papai me deixasse ficar, por mais uma semana. Acho que ele pensa que assim eu o perdoarei pelo tapa. Talvez eu o desculpe, um dia.

-Ainda não sei como não devolvi o tapa que ele te deu. – Zelena e eu o víamos partir.

-Por que você não é como ele.

-Não deves voltar. Eu posso falar com Graham e pedir para...

-Não é necessário, além do mais tem algo que eu não te disse. Mas vamos entrar ou congelaremos. – Fomos direto para o meu aposento. Deitamos e ficamos debaixo da coberta. – Robin esteve aqui.

-Que?

-Robin esteve aqui.

-Como, eu não o vi. E papai sabe?

-Não. E nem deve, nunca. – Torci os lábios. – Ele não é o mesmo, acho que nunca mais será.

-E como foi? O que conversaram? Aposto que você ficou rindo feito histérica quando o viu. Ele se transformou em um homem bonito ou continua com aquela cara de ratinho? – Comecei a rir.

-Eu o achava bonitinho e não com cara de ratinho, Zelena por Deus.

-Ele era um pirralho.

-Eu não sei sabe, ele... – Não sabia se contava a ela sobre os planos dele. Ela é minha irmã e amo tanto e confio mais que do que a ninguém, entretanto, acho que ela seria capaz de ajudar Robin a mata-lo. E eu não quero que ela suje as mãos com isso. – Acho que ele está bonito. Ele agora é um homem, quando me deitei ao lado dele, deixei minha mão sobre o peito dele, e bom... ele agora possui alguns músculos, tem barba e...

-Dormiu com ele?

-Sim, dormir. Só dormimos senhorita que só pensa besteira.

-Queria ter feito algo? – Os olhos dela brilharam.

-É claro que não, eca. – Rimos.

-Você se lembra quando passou dia inteiro chorando e chamando por ele? – Apenas concordei com a cabeça. – Eu ainda me pergunto como você sobreviveu com toda aquela febre, e papai ficou louco com você. E o que sentiu quando o viu? – Respirei fundo, eu pularia algumas partes.

-Eu fiquei com raiva dele, por ter mentindo seu verdadeiro nome quando dançamos...

-Era ele? – Concordei com a cabeça. – Eu vi. – Sorriu.

-Depois eu senti raiva de novo, bom pelas cartas. Mas depois eu fiquei tão feliz por vê-lo, por poder senti-lo novamente. – Suspirei. – Tivemos tão pouco tempo, queria que ele tivesse ficado, mas... tem algo que eu preciso contar, mas me promete que não contará a Graham?

-Eu nunca trairia sua confiança por conta dele.

-Ótimo. Emma tem um amente.

-O que?

-Robin me contou, disse que ela mesma contou a ele, parece que não quer se casar e ele não faz questão. – Dei de ombros.

-E você?

-O que tem eu?

-Quer que ele se case?

-Zelena eu não sei o que pretendes com essa pergunta. Ele é meu amigo, só isso, nada a mais. Eu não sinto mais que isso, confesso que eu ainda o amo, nunca deixei de ama-lo, mas como meu amigo.

-Aham.

-Para. – Dei um tapa no ombro dela o que a fez sorrir mas eu não estava achando graça alguma.

-Vai ficar uma cicatriz. – Passou o indicador no corte.

-Eu já pensei isso. Vai ser até charmoso, não acha?

-Não eu não acho. Sempre que eu olhar para você eu vou ter mais um motivo para continuar odiando-o. Eu não entendo como você consegue amar uma pessoa como ele. Acho que tenho mais carinho por Graham do que por ele.

-Humm.... carinho pelo Graham. – A face dela corou. – Huumm... carinho pelo Graham. – Repeti e a cutuquei nas costelas.

-Para sua idiota. Você entendeu.

-Sim... você sente um carinho pelo seu futuro marido.

-Pelo menos ele é uma pessoa... boa.

-Já se beijaram?

-É claro que não. Ele tentou, mas eu sou A Zelena, então. – Deu de ombros.

-Aí vem cá. – A puxei e a abracei forte, dei vários beijos sobre seus fios ruivos, na sua testa, bochecha...

-Para... sua tarada. – A apertei ainda mais contra meu peito.

-Eu te amo tanto. – Senti meus olhos arderem. – Vou sentir sua falta. – Uma lágrima escorreu.

-Você vai voltar para o casamento, né? Eu não me caso sem você por perto.

-Sim eu estarei lá, ao seu lado e fazendo caras e bocas só pra você corar. – A soltei. – E vou chorar como nunca chorei, vai ser o dia mais feliz da minha vida mas também o mais triste.

-Eu te visitarei toda semana.

-Promete?

-Prometo.

Os portões reais foram abertos. Caminhei ao lado de papai, fomos recebidos pelo capitão da guarda real, que pessoalmente nos levou até David. Depois de quase um dia de viagem eu sentia meu traseiro adormecido, eu precisava me deitar.

-Majestade. – Um banquete a frente fez eu me preocupar mais com me alimentar. – O Rei George de Locksley e seu filho o Príncipe Robin de Locksley. – David e Graham se levantaram de uma vez. Os cumprimentamos, deixei de prestar atenção quando a vi sentada ao lado de Zelena e Emma. Um sorriso pequeno deixava seus lábios. Em instinto deixei de olhar seus diamantes negros e busquei por ele, Henry. Provavelmente já partirás.

-Juntem-se a nós. – Aceitamos. – Do que devemos a honra?

-Precisamos ter uma conversa e a sós.

-É claro.

-Hey ratinho, você não mudou nada. – Mostrei linda para Zelena. – Não disse, continua a mesma peste de sempre. – Rimos. – É um prazer revê-lo.

-Digo o mesmo. – Acenei com a cabeça.

 

Observei papai encarar as filhas de Henry.

-Regina, você se lembra de sua irmã? – Quase engasguei.

-Não... não muito.

-Papai o que está fazendo? – Fui ignorado.

-Você se parece muito com ela, chega a ser assustador. – Apenas ele sorriu.

-Acho que devo levar isso como um elogio.

-Sim, foi. Sabe minha menina, eu nunca deixei de pensar em você, em Zelena. Principalmente depois da morte de Cora.

-Papai já chega.

-Acho que nos viramos bem. – Respondeu Zelena.

-Imagino. Se não for incomodo eu quero conversar com você, com vocês duas, mas primeiro com você.

-É claro.

-Você não precisa fazer isso. – Ela olhou para mim.

-Eu quero fazer isso. – Me respondeu com um sorriso sincero.

-E seu pai?

-A caminho de Cantatis Saltus.

-E...

-George, acho que pode fazer suas perguntas depois. – David se levantou. – Estou pronto para conversamos. – Papai foi com ele, eu acho que poderia ir junto, mas achei melhor não.

-Eu estou cansado da viagem, tem algum lugar que eu possa me recolher. – Mary chamou uma das criadas.

-Leve-o para primeira torre, em um dos nossos quartos de hóspedes.

-Primeira torre? – Perguntei e Emma sorriu.

-Eu o levo. – Se levantou.

-Se tocar em minha irmã antes do casamento eu ficarei muito satisfeito em lhe dar um soco na cara.

-Jamais faria isso. – Se soubesse que a minha intenção é de nunca toca-la.

 

Passei meus olhos rápidos pelos de Regina.

Emma passou a mão em meu braço, e seguimos em direção as torres, especificamente em direção à segunda torre.

-Não se preocupe, eles nunca saberão que estarás aqui, amenos que te vejam vindo nesta direção.

-Pensei que nem estarias mais aqui. – Suspirou pesado.

-Engraçado, era isso o que eu pretendia. Mas você não foi capaz de...

-Isso não é desculpas, você poderia sair quando bem quisesse Emma. E tem mais uma coisa, estou aqui para colocar um fim neste casamento.

-É por ela?

-Não. Por que vocês acham que tudo é pela Regina?

-Quer que eu responda o óbvio? – Bufei.

-Você não me conhece insolente.

-Achas mesmo que suas palavras me afetam?

-Estou pouco me fodendo para os efeitos que elas causam em você. Aliás, se eu fosse você eu sumiria agora. Meu pai está neste exato momento com o seu, falando advinha sobre o que? – Sua face conseguiu ficar ainda mais branca. – Espero que não sejas mais pura, pois assim o seu desejo de não nos casarmos se tornará realidade. É tão bom saber que você detesta essa ideia tanto quanto eu. – Entrei em meus aposentos. -Eu talvez sentiria pena de você por essa situação, mas sabe... eu não sinto, sou oco, não me importo muito com as pessoas. – Apontei para meu peito. – Obrigado.

Todos os Charmings estavam na sala real, incluindo Robin e George. Zelena e eu tínhamos mera consciência sobre o que estava acontecendo lá dentro. Só espero que David seja sensato. E mesmo que Emma tenha alguém, que não mande mata-lo, isso a machucaria tanto. Não que eu me importe com ela, mas isso certamente a transformaria radicalmente, isso se ela não tirar a própria vida por conta desse amor interrompido. Interrompido, como Marcus e Katrina, como Rob...

Nunca me questionei sobre meus sentimentos em relação a Robin, eu era apenas uma criança, não conhecia o amor, não esse tipo de amor entre um homem e uma mulher. Ele era como um irmão, meu melhor amigo, no qual eu daria qualquer coisa para sempre ter por perto.

Agora eu não sei se posso considera-lo meu irmão, meu melhor amigo. Sim, ainda somos amigos, mas nunca será como antes.

Tomei um banho quente, daqueles que Zelena e Granny, chamam de cozinhar os ossos. Ao me vestir, até mesmo o mais fino, o mais delicado dos tecidos, machucavam a minha pele, mas eu não me importava com isso.

Desfiz o coque dos cabelos, na mesma proporção que ouvi alguém bater na porta. Deixei o elástico sobre a penteadeira e caminhei até a mesma.

-Eu posso entrar? – Levei minhas mãos até o decote de meus seios, tapando-os.

-Não. – Respondi rápido.

-Não queres falar comigo? Eu não demorarei. – Lhe permitir passar. Vi seus olhos caminharem por tudo o que era meu, não os moveis do quarto, mas minhas coisas, minhas roupas, minha escova, sapatos, tintas, joias e até mesmo meu elástico.

-O que queres? – Se virou para mim, seus olhos foram para meus lábios, eu sabia que ele estava olhando para o corte que estava cicatrizando.

-Vai ficar uma cicatriz. – Antes que eu me afastasse, ele voltou a tocar aquela parte.

-O que queres?

-Amanhã virá um curandeiro.

-Tem alguém doente?

-Não, ele virá para ver Emma, ele pode nos dizer se ela ainda é pura.

-Você se importa com isso?

-Como te disse, eu não quero me casar com ela. Então estou rezando para que não, que não seja.

-Isso importa?

-Se ela é pura? Bom, importaria se eu sentisse algo por ela. Se vire.

-O que?

-Se vire, para que eu amarre e você possa abaixar suas mãos. – Me virei. Encarei o piso de pedra. Meu corpo deu um sobressalto quando senti as costas dos dedos dele passarem por cima da camisola, em meu braço. Ia me afastar mas o toque não me machucou. – Gosta de banhos quentes?

-Como sabes?

-Não eres vermelha por natureza. – Sorri.

-Posso fazer uma pergunta?

-Quantas quiser. – Acabamos nos sentamos na cama,

-Veio com seu pai para... matar o meu? Vocês o matariam se ele ainda estivesse aqui?

-Não, não iremos fazer isso nas terras de outra pessoa. E não acha estranho falamos disso? Digo, sabes o que pretendo fazer, deverias me impedir, contar a ele, mas mesmo assim preferi me ter por perto.

-Eu não fui atrás de você, você veio até mim. E eu ainda não desisti de tirar isso da sua cabeça.

-Não conseguiras.

-Se mata-lo eu me matarei. – Cruzei os braços e o encarei. – Deixarei um bilhete em que direi que a culpa foi toda sua.

-Eu o mato, depois te roubo e te prendo em um lugar aonde não poderás fazer isso.

-Bato várias vezes com minha cabeça na parede.

-Acho que terei que te vigiar. Mas não vamos falar disso.

-Estou com medo. Por favor me diga algo que eu possa fazer, qualquer coisa.

-O que eu quero você me dê, é algo no qual eu não posso pedir.

-Queres o reino de papai? – Ele sorriu.

-É algo mais valioso que isso. – Torci os lábios.

-Me dê alguma dica, e prometo pensar muito e descobrirei o que é, e se possível eu lhe darei com muito gosto. – Comecei a gostar disso, se tem algo que eu possa dar a ele para poupar a vida de papai, eu estarei disposta a dar, se tiver no meu alcance.

-Certo. – Torceu os lábios. – É algo que não se dá assim, tão facilmente. É algo aonde guardamos tudo o que temos de melhor.

-É um lugar? – Ele riu mais uma vez.

-Pode-se dizer que sim. E é algo que apenas você tem.

-Robin, você está mentindo para mim. – Sorriu novamente.

-Sim eu estou. – Torci os lábios e grunhi a testa. – Me perdoe. Eu ainda não fiz, ainda podemos ser amigos.

-Você nunca irá fazer isso, nunca. E eu não preciso nem te dizer de o porquê, pois eu não deixarei.

-Teremos esta conversa novamente? – Neguei com a cabeça. – Quer uma dica?

-Qual?

-Peça a seu pai para contratar mais guardas.

-Robiinnn...

-Serei um ladrão da noite. Eu posso entrar aonde eu quiser sem ser visto. Já fiz isso, mas não para matar alguém, apenas para...huumm... melhor deixar pra lá.

-Está me contando como acontecerá? Você quer que eu te impeça?

-Vamos fazer assim. Se você conseguir me impedir eu prometo que não farei, mas você terá apenas uma única oportunidade. Se chagar tarde demais...

-A culpa será minha. – Senti uma dor no peito.

-Nunca será tua culpa. Culpe a ele, até mesmo a mim, mas não a você.

-Eu queria contar a ele, queria que ele soubesse e se protegesse, mas ele...

-Eu sei, e eu não tenho medo. Faça o que quiser o que... – Ele levou a mão até meu peito, rumo ao meu coração. – ele está pedindo para fazer. Me conte o que ele está te pedindo para fazer? – Encarei seus olhos, eu amava tanto esse olhar, o olhar do meu Robin.

-Está me pedindo para te proteger.

-E?

-Ele me diz que eu não devo me meter, mesmo que seja errado. Mas eu não ouço apenas meu coração. Minha cabeça está sempre me lembrando do que é certo e do que é errado.

-É errado eu mata-lo mas é certo me proteger? – Concordei com a cabeça.

-Minha Regina... eu não acredito que ainda eres aquela menina. Pelo menos ele fez algo de bom, nunca permitiu que muda-se.

-Eu o odeio. – Lhe confessei. – Eu o odeio e o amo. O odeio por Katrina, por seu irmão... por você. Por me tirar você. Mas eu o amo por ser meu pai. – Senti uma lágrima escorrer, senti as mãos dele me puxarem para perto. Pousei minha cabeça em seu peito.

-Você vive um dilema.

-Me ajuda a deixar de viver.

-É o que eu mais quero neste mundo.

 

 


Notas Finais


Pretendo não demorar com a att, mas vou dar prioridade a ADDP, eu não vou abandonar as minhas fics. Prometo.
Bjs de luz!


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