História Mercy - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Bieber, Justin
Visualizações 499
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Preparem seus corações, vem chumbo grosso por aí, eu especialmente adorei escrever esse capítulo.
Obrigada por tudo.
Bjos da Cah

Capítulo 16 - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction Mercy - Capítulo 16 - Dezesseis

— Eu disse que conseguiria seu número — a voz rouca recentemente conhecida murmura do outro lado da linha.

Sorrio reconhecendo o dono do timbre e automaticamente lembro do beijo de despedida madrugada passada.

— Harry.

—eu fiquei decepcionado quando não recebi nenhum sinal seu - ele diz.

— não me parece decepcionado agora —sorrio.

O campus está cheio de pessoas por todos os lados, alguns carregando seus livros outros apressados pra próxima aula e eu, deitada num banco escondido olhando pro céu nublado.

O clima ultimamente parece mudar de acordo com meu humor, hoje por exemplo, estou um caco.

— não mais - ele rir.

— pra que devo a honra dessa ligação? _ brinco.

— hoje eu não trabalho — ele murmura irónico e consigo imaginar um sorriso desenhado na sua boca — estranhamente as quartas-feiras não tem movimento na boate, o que é engraçado, porque todo dia enche.

— decepcionante —rio.

—muito. Mas essa não é a questão -ele diz — eu meio que fiquei viciado numa morena com nome de planta que eu vi uma única vez.

Gargalho com a quase comparação estranha.

—nome de planta? — falo engraçado.

— nome de planta - ele concorda — eu quero sair com você.

Um flashback passa na minha cabeça com a mesma frase mas com donos diferentes, torço a boca frustrada. Tudo tem que me lembrar dele? Que droga.

— você ainda está aí? — Harry pergunta me tirano de um quase dejavu.

—ah sim, claro - balanço a cabeça. Ele não está te vendo, para com isso.

— então isso é um, eu vou sair com você? -ele pergunta.

—é, isso é um, eu vou sair com você —sorrio.

—eu te pego as oito - ele avisa.

Franzo a testa, ele é mandão.

— você não sabe onde eu moro — aviso certa.

Ah não ser que ele seja um espião da cia, ou um detetive barato como o senhor do prédio mofado que eu vi em menos de uma semana, ou em pior das hipóteses, um psicopata.

Um psicopata gostoso, tenho que lembrar.

— eu me viro — ele fala e desliga a ligação com um beijo na despedida.

Harry pode ser um recomeço, um recomeço que dança numa boate de stripper meu subconsciente avisa.

E aí minha cabeça insiste em me lembrar das fotos, e cada mentira. Eu quero acreditar que sou forte o suficiente pra passar dessa com a cabeça erguida, por mais que eu ame Justin, eu não preciso dele pra viver, ele só precisa aprender uma lição.

Talvez Harry seja a peça principal que faltava no jogo.

Com sapatilhas hoje corro feliz pelos corredores da faculdade sem risco de cair e bater com a cabeça no chão, eu acredito que as leis da gravidade estão contra mim quando tropeço no primeiro degrau da escada e quase me esborracho bonito, um homem negro alto estilo jogador de basquete rir e eu mostro o dedo do meio pra ele antes de tentar subir as escadas de novo, dessa vez com cuidado pra evitar acidentes que possam me machucar. Eu me sinto uma menina de colegial. Se bem que eu não estou longe disso, terminei o colégio pouco antes de fugir com Justin, eu era um ano adiantada o que facilitou muita coisa pro meu lado.

Sento em uma das cadeiras acolchoadas no fundo da sala de aula cheia de alunos no topo dos degraus, tem gente de todos os géneros, eles deixam a sala com um colorido bonito de diversidade.

Uma hora e meia depois eu tô saindo do campus sem Ally do meu lado, aparentemente "ela está doente" com um caso grave de catapora, só tem um problema, Ally teve catapora aos três anos de idade.

— faz alguns dias que eu te vi — Jace aparece do meu lado sorrindo com seus dentes bem alinhados e brancos estilo propaganda de creme dental.

De onde ele veio?

— que puta susto — soco seu ombro duro, parece que fez mais estragos na minha mão que nele. Meu pulso agora dói.

—desculpa - ele rir.

—tudo bem

— como está com o... — Jace deixa a pergunta pendente me dando entender perfeitamente onde ele quer chegar.

— bem...estranho. —falo.

Justin saiu ontem pela madrugada, depois de passar o dia me bajulando por eu está "doente" de ressaca, ele chegou quase de manhã com o cheiro de whisky grudado nele e de um perfume barato. Parece que ele tinha algum dinheiro na carteira, ele comprou algumas peças de roupas, mas com medo de eu dar sumiço nelas também, ele as deixou o carro em segurança.

Com o episódio do perfume barato eu surtei, eu não queria mas foi bem mais forte que eu, em um jeito distorcido de me vingar, cortei os quatro pneus do seu carro, e um reserva.

Tive uma manhã em tanto.

— eu tenho medo de perguntar o porquê - ele diz — até depois, tenho uma aula irritante de matemática dois.

— tchau - sorriu e ando de volta pra casa, ainda agradecendo por está usando sapatilhas.

— a gente vai ter uma discussão todos os dias que você estrar por essa porta? — Justin estava sentando no sofá com a cabeça entre as mãos.

— não, é só você ficar calado, quando um não quer dois não brigam, já ouviu falar? —tiro o casaco pesado e prendo em um dos ganchos no canto da parede. A casa estava com o aquecedor ligado, eu não tinha mais necessidade.

— você quer que eu fique calado só observando enquanto você destrói tudo o que eu tenho? — ele levanta a cabeça, seus olhos tinham olheiras enormes embaixo deles, Justin estava pálido, parece que alguém não dormiu direito.

— você não pensou nisso quando destruiu com meu coração - faço careta — que clichê.

Ele levantou do sofá e bagunçou o cabelo enquanto andava de um lado pro outro.

—eu não aguento mais isso —ele fala.

—eu não aguento mais olhar pra você e ver que você me odeia.

Eu riu, tá dando certo, ele tá afundando e nem percebe.

— você não era assim —ele diz —a minha menina não era assim.

Meu corpo ferve de raiva por dentro, ele finge tão bem que o próprio acredita, brincar com os sentimentos é fácil Bieber, principalmente quando os sentimentos não são os seus. Você só está pagando com a própria moeda.

— sabe aquele ditado que diz que você só dar valor quando perde Justin? — falo o olhando. — reflete nele por enquanto.

—o Ryan estava certo — ele diz. — em tudo, e eu sei que você ouviu o que ele disse.

Ele molha os lábios com a língua e volta a falar — eu tenho medo.

Medo? Justin tem medo? Medo de quê? Fiquei com ele por pouco mais de dois anos antes de nos casarmos, eu provei de todas as formas que o amava e foi ele que eu escolhi, e ele tem medo?

— você tem medo Justin? —grito — eu fiz tudo por você e ainda tem medo?

—eu tenho medo de te perder — ele sussurra com uma sinceridade no olhar tocante, eu quase acreditei.

— você tem tanto medo de me perder que resolveu me chifrar pra testar a tese? Você não sabe o que fala Justin.

— é claro que eu sei! - ele diz — eu errei admito, eu tinha tanta coisa na cabeça eu fiquei perdido.

— e se achou na boceta de uma vadia — um porta retratos com uma foto pequena enfeitava a mesinha na parede do canto até eu jogar em Justin ele desviar e chocar com força no pilar.

— eu nunca deixei faltar nada pra  e você seu mimado de merda, eu dei minha virgindade pra você, eu transava quase uma noite inteira com você e você foi procurar outra mulher?   Sabe qual o seu medo Justin Bieber? — gargalho sem nenhum humor — seu medo é ficar sozinho —jogo um jarro azul de vidro também em sua direção, ele me olha assustado quando por pouco não quebra em seu rosto.

— qual é Justin, admite pra si mesmo, você nunca me amou,Você pode até ser que gostasse de mim, mas amar? só tinha medo de ficar sozinho, quer dizer –gargalho– você ainda tem medo de ficar sozinho, por isso casou comigo? Quer dizer, você só amava a ideia de ter uma idiota apaixonada que fazia tudo por você, que até deixou a vida dela pra trás pra ficar com você! Pra quê? Pra ser a idiota no final? A corna? Você acha que eu nunca ia descobrir seu babaca?

— você... — os olhos dele lacrimejam, eu engulo toda a vontade de enxugar as lágrimas do seu rosto. Ele merece.

— sabe como eu descobri que você estava me traindo Justin? — respiro fundo me sentindo uma idiota agora. —Eu fui procurar saber de o porquê meu marido, o homem que eu amo estava tão distante, e preocupado o tempo todo, como boa esposa que sou. Eu estava preocuoada. —sorrio. — mas olha só Justin, minha surpresa quando descubro que sou corna — ando em sua direção batendo palmas — você tá de parabéns.

—me desculpa — ele pede. — me deixa tentar — ele soluça — por favor me deixa tentar de novo.

Justin cai de joelhos na minha frente e abraça minha cintura forte, ele soluça de novo com a cabeça na minha barriga.

Eu não posso desistir agora, não, agora não, em algumas horas Harry vem me buscar, eu preciso seguir em frente.

— eu te amo Justin — mordo o lábio com força — mas olhando pra você agora.

Dou um passo pra trás empurrando meu corpo pra longe do seu.

— eu só sinto pena.

Ele me olha sem reação, com os olhos vermelhos e inchados do choro, minha garganta aperta mas eu me proibo de derramar qualquer lágrima por ele, eu me sinto vazia, e descontente com o rumo que a conversa tomou.

—sabe porque eu nunca fui embora dessa casa? _ digo — porque eu não tenho pra onde ir. —rio — meus pais tem desgosto de mim.

Arranco do meu dedo a aliança com seu nome gravado, ele tinha uma igual com meu nome no lugar.

— você não pode — ele levanta do chão — não faz isso comigo — ele se desespera quando eu coloco o anel em cima da mesinha sem quase nenhuma decoração em cima.

— não faz isso por favor — ele pede — amor, por favor — ele soluça.

Abraço com força a minha determinação, por mais que doa, eu preciso fazer isso. Eu sei que no final vai vir uma coisa boa, nenhum mal é pra sempre é nenhuma dor dura por uma vida toda.

—eu quero o divórcio Justin.



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