História Mercy - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Bieber, Justin
Visualizações 394
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


FINALMENTEEEEEEE
OOI MEUS AMORES, tudo bom com vocês? Espero que sim.
Desculpem o tempo por não ter postado.
Eu meio que travei, não saia nada, reescrevi esse capítulo umas três vezes, se não mais. Ainda não fiquei contente, mas é o que temos pra hoje infelizmente. Adoro vocês, até depois.
Bjos da Cah <3

Capítulo 37 - Trinta e sete


Eu respirei fundo, umas três vezes, eu acho. Ally ou Jace não deram sinal de vida, provavelmente estavam ouvindo atrás da porta e o curativo na cara de Justin estava uma merda, e não espere que eu faça alguma coisa decente, pra Justin, Justin maldito Bieber que tem um puta perfume bom e que me faz querer assassinar alguém a cada meia hora, isso não é saudável, toda essa coisa de homicida.

Nos últimos segundos me passaram várias formas de calar sua boca, enfiar uma almofada está no auge, logo depois de agarrar ele. Nessa confusão toda eu posso afirmar com todas as letras, eu sou inocente porra! E tô carente, com certeza é isso, e chateada, eu tô muito chateada, não posso esquecer disso. E do meio pro fim não sei mais de nada, nem que utilidade tenho nessa vida se não ferrar com tudo, é meio dramático demais, mas idaí? Deixa eu acaba com tudo de um vez.

Sim! vou comprar uma moto e viver adoidada, transar loucamente, e não vou encontrar Justin, ou Harry, ou o cara gato do andar de cima no meio do caminho. Mas antes disso.

— eu posso te beijar? - olho pra sua boca, mesmo machucada era uma tentação de tão avermelhada e perto que estava, eu nem sei mais o que estou falando, e nem tenho mais o que perder, não vou voltar com ele, mas não quer dizer que não possa me aproveitar.

Eu sou uma cretina. Mas ainda odeio ele.

— o quê? - ele levanta uma sobrancelha, com certeza se perguntando que merda aconteceu, um segundo atrás eu queria que ele me deixasse em paz, agora quero estrupa-lo.

— é que você está perto e…

— eu entendi, mas… - ele toma distância de mim e eu bufo, ele me beija quando quer, quando o mando sair ele me agarra mesmo assim, mas quando eu quero ele foge? — você disse pra mim te deixar em paz Cassie.

Ele estava confuso, até eu estava confusa, e amanhã vou está na merda de novo, pensado na vergonha que eu estou passando agora.

— mas você não vai me deixar em paz - dou de ombros.— e você disse que eu estava mentindo.

Ele sorrir pequeno.

— e você estava? - pergunta.

— não - minto de novo — mas você não vai me deixar em paz de qualquer forma - eu digo, os olhos dele estavam tão claros agora, tão como âmbar, ou um whisky caro.

Ele tinha a testa franzida e um olhar distante, o olho dele já estava ficando arroxeado com o soco que ganhou, o supercílio tinha um corte pequeno e um curativo mal feito, mas pelo menos parou de sangrar, o lábio nem se fala, tinha um corte quase invisível no canto, nada demais, mesmo detonado ele tinha sua beleza. Ou eu consigo ver beleza onde não tem, é provável.

— eu tô perdido - ele admite — eu passei semanas Cassie, semanas quase me arrastando pra ter sua atenção, ou eu conseguir te beijar sem ser ameaçado de ganhar um soco, te enviei flores todos os dias pra tentar quebrar esse muro que fez em volta de si mesma, queimei os papéis do divórcio que você me enviou, eu aparecia aqui quase todos os dias pra afastar o cabeludo, você sempre tentando me distanciar como pôde e não abaixou a guarda por um segundo sequer durante esse tempo todo, e quando abaixou foi relutante e agora você me pede um beijo depois de pedir pra eu desistir de você? - ele me olha incrédulo — eu não te entendo.

Suspirei cansada e me joguei pra trás, deitando no tapete macio, bati ao meu lado, convidando pra ele vir junto, eu sabia que ele viria, só não sabia que ele demoraria tanto tempo pensando, era engraçado, o confuso agora é ele.

— eu tô muito chateada - admito — eu não sei se consigo te desculpar, quando eu olho pra você, além de raiva e vontade de socar alguma coisa eu fico triste Justin, eu não consigo olhar pra você e não imaginar você com uma delas, é cansativo, eu estou cansada quer dizer, cansada de estar cansada- fechei os olhos, mas ainda conseguia sentir ele perto de mim, deitando ao meu lado, também podia sentir o olhar dele me queimando, e eu me confortei com isso. — isso fez sentido?

Era Justin e Acácia de novo, dez anos atrás, quando nossa única preocupação era quem corria mais que o outro e me peguei sorrindo com isso, quando foi que chegamos a esse ponto? Justin era meu melhor amigo, foi meu irmão quando eu precisei, minha base muitas vezes e sem esse loiro idiota eu desmoronaria, ele foi meu pai quando eu fazia besteira e tentava esconder, e situações de minutos destruiu um relacionamento de anos, e se não fosse pra ser? Talvez eu ainda estivesse com mamãe e papai em casa, ele estaria em uma de suas festas, ou com outra pessoa, minha vida seria boa, mas seria incompleta, e eu só não trocaria o que eu vivi com ele por nada, mesmo com o resultado no final e de um jeito errado as coisas se acertam, eu quero acreditar nisso. — sabe, disso tudo, talvez não era pra ser, nós dois, entende?

Era tão estranho está com ele, sem nenhum grito ou com a falta de consentimento, eu queria e confortar e aliviar a tensão da minha cabeça.

— na verdade não - diz num sussurro — você se arrependeu? - ele pergunta com a voz entre-cortada, eu não quis abrir os olhos pro mundo lá fora, e nem ver seu rosto machucado, não fisicamente, mas psicologicamente, nós dois iríamos conversar, pela primeira vez, do jeito certo. Eu achava que sim.

— não - balanço a cabeça — isso não, mas… deu tão errado Justin, quer dizer, a gente já começou do jeito errado e no final a gente só se machucou.

Estava tudo tão silencioso, só a televisão fazendo o fundo, nossas respirações, ora calma ora acelerada e a mente barulhenta.

— eu não sei o que dizer - fala.

— nem eu.

— eu me arrependi Cass - ele diz.

— eu sei.

— você sabe? - ele ofegou.

Balancei a cabeça e sorri — acho que sim.

— nós éramos bons juntos - ele diz — sempre fomos - rir, e eu tenho que concordar — Cass e justin, eu vi você na puberdade Cass, dá pra acreditar? - eu ri, de verdade com ele, e eu lembrei como era bom — e eu fico tão perdido sem você.

Mordi o lábio com força, pretendendo ignorar suas últimas palavras, era tão barulhento e calmo ao mesmo tempo, bagunçava tudo pra depois consertar o quebrado, era Justin mexendo comigo de novo.

— eu cortei o pneu de seu carro - relembro. — queimei suas roupas, vendi suas coisas.

Justin gargalhou alto e eu ri de novo, ele estava se divertindo com a própria desgraça.

— e transferi seu dinheiro pra minha conta - digo — e não vou devolver.

— isso foi cruel demais até pra você mesma.

Eu balanço a cabeça tendo que concordar, eu era uma vadia má e não me arrependo, quer dizer, sou, os pensamentos homicidas ainda não passaram, só aliviaram momentâneamente.

As bandeiras brancas estão sendo levantadas por hora.

— eu não me arrependo - viro a cabeça pro lado, finalmente abrindo os olhos e o encarando, ele estava sorrindo divertidamente para a minha surpresa, o idiota não estava nem um pouco chateado por eu ter acabado com tudo dele.

— eu imaginei. - ele brinca.

Ele trocou um olhar engraçado comigo, e surpreendentemente nós dois estávamos rindo, deitados no chão da sala. Meu coração estava tranquilo, eu estava tranquila e surpresa, e não fazia idéia da saudade apertada no meu peito. Era atormentador.

— sinto sua falta - murmuro.

— então volta pra mim - ele pede com os olhos suplicantes em devoção.

— eu não consigo assim Justin. — digo e tenho que assoprar uma mexa rebelde do cabelo que escorregou pro meu rosto. — tenta se pôr no meu lugar - peço — você voltaria pra mim?

Ele não falou nada, desviou o olhar quando tentei colocar sua atenção em mim, eu sabia que não, Justin nunca voltaria pra mim, ele é orgulhoso demais, tão mais que eu, e isso é meio revoltante.

— tá vendo só - murmuro — eu sei que não.

— você não é igual a mim - ele diz. — eu sei que não é Cass.

— é verdade - sorrio pequeno — mas nós dois somos muito parecidos, em quase tudo, por exemplo, você é um idiota - ele gargalhou — você entendeu meu ponto agora não é? - ele assente — então não me peça pra fazer isso, só machuca mais...os dois.

Ele suspira e senta de novo — é um caso perdido? - pergunta — quer dizer… nós dois?

— acho que sim.

Eu não sei, era?

Eu achava que sim, de verdade, eu sei que o melhor para os dois é a separação, a distância, pelomenos guardar o pouco do relacionamento que sobrou, o mínimo, quase nada, a saudade conta muito, mas meu lado idiota resmungava no meu ouvido pra pular nos braços dele o mais rápido possível. Eu preferi ignorar essa parte.

— okay - ele diz. Pensei ter ouvindo a voz dele se quebrando e cravei minhas unhas nas palmas das mãos, tão forte que senti mina pele pinicar.

Eu já podia sentir o clima mudando de novo, do ameno pro meio frio desconfortável, só queria tomar um banho e me enrolar nos edredons da minha cama, e dormir, até deixar minha alma em paz de novo.

— então isso é um fim? - morde o canto da boca. Eu assenti convicta da minha certeza.

— acho que sim...

—ai cacete - Justin me encarou confuso com o resmungo baixo, tinha certeza que era Ally, e confirmei quando ouvi um baque no chão e levantei, não demorando pra achar o corpo de Jace e o da morena que estava embrenhado um no outro.

— vocês estavam bisbilhotando? - Justin pergunta.

— não finja que você não sabia - Ally resmunga — idiota - chinga baixinho.

— isso é falta de privacidade Allison - praguejo. Jace estava ainda largado no chão com cara de paisagem e se fazendo de travesseiro pra outra.

— você ia me contar de qualquer forma, eu só adiantei as coisas.

— Cass eu… acho que vou embora - Justin diz atrás de mim.

— não vai coisa nenhuma - Jace se pronuncia com a voz tão grave que até eu mesma me espantei. Ele girou Ally pro chão e levantou, deixando ela resmungando e a ignorou pro seu próprio bem. Justin deu um passo pra trás quando o loiro ficou cara a cara com ele, era meio intimidante quando ele era pouco mais alto que Justin.

A luta de titãs estava lançada.

Justin se recompôs bem rápido, empinando a cabeça e enfrentando também o outro.

— a gente vai ter uma conversa garoto - Jace diz.

Mal percebi quando Ally estava do meu lado apertando minha mão, o que estava acontecendo? Eu me perguntei.

Já estava certo. Por quê isso?

Pela cara de Ally, ela também não fazia a mínima ideia do que ele estava fazendo.

— a nossa idade não é muito distante garoto - Justin alfineta.

— mas acho que tenho idade pra te dar uma boa surra - chia.

— tenta a sorte - Justin murmura.

— Cass - Ally murmura — o quê que está acontecendo?

— eu não faço a mínima.

— Alisson vai dar uma volta com Cassie, tenho uma coisa pra resolver - Jace diz.

— mas…- ela tenta.

— não vou fazer nada - ele sorrir pra ela.

— Jace…

— só vai - ele pede.

— filho de uma… - ela chinga.

Justin me olhou confuso e eu dei de ombros, tão perdida quanto ele, só que numa situação melhor. Eu confiava em Jace, dentre todos nós nessa sala é o que mais tem bom senso.

— tudo bem - ela desiste — mas a gente não demora, e se você quebrar alguma coisa, eu te mato.

Eu ainda assim não tinha me conformado, como iria? Isso ficou fora até do meu controle.












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