História Mess - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags One Direction, Zayn Malik
Exibições 57
Palavras 1.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá. Eu gostaria de me desculpar pelos erros de digitação no primeiro capítulo. Eu estou muito feliz que tenha pessoas lendo. E peço encarecidamente, que comentem o que estão achando, e que caso tenham amigos ou amigas directioners indique a fic. Está sendo muito gostoso escreve-la. Espero que quem leia goste também. Até mais ❤

Capítulo 2 - I Wanna Try


Fanfic / Fanfiction Mess - Capítulo 2 - I Wanna Try

  Alice me olhou por algum tempo, depois olhou para o bebê. Sua expressão era confusa.

  - Primeiramente - começou - eu sugiro que você se vista - ela me olhou de cima a baixo, com reprovação, o que era uma surpresa para mim.

  - Eu já volto - subi rápido as escadas, de toalha.

  Quando voltei a sala, o bebê estava em cima do sofá, Alice o olhava com ternura.

  - Um filho não é algo ruim. Quer dizer, depende do seu ponto de vista, e da sua conta bancária - disse sem tirar os olhos do bebê, que dormia profundamente.

  - O QUE? - exaltei minha voz, o que assustou a pequena criatura.

  - Você vai acorda-la - me olhou zangada. Alice o pegou no colo e o colocou de volta onde estava anteriormente - Tome. Leve o Bebê Conforto para algum quarto - então aquele troço tinha nome, Bebê Conforto - Assim podemos conversar - fiz como ela disse, e voltei para a sala.

  - Coloquei ele no meu quarto - avisei.

  - É ela, não ele.

  - Tanto faz - me sentei no sofá, colocando minha cabeça entre minhas mãos - O problema não é o sexo do bebê, mas, sim, que há um bebê.

  - Não é simplesmente um bebê, é seu bebê.

  - Meu bebê? - levantei a cabeça, encarando Alice, que estava de pé, há alguns metros de mim - Há meia hora atrás eu nem sabia que ele sequer existia - me levantei - Eu não posso ter um filho - me aproximei dela, que me olhava sem nenhuma expressão.

  - E onde está a mãe? - me perguntou calmamente.

  - Eu não sei - eu estava aflito, andando de um lado para outro novamente - Ela deixou recados com Anne a semana toda, mas eu não atendi, não me lembrava dela, nem sabia do que se tratava. Então ela veio aqui, e atirou essa criança em mim, dizendo que não a quer, e foi embora - ela me olhava com atenção, como se tivesse juntando as peças, para entender o quebra-cabeça - Mas eu também não quero - parei, me sentei novamente. Ao contrário, do que pensei, Alice não me atacou com palavras. Ela andou até o sofá, e se sentou ao meu lado.

  - Você já parou de ver a coisa do seu ponto de vista?

  - Como assim? - olhei para ela, que mirava o nada.

  - Essa criança foi renegada pela mãe, e agora está prestes a ser renegada pelo pai - ela olhou nos meus olhos. Eu ainda não havia pensado nisso.

  - Então, o que eu devo fazer? - perguntei atordoado.

  - Seja o melhor pai, que ela poderia ter.

  - Eu não posso - balancei cabeça negando.

  - Não pode ou não quer? - ela arqueou a sobracelha me questionando - Você vai deixar aquele bebê tão inocente crescer em um orfanato sujo e frio, sabendo que nem os pais o quis? Você vai mesmo arruinar uma vida que mal começou?

  - EU NÃO SEI CUIDAR DE CRIANÇAS, EU NÃO SEREI UM BOM PAI - me levantei do sofá, quase gritando.

  - Não grite - me adverteu com um olhar severo - Tenho certeza, que se você quiser, você será um bom pai.

  - Mas e a minha vida? - isso arruinaria tudo.

  - Você aprende a viver de um modo diferente.

  - Eu não quero viver de um modo diferente. Eu amo minha vida, do jeito que ela é - ela se levantou indo até a saída.

  - Não escolha para esse bebê, o futuro que não escolheria para você - sua mão estava parada na maçaneta.

  - ONDE VOCÊ VAI? - me desesperei.

  - Vou embora - se virou para mim.

  - Você não pode! - andei até ela - Você não pode me deixar sozinho com esse bebê - eu estava assustado como uma criança assistindo filme de terror - Por favor - segurei seus ombros - Me ajude - supliquei. Ela me encarou por algum tempo, eu ainda estava segurando seus ombros, esperando por uma resposta.

  - Eu só vou te ajudar - ela tirou os óculos, e voltou a me encarar - se você me prometer que não vai jogar seu filho em um orfanato - eu vi a pupila de seus olhos castanhos dilatarem, sentindo a intensidade de suas palavras.

  - Eu não posso te prometer isso - me afastei.

  - O QUE VOCÊ NÃO PODE É DESCARTAR UM FILHO POR CAUSA DA SUA VIDINHA PERFEITA - ela explodiu - ERA SÓ VC USAR A PORRA DA CAMISINHA QUE NADA DISSO ESTARIA ACONTECENDO. É UM BEBÊ, NÃO UM OBJETO QUE VOCE PODE JOGAR FORA. É UMA VIDA - Alice se aproximou, ficando a centímetros de mim - Eu juro - disse de vagar - Se eu pudesse, eu mesma cuidaria dessa criança, Zayn. Porque ninguém merece ser rejeitado, apenas por ser quem é - eu não fui capaz de dizer nada. Eu não sabia o que pensar. Pela primeira vez na minha vida, eu me senti egoísta e mesquinho. Mas eu não podia evitar em pensar nas consequências que isso traria a minha vida.

                             [...]

  Já passava das 22h. Eu estava sentado no chão do meu quarto. O bebê estava do meu lado no Bebê Conforto, ainda dormindo. Eu encarava o porta retratado a minha frente. Uma fotografia antiga da minha família. Meu pai abraçava minha mãe por trás, as mãos de ambos seguravam a barriga dela, já grande. Eu estava na frente deles, com um sorriso enorme que mostrava minhas janelinhas. Eu tinha apenas seis anos, entretanto, consigo me lembrar perfeitamente do quão feliz eu era. Como eu queria que eles estivessem ali para me ajudar. Sorri ao pensar que eles, provavelmente, amariam ser avós. Decidi ligar para o meu tio Scott.

  - Alô - meu tio disse ao atender o telefone.

  - Oi, tio - suspirei, me perguntando se havia sido uma boa idéia contar a ele.

  - Há algo de errado, meu querido? - tio Scott, me conhecia como ninguém.

  - Eu acho que sim - não consegui falar o que está acontecendo.

  - Você não costuma me ligar, principalmente, sexta-feira a noite.

  - Eu... - eu não tinha ideia do que dizer.

  - Você está se sentindo sozinho?

  - Também.

  - Você está cansado da badalação? - na verdade, era ao contrário, eu não queria abrir mão dela - Talvez esteja na hora de você sossegar, Zayn. Encontrar alguém, começar a formar uma família - engoli seco.

  - Talvez - disse em voz baixa.

  - Você quer vir aqui? Nós podemos tomar um uísque e conversarmos.

  - Eu não acho que seja uma boa ideia. Não hoje - olhei para o bebê, que começava a se mexer, fazendo menção em acordar - Eu preciso desligar. Obrigado por me ouvir.

  - Mas você não disse nada, filho - ele riu bem-humorado.

  - Nesse caso, obrigado por falar - ri.

  - Eu estou sempre aqui - me lembrou.

  - Eu sei - disse em sussurro.

  Não se passou nem dois minutos desde que havia desligado o telefone, e o bebê acordou. Ao contrário do que imaginei, ele não chorou. O bebê me encarou e quando eu disse oi, ele sorriu para mim. O que me fez sorrir de volta, instantaneamente. Ele era tão calmo e sereno. Eu havia cogitado a idéia de Alice ser mãe, quando a vi olhando com ternura para o bebê. Mas naquele momento eu pude entender. Não havia nenhum sentimento ruim no olhar daquele pequena criatura. Eu estava diante da forma mais pura e linda de vida.

   Peguei meu telefone, e busquei pelo contato de Alice, que provavelmente, é claro que não foi a mesma que me deu, arranquei isso de Anne. Liguei.

  - Alô.

  - Oi. É o zayn.

  - Eu sei - ela esperou que continuasse.

  - Eu acho que...Eu quero tentar.


Notas Finais


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