História Metáforas - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~hopefull

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Dupladepressãogratuita, Hopefull, Jimin, Siena, Suga, Trazunslencinhos, Yoongi, Yoonmin
Exibições 51
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


— Marina @Siena
Chegando com mais um capítulo <3 De início, quando tive a ideia para essa fanfic, antes de convidar a Caroline para escrever comigo, eu pensei em dar essa fanfic de presente para ela. Então vou dedicar esse capítulo à essa moça <3 Porque você sempre será o meu "forasteiro lutando contra os caras maus que tentam invadir a sua cidade". E, como você deve saber, "The way you cry, the way you smile. Do you know how much you mean to me? Words I wanna say, words I lost. I’ll confess to you but just listen, I’ll sing for you, sing for you. Just listen and smile."

— Caroline @hopefull
(depois ela edita aqui, deixemos a moça dormir, quem vive nas madrugadas sou eu, moça unicórnio ~)



~ Boa leitura, everybody! \O/

Capítulo 3 - Sobre astronautas e cowboys


Fanfic / Fanfiction Metáforas - Capítulo 3 - Sobre astronautas e cowboys


“É só mais uma noite e eu estou olhando para a lua.
Vi uma estrela cadente e pensei em você.
Cantei uma canção de ninar na beira da água
e soube que se você estivesse aqui, eu cantaria para você.
Você está do outro lado enquanto o céu se divide em dois.
Eu estou a milhas de distância de ver você.
Eu me pergunto, você também as vê?”

 

“Jimin…” disse, cerrando os punhos “Eu não quero ir”.

 

Aquilo pegou o mais novo de surpresa. Mas tirou dele um riso. Yoongi não entendeu qual era a graça, achou que ele iria levá-lo de todo jeito para a terapia. Jimin deu a volta na cadeira e rodas enquanto o elevador ainda passava pelo décimo primeiro andar. O mais velho levantou a cabeça a fim de olhá-lo. Passou a língua pelos lábios e uma das mãos pelas bochechas num leve apertar, terminando num coçar no queixo. Olhava os olhos apreensivos que lhe observavam debaixo. Pareciam achar que ele seria maldoso e ignoraria o pedido.

“Está certo” sorriu, fazendo um bico “Mudança de rota, aperte os cintos, o foguete vai decolar!”. Apertou o botão do último andar.

Os olhos de Yoongi arregalaram. “Onde você pensa em ir?” suas mãos pareciam tremer por um momento, apertava o tecido das calças, estava com medo do garoto ao seu lado.

“Para as estrelas!” disse animado, cruzando os braços e fazendo uma pose séria; os olhos pareciam olhar para longe e a expressão tentava imitar um daqueles atores de bang bang. O cara mal do faroeste estava indo para as estrelas.

O nervosismo só aumentava dentro do garoto sentado na cadeira de rodas. Se sentia impotente, queria correr dali, mas suas pernas se sentiam fracas. Ele havia se recusado a comer duas refeições seguidas.

Estavam no último andar. Saíram do elevador, quando num salto, Jimin apontou com uma das mãos a porta da escada de emergência. “Para lá, vaqueiro!” Parecia realmente imitar um filme de faroeste. Correu com a cadeira de rodas, fazendo o mais velho apertar os punhos nos braços da cadeira. Fechou os olhos.

Um som de motor distante e uma corrente de vento fresca passou pelos seus cabelos. Abriu os olhos. Jimin estava parado na frente dele, estendendo a mão.

“Vamos, apoie-se em mim, vamos subir.”

“Eu não vou lá em cima, muito menos com um maluco.” Jimin inclinou a cabeça, como um cachorrinho curioso. Mas não estava curioso, estava achando aquilo ainda mais divertido. Adorava desafios.

“Você acha que eu sou maluco...” apertou os olhos, fitando Yoongi “Talvez eu seja, até porque, eu moro numa ala psiquiátrica de um hospital.” O mais velho estava nervoso ainda - e agora sentia um pouco de frio também -, mas não conteve um leve levantar de bochechas. Afinal, fazia sentido.

Olhou para os seus pés dentro dos sapatos. Balançou-os. “Tudo bem...” suspirou. Pegou na mão do mais novo. Surpreendeu-se com a força que o ergueu da cadeira. Eram mãos tão delicadas e pequenas, mas pareciam mais fortes que as dele. “Pode se apoiar no meu ombro se suas pernas te parecerem moles, você não comeu.”

Como ele sabe que eu não comi? Espantou o pensamento chacoalhando seus fios verdes. Deixaram a cadeira lá em baixo e subiram. “E se alguém levasse a cadeira?” Mais um degrau. “Eu teria que te levar de volta de todo jeito, certo?” Yoongi sentiu um relance de algo bom dentro de si. Sentiu por um momento como se tivesse alguém para segurá-lo - no sentido físico e emocional.

Estavam agora no terraço do hospital. Ventava frio. Jimin sentou o mais velho no chão. “Vou pegar a sua blusa que ficou na cadeira” e desceu. Naqueles dois minutos de solidão, Min Yoongi respirou fundo. Não estava mais entendendo nada. Estava nervoso por estar ali com um estranho, mas estava se sentindo diferente de alguma forma. É como se o nervoso o completasse por dentro com algo bom, uma adrenalina gostosa que não sentia há algum tempo.

O menor voltou trazendo a blusa nas mãos. Agachou-se e colocou-a sobre os ombros do mais velho. Sorriu. “Então, vaqueiro, você trocou uma terapia pelas estrelas” disse sentando-se ao seu lado e então completou “Eu diria que elas são a melhor terapia.”

Sorriu num suspirar profundo. Sua mão passou pelo bolso do avental. Olhou para baixo, observando as mãos dentro do bolso tirando o que tinha guardado ali desde a manhã. Levantou o ramo com flores até a altura dos olhos, chamando a atenção do garoto ao seu lado.

“O que é isso, Yoongi?” quando Jimin se assustava, fazia o tipo de pergunta óbvia, cuja resposta já sabia, somente porque seu cérebro interrompia qualquer chance de pensamento lógico, a famosa tela azul. “Isso é a flor que eu te dei?” parecia não compreender, até porque ele não parecia ser o cara que guardaria uma flor no bolso, ainda mais na situação em que foi dada.

“É” monossilábico, disse, enquanto coçava a parte de baixo do nariz, fazendo um movimento rápido com os dedos, como se houvesse sentido o cheiro de algo que incomodou suas narinas; e, logo em seguida, fixou os olhos no céu, mais precisamente em uma estrela que parecia sorrir para Yoongi naquela noite, e sorriu. “Sabe, Jimin, minha mãe gostava de orquídeas.” suspirou, como se algo pesasse-lhe o peito, mas logo se distraiu novamente com a coceira no nariz. “Ah, eu tenho alergia” riu baixo.

“Onde que sua mãe ‘tá, forasteiro?” Sorriu, por algum motivo, Yoongi parecia ter tirado a máscara de durão por alguns minutos.

“Nas estrelas” o peito apertou, nem acreditava em todo aquele discurso de céu e inferno, mas parecia ser menos doloroso acreditar que a vida não acabava quando o último suspiro era dado – pelo menos quando se tratava dela. A ideia de que a história dela havia sido apagada no momento de sua morte, doía muito para que conseguisse aceitar, por isso acolheu a ideia de que, talvez, ela estivesse em algum lugar das galáxias, ou em alguma morada celestial, sendo a pessoa que sempre fora.

Jimin sentiu a boa e velha empatia que sempre teve. Mesmo que não soubesse como era aquela sensação de ter a mãe lá no alto, tão distante, mas ao mesmo tempo tão perto, concordou que era evidente o quanto aquilo parecia machucar o mais velho.

Não perguntou nada. Certamente tinha questões, era um garoto curioso. Mas sabia que perguntas podem levar a respostas dolorosas. E aquela parecia uma dessas situações. Jogou o corpo para trás, apoiando-se completamente na mureta atrás dos dois; olhava direta e unicamente para as estrelas - que não eram muitas naquela cidade tão cheia de luzes, mas eram suficientes.

“É por isso que o seu querido astronauta aqui trouxe o garoto valente do faroeste para um passeio nas alturas.” disse, ainda observando os cintilantes pontinhos no céu escuro. Yoongi deu um sorriso leve, fechando os olhos que ainda observavam as flores em sua mão.

“Como eu sempre estou a passear pelo espaço, eu acabei encontrando com alguém que me pediu para dar elas à você” fez um bico, voltando a cabeça para baixo, virando-se para o outro. “Ela sabe que seu bang bang tem sido difícil, os dias no deserto ocidental devem ser árduos e cansativos.” Imitou, com os dedos das mãos, uma briga de tiroteios enquanto falava.

Murchou-se de sua brincadeira. Por um momento sentiu que, por mais que quisesse rir daquilo, Yoongi ainda sentia um aperto por dentro. Colocou a mão sobre o ombro do outro. Este o olhou de volta, os olhos pareciam querer chorar, o rosto mostrava que aquilo ainda doía bastante. Tentou dizer um “sinto muito” e um “estou aqui” enquanto olhava dentro dos olhos castanhos.

Ficaram calados, mas algo dizia ao mais novo que os dois sabiam que naquele momento era um silêncio não tão ruim. Ainda tinha as mãos sobre o ombro de Yoongi. O mais velho puxou o ar com força, tentando evitar as lágrimas. Ergueu o ramo mais alto e inclinou a cabeça para cima. Observava a flor com o piscar constante das estrelas ao fundo.

Enquanto o mais velho continha o choro, Jimin suspirou. Sorriu sozinho, olhando para baixo. Então decidiu que aquela era uma boa hora para…


“O jeito que você chora, o jeito que você sorri,
Você sabe o quanto eles significam para mim?
As palavras que eu queria dizer, mas perdi a chance.
Eu vou confessar, apenas escute,
Vou cantar para você, cantar para você,
Apenas escute uma vez e sorria.”

 

Tinha uma voz um pouco aguda, mas gostosa de ouvir. Era afinado e parecia acalmar.

O sorriso do garoto de cabelos verdes encheu-se em seu rosto, tinha a impressão de que a voz do outro era manuseada por algum anjo, pois trouxe uma sensação de alívio instantâneo, acalentando a sua alma. Apoiando a cabeça sobre um braço que apoiado estava em sua perna, somente olhava para cima.

“Sua voz é..     Muito bonita, Jimin..” sorriu, envergonhado. E, aos poucos, sua pele esquálida, avermelhou-se. O garoto facilmente ficava daquela cor quando sentia vergonha, mas aquela, definitivamente, não era uma vergonha ruim; com ele ao lado nada era ruim.

“Obrigado” o outro agradeceu, meio acanhado.

O astronauta observava o céu, procurando sua baleia entre as estrelas. Elas pareciam hipnotizá-lo. Como se num clique, ele voltou para a realidade. O maior parecia tremer ainda mais agora. Sentia que aquilo era um sinal de que deveriam voltar.

Levantou-se, chamando a atenção do outro para si. “Acho que é melhor a gente descer já...” Min assentiu. A mão já estava em sua frente, oferecendo uma ajuda para erguer-se. Segurou-se na mesma e ficou de pé. Mas, logo em seguida, as pernas amoleceram, fazendo Jimin segurá-lo com mais força.

“Te peguei, cowboy!” Jimin engrossou a voz, como se estivesse imitando a de algum ator daqueles filmes de faroeste, fazendo o de cabelos verdes sorrir, mesmo sentindo-se fraco.

“Eu não vou conseguir...” a voz de Yoongi parecia trêmula, o garoto odiava se sentir fraco ou dependente de alguém, ainda mais para uma coisa tão natural quanto caminhar.

“Posso?” o mais novo disse enquanto envolvia as costas do outro com um de seus braços. Os cabelos verdes balançaram, assentindo. Tinha o braço direito de Yoongi sobre seus ombros. Segurava sua mão com a mão direita e tinha a esquerda na cintura do mais velho. Começaram a andar.

Desceram a escada até o andar mais próximo em passos calmos e lentos. Notaram de longe que não havia mais cadeira de rodas. “Ainda bem que eu vim buscar a sua blusa, forasteiro!” Saíram pela porta, voltando ao ambiente hospitalar, pálido e estéril. Pegaram dali para baixo o elevador e desembarcaram no décimo terceiro andar. Park ainda carregava o mais velho nos ombros. Estavam já ao lado do quarto apagado.

Como teria de colocar o garoto na cama, Jimin achou que seria melhor acender as luzes. Mas havia poucas mãos aptas a tal. “Para que mãos quando se é Park Jimin, o melhor astronauta jamais visto?” disse o mais baixo, abaixando um pouco ao lado do interruptor. Passou o nariz pelo plástico gelado e então veio o brilho.

“Se você estivesse numa roupa de astronauta não teria feito isso com o nariz.” por um momento, mesmo com as pernas fracas, Yoongi recuperou uma pontinha de seu bom humor. Enquanto davam mais passos, o menor ria. Um riso silencioso, mas que tinha todos os dentes, todas as covinhas, bochechas e que fazia seus olhos sumirem. Um sorriso e um riso que aquecem a alma.

O mais velho apoiou a mão solta na cama e ergueu-se até ela. Jimin ajudava-o. Sentou-se por completo. Os cabelos laranjas frente a frente com ele. “Você precisa arranjar um corcel mais leal, cowboy. Se perdê-los o tempo todo em pouco tempo estará sem cavalos.” dizia com uma expressão séria, como se dissesse aquilo com seriedade.

“E do que vive um astronauta dentro de um hospital?” perguntou enquanto se ajeitava em sua cama. “Vivo de passeios no meu foguete, conhecendo todos os 23 planetas deste sistema sol-spitalar, e quando posso paro no mais distante deles para admirar o resto do universo.” acomodou-se ao pé da cama do mais velho.

“Gosto de conversar com as estrelas. São velhas e sábias contadoras de histórias, e sabem realizar desejos como ninguém.” continuava falando, agora balançando as pernas alternadamente; tinhas seus olhos acompanhando o movimento de seus pés.

“E você é um valente e corajoso vaqueiro, destemido, sempre enfrentando os homens maus que tentam atacar a sua cidade.” Um sorriso sincero surgiu no rosto do cowboy. Tinha a cabeça um pouco inclinada para baixo e os olhos fixos em suas mãos, que estavam sobre suas coxas, mas Jimin pode ver de lado o sorriso um pouco escondido por trás dos fios verdes.

O riso sincero mostrava que ele havia entendido a metáfora. Enfrentava os intrusos que tentavam enfraquecer seu lar - seu corpo. De repente sentiu uma forte pontada na cabeça; levou as duas mãos até a testa, fez um expressão de dor; apertou os olhos.

“Ei, Yoongi, está sentindo alguma coisa?” Jimin saltou pela cama, tinha suas mãos sobre os ombros do mais velho. “Dói...” disse num sopro quase surdo. Pousou uma das mãos sobre o topo da cabeça do outro. Começou um suave cafuné. Sabia que certamente não aliviaria a dor, mas era tudo que ele podia fazer. No fundo ficou um pouco assustado; sentia-se mal por não ter meios de cessar o sofrimento do outro.

 


Notas Finais


— Esse capítulo tem duas músicas:
Sing for you : https://www.youtube.com/watch?v=nqaSboKBIuA
All of the stars : https://www.youtube.com/watch?v=nkqVm5aiC28

No próximo capítulo trago uma panfletagem básica para os senhoras Q'

E para a boa e velha diversão pós tristeza: http://i.imgur.com/1FfPEqL.png?1 & http://i.imgur.com/IV3WEIO.png?1
Ignorem nossas drogas e não desistam da gente.

PS. Queria dizer que a parte do "Te peguei, cowboy!" foi escrita pela Caroline e enquanto eu lia ela digitando eu comecei a gritar muito rindo disso, me perdoa, de-us.

[EDIT] se pá, tia hopefull, aka eu, vim aqui só para trazer-lhes mais um capítulo de "sobre conversas": http://i.imgur.com/Jss1MHh.png


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