História Metáforas - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~hopefull

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Dupladepressãogratuita, Hopefull, Jimin, Siena, Suga, Trazunslencinhos, Yoongi, Yoonmin
Exibições 38
Palavras 1.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


— Marina @Siena
Boa noite, amores. Este é o primeiro dos três capítulos da Caroline - ou seja, escrito inteiramente por ela. Depois eu obrigo a batata a por algo aqui nas notas ~ Queria agradecer os favoritos e os comentários, estarei tentando responder todos os que faltam amanhã ou domingo. Muito obrigada à todos que estão acompanhando. Há uma pequena lista de músicas para este capítulo.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Sobre nuvens, montanhas e pedras


Fanfic / Fanfiction Metáforas - Capítulo 4 - Sobre nuvens, montanhas e pedras


"Baby, I'm not made of stone, it hurts"

Ao sentir as mãos brandas de Jimin sobre sua cabeça, foi como se houvesse feito uma viagem no tempo, mesmo que ele não fosse o astronauta. Uma viagem para o dia em que sua cabeça doeu daquela forma pela primeira vez, e havia sido assustador, tanto quanto estava sendo.

O médico realmente disse que, conforme o passar do tempo, a dor poderia reaparecer, por conta dos tratamentos. No entanto, como nunca mais havia sentido aquela dor intragável – nem sequer uma pitada dela –, havia esquecido-se de como era infernal.

E ela pareceu piorar ainda mais nos segundos seguintes; Yoongi, então, encolheu as pernas, segurando-as com as mãos, apoiando, logo em seguida, sua cabeça sobre elas, contorcendo-se todo. Os olhos de Jimin estampavam o espanto, pois era claro que a dor estava ficando mais intensa, e que o de cabelos verdes quase não estava mais aguentando.

“Yoongi, pelo amor de Deus, o que você ‘tá sentindo?” tentava olhar em sua face, que, agora, estava escondida nos joelhos.

“Dor.” balbuciou, apertando ainda mais as mãos contra o joelhos, encolhendo-se ainda mais.

“Dor onde, Yoongi?” ergueu o tom de voz, totalmente amargurado.

“A cabeça.” dessa vez, a voz saiu mais embargada, pois já algumas lágrimas, por conta da dor, caíam de seus olhos, sem passar pelas maçãs do rosto, escorriam diretamente para o joelho. “A minha cabeça..” repetiu, desesperadamente.

“Ok, ok.” o cérebro de Jimin parecia ter dado a maldita tela azul novamente, mas ele tinha que fazer alguma coisa. “O que eu tenho que fazer? Me diz, qualquer coisa”

“O remédio.” as palavras saíam de sua boca em uma altura tão baixa, que, para ouvir, o outro teve de aproximar seu ouvido.

“Que remédio, Yoongi?” após dizer, olhou para o cômoda dele, assustando-se. Nunca havia visto tantos remédios em toda a sua vida, nem mesmo quando estava em algum consultório – xeretando, claro –, eram exatamente duas caixas de remédios, cheias até a boca. “Pelo amor de Hanamin¹.” pronunciou, totalmente aturdido.

“O amarelo, Jimin; o amarelo.” tentou apontar com os dedos, até que ele detectou qual remédio era, e mais do que depressa tirou um da cartela, pegando o copo de água que também estava junto.

“Dois.” o de cabelos verdes, disse.

“Quê?” Jimin, às vezes, travava. Parecia voltar a sua idade infantil, onde não entendia muito claramente; e isso era ainda mais comum quando estava inquieto.

“Dois comprimidos.” desencostou a cabeça dos joelhos, e ergueu-a, encostando-se no travesseiro, fixando seu olhar no teto que deveria estar branco, mas, por alguma razão, estava mais sujo que teria de estar.

“Ok, ok.” repetia freneticamente, e isso acabava tornando a situação engraçada, mas eles nem conseguiam perceber isso; afinal, aquele era um momento um tanto quanto sombrio. “Toma aqui.” estendeu a mão com os remédios, esperando que ele pegasse para somente depois alcançá-lo a água.

“Obrigado.” sussurrou, tomando o remédio calmamente, ainda sentindo como se sua cabeça fosse explodir.

Silêncio. Foi isso o que houve após sua crise; Yoongi parecia sentir o coração esmagado dentro do peito, pois sentia-se morrendo, aos poucos, dentro daquele hospital. E a cada crise, a cada vez que não conseguia andar com as próprias pernas, a cada dia sem sua mãe sentia como se um pedaço dele estivesse indo diretamente para o caixão.

“Melhor?” Jimin quebrou o silêncio após vários minutos olhando para o garoto de lado, uma vez que se sentia constrangido pelo silêncio que havia se feito. E sabia que aquele não era o tipo de silêncio bom, como o de alguns momentos antes, era aquele silêncio mórbido.

“Aham.” respondeu, monossilábico, fitando a palma de suas mãos, que estavam sobre suas pernas. Jimin teve a sensação de que o outro iria desabar em lágrimas que apertavam-lhe a garganta, não permitindo que nenhuma frase completa saísse dela.

“Yoongi, por que você veio parar aqui?” era a pergunta que sempre dançara em sua cabeça, desde o dia em que viu ao garoto pela primeira vez. Não havia nada certo em sua ficha, muito menos o motivo pelo qual havia sido transferido para aquele hospital. E sentiu que o outro precisava falar sobre aquilo, pois estava ruindo.

Os olhos dele se entulharam do pranto não chorado à tanto tempo.

“Leucemia.” resmungou, erguendo os olhos para cima novamente, somente para tentar conter o choro que parecia ser iminente.

“Isso eu sei.” apesar da palavra soar-lhe pesada demais, já que ele sabia bem o que era uma leucemia, e imaginava o tanto que deveria ser doloroso ter um câncer, todavia, essa não parecia ser a maior dor que carregava no peito. “Eu quis dizer, como você veio parar aqui, nesse hospital.”

E, naquele átimo, suspirou. Yoongi costumava suspirar sempre que sentia a alma carregada demais, e aquele era o momento, cabalmente. Aquele era o instante em que sua alma quis pular para fora do seu corpo, no entanto, isso não era viável.

“Eu…” nem sequer conseguia sair da primeira palavra. “Eu..”

Jimin percebeu que jamais iria conseguir que o de cabelos verdes falasse, ao menos, não daquela forma. Contudo, ele precisava falar, antes que explodisse em pedaços.

“Se a gente fizer uma coisa, jura que não vai me chamar de louco?” fez bico, gerando um sorriso curto nos lábios de Yoongi.

“Mas eu já te acho um maluco, Jimin.” conseguiu fazer uma graça, mesmo com o peito apertado, porque era esse o efeito que o outro tinha em si.

“Então tá tudo certo, né?” riu alto, e o outro acabou rindo junto, não da sua pseudo piada, mas, sim, da sua risada que parecia contagiante o suficiente, até no momento onde seu pensamento estava focado unicamente na sua dor. Sentou-se na ponta da cama, só que, desta vez, virou-se em direção à Yoongi, com as pernas cruzadas.

Como indicador da mão direita começou a desenhar uma nuvem, imaginariamente.

“O que tu ‘tá fazendo?” com uma cara estranha, questionou, sem saber exatamente o que o de cabelos alaranjados estava fazendo.

“Não ‘tá vendo?” riu baixo, prosseguindo com o movimento; a careta de Yoongi conseguia ser mais engraçada do que a forma desajeitada como ele desenhava no ar. Tudo o que recebeu em resposta foi um balançar de cabeça. “Jura? Mas está tão claro. Usa um pouco a imaginação, Yoongi, poxa.” fez bico.

“Ok.” semicerrou os olhos, tentando, verdadeiramente, entender o que diabos o outro desenhava com os dedos. “Ok, isso é um…. cachorro?”

“Não!” gritou, bravo. “Não, Yoongi, isso é uma nuvem!”

“Ai, desculpa.” assustou-se, dando um pulo da cama. “Como é que eu ia saber?”

“Tá, desculpado.” fez uma cara engraçada, tentando parecer sexy, mas falhou. “Agora presta atenção; temos aqui três nuvens, três montanhas, e nós dois sentados em pedras no alto das montanhas.” continuou desenhando com os dedos. “É quase tudo em ímpar porque eu adoro número ímpares, desculpa.”

O outro sorriu. Yoongi sempre fora o cara inteligente que todo mundo invejava, e sempre ia mais pela razão e pelo lógico.

“Jimin, não tem nada aqui..” o outro sabia que não tinha, mas esse era um jeito de fazê-lo falar.

“Calado, a parada das pedras sempre funciona.” cruzou os braços, como uma criança. “Agora fecha os olhos.”

“O quê?” desacreditado, Yoongi olhou-o nos olhos.

“É, isso, fecha os olhos.” encarou-o até que fizesse. “Agora imagina a cena, só estamos eu, tu, e a natureza. Algumas flores nos rodeiam, e agora você pode falar tudo o que ‘tá trancando aí dentro. Grite, se necessário for.

E, naquele ápice, ele chorou. As lágrimas pareciam descer, mesmo quando Yoongi estava de olhos fechados, mas ainda não era um choro físico, mas, certamente, o mais intenso que o outro havia visto. Ainda mais quando ele fincou as unhas nas mãos, como se estivesse sentindo uma dor forte demais.

“Eu não posso..” era sempre a frase que dizia, pois odiava aquele sentimento de dor, aquele sentimento de sofrimento.

“Yoongi, você não é uma pedra.”

“Tudo bem, tudo começou no verão…”


Notas Finais


Hanamin¹: O Deus supremo da antiga Coreia. Como mestre do universo, move as estrelas, pune os que merecem ser punidos e recompensa os justos.

Para este capítulo sugiro as músicas:
— Hurst, Emeli Sandé; https://www.youtube.com/watch?v=RAMFAwdgykM
— Stop Crying Your Heart Out, Oasis (que terá relação também com o próximo capítulo); https://www.youtube.com/watch?v=JDrp1klJbV8

E aproveitando para panfletar, Caroline postou hoje um one shot bem fluffy: https://spiritfanfics.com/historia/florescer-7198017

Até o próximo capítulo <3


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