História Metal and Dust - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 56
Palavras 1.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O amor pelos paqueras foi mais forte que eu e me induziu a criar essa fic.
Espero que gostem dela! xD

Capítulo 1 - The First Sight


Fanfic / Fanfiction Metal and Dust - Capítulo 1 - The First Sight

Charlotte e Eleanor eram idênticas desde o momento que nasceram. Com dois minutos de diferença as duas fizeram a mesma coisa como se tivessem combinado: encararam o obstetra com os olhos azuis profundamente e só então começaram a chorar.

Com a mesma criação durante todas as etapas da vida, foi uma surpresa para seus pais quando elas começaram a se distanciar uma da outra. Não que tivessem deixado de serem melhores amigas, longe disso, mas enquanto Eleanor seguia como a filha perfeita e aluna aplicada, Charlotte se tornava a cada dia mais impossível de controlar.

Antes que percebessem, ela já havia descolorido o cabelo escuro para um loiro pálido. Na outra semana, ela apareceu com uma tatuagem no braço esquerdo e um piercing na orelha direita. Todos os vestidos tinham sumido e agora ela se vestia apenas com uma porção infinita de roupas pretas adornadas sempre com uma jaqueta de couro.

Os pais, preocupados com a situação, a trocaram de colégio querendo que ela estivesse longe o máximo possível das más influências que ela vinha recebendo.

O que eles não sabiam era que ela era a má influência.

E dito e feito, justo na noite anterior da entrada do novo colégio, Charlotte pularia a janela de casa pronta para ir a mais uma festa. Uma banda cover iria tocar em algum pub e ela não perderia por nada.

– Você tem certeza que vai fazer isso? – A irmã perguntou. Eleanor estava atrás dela sentada em uma poltrona lilás enquanto lia um livro de poesia. Charlotte sorriu quando a viu apenas seu olhar inquisitivo aparecendo por detrás da capa de couro.

– E porque eu não iria? Me dê apenas um bom motivo.

– Amanhã nós vamos para uma escola nova? – Quando Eleanor viu a irmã revirando os olhos em resposta, ela completou – Não é o bastante para você?

– Se te incomoda tanto, você deveria ter ficado na nossa antiga escola. Não tinha necessidade de você sair também.

– Nossa, parabéns. Ótimo saber que você não dá a mínima para minha companhia, Charlie.

– Owwwwww – Charlotte se virou de repente e deu um pulo para a poltrona. Se aconchegou no colo da irmã de uma maneira totalmente desajeitada e então disse – Claro que você importa, neném. Você é a melhor de todas, mas você tinha sua vida lá. Eu me sinto mal por ter feito você fazer isso.

– Escola sem você por perto não tem sentido – foi a vez de Eleanor revirar os grandes olhos azuis. – Mesmo que você tenha decidido virar a próxima oferenda de Lucifer com esse visual punk.

Ellie!

Charlie!

– Que coisa feia a se dizer – Charlotte fez uma cara tremendamente séria, mas então começou a rir – você está vendo algum xadrez por aqui? Eu gosto de heavy metal, não punk rock. Por favor, não confunda as coisas, elas não têm nada a ver.

 – Como isso fez diferença na minha vida, nossa.

Nossa.

– O quê?

– Como você consegue ser chata quando quer. – Charlie foi até o sapateiro e pegou um par de coturnos, mas ficou em dúvida entre eles ou o par de lita boots que tinha comprado no dia anterior. Ela então deu uma tossida e chamou a atenção da irmã. – Qual?

– Vá com as lita boots, elas pelos menos vão te dar uma postura elegante e você fica menos parecida com um garoto.

Charlotte apenas ergueu uma das sobrancelhas em resposta, ponderando se valia a pena jogar o par de coturnos na irmã ou não, mas no fim ela apenas indagou:

– Tem certeza?

– Claro. Quando eu não tenho?

– Oh, sério? É um desafio? Bem, vamos ver... Que tal quando você disse que-

Psshhhhhhhh! Era uma pergunta retórica, sua coisa!

– Sabe que eu não entendo o sentido de perguntas retóricas? Elas sempre são... – Então, o celular de Charlotte tocou e ela nunca terminou a frase. A garota apanhou o aparelho em cima da cama e o guardou no bolso. – Ellie, eu já vou.

– Devo te esperar acordada? – Eleanor perguntou preocupada, quando a irmã não respondeu nada, ela insistiu – Devo?

– Oh, eu pensava que era uma das suas perguntas retóricas. Porque é óbvio que a resposta é não mesmo, chuchu.

– Então, tá – Ellie disse enquanto sacudia a cabeça em desdém, demonstrando como repreendia a ação. – Agora vê se desaparece da minha frente antes que eu me arrependa e comece a fazer um alarde para o pai e a mãe.

Não demorou muito para que Charlotte pulasse a janela e entrasse no banco de carona de um carro azul-escuro que parou em frente ao vizinho. Eleanor a observou durante todo o trajeto e até que o carro sumisse de vista. Então deu um suspiro profundo e começou a arrumar o cabelo castanho escuro em uma trança antes de ir dormir. As vezes tinha a impressão que era a irmã que estava fazendo o certo, vivendo o agora, aproveitando o momento, fazendo histórias que levaria para a vida. Ela ainda vivia sobre as regras dos pais na esperança de que o futuro chegasse algum dia e a recompensasse por tudo aquilo. Quais das duas estaria fazendo o certo? A morena não sabia.

Ellie trocou de roupa e foi se deitar pensando em como seria o novo colégio. Em algum lugar sua irmã estaria se divertindo rodeada de música, mas, por hora a única coisa que ela tinha para si era apenas uma noite de sono decente.

 

***

 

Em algum lugar não muito longe dali, Charlotte comprava sua segunda cerveja da noite quando esbarrou em um rapaz de cabelos vermelhos. O ruivo lhe deu um olhar repreensivo, mas ela apenas revirou os olhos em desdém.

Quinze minutos depois eles se reencontraram na multidão que aglomerava perto da banda. Charlie o cutucou para provoca-lo e o garoto deu-lhe uma careta. Ela riu e começou a curtir a música pesada cada vez mais próxima dele.

A música agitada saiu e uma mais calma e melancólica começou. Os dois se aproximavam aos poucos um do outro, até que o garoto ruivo entranhou os dedos em seus cabelos loiros e a puxou para perto pronto para dar um beijo.

Charlotte permitiu todos os movimentos sem pestanejar, mas quando o momento x estava prestes a acontecer ela simplesmente começou a rir. Apoiando a cabeça no ombro dele por um momento, ela então se distanciou e disse:  

– Desculpa, gatinho. Fica para a próxima.

Quando o ruivo fez uma cara de bravo e deu as costas a ela, Charlie deu de ombros, bebeu mais um gole de cerveja e voltou a dançar em outro ponto do pub. Quando o celular apontasse que era duas da manhã talvez ela fosse para casa.

Até lá, ela apenas queria a música.


Notas Finais


E aí? O que acharam? :)


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