História Metal and Dust - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 41
Palavras 1.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eita eita eita, que esse episódio tem treta xD
Obrigada pelos favs gente linda <3

Capítulo 3 - The First Day - Part 2


Fanfic / Fanfiction Metal and Dust - Capítulo 3 - The First Day - Part 2

Eleanor não sabia como tinha ido parar naquela situação. Recapitulou os passos em sua cabeça e até o momento que tinha decidido guardar os livros extras no armário estava tudo bem. Havia se despedido de Rosalya apenas alguns segundos atrás e mal podia contar os minutos para que a última aula do dia acabasse logo.

Então, quando ela se virou, viu que estava rodeada por um grupo de garotas, a loira que estava no meio era claramente a líder pelo nariz empinado e o sorriso debochado que exibia com tanto orgulho. As outras duas a olhavam de soslaio esperando ansiosas pela cena que aconteceria a seguir.

É você a famosa novata? Pelo que me falaram eu esperava alguém mais interessante. A loira que era a líder disse com desdém.

O quê?? Eu famosa? Eu falei com duas pessoas hoje além da...

Olha aqui garota Eleanor não pode evitar de fazer uma careta quando a loira dizia aquilo enquanto se aproximava dela e a cutucava com força não se faça de estúpida. Me disseram que você estava de conversinha com o Lysandre, se isso é um plano para entrar na banda e..

Ah não, Ellie revirou os olhos ao perceber que a garota a tinha confundido com Charlotte (como isso era possível ela não sabia) você...

Mas antes que ela pudesse dizer mais qualquer coisa, a irmã em pessoa irrompeu no meio das duas e empurrou a garota loira para longe. Charlotte fez uma cara de brava e completou furiosa:

– Você ‘tá louca, sua idiota?

– Charlie... – Eleanor a chamou baixinho. Era o primeiro dia de aula e ela queria puxar briga. Quando é que o demônio tinha possuído o corpo da sua irmã e ela tinha esquecido de avisar aos pais?

– Charlie nada. Essa louca ‘tava te falando merda que eu vi.

A loira afrontosa as olhou calada por um tempo e quando Ellie tinha certeza que ela ia abrir a boca e deixar a irmã mais furiosa com a clássica pergunta das gêmeas, ela apenas começou a rir.

O caso é pior do que eu pensei. A sem-sal tem uma versão de si que é uma marginal. A garota zombou em voz alta para as amigas, mas a intenção era que todos que estivessem passando por ali ouvissem.

– Marginal?? Quem você ‘tá chamando de marginal? – Charlotte indagou furiosa.

Além de tudo é burra. Claro que é tu, sua lesada. Com essa roupa rasgada... A outra pelo menos tenta parecer como gente, já que pelo visto você desistiu.

Foi a vez de Eleanor cutucar a irmã em uma tentativa falha para que ela não explodisse no meio do corredor. Porém, ou veio tarde demais ou não adiantou porque Charlie soltou um rugido rouco de fúria do mesmo jeito.

Naquela altura do campeonato não era mais apenas as duas amigas caladas que estavam observando a cena. Uma pequena multidão tinha-se formado ao redor delas. Uma multidão que se dividia entre alunos que esperavam que aquilo esquentasse e outros que encaravam tudo receosos. E quando Charlotte levantou o punho direito, Ellie ouviu bem a primeira metade vibrar ansiosa. A morena puxou o ar com força para falar o não mais alto que podia dar, mas uma voz vibrou no corredor antes dela.

Basta! Era Nathaniel. Ele se pôs entre Charlotte e a garota loira com um rosto muito sério. Virou-se um pouco para trás e perguntou a provocadora Ambre, o que você fez agora?

– Eu? Eu não fiz nada. Ela que ia me bater. Não tenho culpa se ela não consegue ouvir uma verdade sobre as roupas horríveis que usa.

– Sua mentirosa! – Charlie rosnou de novo

– Ei, olha como fala com minha irmã – Nathaniel retrucou em resposta. – O que você acha que está fazendo procurando briga?

– Foi a sua irmã... – Nesse momento Charlotte fez uma pausa para cutucar Nathaniel no ombro (entramos no dia nacional dos cutucões e ninguém me avisou?) – Foi ela que começou assediando Eleanor.

– Isso... Isso é verdade? – Nathaniel indagou preocupado por cima do ombro de Charlie procurando os olhos de Ellie para confirmação. A morena confirmou com a cabeça e ele se virou para a irmã mais uma vez – O que deu na sua cabeça, Ambre?

Ambre, enfurecida, sem dizer nada, encarou o irmão e em seguida as outras duas, revirou os olhos e foi embora acompanhada das amigas. Em poucos segundos o restante da multidão também desapareceu ao ver que não aconteceria nenhuma briga.

Nathaniel voltou-se para as novatas e disse envergonhado:

– Eu sinto muito. Ela é meio difícil as vezes.

– Olha aqui, – Charlotte falou com a voz ainda com sinais de raiva – mantenha a sua irmã longe da minha. Porque eu não ligo se ela é sua irmã, do papa ou da diretora do colégio. Se eu a ver, outra vez, falando com Ellie daquele jeito...

– Charlie! Pelo amor de Deus... – Eleanor então tomou a frente da irmã e se dirigiu ao loiro – Não se preocupe. Eu te entendo. Bem. – Ela completou enquanto apontava para a irmã que ainda exibia uma cara raivosa.

– Se ela aprontar mais alguma coisa me avise, sim?

– Se vier a acontecer eu falo contigo. – Nathaniel então a deu um sorriso gentil enquanto ia embora e a morena retribui o gesto. Súbito ela se virou para a irmã e o sorriso tinha desaparecido. – Desde que você acha que aprendeu a brigar parece uma louca arrumando confusão, pelos céus. Melhore.

– Por nada.

– “Por nada”? Isso tudo é sua culpa.

– Minha culpa? Ela que ‘tava falando merda para você, Ellie.

– Ela só falou porque achava que eu era você.

Que?!

– Parece que o bonitinho que você conversou na aula de física faz parte de uma banda e ela estava surtando por causa disso.

– Ele tem uma banda?? Sério?

– Você por acaso ouviu o que eu falei?

– Sim, ela me chama de burra, mas me confunde contigo. Juro que nunca vou entender a mente das pessoas. Lysandre tem mesmo uma banda? Não importa eu pergunto para ele depois.

– O que você tem agora? – A morena indagou após revirar os olhos e dar um suspiro.

– Tempo livre. Na verdade, eu vinha te perguntar se você queria que eu te esperasse.

– Não, não precisa.

– ‘Tá bom, então. Nos vemos mais tarde. – Charlotte deu um sorriso para a irmã antes de dar as costas e ir embora.

– Charlie! – Eleanor a chamou após alguns passos.

– O quê??

– Obrigada!

– Por nada, neném!

 

 

Assim que pôs os pés no pátio, Charlotte foi puxada pelo braço. Estava pronta para gritar um palavrão, mas assim que percebeu que era Iris, apenas conseguiu balbuciar:

– O-oi?

– Cara, é verdade que você bateu na Ambre? – A ruivinha perguntou curiosa.

– A patricinha? Não, o irmão dela não deixou.

– E o que ela fez?

– Ela ‘tava sendo grossa com a minha irmã.

– Credo.

– Não é? – Charlie ficou muda por um instante ao perceber que estava seguindo Iris para um lugar que não conhecia – Nós vamos para onde?

– Ah, eu quero te apresentar um amigo. Aposto que vocês vão se dar bem.

Charlotte deu de ombros e após mais uns passos chegaram em uma árvore mais afastada com uma sequência de bancos brancos a rodeando. Deu um sorriso quando percebeu Lysandre e ia dizer para Iris que já o conhecia quando viu que tinha um garoto sentado nos bancos. De cabelos vermelhos e jaqueta de couro era totalmente o tipo de pessoa que os outros imaginariam como o “par perfeito” para ela.

– Castiel, essa é a menina que eu te falei. – Iris falou um pouco mais alto e o ruivo se virou. Charlotte o olhou por menos de um segundo para o reconhecer. A noite anterior passou por sua cabeça.

Era o garoto ruivo que tinha tentado beija-la no show. E quando ele fez uma careta enquanto se levantava, ela sabia que tinha sido reconhecida também. Na noite anterior estava de cabelos soltos, maquiagem muito mais pesada e usava um generoso decote, mas não tinha como ele não se lembrar dela.

Viu que Lysandre ia abrir a boca provavelmente para cumprimenta-la, mas Castiel foi mais rápido indagando:

Você? O que faz por aqui?

– Deus queira que meus pais não pensem em outra coisa além de estudar – Charlie zombou, mas quando todos ficaram sérios se tocou que era uma piada interna que apenas a irmã entenderia. O ruivo a encarou calado (como odiava primeiros dias e toda essa atenção) e ela fez a única coisa que achou lógica. Estendeu a mão e disse – Charlie Montgomery. É um prazer conhece-lo devidamente.

– Devidamente? – Lysandre finalmente abriu a boca. – Vocês já se conheciam?

– Bem, é uma longa história. – Castiel o respondeu de prontidão e Charlotte concordou com a cabeça. Obviamente, não havia nada de longo em uma troca de olhares e um quase-beijo, mas ela não era burra e tinha entendido que a resposta apressada do ruivo significava que não ela deveria falar sobre isso.

 

 

A última aula tinha acabado de vez e Ellie suspirava aliviada pelo fim do dia. Assim que foi para o pátio olhou ao redor em busca da irmã. Sabia que mesmo que tivesse mandado Charlie ir embora mais cedo, ela acabaria a esperando.

Deu passos curtos em direção ao portão enquanto a procurava em todos os cantos, quando de repente uma mão puxou seu braço e ela se virou. Tinha certeza que era a irmã e por isso fez uma cara de surpresa boba quando viu que era Nathaniel.

– Eleanor... Posso falar com você?

– Algum problema? Oh não, já sei, a confusão da Charlotte deu merda? Eu vou matá-la se tivermos que trocar de escola de novo.

– Não, nenhum problema com sua irmã. – O loiro disse com um sorriso encabulado. – Pode ficar tranquila.

– O que há então?

– Hm, é que bem... eu não pude evitar de prestar atenção no livro que está levando.

– Meu livro? – Eleanor fez uma cara de desentendida e pegou o volume muito gasto de “E não sobrou nenhum” da Agatha Christie que sempre carregava consigo. Se a irmã tinha uma velha camiseta para dar sorte, ela tinha aquele livro como amuleto – O que tem ele?

– Você gosta mesmo de romances policiais?

– Se gosto? Claro! Eu amo!

– Então você gostaria de me acompanhar até uma visita?

– Visita?

– Bem, se você tiver um tempo livre eu gostaria de te apresentar a biblioteca do colégio. Nós temos uma ótima coleção por lá. Quer ir? Acho que temos uma hora ou duas até a escola estar totalmente trancada.

– Claro, porque não?

– É só me seguir, então.

Quando o loiro deu meia volta e começou a andar, Eleanor se permitiu um momento para observa-lo. Existe pessoa mais fofa? Não podia ter certeza do que significava aquele convite para ele, mas para ela, após uma quase briga fatal entre suas irmãs, Ellie só dava graças que ele ainda era tão gentil com ela.

Um sorriso se formou no canto da sua boca e mesmo ciente que era seu primeiro dia, cedo demais para qualquer tipo de pensamento, soube que algo dentro dela estava remexendo. Não podia dizer o que significava, mas o friozinho na barriga que a invadiu veio implacável.


Notas Finais


E aí, gente? Vocês estão gostando? Tá muito ruim, uma droga?
Queria que vocês me dissessem como está a interação com os paqueras, porque eu ainda estou um pouco em dúvida com que rumo tomar!
Se tiverem críticas, dicas, sugestões, etc. podem falar a vontade que vou ficar muito feliz de receber todas.
Um monte de beijo, até o próximo cap :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...