História Metamorfose - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Crossdressing, Drama, Mentira, Revelaçoes, Romance
Exibições 103
Palavras 1.435
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Saindo mais um lindo capítulo para todos vocês <3
Espero que gostem.
Esse na capa é o Mika.

Capítulo 11 - Solidão


Fanfic / Fanfiction Metamorfose - Capítulo 11 - Solidão

Mika conhecia a escuridão, na verdade convivia com ela. Quando conheceu Victor, seu professor de artes, tinha apenas doze anos, era pequeno e bonito, ainda não conhecia a malícia, no entanto conforme os anos passavam o desejo pelo mais velho aumentou e lhe consumia, começando a perceber sua orientação sexual.

Victor tinha traços delicados e era belo, cabelos cacheados loiros, exatamente como lhe encantava. Por isso o admirava como se fosse as pinturas que ele sempre fazia. Mika não demorou a se envolver com o professor, tinha seus quinze quando aconteceu, já conhecia Eliot, estudavam juntos e já o considerava amigo, porém ainda não havia revelado a ele seus segredos sexuais. Victor e Mika eram amantes e apaixonados.

Porém, alguém na escola de artes começou o boato de que Victor aliciava alunos, foi averiguada e comprovado que algo não estava certo, não divulgaram o nome de Mika por ser apenas um garoto, porém o futuro do professor estava totalmente comprometido.

- Você estragou a minha vida. - Ouviu isso do seu amante no dia em que Mika havia ido ao apartamento de Victor saber se estava tudo bem, após ele ser despedido. Possivelmente nunca mais conseguiria emprego naquela cidade. - Porque me envolvi com você? Porque? Foi tudo culpa sua, você me seduziu... - As palavras dele doeram mais do que o pequeno menino poderia suportar e correu.

Na semana seguinte a notícia apareceu no jornal, sobre professor homossexual que foi descoberto aliciando um de seus alunos acabou por tirar a própria vida ao se jogar do prédio ao qual morava.

- Homossexuais nojentos. Merecem a morte, não era ele que estudava na sua escola? Ainda bem que morreu e não pode contaminar outros estudantes. - Sua mãe falava aquilo lhe deixando mais arrasado.

Mika contou tudo para Eliot e o rapaz lhe apoiou, mas nunca conseguiu preencher esse vazio que Victor deixará na sua alma. Ainda sentia culpa mesmo com seus 22 anos, sentando na praça, mandando uma mensagem sem nem pensar, olhando para a tela do seu celular, não havia nenhuma imagem ou lembrança que pudesse lhe arremeter ao belo Victor, apenas a data, era hoje, o dia da morte do seu amante, que lhe odiou até no momento de tirar a própria vida.

- Mikael, Mikael, você está bem? O que foi aquela mensagem? - Gabriel apareceu arfando, possivelmente tinha corrido até a praça, vestia um casaco grosso marrom, calça jeans e cabelos desarrumados.

Mika Havia enviando mensagem ao menino dizendo que precisava de sua ajuda e talvez tenha soado muito urgente para ele estar ali esbaforido. Na verdade queria companhia e Eliot havia ido para casa dos seus pais, pois a mãe estava doente e precisava ficar com ela aquela noite.

- Hoje... É o dia da morte de uma pessoa muito especial pra mim e não me sentia bem ficando sozinho. - Disse com o leve sorriso fraco. Puxou o menino de leve para que ele se sentasse ao seu lado.

- Eu sinto muito. - Gabriel estava com o rosto vermelho, além de realizar uma fuga da suas irmãs, esperava que elas não tivessem desconfiado que saiu. Agora se sentia mau pelo outro e não sabia o que dizer, acabou olhando para os próprios pés depois que sentou ao seu lado.

- Tudo bem Gabi, eu só queria poder te ver hoje, seu rosto é fofo demais e acaba me alegrando. - Ele voltou a sorrir, fitando o pequeno do seu lado, parecia tão alheio, ficava a imaginar se contasse tudo o que aconteceu para ele, como iria reagir. Gabriel possivelmente falaria que Mika não tivera culpa alguma.

- Eu queria poder te ajudar Mika! - O menino dizia ainda vermelho pelas palavras, soava tímido, porém energético.

- Você pode. - Mika queria se aproveitar um pouco da ingenuidade do Gabriel, por isso encostou seus lábios nos dele, sentindo sua maciez, apesar do menor estar rígido por conta da surpresa que sentia quando aprofundou mais o beijo, sendo intenso e cheio de luxúria, Mika sabia que dificilmente ele lhe afastaria por ter dito o que disse ao pequeno, as vezes se achava um cafajeste, se aproveitando dos sentimentos dele.

- Mika. - Sussurrou Gabriel que se afastou aos poucos, extremamente vermelho. - Você não deveria ter feito isso... - O menino fez um bico em revolta, era mais fofo do que convicto.

- Me desculpe. - O rapaz dizia nenhum pouco arrependido. Desde que foi deixado por Victor, não sentia mais necessidade de entregar seus sentimentos a alguém, na verdade, costumava ficar com vários caras com perfis mais delicados, como se pudesse preencher esse vazio. - Pode ir, estou bem melhor. Seu beijo é como porção de cura.

- sim. - O menino se ergueu. Gabriel estava nervoso, contudo, ficou feliz que pode ajudar ao menos um pouco o outro, não deveria se sentir culpado por te - lo beijado, ainda não havia se reconciliado por Eliot, então... - tchau Mika. - Se abaixou e encostou seus lábios no dele, depois saiu correndo nervoso.

Mika olhou o menino de longe, ficando surpreso, tocou com a ponta dos dedos na boca, admirado, Gabriel era o garoto mais fofo que conhecerá, não queria se aproveitar dele, contudo resistia para não viola - lo. Eliot... Seu melhor amigo, se esforçava em ser racional por ele. Soltou um suspiro frustrado e sorriu maroto. "talvez o pequeno Gabi precise de alguma experiência antes dos dois reatarem." aquilo era bem plausível em sua mente.

Gabriel olhava para a própria respiração, a noite estava fria e não demoraria a cair neve branquinho que logo se espalharia pela rua. Entrou pela parte de trás da casa, se esgueirando, no entanto assim que virou para subir a escada sentiu uma das irmãs segurar a gola da sua blusa impedindo - o de continuar.

- Essa história vai começar de novo, Gabi? - Teresa indagava segurando seu irmão pelo pescoço e lhe levando até o sofá.

- Eu fui ver meu amigo que precisava de ajuda! Não fiz nada errado. - Gabriel murmurou com medo, sendo jogado no sofá e olhando para os próprios pés como sempre fazia para não encarar a realidade. Mordendo o lábio inferior.

- Vamos tomar atitudes mais energéticas com relação a você Gabi. Parece que nossa disciplina não está adiantado, já que nosso irmãozinho é uma vadiazinha que se encontra com garotos no meio da noite. - Susana mesmo com a voz contida, dava para perceber a impaciência no seu timbre.

- Que?! Claro que não... - Gabriel se sentia humilhado por aquele olhar inquisidor das duas e suas palavras sem sentido, fitando - as, mas não conseguia sustentar o olhar por muito tempo.

- Olha, temos um presente. - Teresa vem com uma caixa bonita rosa. Gabriel agora parecia confuso o suficiente para não entender o que estava acontecendo.

- Abra Gabriel, faz parte do seu castigo. - Susana ainda com seu jeito gélido.

O pequeno, agora nervoso, tocava na tampa e assim que abriu, revelou várias lindas calcinhas, de rosa bebês até vermelhas, pretas, haviam no mínimo vinte delas. Gabriel empalideceu, arregalando os olhos.

- Sim, será sua nova vestimenta, fizemos questão de recolher toda as suas cuecas, a partir de agora só vestirá isso. - Teresa concluía dando tapinhas na cabeça do irmão.

- Além disso estará proibido de sair esse fim de semana. - Sentenciou Susana, volta a fazer o que deveria na cozinha.

Gabriel no momento estava em estado de choque, olhando as calcinhas, teria mesmo que usar algo tão feminino e íntimo?! Além disso, esse era o menor dos seus problemas, afinal, a peça era no sábado e precisava ir, havia prometido ao Mika, era importante que estivesse lá, sua respiração quase não saia enquanto tentava raciocinar. Só voltou a realidade quando Teresa apertou sua bochecha, saiu correndo para o quarto e colocou a caixa na cama.

- Eu tenho que ir... - sussurrou para si mesmo, como poderia enganar suas irmãs? Não poderia, elas deixariam todas as saídas da casa totalmente trancadas. Falta apenas mais um dia para a peça, estava tão preocupado com Mika que não pensava nem em Eliot naquele momento.

Gostava de Mika, mas sentia certo desejo pelo maior, eram sentimentos diferentes e confusos, porém Gabriel tinha certeza que queria ajuda - lo, sem interesses pecaminosos, queria poder tirar seu olhar solitário, pode fazer ele rir de forma verdadeira. Mika lhe ajudou muito, ao poder voltar a falar com Eliot, olhar para ele como fazia antes. Então queria fazer algo por ele e estava disposto a passar por cima de tudo mesmo de calcinha!


Notas Finais


Então, não queiram matar a autora-san, ok? u-u
se não não consigo terminar a historinha ;-;


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