História Metamorfose - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Crossdressing, Drama, Mentira, Revelaçoes, Romance
Exibições 113
Palavras 1.869
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


mais um capitulo quentinho para todos se deleitarem :D

Capítulo 12 - Promessa


Fanfic / Fanfiction Metamorfose - Capítulo 12 - Promessa

A neve caia lá fora, Gabriel sabia que não era hora para admirar a palidez manhã de sábado, eram pequenos flocos que desciam quase de forma uniforme, tudo estava coberto por neve branca e fofa, se fosse em outra ocasião iria chamar Karin e Arthur, mas estava de castigo, e sua calcinha de renda branca por baixo da blusa grande com mangas que cobriam suas mãos lhe lembrava sobre sobre isso além de não poder sair de casa. Próximo do anoitecer era a peça no teatro municipal. Tinha que pedir ajuda, a única pessoa que vinha em sua mente naquele momento era Eliot...
 

Eliot estava na estação pensativo, sua mãe estava doente e parecia ser grave o suficiente para seu pai pedir que voltasse e assumisse os negócios assim que concluísse a faculdade, ou seja, no final daquele ano. Não poderia negar, era sua mãe, as coisas estavam complicadas. Naquele momento esperava o trem na estação para voltar até a cidade.

- Eliot? - O rapaz reconheceria aquela voz em qualquer lugar, era Anita, pensou que nunca mais a veria e o simples murmúrio já lhe perturbava. Girou o corpo para olhar sua face, era linda como se lembrava, cabelos negros, olhos azuis como o mais límpido oceano, além da pele branca quase perfeita.

- Anita. - Disse, a voz saia mais embargada do que gostaria, achou em seu íntimo que havia esquecido a moça, achou que havia superado, mas agora vendo seu rosto, as lembranças vinham como turbilhões e lhe pegavam de surpresa.

- Pelo seu rosto indiferente você ainda não esqueceu, não é? - Ela deu um sorriso sem jeito para o rapaz e colocou as mãos no bolso do casaco por causa do frio.

- O que você quer Anita? Alguém fez uma aposta para vim falar comigo? - De fato Eliot ainda guardava mágoas da garota. Passou dois anos namorando com alguém que havia sido fruto de uma aposta com amigos. Eliot não era tão sociável então as pessoas achavam que tinham direito de lhe enganar, porém quando descobriu, não quis ouvir a moça, preferia fugir de qualquer justificativa.

- Você não mudou nada mesmo. - Ela deu de ombros, aparentemente estava esperando o trem também.

- O que quer dizer com isso? - O rapaz estreitou o olhar. 
- Você não escuta ninguém e acaba tirando suas próximas conclusões. - Anita não dizia com raiva, parecia mais uma constatação. 
- Eu... - Ela tinha razão, total razão, acabou não deixando - a se justificar e evitou qualquer diálogo até a formatura, ficou aliviado quando descobriu que poderia viver sozinho e longe da garota. Acabou se lembrando do Gabriel, fez a mesma coisa com ele, se não fosse pelo Mika continuaria com sua idiotice. - Você tem razão. 
- Sim, eu tenho... Eu tenho?! - Agora Anita se surpreendeu, o rapaz não era de admitir seus erros. - Você está doente? 
- Pare com seus sarcasmos. Porque você fez tudo aquilo? - Eliot notou que o trem estava vindo e tinha que ir, no entanto antes de se despedir, notou que ela pegaria o mesmo, acabariam conversando no caminho.

- Eu era uma adolescente popular e bonita, mas acabei entrando em uma aposta com minhas amigas, tinha que namorar com você. - Ela se jogou ao lado dele no trem, afinal teriam uma longa conversa até chegarem as suas respectivas estações. - No início era só brincadeira, nos ríamos nas suas costas, mas quando eu fui terminar a primeira vez, afinal uma hora a brincadeira chegaria ao fim, notei que comecei a me apaixonar, então decidi que poderíamos namorar de verdade, foi meses maravilhoso. Foi quando briguei com a Bruna e ela contou tudo a você. Realmente, eu deveria ter dito antes de qualquer conclusão precipitada, mas pensei que poderia deixar as coisas como estavam e me entregar totalmente a você sem revelar isso. Acabei me enganando.

Eliot ouvia tudo calado, talvez se tivesse deixado a menina falar ainda estariam juntos, Anita era uma garota incrível e inteligente, além da sua beleza, deveria ter desconfiado quando ela se declarou, no entanto, como poderia? Estava encantado.

- Me desculpe Eliot, você também foi um idiota infantil. - Anita se sentiu mais aliviada ao falar isso e até deu um suspiro. 
- Eu sou ainda, mas desculpe por ter sido com você. - Eliot pensava em Gabriel, queria poder fazer as coisas diferentes com o garoto. 
- Está apaixonado, não é? - Ela riu e foi se erguendo. - Eu desço nessa. Se quiser conversar... - Ela lhe deu seu cartão, na verdade aquele não era o trem que deveria pegar, mas era o que precisava para deixar tudo claro.

- Sim... - Ele pega e lhe dar seu sorriso sincero com carinho, na verdade aquela conversa pareceu fazer bem para ambos.

Anita olhou o trem ir embora e soprou suas mãos com intuito de aquece - las. Não tinha esquecido Eliot, na verdade mesmo que houvesse ficado com alguns caras, não era suficiente, apesar de tudo o rapaz tinha o olhar suave e parecia mais bonito que antes, talvez fosse a paixão.

Eliot ainda pensava na moça quando sentiu o telefone vibrar, a chamada era do Gabriel, havia a foto do menino que tirou no primeiro encontro deles. O sorriso enorme e as bochechas vermelhas dele lhe fizeram sorrir.

- Alô. 
- Eliot, preciso da sua ajuda, onde você está? - a voz do garoto estava aflita. 
- Calma, voltando pra casa, porque? Aconteceu alguma coisa? - Agora Eliot estava preocupado. 
- Eu... Minhas irmãs não deixam que eu saia e fiz uma promessa ao Mika. Hoje ele se apresenta no teatro municipal e preciso ir vê - lo. É importante. 
-... - Eliot ficou em silêncio por alguns segundos, se sentia enciumado, contudo, não conseguiria deixar de lado o pedido do Gabriel, por isso soltou um suspiro. - Eu vou te buscar então, espero que você tenha coragem de pular pela janela.

Gabriel se sentiu mais aliviado quando Eliot aceitou, achou que por alguns momentos o rapaz não iria fazer isso por si, mas ficou feliz que havia se enganado. Por isso trocou de roupa, como suas cuecas foram tiradas, acabou vestindo uma das calcinhas deixada pelas irmãs, roupa de frio e o cachecol, além de protetores de ouvido. Colocou travesseiros para fazer volume na cama e pensarem que estivesse dormindo realmente.

Não demorou a ouvir o barulho de pedrinhas sendo jogadas contra o vidro do quarto, abriu e viu Eliot lá em baixo, ele havia pulado o muro e estava com os cabelos bagunçados. Abriu os braços, Gabriel sentiu medo, no entanto lembrou - se do motivo de fazer isso, se sentou no parapeito da janela a respirou fundo, fechando as cortinas e encostando a janela. Olhando para baixo e se jogou de olhos fechados.

Eliot segurou Gabriel, mesmo sendo garoto era leve, então não sentiu dificuldade, apesar de quase ter caído para trás, devido a neve. Quando o menor finalmente abriu os olhos notou o quanto estava próximo do outro, ficando totalmente corado. O maior não o soltou até perceber que deveriam ir embora. Na verdade Eliot sentiu ímpeto de beijar o outro, mas apenas o colocou no chão com cuidado. Realmente o desejava mesmo depois de todas as situações complicadas.

- Precisamos ir. - Gabriel dizia vermelho, colocando a mão na boca, sentia o coração palpitar, ficar tão próximo do maior só despertou as antigas sensações, queria poder abraço - lo, mas no momento precisava encontrar Mika e cumprir sua promessa.

Mikael olhava vez ou outra na direção da platéia, via Karin e Arthur, os dois amigos de Gabriel ali, no entanto, nada do mesmo, suspirou frustrado, sabia que se ele não viesse deveria ter algum motivo bastante plausível, no entanto gostaria de vê - lo ali. Não sabia porque tinha tanta necessidade dele lhe assistir, aquele rosto iluminado por seu sorriso tímido lhe fitando, era suficiente. Talvez só quisesse reconhecimento. Apesar disso, na sua mente sabia a quem Gabriel pertencia.

"Você não nasceu para a arte, talvez devesse fazer qualquer outra coisa. Não me leve a mal Mikael, suas mãos tremem muito, mesmo sua escrita é precária. " Aquela frase fora dita pela pessoa que amou em sua adolescência e quis provar ser diferente, sempre amou o cinema, suas histórias e como a arte passada através das imagens era incrível.

" Eu vou fazer isso, não importa como. " Talvez fosse meu orgulho petulante, no entanto, sabia que Victor só queria lhe proteger a não seguir o mesmo caminho que ele, se tornando professor de uma escola no subúrbio.

- Mika, vai começar, vem. - Era a diretora da peça lhe chamado.

Quando finalmente subiu no palco e as luzes dos holofotes lhe focaram sabia que havia começado e mesmo que quisesse que Gabriel estivesse ali tinha que se concentrar, sim, já tivera outras promessas quebradas. Quando girou o corpo e olhou na direção dos espectadores, viu Eliot do outro lado, estava ofegante, viu a pequena figura do garoto correndo na direção da cadeira marcada, algumas pessoas lhe olhavam de forma curiosa, contudo, voltaram seus olhares rapidamente na direção do palco.

Mika sorriu, foi o sorriso mais belo e sincero que Gabriel já o viu lhe dar e isso lhe encantou, quase não conseguia respirar quando finalmente se sentou na cadeira e em nenhum momento durante a peça desviou o olhar do rapaz, era incrível, em cada passo ou cada palavra que saia dos seus lábios eram imbuídos de emoção e paixão que lhe alcançavam, não se arrependeu de estar naquele lugar, fugiria mil vezes para ficar ali.

- Foi mesmo incrível cara, parabéns. - Arthur dizia após a peça, quando todos estavam nos bastidores.

- Sim! Fiquei emocionada com o final! - Karin ainda estava com o lenço que usou para enxugar suas lágrimas.

- Foi, você... Foi maravilhoso Mika. - Gabriel corou levemente e sorriu, não sabia como descrever melhor, na verdade, achava que independente das palavras que usasse não seria suficiente para expressar o quanto tinha amado.

- Parabéns Mika. - Eliot aparecia logo depois, estava um pouco mais sério agora. - Gabi, preciso te levar pra casa, suas irmãs vão perceber.

- Obrigado. - Mika olhou na direção de Eliot agora, apesar de tudo, o rapaz estava estranho. - Toma, assim vai ser mais rápido. - Entregou a chave da moto na mão do rapaz que aceitou sem questionar.

Antes que Mikael pudesse voltar aos bastidores, Eliot segurou seu braço, fazendo o mesmo se virar na direção sua direção.

- Quando eu chegar em casa vamos conversar. Ou melhor, precisamos conversar. - Eliot realmente estava mais sério.

- Realmente precisamos ter uma DR* hoje? - Mika sorriu de forma debochada, apesar de ser normalmente seu jeito.

- Sim. - Eliot saiu na direção dos outros.

Gabriel se virou e olhou para o rapaz que andava na direção dos bastidores depois de conversar com Eliot, tinha esperança que ele olhasse para trás, Mikael de fato se virou e olhou, ficando surpreso quando viu os olhos brilhantes do menor e seu aceno tímido de despedida.

Mikael tinha total consciência sobre o que Eliot queria conversar.

*DR: discutir o relacionamento.



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