História Metamorfose - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Crossdressing, Drama, Mentira, Revelaçoes, Romance
Exibições 107
Palavras 1.354
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Namorada


Fanfic / Fanfiction Metamorfose - Capítulo 6 - Namorada

- Então ela é sua namorada mesmo sendo uma garota de 16 anos? - Quem indagava era o melhor amigo de Eliot, Mikael, apesar de preferir ser chamado de Mika. Tinha o sorriso debochado e juvenil, era atraente e sarcástico, o que aumentava seu charme.

- Você faz eu me sentir um pedófilo assim. - Eliot começava a se arrepender de ter contato.

- É exatamente assim que te vejo nesse momento. - O rapaz riu debochado. No momento estava arrumando o quarto de hóspedes da casa do amigo. Mika havia sido expulso de casa no dia anterior, os pais descobriram que era gay, a mãe sendo religiosa fanática não hesitou em despejar seus xingamentos e o quanto achava deplorável seu estilo de vida. Por sorte poderia ficar ali até se estabilizar. Fazia faculdade de artes cênicas, queria ser roteirista, contudo não se incomodaria de atuar.

- Pare com isso. - Eliot estava se irritando com o outro, sabia da sua opção sexual, mas nunca se incomodou, Mika sempre deixou claro o tipo de garoto que estava interessado.

- Mas fico feliz que você queira namorar sério. - Fazia cinco anos que o amigo não mantinha um relacionamento estável.

- Sim, sinto vontade de protege - lá, parece uma boneca de porcelana. - Eliot não sabia descrever aqueles sentimentos de forma adequada. - As irmãs dela parecem super protetoras, ainda não sabem que estamos namorado, mas quando chegar o momento certo, vou falar.

- Tipo aquela história de pedir permissão. - Mika só não ria em respeito ao amigo. - Então quando vou conhece - lá?

- Amanhã se quiser, assim que sair da faculdade vou encontra - lá, meu turno começa a noite de qualquer forma. - Eliot havia marcado com a menina na praça próximo a estação de metrô. Gabi parecia do tipo que gostava de parque de diversões, então se planejaria para levá - lá no fim de semana.

- Não perco isso por nada. - Mika parecia se divertir em vez de realmente dar apoio moral ao amigo.

Gabriel começava a se sentir nas nuvens só de lembrar que agora estava comprometido pela primeira vez em toda sua vida, mas porque sentia a culpa tentando tirar toda sua felicidade? Era errado continuar com aquilo, Eliot parecia tão envolvido consigo, era tão bonito e tinha o sorriso mais encantador que poderia ter visto em sua curta existência.

- Pare de suspirar. - Arthur dizia enquanto tentava lançar a bola na direção da cesta. Estavam na aula de educação física. - Parece aquelas meninas apaixonadas.

- Você é chato. Estou em um dilema na minha vida. - Gabriel apenas segurava a bola enorme com as mãos delicadas, não tinha forças para alcançar até a cesta, então apenas batia de vez em quando com ela no chão, só para disfarçar que não fazia nada.

- Você vai encontrar com ele hoje, apenas diga antes que ele queira transar com você. - Arthur desviava de uma bolada jogada pelo garoto, era fácil. Gabriel estava com vergonha, de certa forma o amigo tinha razão, afinal não contaria no momento que ele tiraria sua roupa. Ficou tão distraído com esses pensamentos que não viu a bola pegando no seu rosto, acabou apagando por longos minutos.

Gabriel caminhava lenta e paulatinamente na direção da praça, estava com a lateral do rosto coberta por dois band - aid's, havia ficado vermelho e possivelmente ficaria pior, o baque doeu mais do que imaginava que seria.

- O que houve com seu rosto?! - Eliot foi na direção do menino e tocou nas suas bochechas com todo o cuidado do mundo, notando o quanto era delicada, macia, bonita, lábios vermelhos e carnudos, respirou fundo, resistindo para não beija - lá na frente do amigo.

- Aula de educação física, estava distraída. - Dizia tímido enquanto notava toda sua proteção.

- Oi, se estou atrapalhando o amor de vocês, vou embora. - Mika dizia com o sorriso arrogante que normalmente tinha.

- Ah, é... Esse é o Mikael e essa é a Gabriela. - Eliot saia de perto da menina quando seu amigo se aproximou, sorrindo sem jeito, acabava sendo super protetor.

- Prazer, pode me chamar de Mika. - Mikael tomava a mão da donzela e levava aos seus lábios, sendo cortez. Mikael era um rapaz moreno, com belos olhos verdes e músculos fortes, seus braços mostravam isso através da camisa apertada que vestia, cabelos cinzas, possivelmente descoloridos, contudo, muito bonito. Chegava a ser mais alto que Eliot.

- É todo meu, me chame de Gabi. - Gabriel estava feliz por conhecer o amigo do namorado que havia esquecido o que viria a fazer ali. "não, isso vai ficar mais complicado, preciso contar a ele o que eu sou." esses pensamentos continuavam insistindo.

- Vamos lanchar? - O rapaz dizia, sabendo que possivelmente a menina ainda não havia almoçado.

- Então eu me despeço aqui. Foi realmente uma satisfação! - Mika só queria saber quem era a garota que havia arrebatado o coração do amigo, como tinha confirmado não era mais necessário tirar o precioso tempo deles juntos.

- Até mais. - Gabriel acenou e finalmente os dois ficaram a sós. - Eu precisava...

- Ah, sim, vamos ao parque de diversões sábado? - Eliot se antecipou animado, não deixando o garoto terminar o que iria dizer. Como Gabriel ficou encantado por suas palavras, acabava acenando positivamente, mesmo percebendo que isso era o errado a se fazer.

Acabou não contanto nada sobre sua sexualidade naquele dia, guardando para si, mesmo sabendo que deveria dizer de uma vez. Mesmo depois de ficarem juntos não tinha uma brecha qualquer que pudesse contar alguma coisa. Quando chegou em casa suas irmãs estavam mais inquisidoras do que o normal.

- Já chega Gabriel, a sua brincadeira com esse menino terminou. - Teresa dizia de forma mais impaciente.

- Não, vocês não tem porque se meter na minha vida. - Gabriel começava a ficar irritado com aquela repugnância das irmãs pelo Eliot.

- Se você não acabar com isso nós acabaremos e vai ser bem pior. - As palavras de Susana não era meras ameaças, de alguma forma Gabriel sabia que possivelmente a irmã iria cumprir tudo o que dizer.

- Parem de dizer tudo o que tenho que fazer, foi sempre assim, todas essas roupas, o que quer eu fizesse tinha que ser com o consentimento de vocês. Estou cansado disso! Já chega. - O menino começava a arfar um pouco, se exaltou e falou mais alto, as duas nunca haviam visto ele daquela forma. - Eu tenho um encontro sábado e eu vou.

- Quando ele descobrir sua farsa, a última coisa que vai querer é olhar pro seu rosto feminino. - A voz de Teresa tinha um tom grave.

- Vocês não o conhecem... E eu não pedi para nascer assim! - Gabriel saia da sala, a discussão estava encerrada. Não falaria mais disso. Não tinha culpa, se fosse mais alto ou másculo, poderia ter evitado tudo isso, contudo, seus traços eram delicados e cada detalhe do seu corpo parecia contribuir para a farsa, aquilo doía muito. Só queria viver seu sonho.

- Esse garoto merece uma lição. - Teresa suspirou inervada, pensando em algum castigo, não iria entregar seu irmão a ninguém... Ninguém.

- Alô, Eliot, é sobre nossa irmãzinha. Soube que vocês iriam em um encontro no sábado. Sim, ela nos contou, depois você poderia passar aqui? Gostaria de conversar com você, afinal, nos somos as responsáveis dela. - Susana agia imediatamente, Gabriel estava muito petulante e irresponsável e aprenderia a nunca mais desobedecer. - Tudo bem, até sábado.

- Isso é cruel irmã. - Mesmo aquelas palavras saindo de Teresa, não deixava de formar um sorriso no rosto.

- Vamos ver se Gabriel vai continuar iludido depois que Eliot descobrir seu segredo. - Não queria chegar nesse extremo, porém era tudo para proteger seu irmão pequeno e ingênuo de algo muito pior.

Não demoraria muito e logo chegaria o sábado, na mente das irmãs aquele seria o último encontro dos dois, então que Gabriel aproveitasse e aproveitasse muito bem.



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