História Metamorfose - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Crossdressing, Drama, Mentira, Revelaçoes, Romance
Exibições 110
Palavras 1.802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Melhor Amigo


Fanfic / Fanfiction Metamorfose - Capítulo 8 - Melhor Amigo


- Então na verdade ela era um garoto? Isso explica muita coisa, sou definitivamente gay já que me senti atraído. - Mika analisava situação do amigo. Ele havia chegado transtornado em casa e pegou todas as latas de cerveja que poderia, além de haver comprado outras na vinda, Eliot raramente bebia, foi necessário apenas alguns goles para que ele falasse tudo o que havia ocorrido.
- Não fale merda imbecil! Ele me enganou, fingiu ser uma garota e brincou com meus sentimentos. - Eliot havia chorado de raiva, mas agora o efeito do álcool lhe abatia e estava jogado no chão da sala, não conseguia acreditar, mesmo que tivesse dito que sentia nojo de todo o contato, não conseguia sentir, na verdade estava se obrigando a ter, porém os sentimentos de traição ainda latentes em sua mente não seriam esquecidos. O rosto dele chorando, olhos arregalados cheio de lágrimas, bochechas vermelhas lhe encarando como se esperasse uma reação diferente. Bebeu mais uma latinha.
- Pare com isso. O menino deve ter seus motivos. - Mika sabia que era difícil gostar de um cara hetero. Se apaixonar por um deveria ser pior.
- Não quero saber seus motivos, foda - se, que ele nunca mais chegue perto de mim. - Eliot estava sendo irracional, era o álcool agindo em sua mente.
- Ótimo. Então você não se importa em dar o Gabi para mim, não é? Ele faz o meu tipo e adoro meninos frágeis. - Mika sorria olhando a reação do amigo que parecia em dúvida misturada com a raiva, nos olhos dele havia ciúme e incomodo, mas ele ignorou aquilo e afundou qualquer sentimento que tivesse por Gabriel na bebida.
- Faça bom proveito. - Eliot foi áspero, contudo se sentia incomodado. Muito incomodado.
- Farei então, deve ser delicioso acariciar aquela bunda virgem, penetrar meus dedos enquanto ele geme meu nome. - Mikael falava para provocar e fazer o amigo despertar do seu devaneio, no entanto, isso só enraiveceu Eliot que jogou a lata que tinha em mãos no amigo.
- Cala a boca. - Eliot se deixou cair, não queria pensar em nada daquilo, apenas queria dormir e esquecer que um dia pensou em gostar de uma garota com pênis.
Eliot estava com muita dor de cabeça quando acordou pela manhã, por sorte era domingo, no entanto, tinha que tomar providências, ainda se sentia mal e traído, mas tinha que se recuperar. Viu Mika fazer o café da manhã, ou melhor o almoço, suspirou, passava das 13hr.
- Se recuperou bela adormecida? - Mikael debochava enquanto colocava omelete sobre a mesa para o amigo. - Já está mais consciente?
- Sim... Não, ainda me sinto traído, o Gabriel mentiu pra mim. Isso não vai Mudar. - Eliot se sentia a vítima da situação, não queria olhar no rosto do menino.
- Pense no lado dele Eliot. Pelo que você me disse, as irmãs dele são doidas, vestiram o garoto de menina a primeira vez que você foi na casa dele, se aproveitaram do traço feminino que ele tem, obviamente Gabriel é gay e, infelizmente para ele, gosta de você. Então possivelmente se encantou. - Mika da de ombros, claro que não justificava ele ter levado essa mentira tão longe. - Ele não tentou te dizer algo? Você tem o defeito de não querer ouvir as pessoas.
- Claro que não. - Eliot estava com dor e não queria ouvir nada do que o amigo dizia, enfiando o omelete na boca, então começou a pensar, na verdade no início o garoto não desmentiu as irmãs e parecia encantado por si, além disso, teve várias vezes que Gabriel queria lhe contar algo, aquilo só fazia sua cabeça latejar. - Tá, tá, talvez ele tenha tentando dizer algumas vezes... Mesmo assim.
- O pequeno Gabriel se apaixonou por você. Ele é feminino, possivelmente as pessoas o confundem e tentam se aproveitar, deve ter visto em você a possibilidade de algo encantador. - Mika sorria com sua própria teorias. - Ele é fofamente irresistível.
- Eu gosto de mulheres. - Disse como se esse argumento pudesse sustentar toda a tese, não queria aceitar a beleza andrógena, sua pele macia, seu jeito e o fato se lembrar dos beijos sem se enojar, sem repulsa. Queria abraça - lo quando o viu em prantos e decepcionado.
- Seus sentimentos eram bem superficiais Eliot. Mas, não importa mais, vou tentar falar com o pequeno Gabriel e consolar ele dessa desilusão. Tirar sua virgindade e ficar com ele até cansar. - Mika falava de propósito para provocar o amigo.
Eliot sentiu cólera subindo por seu corpo, ficou vermelho de raiva, por isso sua cabeça latejava só de imaginar Mika tocando no garoto, se sentia mau, odiava aquela sensação, estremeceu, no entanto, cerrou os punhos, não tinha porque impedir qualquer coisa, foi enganado, por mais que o menino tivesse inúmeros motivos para fazer o que fez, confiou nele.
- Faça.... Faça o que quiser. - Hesitou ao falar isso, Mika apenas suspirou decepcionado.
- Vou mesmo. Seu amor acabou muito rápido. - Mika saiu, não queria aguentar as lamúrias do amigo, preferia passear, ficar com outros amigos e deixar ele pensar no que fez.
Gabriel havia dormido de tanto chorar, seus olhos estavam vermelhos, o nariz, olheiras, apesar disso continuava bela mesmo desajeitado. Se sentia sem vida. Passou o dia todo praticamente no quarto.
Susana lhe chamou durante a noite e lhe vestiu com roupa de coelho feminino, o menino não reagiu, estava sem forças, se iria ser a boneca das irmãs, não se importava mais.
- Reagindo você é fofo, mas conformado está bonito também. - Teresa dizia acariciando os cabelos do menino e se abaixou, beijando - O na testa. - Logo vai esquecer, ele nunca mereceu você irmãozinho.
- Sim, Teresa tem razão querido. Tão delicado e lindo, alguém tão rústico não o merece. - Susana sorria de forma branda, seu irmão era tão pequeno e fofo, logo ele iria esquecer e se tornar mais forte, mesmo que ficasse frágil não iria deixar de protege - lo e mostrar como o mundo não prestava.
- Eu posso sair? Eu... Queria passear um pouco. - O menino dizia com a voz sumida e as duas estreitaram o olhar, mas concordaram em deixar ele ir, o garoto trocou de roupa e saiu. Foi na direção da praça...
- Oi. - Gabriel dizia quando viu Mika sentando olhando para cima como se pensasse em algo importante, na verdade não esperava encontrar o amigo do Eliot ali, mas queria saber como ele estava. - Como... Como ele está?
- Ah, Oi pequeno, o Eliot está... Transtornado. - Mika sorriu de leve, queria encontrar o seu fica, no entanto, o rapaz deveria estar dando para outro e parou na praça olhando os contatos no celular procurando alguém pra comer.
- Eu... Eu entendo. - Claro que ele estaria, suas bochechas ficaram rubras, não pelo frio, não queria mais viver aquilo, era perda de tempo pensar. Enquanto divaga Mika pegou em sua mão.
- Eu não tenho nenhum problema de você ser um garoto, na verdade faz exatamente meu tipo, então, porque não me dá uma chance? - Mikael era direto, realmente o garoto era fofo e isso despertava seu lado libidinoso e se Eliot continuasse na sua teimosia sem sentindo iria rouba - lo sem arrependimentos.
- Q-que?! - Gabriel arregalou os olhos, mas foi incapaz de puxar a mão, pensou em Eliot, no olhar que ele lhe deu quando descobriu seu verdadeiro gênero, aquilo doeu tanto, nunca pensou que receberia aquele olhar dele... Ele na verdade não gostava de si, se era apenas o fato de não ser uma garota que importava. - Sim.
- Que?! - Agora Mika de sentia surpreso, Gabriel deveria estar bem ferido para ter aceitado isso com tanta facilidade. - Você tem certeza disso? Digo, você ama o Eliot, não é?
- Eu... Amo, mas não sou uma garota. Minhas irmãs tem razão, ele nunca vai me aceitar, então porque eu deveria esperar e ficar deprimido, chorando por alguém assim ... - Começou a ficar chateado e com vontade de chorar, mas se controlou, não na frente do amigo dele. Apenas abaixou a cabeça.
- Entendo. Você tem razão. - Mika via o quanto o menino estava confuso e se aproveitar disso lhe fazia cruel, mas se ergueu e segurou as bochechas dele com a mão, poderia ao menos provar um pouco. Iria beija - lo e olhar em seus olhos castanhos e vê - lo vulnerável apenas lhe incentivou.
Gabriel fechou os olhos com força como se sentisse dor, sentiu as lágrimas caírem, esperando o beijo, mas nada aconteceu e abriu os olhos, Mika passou a ponta dos dedos nos seus olhos e limpou as lágrimas.
- Não posso fazer isso com alguém tão fofo, parece que você está sofrendo, vamos nos conhecer melhor primeiro. Ok? - Mika suspirou com um sorriso, sentiu o ímpeto de fazer isso, no entanto, era óbvio que aquela não era a índole do menino.
- Tá... Vai ser bom ter um amigo. - Limpou os olhos e deu seu lindo sorriso sincero que fez Mika corar levemente.
- Você é tão fofo. - Não resistiu e abraçou Gabriel. Bagunçando seus cabelos de leve. O levaria até em casa se as irmãs dele não fossem doentes.
Eliot não conseguia se sentir menos preocupado, quando Mika voltou estava com o sorriso bobo e parecia ter se divertido. 
- Onde você foi? - Eliot indagou impaciente. 
- Estava conhecendo o meu futuro namorado. - Mika provocava e não queria nem saber se o amigo iria ficar com o raiva. - Quase nos beijamos. 
-... - Eliot arregalava os olhos, então Gabriel era esse tipo de garoto?! - Ele... Quis te beijar? 
- Por alguns segundos, até começar a chorar e era como se o estivesse abusando, então parei. - Mika deu de ombros. - Vamos ser amigos até eu conquistar ele de verdade, não deve demorar se você continuar sendo um cuzão.
- Eu... - De alguma forma Eliot ficava aliviado por Gabriel não ter cedido. - Não importa... - Falava indeciso e foi quando se surpreendeu ao sentir Mikael agarrar o colarinho da sua camisa e lhe jogar, praticamente contra a parede, seu olhar era sério e convicto.
- Pare com essa viadagem, você vai acabar perdendo o Gabriel se continuar a ter dúvidas assim. Pense na merda que tu tá fazendo. - Mika soltou o amigo, sua voz era autoritária e parecia transtornado. Indo na direção do seu quarto, deixando Eliot pensar na idiotice que ele fazia, era tempo de recolher os cacos do espelho que se quebrou e junta - los novamente, antes que falte alguns pedaços e ele nunca mais possa ser concertado. Não como antes.



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