História Metamorfose - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Shawn Mendes
Personagens Shawn Mendes
Tags Fanfic, Romance, Shawn, Shawnmendes
Visualizações 20
Palavras 2.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Esse capítulo contém pequenas informações sobre o livro "Quem é Você, Alasca" de John Green, da saga livros "Diários de Um Vampiro" de Lisa Jane Smith, do livro "Como Eu Era Antes de Você" de Jojo Moyes.
Também gostaria de dizer que esse capítulo contém alguns assuntos desconfortantes e até fortes, talvez. É um dos meus preferidos até aqui.

Capítulo 13 - The Eagleand Child


12 de fevereiro de 2016. Oxford, Oxfordshire, Inglaterra. Grã-Bretanha. 18h45.

Um fato insuportável sobre os europeus, é que eles realmente parecem chaminés. Na França, as pessoas têm um intervalo para o cigarro nas reuniões e até quem não gosta, acaba fumando para não se sentir excluído. Eu odiava o cheiro da fumaça. Odiava o fato de que não há por que fumar, e as pessoas fumavam mesmo assim. Talvez, algumas pessoas fumassem para morrer de uma forma diferente, como Alasca Young fazia. Eu realmente achava que fumar era um sintoma suicida em alguns casos.

Existem maneiras diferentes de morrer, mas as pessoas escolhem aquilo que é conveniente para elas. Algumas pessoas se mantêm na zona de conforto e deixam que a vida ou qualquer outro elemento superior e fora do nosso entendimento se encarregue de tudo, e depois os familiares fazem o funeral e aquela coisa toda. Bonnie Bennett de O Diário do Vampiro, pelo contrário, queria morrer jovem para ficar bonita no caixão e vivia dizendo isso ás amigas Elena e Meredith. William Traynor escolheu uma maneira mais digna, rápida e melancólica. Talvez eu ainda não conseguisse superar a morte de um personagem porque aquela era a realidade dele, e não a minha.

Pensei em qual maneira eu escolheria para morrer. Enquanto Long Way Down do Tom Odell tocava em minha mente, eu tentei imaginar como seria cair de um prédio: os braços abertos, meu corpo todo em queda livre, os carros lá embaixo em câmera lenta. E depois? O que existe depois da vida? Existe morte?

Talvez eu não tivesse sido boa o suficiente. Sempre fui egoísta demais de pensar apenas em mim, nunca ajudei ninguém. Nunca retribui os biscoitos e o casaco de Louis, nunca demonstrei á ninguém o mesmo amor que Shawn estava demonstrando por mim nos últimos meses. Talvez eu fosse para o inferno por isso, ou para o céu por já ter sofrido demais. Ou talvez o meu castigo fosse ficar presa em uma dimensão sem matéria ou algo do tipo, uma daquelas coisas que ninguém consegue explicar.

Eu não podia ser egoísta o suficiente para acabar com esse meu pequeno sofrimento pulando de uma ponte, jogando-me da caminhonete em movimento ou tomando alguns remédios, ou até mesmo sendo uma versão feminina e contemporânea de Kurt Cobain. Isso apenas faria tia Alicia, tio Travis, meus amigos e Shawn sofrerem ainda mais.

Odiei o mundo por ser tão malvado. Era muito mais fácil escolher o mau, pois ele entra com uma facilidade muito grande em nossos corações. Será que o diabo ri quando nós estamos sofrendo? Porque ele sabe que nós estamos morrendo vagarosamente. Algumas pessoas morrem aos 17 anos e só são enterradas aos 80. E escolher o que é bom, é sempre uma tarefa mais difícil e talvez seja por isso que a entropia social é tão real nos dias de hoje.

Eu odiava o cheiro da fumaça dos cigarros, mas a depressão parecia tanto com isso. A depressão era viciante, e uma vez que você a alimenta era vira um vício dificilmente reversível. Ela se impregna nas suas roupas, e logo você começa a ver cinzeiros por todo o canto, tentando jogar aquilo fora, mas agora é parte de você e mesmo que você comece a ignorar as pausas do cigarro no trabalho e recuse um maço do seu colega de classe na escola, você acaba por comprar um maldito cigarro e se drogar de nicotina e de todas as outras substâncias nocivas que ele contém.

É uma comparação muito infeliz essa que eu estou fazendo. Eu odeio cigarro, e por isso escolhi não fumar. Mas eu odeio a depressão, e não posso escolher não tê-la.

Felizmente, existem pessoas que cultivam o melhor em você. Acredito que não me joguei de um prédio ao som de Tom Odell até hoje porque existem razões para eu me segurar forte e mudar o cenário da minha vida. Na verdade, a maioria dos suicidas só quer uma razão para viver, eles não querem, de fato, morrer.

Estava sentada na pequena mureta de tijolos em frente á minha casa, esperando por Shawn, Rick, Avery e Darren. Shawn insistiu que todos fossem, pois ele sabia que eu não queria fazer isso sozinha e que eu iria me debulhar em lágrimas depois que saísse do pub e ele não queria que isso acontecesse. Então Rick estacionou a caminhonete ás 18h50.

Todos os quatro desceram da caminhonete e me abraçaram. Shawn depositou um demorado beijo na minha bochecha e me abraçou muito forte. Retribui o abraço e apertei os olhos para que não chorasse. Quando ele me soltou, exibiu um largo sorriso, mas eu não consegui fazer o mesmo. O garoto continuou me abraçando de lado, a mão direita firmemente colocada em meu ombro. Avery entrelaçou seus dedos nos meus e Shawn sussurrou um “vai ficar tudo bem”. Concordei com a cabeça e subi na caminhonete.

Chegamos ao pub ás 18h59. Era um prédio simples e antigo, a tinta amarelo-claro se destacava do concreto. O pub fora lugar de conversas entre C.S.Lewis e Tolkien, e aquilo seria bem confortante se não fosse o cenário de um dos piores momentos da minha vida. 

- Você quer entrar e comer? – perguntou Shawn. – Eu não sei, você quer fazer isso sozinha?

- Não – respondi. Eu sabia que era uma coisa que eu deveria fazer sozinha, mas não estava pronta pra isso. – E estou com fome.

Todos nós entramos no pub. Enquanto eu ia escolhendo uma mesa perto do balcão, Darren apontou para uma bem grande perto da lareira, onde se lia “reservado para Clarice Fontaine e seus acompanhantes”. Retribui os olhares curiosos dos meus amigos e me perguntei como Amy sabia que eu os levaria, se eu só descobri isso na noite de sexta.

Um pouco relutante, aconcheguei-me na cadeira, retirei meu casaco e cachecol e fixei meus olhos na entrada, esperando por Amy. Should I Stay or Should I Go do The Clash tocava em um volume agradável e o lugar parecia muito aconchegante. As chamas da lareira chamuscavam e o rosto de Shawn estava vermelho por conta disso.

Shawn estava sentado á minha frente seguido Rick e depois Darren na ponta da mesa, e Avery ao meu lado. Shawn segurou minha mão por cima da mesa e com a mão livre revirou o menu em busca de algo bom. Acabamos por pedir hambúrgueres clássicos e uma porção de tacos, refrigerante e uma cerveja para Rick.

- Ah, tem brownie de chocolate belgo – exclamou Darren com uma expressão muito engraçada de prazer. Então foi naquele momento que eu ri pela primeira vez na noite. – Torta de limão! Torta de limão!

Money do Pink Floyd começou a tocar e eu estava prestes a rir das descobertas de Darren no menu novamente, quando a porta se abriu á alguns metros de nós e a figura esguia de Amy adentrou o estabelecimento. Meu rosto murchou novamente e eu senti que tudo havia ficado silencioso ao nosso redor novamente.

Shawn puxou meu queixo, fazendo-me olhar para ele e acariciou minhas bochechas, olhando diretamente nos meus olhos e segurando minhas mãos depois. Balancei a cabeça positivamente como se entendesse o recado. Pelo canto do olho pude ver Amy caminhando rapidamente até a nossa mesa e logo depois chegar até nós.

Avery exibiu um sorriso fraco quando Amy nos cumprimentou. Havia uma ótima trilha sonora, agora com Beatles ao fundo, para um momento extremamente desconfortável. Eu não estava pronta para rever Amy depois de seis meses. Darren estava sendo extremamente irônico com Amy enquanto ela se direcionava para uma cadeira na outra ponta da mesa, de costas para lareira, entre mim e Shawn. Ele não tirava os olhos de mim, exceto pelas poucas vezes que analisou Amy.  

Eu não conseguia olhá-la direto nos olhos. Toda a atenção das pessoas na mesa pairava sobre mim e Amy, enquanto eu fingia estar interessada no garçom trazendo as bebidas e ela buscava por algo no menu e fazia seu pedido. Achei muito irônico que escolhessem uma música dos Eagles para tocar no The Eagle and Child.

- Eu e sua tia costumávamos vir aqui nos sábados escondidas dos nossos pais – disse ela no que pareceu um devaneio. Avery se remexeu na cadeira. – Eles me expulsaram de casa quando descobriram que eu teria você sabe. Eles morreram sendo pessoas ruins. Eu não quero acabar como eles.

Digeri suas palavras. Passamos cerca de cinco minutos calados, até nossa comida chegar e eu agradecer o garçom. Comi meu hambúrguer inteiro em silêncio. Aquela noite provavelmente entraria para a grande lista de piores dias da minha vida.

Meu celular vibrou no bolso e do outro lado da mesa Shawn encarava o ecrã de seu próprio celular com ansiedade. Logo entendi o que ele estava fazendo e verifiquei minhas notificações.

Você está bem?

Você sabe como eu estou.

Por cima da mesa, Shawn me lanço um olhar apreensivo. Ele mordia os lábios e parecia pensar no que escrever na próxima mensagem.

Você sabe que tem que falar com ela.

Eu sei.

Shawn me encarou e eu respirei fundo. Levantei-me e antes de sair do pub lancei um olhar significativo á Amy. Pelos poucos segundos que olhei diretamente nos olhos da mulher que se diz minha mãe, pude captar a ansiedade que ela estava sentindo, esperando que aquele momento chegasse.

Quando abri a porta me arrependi instantaneamente de não ter pego meu casaco. Apertei o fino moletom contra meu corpo e caminhei até o gradil de bicicletas que separava o pub de uma loja de comidas saudáveis chamada Green Tea. Recostei-me ao metal frio e esperei por Amy.

Ouvi a porta se abrir e logo depois ser batida com estrépito. A figura esguia de Amy caminhou até mim trazendo em suas mãos meu casaco. Ela me entregou com um sorriso no rosto e eu apenas me esforcei a dizer um “obrigada” um pouco seco.

- Então, o que você tinha a dizer? – Perguntei rapidamente, querendo acabar com aquilo tudo rápido.

- Eu quero me desculpar, Clarice – começou. Mantive minha expressão ilegível. Eu podia sentir meu maxilar doer de tanto que eu o pressionava. Amy pareceu corar ao notar que eu sustentei meu olhar no dela e também como eu havia mudado substancialmente nos últimos sete meses. –Eu sinto muito, Clarice. Sinto muito de verdade. Nos últimos meses que eu passei na clínica tudo que eu tenho pensado é em você.

“E em como eu tenho sido extremamente egoísta toda minha vida. Provavelmente Hermann tem conversado com você e te contou que eu sempre quis ser mãe, mas eu não estava planejando ser mãe aos dezesseis anos, Clarice. Você não foi um erro, apenas a consequência de um ato precipitado meu. Na verdade, você teria sido o melhor presente que eu já recebi se tivesse cuidado bem de você. Mas foi muito difícil.

“Seus avós me mandaram embora de casa quando descobriram minha gravidez. No começo foi um choque e a única pessoa que ficou ao meu lado foi Alicia. Ela já conhecia Travis naquela época e eles eram bons amigos. Eles me ajudaram muito e ficaram felizes, me apoiaram e tudo. Só depois de um tempo eu entendi: você era a realização não apenas do meu sonho, mas do deles também. Mesmo que Alicia fosse muito nova e nem tivesse encontrado alguém ainda, ela já sabia de seus problemas de saúde e que não poderia ter filhos por conta de sua pressão alta e porque as paredes de seu útero são muito finas. Desde então, ela se dedicou á medicina para ajudar pessoas com o mesmo problema. Nunca quis adotar crianças, pois você foi o mais próximo de uma filha que ela teve.

“Sua tia negava o amor por Travis. Ele sempre aparecia com presentes para você antes mesmo de você nascer, me levava nas consultas médicas com Alicia. Então, quando eu completei oito meses de gestação, voltei para a França. Embora eu tenha nascido lá, falava muito mais inglês e sempre preferi a Inglaterra. Usei um cartão de crédito da sua avó e parte de seu dinheiro no banco para comprar aquela casa em Belleville, toda a mobília e afins. Quando ela descobriu, ficou furiosa, mas Travis conseguiu ganhar minha causa na Justiça porque eu tinha você e a ação foi considerada desesperada, afinal, eu fora expulsa de casa e meu namorado havia me abandonado.

“Seu pai voltou alguns meses depois e eu o aceitei de volta porque não conseguia um trabalho digno. Nos seus dois primeiros anos de vida eu me dediquei o máximo para ser uma boa mãe e então, pouco depois do seu aniversário de dois anos aconteceu uma coisa terrível que mexeu com todo o curso da minha vida: seus avós morreram num acidente de carro. Alicia estava desolada. É claro que seus avós eram terríveis, mas ainda eram nossos pais. Um mês depois, eu me sentia desolada também porque eles morreram sem o meu perdão, eles levaram todo meu ódio com eles e eu me senti aprisionada a isso. Deixei você com uma amiga, fui a um bar e bebi muito. Fui estuprada no mesmo dia por um dos donos do bar.”

No começo do discurso de Amy eu realmente achei que ela não me convenceria de nada. Eu pensei que nada que ela dissesse me libertaria do desejo de vê-la virando as costas e indo embora e, quando estava prestes a manda-la calar a boca e sumir da minha vida, ela tocou no nome de tio Travis e eu pareci interessada. Desde dessa parte, minha boca despencou e eu poderia dizer sem olhar no espelho que aquela era a maior reação de surpresa que eu já havia tido.

Depois de alguns segundos eu estava completamente boquiaberta e já não conseguia mais imaginar outra forma de reagir ou fingir desinteresse. Amy abria e fechava a boca, segurando as lágrimas. Todas as imagens de Amy se drogando, bebendo, fumando e traindo o meu pai eram facilmente entendidas por mim agora e eu a odiava um pouco menos por isso.

- No dia seguinte eu tomei mais de dez banhos. Eu tinha a ideia frustrada de que aquilo me limparia da sensação de sujeira que eu estava sentindo. Mesmo que tivesse bebido horrores, não conseguia esquecer a imagem do homem gigante e porco tapando minha boca, apalpando minhas coxas, forçando-me a fazer coisas terríveis e simplesmente me oferecendo uma bebida depois – choramingou Amy. Ela limpou uma lágrima da bochecha e encarou um ponto distante. - Deixei você com a vizinha por vários dias. Você gostava bastante da Eleanor, sabe, um amor de moça.

- Eleanor? – Perguntei num sobressalto. – Ela era negra e alta? – Amy concordou e a imagem da enfermeira do hospital e da moça me olhando por cima do muro no dia em que Louis fora me levar as coisas pareceram se combinar e se tornaram familiares para mim.

Senti-me culpada por interromper o doloroso discurso de Amy para perguntar algo irrelevante no momento e olhei para ela em consentimento para que ela continuasse.

- Pensei em experimentar LSD apenas para melhorar no dia, entreter minha cabeça, meus pensamentos. Mas depois do LSD eu experimentei várias outras coisas e fiquei viciada em cigarros. Mudei meu comportamento totalmente até que virasse a mulher que você se lembra.

Respirei fundo e fechei os olhos. Quando tornei a abrir, Amy me olhava com ansiedade. Eu estava terminantemente decida a perdoá-la, mas perdoar não é exatamente fingir que nada havia acontecido.

- Eu te perdoo, Amy – disse com simplicidade. Ela exibiu um sorriso triste e estava prestes a me abraçar, mas recuou. – Mas eu não vou simplesmente começar a viver uma vida de mãe e filha felizes com você. Você sabe disso, certo?

- Claro que sei – constatou ela.

Com um sorriso fraquíssimo, dirigi-me de volta ao pub. Quando estava com a mão na maçaneta, Amy me chamou novamente e eu virei para encará-la.

- Tem mais uma coisa – ela disse. Vasculhou os bolsos e se aproximou, entregando-me uma chave logo depois. – Eu mandei limpar a casa em Belleville e remobiliei. É sua por direito, mas enquanto não é maior de idade está no nome de sua tia.

- E você está morando onde? – perguntei um tanto curiosa.

- No bairro de Camden, em Londres – respondeu. – Divido um apartamento com uma colega do trabalho. Não se preocupe comigo.

Assenti um pouco aliviada e me surpreendi ao perceber que estava me preocupando com ela.

- Até qualquer dia desses, Clarice.

- Me chame de Claire – pedi. Preparei-me para virar e entrar no pub, mas antes disse: - Tchau, Amy.

Dirigi-me de volta à mesa e tentei evitar qualquer pergunta. Lancei um olhar a Shawn e sorri. Ele sorriu de volta, parecendo entender completamente a mensagem que eu queria passar. Entrei na conversa que eles estavam antes e me entretive bastante. Simplesmente senti que um peso enorme havia sido tirado das minhas costas e imaginar Amy e tia Alicia sentadas nessa mesma mesa com a minha idade era uma coisa engraçada.

Enquanto Darren contava de maneira muito engraçada o que ele estava querendo fazer quando chegasse á França, olhei para o vidro do pub e pude ver Amy virando-se abruptamente para ir embora. Ela tinha voltado para me espiar pelo vidro e eu não pude deixar de sorrir rapidamente. 


Notas Finais


Esperem coisas diferentes para os próximos capítulos! Eu, particularmente, estou adorando escrevê-los.
Qualquer dúvida, sugestão, ou até mesmo se vocês perceberem falhas, me digam, por favor. Muito obrigada por tudo! <3


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