História Metamorfose - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Baseado Em Fatos Reais, Boys Love, Boyxboy, Bts, Bullying, Canon, Darkfic, Deathfic, Depressão, Drama, Jung Hoseok, Kim Taehyung, No Lemon, Sem Lemon, Songfic, Sugakook, Suícidio, Taehope, Twt, Vhope, Vmin, Yaoi, Yoonkook
Visualizações 119
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu ainda estou montando a fanfic em questão de estética então em breve nós teremos um banner pra dar uma colorida nos capítulos e eu vou tentar não escrever muito errado kk pra ficar mais bonitinho pra vocês lerem.
A fanfic ainda está no começo, mas eu peço que me digam se estão gostando do que estão lendo durante o processo.
Esse é um plot antigo, criado já tem bastante tempo, lá pros meados de 2015 e foi mudado e moldado durante todo esse tempo até chegar ao plot de hoje.
É a minha primeira longfic angst e acho que eu domino essa área então espero que vocês gostem.
Ah, por favor, me ajudem a escrever em primeira pessoa porque isso é como estar na cruz pra mim, não tenho essa capacidade mais espero que fique bom aqui nessa fanfic.
É isso aí.

Capítulo 2 - Prólogo


Ás onze da noite, eu levantei da cama e andei em direção ao cômodo inferior da casa, a televisão estava ligada e um tanto alta e passava algum filme sobre apocalipses zumbis, meu irmão estava no sofá e acabara pegando no sono de novo. Duas latas de refrigerante de cola e sacos de batata e salgadinho estavam espalhados sobre a mesinha de centro, seus pés estavam vestidos com seu par de meias coloridos, vermelho e azul, e seu corpo estava esparramado por entre as almofadas cor de creme.

Desliguei a tv, juntei a comida e devolvi para o balcão da cozinha e voltei até meu irmão para iniciar seu tormento, como ele próprio sempre diz quando precisamos dividir o mesmo espaço.

— Ei, Namjoon. – cutuquei seu pé, mas ele não se moveu. – Acorda!

— O que foi, droga? – seu corpo se exasperou no estofado de uma maneira engraçada, a confusão e desespero o deixavam com feições estranhas, os olhos pequenos arregalados e a boca um tanto aberta como se estivesse em apuros e eu não pude deixar de rir entre meus dedos de seu jeito sonolento.

— São onze da noite, até quando vai ficar babando nas almofadas?

— Eu estava assistindo o filme. – ele esfregou o rosto com as mãos e então se justificou enquanto procurava o controle remoto afim de ligar a televisão novamente.

— Você estava dormindo, melhor subir e dormir no seu quarto. Você sabe que mamãe não gosta desses filmes, muito menos que você transforme as almofadas do sofá em creme-baba. – falei entre risos.

Ele resmungou, mas não pude ouvir, então subiu para o segundo andar e bateu a porta do quarto com força como se quisesse acordar nossa mãe e fazê-la jogá-lo pela janela. Subi em seguida, embrulhei-me debaixo do cobertor, ajustei a luminária e voltei a minha leitura.

“Nossos pés foram feitos pra seguir em frente.

Senão a vida te empurra e você se perde no meio do caminho.”

Reli por mais três vezes estas mesmas frases, imaginando aonde meus pés poderiam me levar se a vida não tivesse me empurrado. Era de costume que eu especulasse centenas de outros destinos para mim melhores do que este, imaginar antes de dormir que todos os meus sonhos fossem realidade e que eu fosse feliz de verdade. Era de costume que eu tentasse planejar recomeçar e achar um caminho para seguir sem mais empurrões.

Segui a leitura por mais algumas páginas, pronto para terminar aquele longo capítulo e poder, como todas as noites, criar meu mundo perfeito onde eu pudesse ser feliz e amado até o sono fazer minha conexão com o dia seguinte e a vida real.

O cansaço estava tão presente em meus olhos como a angústia de viver mais um dia nesta casca de garoto feliz. Gostaria de prolongar mais um ou dois capítulos do livro que havia comprado no dia anterior, mas eu realmente não conseguiria ler mais uma palavra sequer. Coloquei o marca-páginas de um pingente incolor entre as páginas trinta e trinta e um, e então o fechei, depositei-o sobre o pequeno criado-mudo e desliguei a luminária. Ajeitei-me sobre a cama e encarei o teto por alguns minutos de eternidade, amanhã seria um longo dia, o que me daria o direito de vagar pelas boas falsas memórias da vida que eu gostaria de ter.

Será que era demais para um garoto de dezessete anos querer um porto-seguro, confiança, amor e família? Diziam-me o quanto eu era errado por lamentar a vida, mas eu não estava lamentando.

Eu estava apenas sonhando. Isso era errado?

Um balde de suco de laranja e café recém-preparado ocupavam a mesa da cozinha junto com as tigelas de cereais, um prato de torradas e mel – por alguma razão nossa mãe decidiu adquirir hábitos alimentares estrangeiros, mudando nossa alimentação a cada mês, enjoada da mesmice e do trabalho que tinha ao preparar nossas refeições naturais visto que era uma mulher ocupada demais com suas obrigações no trabalho. O silêncio se senta à mesa, ao lado de Namjoon, bem a minha frente e mamãe na ponta, na cadeira de quem manda na casa. Era dia de caminhar como nômades para nossos destinos atarefados, escola, faculdade, emprego, reunião prolongada, prova importante, jogo de vólei.

— Quero encontrar você arrumado quando eu chegar em casa às cinco da tarde, ouviu Taehyung? – a voz feminina ecoou pela cozinha.

— Para que? – olhei-a e minha mente pairou por alguns segundos nos meus pensamentos em busca de algum compromisso que eu havia deixado escapar, mas não havia nada que eu soubesse.

— Marquei uma consulta pra você, em uma clínica recém inaugurada, exclusivamente psicológico. – ela disse depois de pigarrear e olhar de Namjoon para mim sorrateiramente. – Haverão muitos médicos lá para atender você se quiser trocar depois de hoje.

Eu também olhei para Namjoon, nós sempre olhamos para Namjoon. Mamãe em busca de apoio e eu esperando para ver se ele vai fazer algumas daquelas piadas sem graça alguma. Mas ele estava tão surpreso quanto eu e não tinha repertório para o momento, o que me fez agradecer já que não suportaria dois socos no estômago de uma única vez.

— Uma consulta? Assim, do nada? – indaguei enquanto forçava um pedaço de torrada descer pela minha garganta.

— Como do nada? Eu preciso dizer aqui, bem alto, todas as coisas estranhas que você anda fazendo?  – ela encarou-me.

Nossa família de três estranhos nos comunicávamos encarando uns aos outros enquanto o silêncio se servia do café da manhã, e ele continuou ali se alimentando de nossas mentes mudas até a última torrada ser devorada por meu irmão, com os farelos amarelados grudados no canto de sua boca ou caiam em cima do prato, e ele virar para nossa mãe e começar a falar:

— Vou sair cedo da faculdade, eu devo ir junto?

— Não, eu só o levarei para garantir que entre na sala médica. – ela respondeu levantando-se da mesa sem olhar em nossos olhos.

— Então eu vou sair com uns amigos, se não tiver problema.

Ele terminou o seu suco de laranja e a seguiu até a porta da sala e eu fiz o mesmo, cansada de fazer sala para o nada.

— Claro. – e então seu sobretudo bege, cachecol marrom, calça preta e rosto sério, virou apenas um borrão negro do lado de fora através do vidro embaçado da porta.

Sobramos Namjoon e eu e ele tratou logo de olhar para mim esperando alguma reação catastrófica, mas a única que tive foi de uma incredulidade ainda tentando assimilar que o rosto duro da mulher denunciava que eu tinha saída, estava preso a partir do momento em que as palavras abandonaram sua boca pintada de marrom. Ouvir um pigarreio seu foi o me fez despertar do meu momento e eu não tive outra forma de reagir a notícia repentina. Meu irmão era cinco anos mais velho que eu, aos seus vinte e um anos enfrentava as matérias aplicadas de astrofísica. Ele era um gênio, idiota, mas um gênio.

Namjoon é o tipo de irmão dupla personalidade, sua maturidade só estava presente quando a figura da nossa mãe estava em casa, ou fazia alguma visita à faculdade ou ocupasse qualquer tipo de espaço com ele. Infelizmente, eu parecia estar aprendendo muito sob sua influência.

— Você é um puxa-saco. – eu o fuzilei.

— O que eu fiz pra você agora?

— Você podia ter dito algo lá na mesa, provavelmente até seu amigo imaginário protestou a meu favor menos você.

— Que amigo imaginário? – ele levantou as sobrancelhas.

— Toda criança tem um, não é verdade?

— Quem está agindo como criança é você, Taehyung. – disse alto, lembro-me de que as veias em seu pescoço estavam saltadas como se ele estivesse segurando a vontade de falar mais alto e apontar o dedo para meu rosto como antes. – O que eu deveria dizer? Talvez a mamãe te interne de uma vez, seria melhor pra todos nós, principalmente pra você.

Um ano havia se passado desde que as coisas começaram a piorar para nós, a cada dia que se passava eu queria menos ser um membro da família Kim. Brigar com irmão e provocá-lo eram coisas parecidas para as pessoas que nos acompanhavam de longe, mas somente nós sabíamos a dimensão da bomba que lançávamos um contra o outro.


Notas Finais


Este sim é o prólogo, acho que ficou pequeno, quem me conhece sabe que eu escrevo bastante, mas os próximos capítulos serão maiores. Eu resolvi postar porque eu já tinha esse prólogo escrito há bastante tempo, então apenas corrigi algumas coisas e aqui estamos.

Nada a comentar, mas por favor, confiram minhas outras fanftics e oneshots ;)

- Strange Love (Yoonkook): https://spiritfanfics.com/historia/strange-love-5570078
- Missing You (Yugkook): https://spiritfanfics.com/historia/missing-you-8152418
- Notas de Texto (Taehyung!centric): https://spiritfanfics.com/historia/notas-de-texto-8760581
- Drogas Ilícitas (Yoonkook): https://spiritfanfics.com/historia/drogas-ilicitas-7729156


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