História Metido a dançarino sem Vergonha - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, V
Tags Chu, Jeongguk!top, Jk!top, Jungkook!top, Kooktae, Kookv, Poledance, Tae!bottom, Taehyung!bottom, Taekook, Twoshot, Vkook
Visualizações 82
Palavras 8.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MAI NEIME IZ NOU
Como vocês estão meu pimpolhos????? Espero que MUITOOOO bem!!

O que eu sto fazendo da minha vida?
Leiam a baixo que vcs vão descobrir
Scrr

Quando começar a música, ouçam se quiser, pra ficar interessante.

Música: Earned It - The Weeknd

Capítulo 1 - Capítulo 1


— Eu não posso acreditar nisso, hyung. De novo! O que será que esse professor tem contra mim? — Kim Taehyung perguntou largando seus materiais com raiva no banco de trás do carro. Não estava com paciência no momento para se importar se algo ia amassar ou não.

— Você não precisa se estressar por isso, Tae. Nós dois sabemos que esta não é a primeira vez que o professor Jung pega no seu pé.

E mesmo com aquele argumento, Taehyung não parecia estar mais calmo quando entrou no carro batendo à porta com força exagerada e bufando antes de por a chave na ignição.

— Eu sei que não, Jimin hyung, mas tem mais de duas mil pessoas naquela merda de faculdade, ele poderia me esquecer pelo menos desta vez. Qual é, eu já não fiz a merda do trabalho como foi exigido? E não procurei estar com todas as notas boas nas merdas das aulas dele? — Taehyung indagou – mas para si mesmo do que para o amigo –, tentando sair do estacionamento sem bater nos outros carros com tanta frustração.

— Tae, você vai conseguir sair dessa também, acredite — Jimin tentou anima-lo enquanto colocava o cinto de segurança. Com seu amigo naquele estado, era melhor se precaver.

— Pra você é fácil falar — Tae resmungou, bufando logo em seguida. Ia pegar impulso com o carro quando outro se pôs logo a sua frente. Taehyung imediatamente freou, levando seu corpo para frente, o deixando surpreso por alguns segundos. Até colocar a cabeça para fora da janela. — SEU ARROMBADO, VOCÊ NÃO PRESTA ATENÇÃO, NÃO? TIROU SUA CARTEIRA DE MOTORISTA AONDE? NA RI HAPPY?

— AH, CALE A BOCA — ouviu quem quer que seja que estivesse no outro carro lhe retrucar.

— QUEM TEM QUE CALAR A BOCA E DIRIGIR DIREITO É VOCÊ, SEU MONTE DE BOSTA! 'TA COM AS MÃOS AMARRADAS, É?

— Tae, chega, esquece isso, vamos logo — Jimin praticamente sussurrou ao seu lado, o que era bem contraditório a toda gritaria.

— SE QUER PASSAR PASSA DE UMA VEZ — o outro motorista gritou novamente.

— É, EU VOU PASSAR SIM, MAS VAI SER POR CIMA DESSA SUA LATA VELHA — gritou uma última vez antes de, ignorando os resmungos do barbeiro, posicionar-se corretamente ao volante de novo e dar partida no carro. Quando passou pelo motorista do outro carro, fez questão de lhe mostrar o dedo do meio. — desgraçado de uma figa, não sabe nem dirigir e pede para o papai comprar um carro. Mereço! — revirou os olhos, ouvindo Jimin suspirar ao seu lado.

— Sinceramente, Tae. Eu gostaria muito de saber aonde foi parar o meu amigo tão calmo, gentil e meigo que eu conheci.

— Foi pra put...

— O.k., o.k., já entendi — Jimin cortou-o rapidamente.

— Eu já estou cansado, isso sim, já não basta a faculdade estar me cobrando os couros do corpo, ainda tem os meus pais que... — teve de parar outra vez. Seu celular começara a tocar de repente. Revirou os olhos. Taehyung podia sentir de longe o cheiro de mais problemas. — Atenda para mim, Jimin. Põe no viva voz, estou dirigindo.

Seu amigo fez o que lhe fora mandado, cortando o som do aparelho celular assim que o pegou nas mãos.

ALÔ, QUERIDO

O Kim teve que bufar pela sabe se lá qual vez naquele dia.

— Mamãe, não é um bom momento. Estou dirigindo — falou sem tirar os olhos da estrada.

— Ah, não se preocupe meu amor, eu só queria saber quando é que vem me visitar? Você está nos prometendo, a mim e a seu pai, faz mais de três semanas e até agora nada.

— Mãe, eu já disse, não tem como eu largar tudo dá faculdade agora para ir vê-los. Estou muito atarefado, ainda tenho meu trabalho e eu não posso deixar tudo na mão do Jeongguk e ir aí do nada. Eu falei que assim que conseguisse colocar as coisas em ordem eu apareceria aí, já falei — Taehyung tentou se justificar, mesmo tendo a impressão que repetiu aquelas mesmas palavras pelo menos umas dez vezes só naquela semana.

— Ah, mas bebê, é claro que aquele bunda mole do seu namorado pode cuidar de tudo. Não faça isso comigo, eu estou com tantas saudades querido. Eu realmente gostaria de saber o porquê dos filhos crescerem e irem para tão longe dos pais desta forma, me dá uma tristeza no coração...

— Mamãe, eu já disse, estou dirigindo, não posso ficar no celular por muito tempo — Tae a interrompeu impaciente.

— Como você pode ser tão grosso? Poxa, eu só quero conversar um pouco com você, e quero você aqui comigo.

— Mas podemos muito bem fazer isto quando eu chegar em casa, ou melhor quando eu chegar do trabalho... eu ainda preciso fazer tantas coisas hoje, por favor... — praticamente implorou.

Ouviu um suspiro do outro lado da linha.

— Está bem, está bem, te deixarei dirigindo, mas promete que tentará vir o quanto antes?

— Eu vou tentar, eu vou, esta semana eu vejo com Jeongguk.

Desta vez ouviu um muxoxo.

— Rumpf, tinha que ser esse garoto atrapalhando tudo.

— O Jeongguk não está atrapalhando minha viagem até aí, mamãe. Pare de implicar com ele.

— Se estivesse junto de uma garota aposto que nem saído de perto de mim tinha saído.

— Eu realmente não estou afim de ter essa conversa agora — Taehyung cantarolou.

— Você que sabe, vou te deixar dirigir, se é o que quer em vez de me dar atenção — a voz da mulher soou mais fria.

Taehyung revirou os olhos.

— Tchau, mamãe. Eu te amo!

— Rumft, estou chateada, mas também te amo. Até mais querido.

O Kim acenou para o amigo – que permaneceu apenas escutando a conversa até o momento –, como um entendimento para que desligasse o celular, assim sendo atendido. Suspirou.

— Sinceramente, que drama. Ela não sabe que falar ao telefone dirigindo é contra a lei? — perguntou irritado, a raiva subindo ainda mais a cabeça quando a estrada começou a dar indícios de trânsito. — Ah, não, mais isso agora não — choramingou, batendo com a palma da mão no volante. — Parece que o dia esta contra mim hoje.

— Esse seu estresse todo é falta de sexo, Tae — Jimin brincou.

— Ah, claro, sexo... o que é isso mesmo? Tenho uma vaga lembrança.

Jimin soltou uma risada nasal em deboche.

— Ah, é sério que você nunca mais... — fez gestos esquisitos com a mão. Taehyung exibiu uma careta para o jeito do amigo.

— Não, hyung, eu mal me lembro qual foi a última vez em que eu e Jeongguk transamos, na verdade, eu mal me lembro a última vez que nós tivemos qualquer outro momento íntimo que seja — resmungou, e imediatamente seus pensamentos pararam no namorado. Perguntou-se o que estaria fazendo naquele mesmo instante.

— Você só pode estar brincando comigo. Logo vocês dois que viviam se comendo só com os olhos por todos os lugares por aí — Jimin gargalhou.

— É, é, você pode rir aí, mas a verdade... — parou o carro a contragosto, estavam em um trânsito enorme. Deitou a testa sobre as mãos no volante. Tentava não pensar em como ia se atrasar para o trabalho ou na terrível dor de cabeça que ja começava a pulsar nas têmporas. — A verdade é que a gente não faz mais nada que brigar. Brigamos de manhã antes de eu sair para faculdade, depois quando eu volto antes de ir para o trabalho, depois que eu chego do trabalho, então deitamos cada um para o seu lado da cama e malditamente não nos desejamos nem boa noite, hyung. Eu não aguento mais esta situação — choramingou. — E eu ainda amo aquele idiota, descarado, sem noção e completo babaca do meu namorado. Eu preciso... — não completou a frase. Não sabia do que precisava.

— Você precisa de umas férias, isso sim — Jimin comentou divertido, mesmo que soubesse estar falando a verdade. Seu amigo parecia acabado. — De umas boas férias com muuuuitooo sexo.

Taehyung repuxou os lábios para os lados, em um breve sorriso.

— Só você para me fazer rir em um momento como esses, hyung — estendeu uma das mãos, qual foi prontamente segurada pelo outro. — Obrigado por isso.

— Eu não sou o melhor amigo do mundo, Tae. Mas estou aqui quando precisar. Se quiser largar tudo para o auto e fugir, me chama, que eu te acompanho.

O Kim soltou uma risada divertida.

— Quem dera querido Jimin hyung, quem dera...

                        [...]

— Gukkie? Gukkie? Amor? — Taehyung chamou apenas três vezes enquanto fechava à porta e entrava em casa. Largou os sapatos em frente à porta e deixou a chave no chaveiro. Mesmo sabendo estar atrasado para o trabalho, permitiu-se andar calmamente até a sala do pequeno apartamento que dividia com o namorado. E por falar nele, encontrou o mesmo jogado sobre o sofá. Dormia em uma posição que parecia muito desconfortável (afinal estava sentado), e vários papéis o rodeava. Um xícara de café encontrava-se em cima da mesinha de centro, ao lado de outros papéis, e parecia fria. Taehyung aproximou-se, suspirando cansado e sentou-se ao lado do outro, levando suas mãos para os cabelos negros do namorado. — Gukkie, acorda, você vai acabar com um torcicolo dormindo nesta posição.

Jeongguk, que parecia em um sono profundo, sequer se moveu. Tae continuou com a carícia em seus fios, porém, agora, tentou acorda-lo com alguns beijinhos no rosto.

— Gukkie, acorda. Amor!

O moreno moveu-se lentamente, abrindo os olhos devagar. Parou as orbes negras em Taehyung assim que acordou o suficiente para se situar.

— Ah, oi, Taehyung — murmurou com a voz rouca pelo sono. — Estou tão cansado — disse deitando com a cabeça sobre o ombro do namorado que ainda acariciava seus cabelos. — Acho que eu nunca trabalhei tanto como trabalhei este mês — murmurou fechando os olhos mais uma vez.

— Querido, eu entendo que esteja cansado, mas eu sugiro que vá descansar na cama, você vai ficar dolorido se dormir no sofá — Taehyung falou catando alguns papéis em volta que sua mão livre alcançava e pondo sobre à mesinha de centro.

— Tae, você não pode ficar aqui hoje? Só hoje? Falte do trabalho — Jeongguk pediu abraçando a cintura do Kim, não querendo levantar. — Eu estou exausto.

— Gukkie, eu adoraria ficar, você sabe disso, mas eu não posso, inclusive já estou atrasado. Vá logo para a cama.

O moreno bufou.

— Que seja, faça o que quiser — resmungou levantando-se e encaminhando-se para o quarto.

Taehyung sentiu o coração partir-se.

— Gukkie, não seja assim, você sabe que eu preciso trabalhar. Assim como você trabalha, eu também trabalho — disse seguindo-o até o cômodo ao lado.

— Você nunca entende, Taehyung... — Jeongguk falou ajeitando os travesseiros e deitando-se, não se preocupando em dar atenção para o que o outro falava.

— Tem certeza de que sou eu que nunca entendo? Você já parou para pensar que eu estou cheio de coisas para resolver e ainda por cima tenho que te dar atenção? Quem nunca entende é você, Jeonggukie. Nós não fazemos nada mais que brigar ultimamente, e isso está me cansando.

— Acontece que você não é o único que está cansando com tudo isso — o Jeon sentou-se na cama para encarar o outro. Taehyung conseguia estar lindo até com aquela carinha de estressado e os cabelos castanhos bagunçados. Mas não podia cair nos encantos dele agora. — Você não é o único neste relacionamento, Taehyung. Eu também tenho meus problemas e essas nossas discussões também estão me desgastando. Aliás, nossa relação está se desgastando.

Taehyung sentiu seu sangue gelar. Por medo. Tinha medo sempre que aquelas brigas chegavam aquele ponto.

— É, você tem razão... talvez o problema seja nossa relação — não pode deixar de dizer, porém. Bufou, bagunçando ainda mais os cabelos ao passar as mãos por eles. — Quer saber, eu vou ir trabalhar que ganho mais — murmurou indo em direção ao banheiro para tomar um banho. Pensou que a água quente pudesse relaxar um pouco da tensão que sentia, mas na realidade, quando saiu do banho e encontrou Jeongguk dormindo em cima da cama como se a conversa que tiveram não tivesse significado nenhum, seu nervosismo só aumentou ainda mais. Sentiu-se um idiota por pensar naquelas coisas sozinhos. Jeongguk tanto citou que ele não era o único naquele relacionamento, mas era exatamente este o problema: Taehyung sentia-se sozinho. Que amava sozinho.

Deixou um remédio para dor muscular em cima da cabeceira da cama junto de um copo de água e saiu correndo de casa, batendo à porta. Sabia que iria levar uma bronca de seu chefe mais uma vez, e por ventura, havia se esquecido de tomar o remédio para dor de cabeça.

                         [...]

E o resto do dia fora como tinha imaginado. Levara um enorme sermão de seu chefe quando chegou na empresa onde trabalha como secretário e a dor de cabeça o assolou por horas à fio. Mais na parte da tarde, recebeu uma mensagem de Jeongguk perguntando o porquê de não ter almoçado antes de ir trabalhar, qual Taehyung fez questão de não responder. Não almoçou porque não estava com tempo. Depois de muito trabalho, Taehyung saiu do escritório com o corpo extremamente cansado e dolorido, fora a fome que o lembrava de segundo em segundo do estômago vazio. Pensou em ligar para Jeongguk, mas realmente não queria falar com o moreno, por isso, apenas fora embora para casa.

Ao chegar, encontrou o apartamento do mesmo jeito que havia deixado, exceto que Jeongguk voltara para o sofá junto de seus muitos papéis, porém, daquela vez, não estava dormindo. Taehyung deixou sua bolsa no sofá e sem dizer qualquer palavra desde que entrara em casa, digiriu-se ao quarto para tomar um banho e tentar descansar. Estava consciente de que tinha um trabalho para refazer – culpa de um professor muito maluco –, mas iria procurar não pensar nisso no momento. Seu corpo pedia pela cama e uma boa refeição. Por esses motivos, que quando viu a deixa, montou um enorme banquete cheio de besteiras e levou para a cama. Iria assistir seu dorama das nove com bastante gordura e açúcar.

— Eu gostaria realmente de saber o porquê de você não ter me respondido hoje mais cedo. Se tivesse comido, não estaria morrendo de fome agora — Jeongguk falou entrando no quarto, segurando alguns papéis – que pareciam uma parte dele –, e uma caneta azul. Não lhe encarou enquanto falava. — E ainda acha que esse monte de besteiras vai te fazer bem?

— Não enche, Jeonggukie. Me esquece um pouco, o.k.? Não estou afim de discutir agora — Taehyung disse sem tirar os olhos da TV, decidido a ignorar o namorado.

Por um tempo o único barulho no quarto foi o da televisão. Jeon estava perdido entre seus muitos papéis novamente. Desta vez procurando em sua bolsa de trabalho.

— Taehyung, você viu minha pasta? — ele perguntou de repente, virando-se na direção do castanho, que – aparentemente –, comia despreocupado em cima da cama.

— Que pasta? — retrucou sem ainda olha-lo.

— Uma verde, com umas planilhas e...

— Não. Não vi.

— Como não? Você poderia pelo menos olhar para mim enquanto eu estou falando com você, não acha?

Taehyung voltou os olhos para o moreno, suspirando. Parecia que Jeongguk caçava briga de propósito.

— Você sequer presta atenção em mim, Taehyung.

— Querido, eu sou seu namorado, não sua mãe. Não posso estar vinte quatro ligado na sua carência, Jeonggukie — o Kim disse revirando os olhos.

— O seu problema é que você esqueceu completamente de mim — o Jeon esbravejou.

— Esqueci de você, Jeonggukie? Eu praticamente vivo por você. Estou sempre fazendo as coisas por você, como eu poderia ter te esquecido? — o castanho precisou levantar a voz. — Pelo amor, eu já disse, da um tempo. Fala tanto de mim mas tudo o que faz é ficar enfiado vinte quatro horas nesses assuntos de trabalho. Dorme trabalhando, acorda trabalhando. Eu praticamente te vejo como um papel ultimamente.

Jeongguk fez uma careta.

— Não diga bobagens.

O Kim levantou-se, largando à bandeja sobre a cama.

— Ah, então quer dizer que agora é uma bobagem, só porque é com você. Qual o seu problema em?

— Meu problema é você — Jeongguk resmungou, caminhando em direção a saída do quarto.

— Arranja um namorado novo então — Taehyung falou irritado, mas arrependeu-se no momento em que o moreno virou-se outra vez para si.

— Talvez esteja aí a minha solução — disse simples e saiu de uma vez do quarto, deixando um enorme peso sobre o outro.

Taehyung soltou o ar com força, incrédulo. Além da culpa de ter falado o que menos queria, ainda tinha o fato de que Jeongguk nem tentou negar... ele não o contradisse. Merda!

Bufou, empurrando à bandeja para longe, já não sentia mais um pingo de fome, e deitou novamente, desta vez com o rosto entre os travesseiros. O barulho da televisão ligada o irritando ainda mais. Sentia vontade de se bater. E gritar. Gritar muito e muito alto.

Ouviu um barulho vindo da sala, e resolveu levantar-se para por à bandeja na cozinha. Quando voltou ao cômodo anterior ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado. Depois, tudo aconteceu muito rápido e distante de sua realidade para tentar impedir. Sabia apenas que havia se sentado no meio do colchão da cama, o barulho do chuveiro não durou muito e logo Jeongguk estava vestindo-se de maneira bastante arrumada, então passara muito perfume e pusera seus tênis; arrumara os cabelos; ligou para um amigo que Taehyung teve certeza ser Namjoon e então estava em sua frente, sem expressões no rosto.

— Vou até a casa do Namjoon hyung — falou simples. Depois, simplismente andara em direção à porta de saída.

Taehyung precisou piscar umas dez vezes antes de se dar conta que ainda estava sentado na mesma posição, assim como ficou o tempo todo que via o namorado se arrumar e produzir.

— Ei, ei, ei, ei, ei — exclamou, acordando de vez e indo atrás do moreno. — Espera aí... como assim? — perguntou com cenho franzido quando o alcançou.

— Como assim digo eu — ele respondeu lhe encarando. — Eu vou para casa do meu amigo, depois nos falamos.

— Mas desde quando você se arruma tanto assim para ir para casa do Jonnie hyung? — perguntou estranhando. Ele estava tão malditamente lindo e cheiroso que Taehyung sentiu-se ainda pior por estar brigado com ele.

— Não enche, Taehyung. Não é assim que você diz? — Jeongguk alfinetou, então, sem dizer mais nada, abriu à porta e sumiu do outro lado.

O Kim engoliu em seco. Algo dentro do seu peito doia. E este algo berrava no seu consciente: você está o perdendo.

                        [...]

Era sua trigésima quinta volta na sala – ele contara sim –, quando finalmente resolveu pegar o celular e tentar acabar com aquela angústia. Iria ligar para Jimin. Era a melhor opção no momento. Os melhores amigos sempre são a melhor opção em momentos como este.

Ia digitar o número do amigo quando o celular começou a tocar de repente. Era ele, por incrível que pareça.

Alô, Tae? Que bom que atendeu. Preciso te contar uma coisa. Um passarinho aí me contou que acabou de ver o Jeongguk na boate Flashlight. Estou indo para aí agora mesmo. Já vai se arrumando. Vamos por um fim nesta história hoje mesmo meu querido.

Fora tudo o que ele lhe dissera antes de desligar. Sequer tivera tempo de responder. Mas isso não importava. A única coisa que o Kim conseguia pensar no momento era: 

Que filho de uma boa mãe!

                          [...]

Taehyung já estivera na Flashlight algumas vezes... Havia ido até ali com Jeongguk quando resolviam se divertir juntos. Mas parece que algumas coisas haviam mudado no presente. A fachada da boate continuava a mesma, porem; com toda suas cores neutras e placas brilhantes neon, com muitas pessoas do lado de fora e do lado de dentro também. Parecia estar muito mais que cheia. Uma música alta e eletrônica tocava e podia-se ouvi-la a metros de distância dali. Taehyung estava fervendo de raiva, mas procurava se controlar. Saiu do carro batendo à porta e agachou-se para olhar no retrovisor do carro sua aparência. Foi até Jimin que até o momento também já havia saído do automóvel e lhe sorriu arteiro.

— Como estou? — perguntou para o amigo.

— Se não fosse comprometido, eu pegava — Jimin falou o olhando de cima a baixo e sorrindo perverso.

— Pois não se preocupe querido Jimin. Eu resolvo se estou mesmo comprometido antes desta noite acabar — o Kim falou piscando um dos olhos e indo até a entrada da boate. Sabia como furar a fila e entrar mais rápido.

— Hey, Hoseok hyung — o castanho chamou aproximando-se de um homem alto, vestido impecávelmente em um terno preto que marcava seus músculos bem torneados. — Ah, quanto tempo — disse sorrindo, cruzando o mar de pessoas até o segurança de cabelos ruivos. Jimin logo atrás de si.

— Ah, Tae... o que faz aqui? — ele parecia meio assutado. Mas o castanho já sabia o por quê. — Ãhn, oi Jimin... — cumprimentou o outro ruivo, que acenou brevemente para si com a mão e um sorriso fechado.

— Vamos lá, você sabe o que eu vim fazer aqui — o Kim disse aproximando-se ainda mais e sorrindo da maneira mais cínica que conseguia. — Nós dois sabemos que o ridículo do meu namorado está aí... você pode fazer algo por mim, não pode, Hobizinho? — perguntou levantando uma sobrancelha. Desta vez sorriu lindamente. Ele sabia que conquistava as pessoas facilmente assim.

— Ta-tae, o Jeonggukie não está aq... — o segurança tentou dizer, mas fora interrompido.

— Hobizinho, faz isso por mim, por favor... — Taehyung disse escorando-se no mais velho e fazendo seu melhor biquinho. — Eu preciso castrar o Jeonggukie hoje, Hobizinho... por favor.

Hoseok soltou um suspiro, encarando os olhos pedintes do castanho com pesar. Ele ia se culpar pelo resto da vida se suas ações desencadeasse as merdas da noite entre aquele casal.

— O.k., tudo bem, Tae. Mas promete para mim que vai se comportar? — perguntou receoso, já abrindo espaço para que a dupla de amigos passasse. Teria de previnir.

— Eu prometo tudo benzinho, menos me comportar — sorriu para o ruivo antes de puxar Jimin pelo braço. Hoseok bateu com a própria mão na testa, arrependendo-se rapidamente do que fizera. Maldito Taehyung e seus charminhos.

As luzes deixavam o Kim meio zonzo enquanto abria espaço entre as milhares de pessoas que ocupavam à boate. Era uma boate gay, mas uma das mais famosas da Coréia, era óbvio que estaria cheia, principalmente com o final de semana todinho pela frente. Esforçou-se para enxergar e tentar encontrar aquilo que procurava e ainda puxar Jimin consigo, que resmungava a todo momento por cima da música alta.

Starboy era o nome daquela música, do The Weeknd. conhecia muito bem. Jeongguk vivia a escutando.

Mas não era o momento de se preocupar com aquilo. Avistou o bar, cheio, como era de se esperar. Parou em frente ao balcão um pouco ofegante, olhando ao redor e tentando avistar Jeongguk. Porém, não obteve nenhum sinal.

— Ah, céus.... você quase arrancou meu pulso fora, poxa Tae — Jimin choramingou perto de si, acariciando o próprio pulso ao prostrar-se a seu lado. Taehyung enviou um olhar feio para um homem que já lhe encarava demais ali perto antes de virar-se para o amigo.

— Desculpe, hyung. Por favor, tente avistar o Gukkie, se o ver me avise.

— Mas é claro que vou avisar, estamos aqui para isso, não é? — o ruivo perguntou meio irritado. Taehyung fez uma careta, mas não respondeu, continuando seu trabalho de procurar o namorado e, com muita sorte, pega-lo no flagra.

Passara uns quinze minutos quando as coisas mudaram. Taehyung começava a ficar bem impaciente aquela altura, era muita gente, a música estava muito alta e Jimin havia desaparecido fazia já algum tempo. Ele esperava pelo barman, na esperança de que pelo menos uma bebida o acalmasse, mas só depois de quase mais cinco minutos é que o bar esvaziara um pouco e então fora atendido.

— Oh, aí meu Deus! Tae? — o barman parecia assustado.

Taehyung fez uma careta.

— É, quanto tempo, Jin hyung. Sinto saudades também.

— O que faz aqui? — ele perguntou alarmado.

— Vim comprar carne, sabe como é... estocar comida para o inverno e coisa e tal... — debochou.

O barman franziu as sobrancelhas debaixo da franja loira demais.

— Da pra parar com o sarcasmo? — ele perguntou passando seu típico paninho no balcão. — Eu sei que a pergunta é idiota, mas eu nunca mais te vi por aqui, por isso estou meio surpreso. Principalmente porque Jeongguk não está com você.

Taehyung soltou um muxoxo, debruçando-se sobre o balcão que havia sido acabado de limpar.

— Pois é, hyung. Mas eu estou aqui. Surpresa! — sorriu. — Acredito que eu seja o único que não vem aqui há tempos, não é? Jeongguk não está comigo, mas está aqui nesta boate e você sabe disso. Todos vocês sabem. Você, o Hoseok hyung... sinceramente, todos vocês encobrindo o sem vergonha daquele babaca do meu namorado.

O Kim emitiu um barulho de deboche. Estava decepcionado com os amigos. E o barman olhou para os lados, parecendo derrotado por perceber que o castanho já sabia de tudo.

— Olha, me desculpe, Tae, o.k.? Me desculpe! Hoje é a primeira vez que o JK faz isso. Eu juro! Foi exatamente por isso que eu estranhei. Vocês andaram brigando?

— Parece meio óbvio, não é?

Jin suspirou, soltando seu paninho em algum lugar invisível para Taehyung e passando as mãos pelo cabelo loiro.

— Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas sabe, vocês tem que se acertar, cara. Eu nunca vi casal mais... casal, que vocês dois juntos. Então, por favor, tentem conversar e parem de ficar fugindo disso.

— É o que estou tentando fazer, mas Jeongguk desapareceu e parece que meus amigos não estão colaborando muito — Taehyung lançou-lhe um olhar reprovador ao dizer isso. O barman revirou os olhos com a acusação.

— Eu já entendi, hum? Eu só estava surpreso. Só isso. Pare de me culpar.

— Que seja, me pega uma bebida, por favor.

— Uhum. Qual?

— A de sempre.

O barman virou-se para atender o pedido do amigo, mas Tae chamou-o outra vez antes.

— E, ah... a conta é sua... — sorriu arteiro. Jin balançou a cabeça em negativa. Só aquele seu dongsaeng mesmo.

— Hey, Tae... eu acho que já sei onde esta o Jeongguk.

O Kim olhou para o lado, onde a voz que falara com ele estava. Não muito surpreso em encontrar Jimin outra vez ali.

— Em que merda de lugar você foi se meter em? — perguntou irritado. — Você me deixou sozinho.

— Sozinho nada, olha quantas pessoas aqui — o ruivo disse engraçadinho, fazendo o amigo revirar os olhos.

— Onde ele está? — Taehyung perguntou por fim.

— Perto do palco, mas Tae, o combinado para esta noite não era este. Não era ir atrás do Jeongguk, arrumar um barraco e então você voltar para casa e chorar a madrugada inteira. Isso só vai piorar ainda mais o relacionamento de vocês.

— Eu sei disso, hyung. Eu não vou falar com ele agora. Não pelo menos até beber uma — sorriu sacana, qual foi retribuído.

— Assim que se fala, boy. Tu tem que desestresar e no fim, sair daqui com teu namorado para uma noite muito louca de sexo selvagem e meu querido... se ele não quiser, tem homem pra burro aqui está noite e eu posso te afirmar que nenhum vai recusar seu corpinho sexy.

Taehyung soltou uma gargalhada alta, empurrando o ombro do amigo de leve.

— Aí, aí, só você mesmo, hyung.

— Aqui sua bebida — Jin apareceu novamente, desta vez segurando um copo de vidro com um líquido marrom gaseificado nadando ali dentro com dois cubos de gelo. — Oh, Jimin, também está aqui?

— Um holograma que eu não sou — o ruivo alfinetou.

— Ah, qual o problema de vocês em falar sem usar esta merda de ironia? Que saco!

— Haha — Jimin debochou. — Traz uma para mim também, hyung. Por favor, com uma pitada do muito amor que você tem pela gente — pediu fazendo Tae dar risada. O barman fez uma careta, afastando-se novamente.

— Bom... — Taehyung disse de repente, e então virou seu copo duma vez. –, estou indo pegar meu namorado de volta — terminou levantando-se do banquinho.

— Ué, mas já? — Jimin perguntou confuso, acompanhando o amigo com o olhar.

— Estou indo antes que alguém vá antes, né? — perguntou como se fosse óbvio, e então, com dois tapinhas nas costas do mais velho, saiu mar de pessoas à dentro.

Por mais ironia até ali que parecesse, não fora muito difícil avistar Jeongguk. Como Jimin havia dito, ele estava perto do palco e segurava um copo transparente na mão direita, a esquerda, repousava dentro do bolso da calça. Algumas pessoas estavam muito próximas do moreno, conversando entre si, como se o pequeno grupinho e Jeongguk estivessem juntos, porém, o Jeon parara de dar atenção a eles por algum tempo. Taehyung respirou fundo e arrumou o cabelo antes de deixar o andar mais confiante e se encaminhar na direção do namorado, que encontrava-se de costas para ele.

— Boa noite, gatinho, vem sempre aqui? — perguntou sarcástico no ouvido de Jeongguk ao se aproximar.

O namorado deu um salto e olhou claramente muito surpreso para trás.

— Taehyung? O que está fazendo aqui?

O Kim fez sua melhor expressão cínica.

— Adivinha? Alguém me disse que meu namorado idiota estava aqui, então... eu vim checar se ele estava bem, confortável, se divertindo, essas coisas...

Jeongguk fechou a cara.

— Eai, o que acha? — perguntou abrindo os braços. — Eu pareço bem?

— Sinceramente? Não! Eu te conheço melhor que seus pais, Jeonggukie. Eu sei que não está tão feliz quanto quer parecer.

— Ah, jura? E o culpado está bem na minha frente agora mesmo — o moreno disse levantando uma sobrancelha. Ele estava fazendo aquilo... Taehyung sabia. O Jeon estava o desafiando a retrucar.

— Eu sou culpado da sua infelicidade, Gukkie? — perguntou aproximando-se com um sorrisinho de canto. Taehyung estava magoado. Estava muito magoado. Porque ele nunca pensara que fosse ser o motivo de martírio para o amor da sua vida. Mas as coisas não iam continuar assim. Se havia algo que a vida tinha lhe ensinado, este algo era: Não importa o quão difícil esteja a situação, ou é dar um jeito, ou dar um jeito. Sem mais opções. — O.k., tudo bem... — encostou seu corpo no do namorado, chegando ao ouvido alheio. – Tudo bem, Gukkie... faça o que achar melhor, mas depois não diga que eu não avisei.

— O que quer dizer com isso? — ouviu o moreno perguntar enquanto pegava em sua cintura com dificuldade por conta do copo que estava na mão. Mesmo que de forma desengonçada, Jeongguk parecia querer planta-lo ali depois de suas palavras.

— Quero dizer que se eu não sou mais bom o suficiente para você, Jeonggukie, eu posso ser para outra pessoa... — o moreno afastou-o alguns centímetros, para encara-lo com a testa franzida.

— Que porra é essa? — perguntou confuso.

Taehyung sorriu de canto, piscando um dos olhos.

— Te vejo mais tarde, gracinha — e então o Kim virou-se e saiu andando, sentindo falta do calor das mãos de Jeongguk envolta de si. Seu sorriso, sumindo assim que dera mais que dois passos, deixando para trás um moreno confuso e incrédulo. A verdade, era que Taehyung não fazia a mínima ideia do que fazer. Mas ele amava aquele maldito do seu namorado, e alguma coisa, por mais insana que parecesse ele ia fazer para lutar pelo seu relacionamento. Se não desse certo, haveria pelo menos tentado, e então sim, iria chorar. Porém, seu problema agora era somente encontrar essa tal coisa.

— Jimin hyung, hyung, hyung... — mesmo com a música alta naquele momento (Swalla de Jason Derulo ft. Nicki Minaj), Taehyung viera chamando o amigo assim que o avistou de longe ainda no bar. — Me ajuda... — pediu ofegando dependurando-se no ombro do ruivo e assustando-o.

— Ah! Que susto, Tae... merda! O que foi? — ele perguntou alarmado.

— Eu fui ver o Jeonggukie e aí a gente falou umas coisas... não, quer dizer, eu disse uma coisas esquisitas, e aí agora eu preciso pensar em alguma merda para fazer o Jeonggukie cair na real e parar de me tratar como se eu fosse um otário... sinceramente, aquele idiota não consegue ver que eu sou o amor da vida dele? Eu vou dar na cara dele!

Jimin soltou uma risadinha.

— Ah, eu mereço vocês dois viu...

— Hyung, eu quero beijar a boca dele — Taehyung disse de repente, fazendo o amigo gargalhar.

— O.k., boy, você vai beijar seu namorado hoje, e muito mais... — Jimin disse levantando-se. — Porém — fez suspense. —, para isso, precisamos de um gostosão.

— Hãm? O que quer dizer? — o Kim perguntou confuso.

— Vamos fazer o Jeon sentir ciúmes de você, Tae. Ele precisa perceber o que vai ficar sem se te perder — disse como se explicasse tudo.

— Como assim?

— Tae, olha para você... com todo respeito ao seu namorado, só que não, você é um gostoso lindo da porra, e ele vai perder todo esse seu corpinho sexy se te deixar voar, pequeno bird — o ruivo falou arrumando a jaqueta de couro que estava vestindo.

— Hyung, você está fazendo parecer que ele só quer meu corpo — o Kim comentou fazendo uma careta desgostosa.

— Não, isso não é verdade, você é muito mais que um corpinho, mas bem, você não vai reconquistar ninguém com gentileza. É nesses momentos que você mostra que você é bem mais que um jovem trabalhador que passa a semana toda estudando e dentro do próprio trabalho, querido. Liberta seu lado perverso... — o ruivo terminou sorrindo sacana.

— Ah, hyung... você me assusta as vezes — Taehyung suspirou. — Mas eu só vou seguir seus conselhos porque estou desesperado...

— Claro que vai — o mais velho piscou. — Mas antes, é melhor você tomar uns goles de coragem — virou-se para o bar, acenando para Jin, que imediatamente os atendeu daquela vez. — Traz mais dessas que eu estava tomando... nosso TaeTae vai precisar.

Taehyung não sabia bem o que acontecera desde que se sentara para beber com Jimin, mas quando levantou-se novamente, percebeu que havia se passado pelo menos uns cinquenta minutos e sua boca doía de tanto dar risada – e não, não era por causa de Jimin, porque, misteriosamente, havia uma nova figura ali com eles. Em algum momento da noite um homem havia se sentado ao seu lado e então começara a beber junto de si e seu hyung e ainda trazia boas histórias engraçadas. Fora uma boa experiência com o tal Minjae, mas de alguma forma, Taehyung sentiu o tempo todo olhos lhe queimarem as costas, e foi por isso que levantou-se naquele momento, devolvendo até que enfim o olhar do namorado que estava aquele tempo todo o queimando vivo. Deu um sorrisinho na direção de Jeongguk, que observava do outro lado da boate com a cara fechada e braços cruzados. E não deixou de encarar o moreno enquanto se encurvava na direção de Minjae e sussurrava em seu ouvido para acompanha-lo. Iria seguir o conselho do amigo.

Com a cabeça girando pela bebida e com uma vontade quase insana de gastar as energias, Taehyung dirigiu-se ao meio da pista de dança com o novo amiguinho em seu alcanço. Minjae vinha atrás de si, segurando em sua cintura e o Kim pensou em como era diferente quando não era Jeongguk ali. Mas ignorando seus pensamentos, deixou a batida da música guiar seus movimentos enquanto entrava na pista e dançava de maneira provocante perto de Minjae. Pelo canto do olho, não perdeu Jeongguk de vista, que magicamente estava ali perto, observando tudo com raiva nos olhos, e Tae não deixou de se sentir mal por isso, mas ainda assim continuou e virou-se de frente para Minjae, apoiando as mãos em seus ombros largos, sorrindo de maneira provocante sendo retribuído, os olhos do parceiro de dança brilhando de luxúria. I If It coming tocava alto reverberando nas paredes negras da boate e misturando-se no ar junto as diversas luzes coloridas.

Taehyung não pensou que fosse acontecer, realmente não pensou. Mas acontecera. Jeongguk havia entrado na pista e então segurou-lhe pelo braço, puxando-o de encontro a si. O Kim levantou uma sobrancelha para o olhar ameaçador que o moreno lançou a Minjae, que somente franziu a testa com o ato repentino da nova personagem de sua noite que até o momento estava indo muito bem. Jeongguk mal olhou em seus olhos antes de o puxar para perto do palco, onde estava assim que o encontrou pela primeira vez.

— Qual o seu problema em? — ele praticamente gritou assim que pararam. — Se está tentando me irritar, está conseguindo. Será que dá para parar de se esfregar em outros caras por aí?

Taehyung olhou para o palco, onde dançarinos de calças de couro e sem camisetas dançavam de maneira sensual em postes finos de aço altos. Sorriu.

— Por que está preocupado, Gukkie? Eu pensei que não fosse bom o suficiente para você.

— Escuta aqui — o Kim fora puxado com força, fazendo com que seu corpo batesse mais uma vez de encontro com o do namorado. —, você tem dono, está entendendo?

— Eu não sou cachorrinho para ter dono, Jeonggukie — Taehyung disse encarando o namorado. A cabeça ainda girando pela bebida. Não sentia-se bêbado. Mas também não estava completo são.

— Pode não ser um cachorrinho, mas é meu — o moreno disse agarrando-o pela cintura e juntando-o ainda mais a si. Desta vez, sem copos para atrapalhar. — Então para de fazer joguinhos idiotas, eu não quero brincar Kim Taehyung, eu quero que pare agora.

O Kim levou as mãos para a nuca do namorado irritadinho dando uma risadinha. No final, havia dado certo; Jeongguk sentira ciúmes de si, ainda o amava, claro que amava. Levou um dedo até os lábios macios do moreno, encarando a boca vermelhinha.

— Eu quero muito te beijar, sabia? — perguntou com o tom de voz mais baixo, fazendo com que o outro fizesse um esforço maior para ouvi-lo. — Faz tanto tempo que nos beijamos de verdade, Gukkie — continuou aproximando-se ainda mais do namorado, quase resvalando ambas as bocas uma na outra.

— Então me beija — Jeongguk disse já com os olhos fechados.

Taehyung bloqueou o quase beijo com o dedo indicador e sorriu perverso.

— Ainda não — falou, fazendo o Jeon abrir os olhos, confuso.

O Kim virou-se então, saindo mais uma vez na noite dos braços do namorado. Minjae vinha em sua direção.

— Tae, o que está acontecendo? Por que es...

— Ah, oi Minjae, segura para mim — Taehyung pediu tirando a jaqueta de couro marrom e jogando sobre o recém-chegado.

Taehyung olhou para o palco, a música que tocava nos altos falantes dando suas últimas notas enquanto os dançarinos saiam devagar de lá de cima. Sorriu novamente, lançando um último olhar para um Jeongguk confuso enquanto a próxima música já começava a dar indícios de seu início. Até que dirigiu-se as escadas laterais do palco, ignorando os protestos de seu namorado e de Minjae. Earned It de The Weeknd começando a invadir os ouvidos dos presentes na Flashlight. Sorriu perversamente quando os homens na plateia começaram a gritar para sua aparição repentina em cima do palco. Mas dali, preocupou-se em encarar somente um par de olhos.

You make it look like it's magic (oh, yeah)

'Cause I see nobody, nobody but you, you, you

I'm never confused

Taehyung encarou a barra de aço à sua frente e passou a mão pela camiseta branca um tanto larga que usava no momento, sorrindo ao lembrar ser de Jeongguk, e então pôs as duas mãos agarrando a barra. Um frio assolando seu estômago. Voltou a encarar o moreno na plateia – essa que ainda gritava a pleno pulmões, totalmente consciente da novidade da noite, enlouquecendo com a audacia de um provável bêbado bonitão querendo se divertir de uma maneira mais proibida.

hey hey

And I'm so used to being used

E o Kim não sabe bem quando e porquê começou aqueles movimentos. Aqueles de mexer o quadril dentro da calça apertada que estava em seu corpo, tudo lentamente, enquanto ainda encarava o namorado, que observava tudo de boca aberta, incrédulo demais, surpreso demais para fazer qualquer coisa.

So I love when you call unexpected

'Cause I hate when the moment's expected

Mas alheio a qualquer realidade que não fosse o moreno, Taehyung continuava a movimentar-se sobre o palco, enlaçando as pernas e os braços na barra de aço de maneira provocante, descendo e subindo como nunca pensou um dia executar em toda sua vidinha tediosa e tão normalmente corrida.

So I'mma care for you, you, you

I'mma care for you, you, you, you, yeah

Sentindo a batida de cada letra, Taehyung prostrou-se na frente do pole com as mãos ainda agarrando a barra por trás de si, e lentamente, desceu sobre as próprias pernas, da maneira mais suja que imaginara em sua mente. A língua molhando os lábios róseos, o suor começando a se formar sobre a testa.

'Cause, girl, you're perfect

You're always worth it

And you deserve it

The way you work it

Jeongguk, da plateia, ainda atônito, observou o namorado subir outra vez, rebolando devagar, sem tirar os olhos de si, a música muito alta embaralhando seus pensamentos enquanto sentia a confusão começar a se dissipar e outro tipo de sentimento partir para comandar seu cérebro: o desejo.

Sentiu o desejo arrepiar seus braços e soprar gelado no estômago. Sentiu a vontade fazer seu coração acelerar enquanto via seu Tae enlaçar uma das pernas na barra do pole e puxar-se com violência de encontro o aço, ondulando o corpo de maneira provocativa contra o objeto. Sentiu a insanidade salivar sua boca quando o Kim sorriu tão lúbrico em sua direção.

'Cause, girl, you earned it (yeah)

Girl, you earned it, yeah

You know our love would be tragic (oh, yeah)

So you don't pay it, don't pay it no mind, mind, mind

We live with no lies, hey hey

You're my favorite kind of night

Taehyung rodou o pole, virando-se de costas para a plateia e empinou a bunda contra a barra, remexendo-a de um lado para o outro. A adrenalina e a excitação misturando-se dentro de si.

So I love when you call unexpected

'Cause I hate when the moment's expected

So I'mma care for you, you, you

I'mma care for you, you, you, you, yeah

Jeongguk engoliu em seco, sem conseguir permanecer com à boca fechada. Quem era aquele Taehyung? Estava interessado em saber. Deveras interessado.

'Cause, girl, you're perfect (girl, you're perfect)

You're always worth it (always worth it)

And you deserve it (and you deserve it)

The way you work it (the way you work it)

Na sua cabeça, as imagens das noites que teve com o Kim na cama deles, as vezes em que tiveram seus momentos no banheiro, na cozinha, na sala, no carro. Momentos que amou ou fodeu com o Kim. Mordeu os lábios. Queria isso outra vez, porque porra... fazia tanto tempo que não se tocavam sem as roupas, que deixavam as preocupações para o lado de fora e viviam um ao outro em vez daquelas vidas pacatas e monótonas.

'Cause, girl, you earned it (earned it) (shit)

Girl, you earned it, yeah

Jeongguk queria seu Tae naquele momento, queria devorar cada pedacinho macio do corpo orvalhado que se mexia em cima daquele palco. Queria provar cada segundo do resto daquela noite deitado em cima do namorado, como há muito não fazia.

On that lonely night (lonely night)

We said it wouldn't be love

But we felt the rush

It made us believe it was only us (it was only us)

Convinced we were broken inside (yeah)

Inside (yeah)

Jeongguk sentia-se muito excitado. E Taehyung também, enquanto ainda movia-se da melhor forma que imaginava e encara os olhos negros brilhantes de luxúria do Jeon, mesmo de longe percebia, sentia as vibrações do corpo de Jeongguk chamando pelo seu. Querendo-o.

'Cause, girl, you're perfect (girl, you're perfect)

You're always worth it (you're always worth it)

And you deserve it (and you deserve it)

The way you work it (the way you work it)

Sorriu divertido na direção do namorado, que engolindo em seco mais uma vez, olhou para os lados, vendo a plateia gritando e vibrando pela sensualidade do seu Tae. Só seu.

Olhou para o engraçadinho que havia passado a noite ao lado do Kim e puxou a jaqueta do namorado das mãos dele com força, chamando a atenção de Minjae, que até o momento babava pelo Kim no palco. E então, ignorando-o, Jeongguk dirigiu-se as escadas do palco, subindo de modo predador.

Taehyung, de lá de cima, que observava cada movimento do Jeon, parou sua performance improvisada, ofegante, com um sorrisinho nos lábios enquanto os mordia, esperando o outro aproximar-se o suficiente, e quando ele chegou, encararam-se por míseros segundos antes do Kim puxar Jeongguk pela gola da camisa e Jeongguk puxar Taehyung pela cintura, chocando ambos os corpos em uma pancada violenta que logo fora ignorada, dando início ao beijo mais faminto que trocavam em longos tempos.

'Cause, girl, you earned it (girl, you earned it) (yeah)

Girl, you earned it (you earned it) (yeah)

As línguas batalhavam violentamente entre o beijo molhado. Taehyung, vez arranhando a nuca do Jeon, vez puxando os curtos fios negros que haviam ali. Jeongguk apertando possessivamente os dedos ao redor da cintura alheia, perdido entre o beijo avassalador e entre mostrar a todos daquela boate que aquele metido a dançarino sem vergonha tinha um dono que dava sim, muita conta daquele monte de areia do seu caminhãozinho.

'Cause, girl, you're perfect

The way you work it

I deserve it

As palmas, os assobios, os gritos e vaias tomaram conta da plateia, por cima da próxima música que começara a tocar, mas os dois amantes em cima do palco pouco se puseram a prestar atenção. Não quando o beijo findou-se e sorrindo maliciosamente, Taehyung encarou Jeongguk com os olhos brilhantes, antes de agarra-lo pela mão, entrelaçando seus dedos e puxa-lo daquele palco, logo depois daquele mar de pessoas. Quando se dera conta, Jeongguk estava do lado de fora da boate, sendo puxado em direção ao carro de Taehyung. Mas, antes que o mesmo pudesse abrir à porta para entrarem, colou o corpo do Kim contra o automóvel. Percebeu que ambos ofegavam enquanto se encaravam sem saber muito bem o que fazer, as mãos ainda entrelaçadas. E então, Jeongguk riu. Gargalhou alto enquanto Taehyung ficava ali, paradinho, olhando o moreno com um sorriso nos lábios.

— Você é maluco — o Jeon disse entre risadas. — Eu não acredito que você fez isso, Tae. Você é completamente pirado — selou os lábios do Kim. — Acho que é por isso que sou completamente apaixonado por você.

—Você é?

— Claro que eu sou. Quantas vezes já não disse que te amo? — Jeongguk perguntou segurando o rosto de Taehyung entre as mãos.

—Eu sei, mas parece que esquecemos de fazer isso ultimamente — retrucou, abaixando o olhar. Jeongguk engoliu o sorriso, abraçando Taehyung de repente.

— Você tem razão, temos que conversar — murmurou contra seu ouvido. Ali, dava para sentir o perfume do Kim, inebriando-o no meio da excitação que ainda pulsava em seu corpo quente. Beijou-lhe o pescoço. — Temos muito que conversar, mas eu estou com saudade — selou abaixo de seu ouvido. — Podemos fazer isso depois que chegarmos em casa e nos acertamos de outra forma, o que acha? — sorriu, mordiscando o lóbulo de Tae.

— Eu acho uma ótima idéia — ouviu Taehyung ofegar, afastando-o brevemente para lhe roubar um beijo antes de buscar as chaves no bolso e jogar para ele. — Você dirigi.

Jeongguk sorriu, acompanhando seu namorado virar-lhe as costas sorrindo e entrar no carro.

— Sim, senhor.


Notas Finais


Aí, gente, desculpa por isso SOSPAOAPSOSOALAOKSOA
ALGUÉM ME INTERNA


É UM SEGUINTE
A fic' é uma twoshot? É uma twoshot!
Cof era pra ser uma oneshot mas a autora n gostou do final por isso vai tentar fazer algo melhor Cof
MAS
Eu acho que agora vcs estão esperando oq... O lemon, claro... POREM
EU TÃO PURA E INOCENTE não escrevo lemons, porque eu acho que não nasci pra coisa '-'
MAS 2
COMO É VCS QUE MANDA EM MIM, NA MINHA VIDA, NO MEU CORAÇÃO, NA MINHA ALMA (scrr)
Vcs que decidem aí...
Pro próximo capítulo
Ter lemon ou não ter?

Deixo aí a votação em aberto
RESPONDAM

OBS: ignorem os erros da fic eu tô roubando internet do meu pai escondida, então não tem como eu fazer uma super revisão agora (já tô vendo eu encontrar um monte de erros na hora de corrigir)... Mas é isso chu's
Um beijo bem grande no joelho de vcs
🌙Chu


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