História Metrone - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alpha, Amy, Ciencia, Delta, Ficção Cientifica, Mark, Metrone, Network, Ômega, Revolution, Scott, The Network
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Palavras 1.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - ''Visões''


Uma mulher entra sozinha em uma sala escura.

Enormes telas de LED tomavam conta das paredes do local, que tirando isso era completamente vazio. A mulher fez uma reverencia para o nada, e ficou de pé em frente a maior tela, na parede principal.

A imagem piscou de repente, e a figura de um enorme olho apareceu em todas as telas. Catherine engoliu em seco enquanto encarava a imagem de seu superior.

‘’Foi encontrado.’’ – Disse uma voz fria e artificial, que pareceu vir de dentro da sala. Uma voz que não parecia masculina ou feminina, como uma junção de diferentes timbres, que fazia uma afirmação.

‘’Sim, senhor. Projeto Alpha-1 foi devidamente localizado. Planos para contenção estão sendo verificados e iniciados.’’ – Respondeu Catherine, se sentindo estranhamente incapaz e submissa na presença de seu superior.

‘’Você falhou.’’ – Disse a voz.

‘’N-Não, senhor... Simplesmente o demos a ideia de uma falsa sensação de segurança. Ele está sobre a vigília extensiva de...-

‘’Estou informado de seu plano.’’

‘’...Então só nos dê um pouco mais de tempo! Só precisamos eliminar a protetora de Alpha-1, agente de campo 349. ‘S’ não está seguindo as ordens corretamente, provavelmente por sua conexão pessoal com o sujeito e sua protetora. Ele está perto de comprometer nosso objetivo...’’

‘’Não tente colocar a culpa de sua incompetência em outros agentes. Você é responsável pelo sucesso do projeto. Lembre-se que seu livre arbítrio não é necessário para nós, e ainda não foi assimilada por cumprir suas ordens com o mínimo percentual de erro. Fracasse, e teremos certeza de que será a última vez que irá falhar.’’

‘’S-Sim, senhor...’’ – Respondeu Catherine, sua mente focada no doloroso processo de assimilação. Depois de anos de serviço, não seria agora que seria reduzida a um cadáver mecânico.

‘’Nós reformulamos seu plano para maiores chances de sucesso e velocidade no processo de contenção. Fará uso das habilidades de 013 para atrair Alpha-1.’’

‘’Uma... Anomalia?!. Senhor, nunca usamos uma Anomalia no processo de contenção! Fazem muitos anos que elas não tem contato com o mundo exterior. Seus comportamentos são imprevisíveis, e controlá-las é praticamente impossível.’’

‘’457 Anomalias, incluindo 013, se encontram racionais e dispostas a negociar pela própria liberdade. Dê-lhe uma falsa sensação de liberdade, e use quaisquer meios necessários para que a contenção de Alpha-1 aconteça no tempo devido. O resultado de um fracasso será pago com sua vida.’’

...

Em comparação com o último Hotel, Scott sentia como se estivesse numa mansão. O quarto era largo e espaçoso, e sendo só dele, tinha uma estranha sensação de estar em casa. Sua tia havia ficado com outro quarto, bem do lado, e ele preferia assim. Dividir um quarto era desconfortante.

Subiu na cama de casal e afundou o rosto num travesseiro macio. Nem mesmo sua própria cama era tão confortável, não havia se acostumado á sensação de que era um colchão d’água. Ao mesmo tempo que apreciava seu quarto, sua mente ainda processava os últimos acontecimentos, e as coisas que Samuel lhe havia dito. Estava sendo perseguido, por ser uma Anomalia perigosa que trazia um risco imensurável á humanidade.

Anomalia. Como ele poderia ser uma?

Isso tinha a ver com seus pais? Que nunca conhecera, e supostamente morreram em um acidente? Ou com seu defeito genético? Segurou uma das mechas de cabelo para poder ver melhor.

Branco. Será que isso tinha algum envolvimento? Sua tia sabia que ele era uma anomalia, e não contou nada para lhe deixar em segurança? Então ela sabia que tipo de perigo ele podia ser?

‘’Se divertindo?’’ – Perguntou uma voz próxima a porta.

Amy. Em pé, encostada na porta. Os braços cruzados e os olhos atentos.

‘’Amy? O que você tá fazendo aqui?’’ – Perguntou Scott, confuso e surpreso com a aparição repentina da garota.

‘’Eu podia perguntar o mesmo!’’ – Respondeu a garota – ‘’Qual é, você vai viajar e nem fala com os amigos? E ainda tá hospedado num hotel chique...’’

Ela pensava que ele estava viajando?

‘’Quem te trouxe aqui? Jason?’’ – Perguntou o menino, confuso.

‘’É, meu irmão esquisito disse tem coisas esquisitas pra fazer nessa cidade, e perguntou se eu queria te visitar. Eu pensei ‘Como assim visitar o Scott se ele mora aqui?’ e ele falou que você veio pra essa cidade, ai eu disse ‘Mentira!’, mas fui mesmo assim porque não tinha nada melhor pra fazer, e não é que você tá aqui mesmo? E nosso responsável trabalha aqui de qualquer jeito...’’

O garoto ficou em silêncio, processando a situação.

‘’Ah, e quando for viajar, atende a porcaria do celular, tem umas 13 mensagens minhas e 50 do Mark! ... E veio fazer o que nessa cidade mesmo? Perdeu a prova de Geografia.’’

Scott não entendeu a decisão de Jason de trazer Amy, mas percebeu que ele não havia contado o que realmente estava acontecendo para a menina. Resolveu validar a decisão e manter um disfarce, até ter a chance de questionar Jason.

‘’Meu celular quebrou... E a gente veio aqui pra entrevista de emprego da minha tia.’’

Amy ergueu uma sobrancelha.

‘’E tiveram que se hospedar num Hotel?’’ – Perguntou a garota, descrente.

‘’É uma entrevista dupla.’’ – Respondeu Scott, com a melhor desculpa que lhe veio a mente.

‘’Que seja!’’ – Disse a menina, se jogando sobre a cama. – ‘’A minha cama parece uma pedra comparada com isso! Tem água aqui? E se eu furar?’’

‘’Não é uma boa ideia...’’ – Disse o menino, mas por alguma razão sentindo uma estranha sensação de paz ao conversar e ver  o sorriso da amiga. Ela não aparentava ter nenhuma preocupação, e realmente não tinha razão para ter, diferente de Scott. Ele se sentia feliz ao vê-la feliz.

Então o mundo ficou cinza.

O tempo parecia ter parado, mas as imagens continuavam.

Não estava mais no quarto de Hotel. Na verdade, Scott não sabia onde estava.

O barulho de uma arma disparando. Gritos.

Um pé de cabra balançando furiosamente, acertando algo, ou talvez alguém.

A imagem de um Olho.

Então, uma garota. Deitada no chão.

‘’Você está bem?’’ – Perguntou Scott, as palavras saindo de sua boca quase por instinto, mas não houve resposta.

Então o mundo se desfaz, e o menino quase cai inconsciente.

‘’Scott?! O que aconteceu? Você tá bem?’’ – Disse a voz distante de Amy, que foi o suficiente para Scott recuperar os sentidos. Estava de volta no Hotel.

‘’O que a-aconteceu...?’’ – Perguntou o menino. Percebeu que estava tremendo.

‘’Você meio que desmaiou por alguns segundos! Tá tudo bem?’’

Scott sentiu uma estranha sensação de formigação, e limpou o nariz com a manga do casaco. Uma mancha avermelhada no tecido azul. Sangue escorria.

 



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