História Metronome - Capítulo 2


Escrita por: ~

Exibições 4
Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Alô ~
Aqui estou eu, com mais um capitulo /atrasado\. Esse foi apenas uma enrolação antes de continuar com a história, e coloquei um pouco de explicação também, nada demais.
Boa leitura, e até as notas finais :)

[ Tradução do Capítulo: Contrato ]

Capítulo 2 - Contractus



     Diante daquela situação, eu continuava paralisada. Eu tenho memória fotográfica, e me lembro que, até aquele momento, a coisa mais horrível que eu já tinha visto foi a cena de uma árdua luta entre uma mulher e um pombo que achou que o cabelo dela era um ninho. Mas, quando vi a mulher pregada naquela cruz, as coisas mudaram. Eu ainda estava enjoada com aquilo enquanto os policiais esperavam os bombeiros para retirar a mulher daquilo, e a ambulância para levá-la. Mas... Eu não conseguia mexer um músculo sequer. Ela estava sem os olhos. Porque ela estava sem os malditos olhos?! Aquilo só tornava as coisas ainda piores. Aquilo fez perceber que era um assassino em série, e não apenas um assassino.
      Pude ouvir Kiji me chamar, mas não olhei para o mesmo. Quando foi que ele saiu do carro? De qualquer forma, só parei de olhar para... Aquilo quando ouvi mais sirenes. Os bombeiros finalmente chegaram e eu devo dizer que me senti um pouco mais aliviada com aquilo. Talvez a simples ideia de que aquilo poderia ter acontecido com qualquer pessoa, inclusive comigo, me deixasse com medo. Merda, eu sempre odiei sentir medo. Infelizmente, estou bem familiarizada com esse sentimento pois, infelizmente - mais uma vez -, é impossível não sentir isso em algum momento. 
      Os bombeiros juntaram seus equipamentos e um deles se aproximou com bastante cautela do corpo da vítima. Entretanto, à seis passos de distancia, mais ou menos, o carvão abaixo de seus pés começou a queimar. Isso foi como um gatilho, tanto para os repórteres que começaram a tentar passar pela faixa de contenção, quanto para os bombeiros, que passaram a usar areia e água para tentar apagar o fogo. Pelo menos isso deu certo. De repente, ouvi meu nome ser chamado e foi ai que eu finalmente me movi, girando sobre os calcanhares e olhando para a pessoa que proferiu meu nome segundos atrás. Wilkinson. Ele estava puto, eu podia ver isso pelas suas sobrancelhas franzidas. Pela primeira vez, senti medo do cara.

      — O que você está fazendo aqui?! — sua voz soou ríspida e grossa. Me inclinei para o lado pra ver se mais alguém estava lá, mas era apenas Wilkinson. Porque apenas ele?
      — Desculpe? — também franzi o cenho e cruzei meus braços na frente do peito, eu estava fodidamente intrigada com aquilo. — Eu estava por perto. — respondi em uma tentativa de manter minha voz recolhida e desviei o olhar para o chão. Pisquei algumas vezes, eu também tinha que perguntar. — E o senhor, chefe? Porque está aqui? — ergui meus olhos para sua face enraivecida e vi essa expressão se desfazer. Agora, Wilkinson estava confuso. — Não há nenhum alerta. Bom, pelo menos eu não recebi nenhum. Porque está sozinho aqui?
      Wilkinson olhou diretamente nos meus olhos antes de proferir as seguintes palavras, desajeitadas e mal colocadas na frase. — Eu também... Eu estava perto e... Não deu tempo de chamar os... Outros agentes. — passou a mão pela nuca. Mas que desgraçado! Ele estava mentindo na minha cara sobre uma cena de crime importantíssima! E, por falar na cena do crime...
      — Então envie o alerta. — acho que nunca falei com tanta seriedade como naquele momento, de forma que pareci rude ao pronunciar aquela frase. Em seguida, dei as costas para vítima crucificada. Os bombeiros já tinham apagado o fogo, mas... — O que o gerou? — perguntei, mais como para mim mesma, e estreitei os olhos. 
      — O que? — tenho certeza de que poderia ignorar meu chefe naquele momento, certo? Certo! Foi o que eu fiz quando comecei a andar com certa pressa na direção da cruz. 
      Me aproximei de um dos bombeiros, eles não pareciam muito felizes com o que estava acontecendo naquele momento. — Com licença. — o chamei, mostrando-lhe o distintivo. Eu até me sentia mal por estar dizendo isso, mas estava adorando estar em uma situação como aquela. Veja bem, eu estava como treinee faziam quatro semanas, foi o suficiente para me entediar por ficar em um escritório. — Sabem como se iniciou o incêndio? — comprimi os lábios e o homem negou com a cabeça. Agradeci mesmo assim e dei meia volta.

      Olhei para Kiji, que estava do lado de fora, por trás da faixa de contenção. Ele trazia um copo de refrigerante em uma mão, a outra estava afundada no bolso da calça. Levei as mãos até a cintura e suspirei, abaixando a cabeça. Poderia ser a minha única chance, e eu não fazia nem ideia do que tinha que fazer. Ugh, aquilo estava com um cheiro insuportável, eu estava começando a ficar tonta. Estranhamente, não era o cheiro de sangue que estava mais forte por lá. Foi quando vi algumas pedras acinzentadas no chão. Normalmente, medras de piche eram pretas e, mesmo assim, elas não estariam em um beco. Me abaixei e tomei uma pedra em mãos, guiei até o nariz respirei fundo. Estava quente. Era carbureto.

      Olhei para os lados. Me aproximei de onde estava a cruz e, para minha surpresa, não havia apenas carvão - e, agora, areia - abaixo dos pés da mulher. Havia uma pasta branca, que soltava um cheiro ruim. Carbureto com água. Ah, a droga da química. Fiquei feliz por não ter matado as aulas de química da escola da mesma forma como eu fazia com artes. — Wilkinson! — chamei-o em alto e bom som. Esperei até que o homem se aproximasse o suficiente para que pudesse falar alguma coisa. — Procure por algum fio de nylon. Pode ter sido que tenha criado o incêndio a partir de pedras quentes de carbureto. 
      — M-Mas porque eu? — arqueei as sobrancelhas ao ouvi-lo gaguejar. Porque aquele cara estava no comando de tudo? Ele era um bosta!
      — Porque é o seu trabalho. — dei ênfase em "seu". O fio de nylon, ele poderia ser... Um "condutor" por assim dizer, quando se tratava de carbureto. Quando este aquecia, pegava fogo. E quanto mais água, mais fogo. Acabamos dando sorte pelos bombeiros terem usado areia também. A pessoa que fez aquilo foi inteligente. Ou quem sabe, apenas sortuda. Pois o corpo fora encontrado à tempo do nylon e do carbureto criarem a reação do fogo. — Wilkinson. — chamei-o ao notar que este continuava parado. Aquela merda estava em choque? — Anda logo. — naquele momento, eu estava questionando profundamente o sistema de avaliação psicológica.

      Todo o processo por lá foi lento e entediante de se ver. Wilkinson me encarava como se estivesse arrancando um dos meus olhos e me fazendo comer, enquanto eu observava com o outro. Tenho certeza de que era isso o que estava acontecendo em seus pensamentos podres. Mas o que mais eu poderia esperar? Eu... Dei ordens pro meu superior. Isso significa que eu vou tomar muito no cu, né? Ta bom, só agora eu to parando pra perceber a dimensão da merda que eu fiz. E, mesmo assim, eu ainda acho que estava certa. James foi até a cena do crime e sequer contatou a equipe dele, além de permanecer parado como um retardado mental.
      Engoli seco e segui pelas costas largas de um dos bombeiros até a faixa de contenção, passando por baixo da mesma para que pudesse chegar ao carro. Kylie estava dormindo, então tomei cuidado para não acordá-lo. Bati as pontas dos dedos contra o porta-luvas, olhei para os lados e para o teto, respirei fundo. Foi então que encontrei uma colher de plástico. Amém. Tomei a colher em mãos e a coloquei, com toda a delicadeza do mundo, dentro da boca do moreno. Esperaria até que ele se engasgasse para poder acordar. Nesse meio tempo, precisei tirar algumas fotos dele. Até parece que eu não ia deixar uma cena tão ridícula e vergonhosa como aquela passar em branco. Foi quando estava passando as fotos que ouvi Kiji tossir ao meu lado e se debater. Até tentei segurar a risada mordendo o lábio inferior e cobrindo a boca com as mãos, mas isso resultou em um "pffffff", seguido por uma risada mais alta do que eu gostaria.
      — Para de... — começou, fazendo uma pausa para limpar a boca. — ser infantil. — concluiu, estreitando os olhos para mim. Levei a mão até o peito, fingindo ter sido atingida emocionalmente por aquelas palavras. Deus e o mundo sabem que eu sou infantil, por favor né.
      — Você feriu meus sentimentos. — fechei os olhos e suspirei. — Espero que não tenha comido o meu hambúrguer, eu ainda estou com fome. — mudei de assunto rapidamente, e pude ser Kiji se esticar por cima do banco até a parte de trás, puxando o saco de papel do fast-food. Agradeci mentalmente e depositei um beijo na bochecha do maior, logo em seguida puxando o hambúrguer de dento do saco, sendo que o mesmo ainda estava dentro de sua caixinha... amassada. Ótimo, odiava quando aquelas coisas ficavam amassadas. — Está frio. — minha fala saiu embolada devido ao fato de eu estar com a boca cheia. Pra não ser tão pedreira, cobri a mesma com as costas da mão antes de falar.
      — Você demorou uma vida lá fora. — avisou-me, girando as chaves na ignição. — Como estão as coisas por lá? Eu não co0nsegui ver nada. — olhou para mim por um breve tempo antes de dar ré e se afastar dos demais carros. A maioria era de empresas jornalísticas. Aqueles caras não sabiam dar privacidade pra um morto, credo. 
      — Havia... havia uma mulher nua. Ela foi crucificada e queimada. — murmurei, olhando através do vidro da janela, Kiji pareceu engasgar com algo. Ainda tinha uma colher descendo pela garganta? — Não entendo como as pessoas são capazes de fazer isso umas com as outras. — passei as mãos pelo rosto e fechei os olhos. Não dá, não me descia pela garganta como é que um ser humano é capaz de fazer isso com outro, muito menos o porque.
      Senti a mão de Kylie em minha cabeça por alguns segundos e logo olhei para este. — Apenas vamos pra casa. Já fazem quatro meses que você não tira uma folga. — mexi a cabeça positivamente ao ouvir suas palavras e voltei a comer o hambúrguer, embora este estivesse frio e menos... Atrativo.

      Enviei uma mensagem à Boyle pedindo que ele me cobrisse por apenas aquela tarde; precisei dizer que tinha comigo repolho estragado, o que era nojento e estranho, considerando o fato de que eu não gosto de repolho. É estranho, é nojento, e tem uma aparência horrível. Mas eu nunca comi repolho. Pois é, eu sou uma criança no corpo de uma adulta.
      Quando finalmente chegamos, tudo o que precisamos fazer foi subir até nosso apartamento. Eu e Kiji dividíamos o aluguel, passamos a morar naquele apartamento a partir do nosso aniversário de um ano e oito meses de namoro. Não tinha muito luxo, mas era arrumadinho. Era grande o suficiente para abrigar nós dois e confortável o suficiente. O único problema era o nosso vizinho de cima. Ele era estranho e sempre recebia uma galera esquisita, além de sempre colocar música alta. Aliás, nós nunca vimos o rosto do maluco. Não sei se acho isso uma coisa boa ou ainda mais esquisita. Talvez um pouco dos dois.
      Me permito dizer que Kiji não passou muito tempo no apartamento, uma vez que tinha alguns clientes para tatuar. Então, eu me peguei encarando o teto e pensando no sentido da vida, coisa que eu nunca fiz nos meus miseráveis 288 meses de vida, o que dava mais ou menos muito tempo de tédio. A proporção é sempre a mesma, 1 está para 1.618 repetidamente, quase todas as vezes. Padrões se escondem bem debaixo de nossos olhos, só é preciso saber onde procurar. 7 bilhões, 80 milhões e 360 mil pessoas, e poucos de nós enxergam as ligações. Hoje enviaremos 300 bilhões de e-mails, 19 bilhões de mensagens de texto. E, ainda assim nos sentiremos sós. Umedeci os lábios com a língua e rolei para o lado na cama, puxando o celular de cima da cômoda. Selecionei um dos números da discagem rápida. — Boyle. — murmurei assim que o homem atendeu. — Pode me fazer um favor?


Notas Finais


É, foi isso... Como já dito antes, foi apenas a enrolação, então não foi lá um capitulo divertido. Prometo melhorar no próximo. Aliás, alguém já sabe a resposta da pergunta feita nas notas finais do capitulo anterior?
Até mais! ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...