História Meu Adorável Ômega - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!bottom Squad, Jimin!ômega, Jimin!uke, Jimin/passivo, Jungkook!alfa, Jungkook!seme, Jungkook!tops, Jungkook/ativo, Kookmin, Lemon, Litwick, Namjin, Passivamin, Taeseok, Vhope, Yaoi
Visualizações 1.631
Palavras 7.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem-me o horários, mas ainda é segunda-feiraaaaaaaaaaa, como assim 1,9k? SOCORRO, PQP, BICHO, ME SEGURA, EU TO MORRENDO, literalmente, AI MEU DEUS, QUE TIRO FORTE! Jhdjdjs Ai meu Deus, muito obrigada mesmo, huh? Eu amo vocês demais <3

ATENÇÃO: A fanfic foi corrigida - na verdade, ainda falta um capítulo, mas enfim - nada mudou, repito, NADA NA ESTÓRIA MUDOU, exceto, a idade do personagem Jimin. Isso, Jimin possui agora dezessete anos, eu retirei o shotacon e expliquei o motivo pelo qual decidi isso num aviso que coloquei aqui, então, no caso de dúvidas podem me perguntar.
Obs: Jimin agora tem 17 e Jungkook continua com 20, huh?

AVISO: O conteúdo do capítulo a seguir é lemon e está repleto de palavras impróprias - dois itens que estão nos avisos da fanfic - portanto, se você não gosta de tal coisa, por favor, NÃO LEIA ou venha faltar com respeito comigo.

Boa leitura c: ♥

Capítulo 23 - Continue olhando para o espelho, Jimin


Jungkook adentrou o quarto do seu ômega lentamente, carregando consigo, uma bandeja prateada, repleta de comida – a qual fizera momentos atrás, durante o tempo em que o pequeno Park ainda dormia profundamente – estranhando o fato de não ter encontrado este último citado ali, em meio aos cobertores bagunçados da cama, ou em qualquer outro lugar que continha no cômodo.

Franziu o cenho instantaneamente e aos poucos, se dirigiu até a única porta aberta que havia ali dentro do quarto – sendo esta a do banheiro – parando antes somente para deixar o objeto argênteo que segurava cuidadosamente, com as duas mãos, em cima da penteadeira ao lado do guarda-roupas. Em seguida, seguiu através de passos vagarosos, até o outro aposento, entrando no mesmo de maneira sutil, deparando-se com o garotinho que procurava, ali dentro, de pé, sobre um banquinho de madeira, olhando atenciosamente para o seu reflexo no espelho acima da pia, parecendo estar analisando criticamente a sua própria figura; avaliando-a perante um silêncio devastador.

– Não esperava que já estivesse acordado. – Proferiu alto, após um raspar de garganta, que fora emitido justamente para não assustar o menino com sua fala repentina, o que não foi muito efetivo, já que, ainda assim, o Park deu um pequeno pulinho ao escutar o timbre de voz grave e um tanto rouca do lúpus, formando um biquinho adorável em seus lábios cheinhos e rosados como retruque daquilo.

– Pensei que já tivesse ido embora. – Confessou numa entonação um tanto embargada, acreditando Jungkook, que era pelo fato dele, provavelmente, ter acabado de acordar.

– Eu nunca iria embora sem me despedir de você, oras. – Comentou, soltando uma risadinha curta e gostosa de se ouvir, na mesma medida em que caminhava até o garoto e o abraçava por trás, apoiando posteriormente, o seu queixo no ombro alheio. – Aliás, bom dia. – Ditou aquilo todo apaixonado, selando a bochecha do ômega umas três vezes.

Jungkook conseguia ser um grande alfa bobo e meloso de vez em quando.

– Bom dia... – Respondeu baixo, tornando a levantar o olhar e encarar, agora, ambos reflexos no espelho, comparando os seus traços diversas vezes com os do alfa, chegando a uma triste e maluca conclusão, antes de suspirar alto e abaixar novamente a cabeça, evidentemente tristonho.

– Jimin? – O Jeon o chamou, desmanchando o seu sorriso e juntando as suas sobrancelhas, demonstrando confusão por, de repente, o ômega estar tão calado e imerso naquela espécie de aurea melancólica e cabisbaixa. O mesmo nem se deu o trabalho de responder alguma coisa, somente grunhiu um baixo ruído, para deixar claro que estava escutando o seu lúpus. – O que foi? Eu fiz alguma cois…-

– Por que o Jimin é assim, Kookie? – Perguntou hesitante. Não queria tocar naquele assunto, ao menos, não por agora, que as coisas estavam fluindo tão bem com Jungkook, no entanto sentia uma necessidade absurda em desabafar com alguém, por isso, o fez.

– Assim… Como? – Interrogou. Estava ficando cada vez mais desconexo com as palavras do ruivinho soando, ao seu ver, friamente, juntamente a todas aquelas expressões tristonhas tão repentinas.

No momento, só queria que um balde com explicações lhe atingisse.

– Diferente.

– Diferente?

– Sim, Jungkook. Diferente.

– E o que seria alguém diferente para você? – Indagou, a fim de que ele esclarecesse de uma vez todo aquele roldão que ele mesmo estava formando.

– Alguém estranho. – O moreno, frustrado com tanto mistério, estava prestes a pedir mais clareza para o baixinho, entretanto, desistiu ao ver os lábios alheios se moverem devagar, indicando que já iria voltar a prosseguir. – Sabe, o Jimin não tem olhos grandes e redondos, não é alto como o Kookie, não tem uma boca pequenininha e não tem um corpo magrinho e muito menos bonito, como o ideal. O Jimin é diferente dos outros ômegas, Jungkook. – Soltou, deixando Jungkook de boca aberta, sem conseguir processar direito todas aquelas informações súbitas e inesperadas. – O Jimin é estranho.

– De onde tirou isso, Jimin? – Perguntou num sussurro, estava muito surpreso, de fato. Não sabia nem como reagir direito à isso. – Oras, não diga uma coisa dessas jamais. – O repreendeu, segurando-lhe a ponta do queixo, o erguendo, praticamente o obrigando a olhar para o espelho novamente. – Veja, você é lindo. – Ditou alto, com mais convicção.

– Não, Kookie. O Jimin é feio, o Jimin não é igual. – Rebateu choroso, livrando-se da mão robusta do alfa, que até então, permanecia em seu rosto, tornando a mais uma vez, descer o seu olhar para o chão.

E então, Jungkook ponderou por um momento.

Estava confuso, não sabia-se ao certo se aquilo era algum tipo de efeito colateral que resultara do cio – não tão recente – em que passaram juntos – o qual havia deixado sim, o Park ainda mais sensível do que o normal – ou se simplesmente fora um pensamento espontâneo que o garoto tivera de repente, o que era muito difícil de acreditar, já que, Jimin nunca demonstrou se preocupar com aparências, ou padrões específicos.

Suspirou profundamente.

– Meu amor, olhe para mim. – Pediu, passando os seus braços em volta da cintura fininha do ômega, o descendo daquele banco no qual estava usando para poder ficar mais alto e conseguir olhar-se melhor no espelho, o pondo posteriormente no chão, de frente para si. – Você é perfeito assim, com essa fisionomia espontânea. – Declarou e o Park sentiu vontade de sorrir ao ouvir aquilo, mas se conteve, erguendo somente a sua cabeça, para encarar os olhos do alfa rente ao seu corpo, como pedido. – Não precisa fazer nada para ficar bonito ou comparar-se as demais pessoas. Todos nós nascemos diferentes uns dos outros e isso não te faz alguém estranho, pelo contrário. Isso te faz alguém único e especial.

Sinceramente, Jimin não sabia o que estava acontecendo consigo, sentia vontade de sorrir por hora, como também sentia vontade de abraçar o alfa e chorar até se acabar, enquanto apertava a camisa branca deste.

Sua cabeça estava tão confusa; tudo parecia tão complicado. Céus.

– P-Por que escolheu ficar comigo? – Soltou, involuntário. – Digo, você estava noivo de uma ômega tão bonita… Por que trocou ela por alguém como eu? O Jimin é tão esquisito, não sabe nem…-

– Você não ouviu nada do que eu disse, não é? – Jungkook inspirou fundo, enchendo seus pulmões com ar, enfiando suas mãos nos bolsos, posteriormente. – Jimin, eu escolhi você porque eu o amo e preciso estar ao seu lado sempre que possível. Isso é quase uma abstinência.

– Você realmente me ama? – Questionou, vendo o Jeon assentir devagar. – Então me mostre o quanto, Jungkook. Por favor… Faça por mim.

E então, como uma lâmpada, algo acendeu na cabeça do lúpus, clareando todos os fatores aos poucos, concluindo que por fim, Jimin estava mais do que demasiadamente sensível, tristonho e principalmente inseguro com o seu próprio corpo, e que diferente de todos os incidentes os quais o Jeon tinha presenciado, esse não se resolveria tão facilmente com presentes caros ou algo relacionado do tipo.

Jimin só precisava de amor; se sentir amado no momento e Jungkook estava disposto a amá-lo por agora e em todas as outras vezes que se fosse necessário.

– Jimin, lembra quando em uma vez você me perguntou o que era sexo? – O menino, balançou a cabeça, de maneira positiva, franzindo o cenho, sentindo as bochechas esquentarem de leve, porque afinal, já sabia um pouco do que era aquilo.

– Mas o que isso tem a ver com o que o Jimin lhe pediu, Hyung?

– O que eu respondi naquele dia? – Interrogou, ignorando a pergunta que Jimin lhe deixara no ar, agora a pouco.

– Q-Que quando o Jimin completasse dezessete, explicaria.

E Jungkook não disse mais nada após aquilo, somente inspirou e apenas agarrou o queixo do ômega – tratando de ser cauteloso – enquanto inclinava seu tronco sobre a estatura pequena do mesmo, umedecendo os seus lábios, antes de colá-los posteriormente nos alheios, os pressionando singelamente, dando início a um ósculo carregado de carinho, o qual só se concretizou efetivamente, quando o Park, mesmo envergonhado e muito confuso, entre-abriu a sua cavidade, permitindo que a língua quente e aveludada do outrem resvalasse para dentro daquela brecha, indo de encontro com a sua língua, enroscando-as uma com a outra de primeira, criando assim, uma espécie de batalha por espaço, onde o alfa certamente, estava no comando, tendo o privilégio de descobrir e experimentar cada mínimo espaço que existia ali no interior da boca carnuda, a qual sempre adorava bebericar do doce sabor que esta continha.

– Eu vou mostrar algo, Jiminnie. – Decidiu esclarecer, ofegante após separar as bocas por um momento, aproveitando daquele milésimo para aspirar um pouco de ar que já lhe fazia falta durante os longos segundos que levara aquele beijo, selando ambos os  lábios algumas vezes, não os afastando um do outro definitivamente. – E quero que preste atenção e só me pergunte qualquer coisa que tenha dúvida no final, sim? – Pediu, vendo o baixinho assentir, dessa vez, o puxando novamente para juntarem as bocas, começando assim, um outro ósculo tão gostoso quanto o primeiro.

Seu lobo estava contente por perceber que de certa forma, Jungkook se importava consigo.

Jimin sorriu, então, minimamente dentre a carícia, de um modo quase imperceptível, na mesma medida em que os olhos iam pesando aos poucos até serem completamente fechados e que também o alfa repousava as mãos grandes e robustas em cada lado de sua cintura muito bem delineada, depositando um aperto considerável ali, passando logo em seguida, a massagear aquela área com os dígitos, proporcionando ao ruivinho, uma sensação tão aprazível, que lhe fazia exalar, timidamente, um aroma doce e atrativo, o qual indicava que de fato, ele estava satisfeito em receber tal carícia.

Evergonhado, o Park circulou o pescoço do moreno, subindo os dedos vagarosamente até o pé da nuca do mesmo, cravando posteriormente, as suas unhas curtinhas ali no meio dos milhares de fios escuros do cabelo do alfa, os entrelaçando nos dedos e os puxando de leve, brincando com estes como se fossem a coisa mais interessante do mundo.

E de fato, Jungkook em si, lhe fascinava.

O lúpus descolou as bocas uma da outra quando aquela necessidade de respirar se tornou novamente precisa, parando apenas para observar em seguida, no quão lindo Jimin ficava com as bochechas rubras e os lábios levemente inchados por conta do recente beijo. É, tinha muita sorte, afinal.

Sorriu posteriormente de lado, levando seus dedos até os fios alaranjados das madeixas alheias, agarrando-as em porção, puxando-as para trás logo depois, com placidez, fazendo com que a cabeça do mais novo tombasse consequentemente para trás, deixando o seu pescoço curvado, expondo assim, a sua pele – ainda com algumas marcas feitas no último cio – a qual Jungkook se apressou imediatamente para grudar os lábios e os pressionar ali, naquela tez que já começava a dobrar de temperatura. 

Jimin arfou alto em meio aos selares, sucções e até mesmo mordidas que eram distribuídas naquela região tão sensível do seu corpo, na mesma proporção em que deslizava também as suas mãozinhas pelos braços fortes e longos do alfa, apertando-os em algumas vezes distantes, quando o Jeon puxava a sua derme entre os dentes, chupando-a sem nenhum pudor, causando-lhe uma pequena quentura estranha e inexplicável, juntamente à um turbilhão de espasmos que percorriam por toda a sua baixa estatura.

Ah, Park Jimin sentia que estava a beira de um precipício e que a qualquer momento, fosse mergulhar naquele mar de sentimentos quentes e estupefatos que só Jungkook conseguia provocar.

E o alfa, estava feliz por ver os incontáveis efeitos que causava no seu ômega.

Em seguida, este mencionado trilhou com os lábios, um percurso invisível até a clavícula do Park, soltando um ruído frustrado, por não poder concluir isso de maneira concreta, já que a camisa que o ruivo vestia, o impedia arduamente de provar da pele macia do outrem que estava sob tal tecido, complicando tudo o que tinha em mente e ansiava por fazer, contribuindo assim, para que o seu desgosto, apenas aumentasse.

E então, bufou.

– Argh, Jiminnie. Tire isto, deixe-me contemplá-lo melhor. – Pediu, segurando a barrinha da peça que o garoto vestia, subindo-a rapidamente, a retirando por completo, livrando-se por fim, daquela vestimenta desnecessária para o momento, jogando-a por cima do seu ombro logo em seguida, sem ao menos se importar com o lugar específico em que ela caira. – Você é tão lindo. – Comentou, sorrindo ladino ao fixar seus olhos naquele tronco agora desnudo e quase esbranquiçado, que só possuíam alguns hematomas arroxeados, os quais já estavam sumindo, mas que ainda assim, faziam um belo contraste com o seu tom de pele. – Ah, por favor, veja isto. – Suplicou, virando o menino rapidamente para que este encarasse o seu reflexo no espelho, o deixando de costas para si, colado em seu peito. – Fica tão belo com as minhas marcas espalhadas por aqui e por ali. – Declarou, arrastando seu dedo gélido no tórax liso do outro, levando uma mínima corrente portadora de choques térmicos por onde percorria, já que, o mais novo estava quente. Sim, Park Jimin estava terrivelmente quente aliás, cálido,pegando fogo se assim pode-se dizer. – Ficarei contente em refazê-las outra hora, pois, de certa forma, elas combinam bastante com você, ainda mais por serem minhas. – Sorriu e sorriu de um modo tão instigante que o ômega quase gemeu alto em tamanho deleite. – Mas claro, se você quiser.

Jimin fitou a sua imagem por um instante e então fechou os olhos com demasiada força, respirando irregularmente, enquanto prendia o seu lábio inferior com os dentes.

Ah, estava tão envergonhado, já que, tecnicamente, era a primeira vez que faria aquilo completamente lúcido com o alfa, tinha medo de não conseguir se sair bom o suficiente.

– Eu quero. – Retrucou num fio de voz, sentindo as bochechas formigamento levemente, indicando o quão ele se encontrava sem graça por dizer essas coisas tão rapidamente, parecendo até, pelo menos em seu ver, um desesperado. – Eu quero que me marque, Jungkook-ah. – Repetiu.

E Jungkook por sua vez, o marcaria sim, entretanto, não daquela forma a qual o ômega estava esperando.

– Abra os olhos, meu amor. – Pediu numa altura não muito alta, afinal, estavam perto um do outro o suficiente para que qualquer ruído vindo de ambos, fosse audível. Viu em seguida, Jimin abrir os seus olhos miúdos pouco a pouco, até estar novamente encarando seu reflexo no espelho e por fim, sorriu pequeno. –  Agora apoie as mãos na pia e não pare de se olhar no espelho. – Completou e o Park balançou mais uma vez a cabeça, inclinando-se para frente, repousando suas palmas ali, naquela superfície de mármore gelada, enquanto mantinha as orbes castanhas fixadas no seu retrato refletido no objeto a sua frente, curioso, perguntando-se mentalmente o que viria após todos aqueles pedidos.

Então, o mais velho dali finalmente agiu, acabando com aquela dúvida que o menor possuía silenciosamente, ao inserir os lábios no início da coluna alheia, próximo ao pescoço, arrastando a sua boca em meio aos selares e sucções que fazia sobre a tez macia e perfumada do menino de fios arruivados, até o final do seu espinhaço, se ajoelhando no chão durante o tempo que realizava o percurso de carícias ao ponto em que parara, ficando mais ou menos na altura da cintura delineada do garoto, depositando suas palmas robustas em cada lado daquele tronco explícito, antes de resvalar os seus dígitos sorrateiros até a parte superior do shorts do ômega, enfiando suas mãos dentro do jeans e posteriormente, dentro do fino tecido da boxer rosada a qual ele vestia, puxando as duas peças para baixo ligeiramente, já que, não estavam sozinhos naquela casa e a qualquer momento, poderia entrar alguém ali e pegá-los diante aquela situação, portanto, queria começar e terminar aquilo, rápido.

O ômega sentiu o ar frio do banheiro ir de encontro a sua pele quentinha e estremeceu em seguida por conta disso, soltando um muxoxo ao mesmo tempo, frustrado.

– Kookie, o Jimin q-... – Tentou alertar o alfa sobre temperatura do ambiente, pois de fato, detestava ficar em lugares um tanto úmidos, principalmente quando seu corpo estava numa calidez demasiada, preferia ficar assim, quentinho e não exposto à frieza, sem contar que, estava se sentindo em vergonhas o por saber que logo atrás de si, Jungkook estava o vendo completamente desprovido de roupas, o que em sua cabeça, era estupidamente constrangedor.

Entretanto, calou-se logo ao sentir os dedos hábeis do seu lúpus tocarem a fartura do interior da sua coxa esquerda, pressionando as pontinhas de cada um dos cinco ali, deixando-os consequentemente esbranquiçados e algumas marquinhas avermelhadas naquela área por conta tá da força utilizada ao realizar o aperto. E então, Jimin arfou, arfou tão alto que se assustou consigo mesmo, notando a região das maçãs do rosto juntamente a orelha formigarem, dando a certeza de que ele estava corando e posteriormente, grunhiu de modo manhoso, pois, Jeon tinha atrevido-se a colocar a língua para fora dos seus lábios para importuná-lo descaradamente, subindo com o mesmo músculo aveludado para a nádega acima da mesma perna esquerda, não contendo-se e acabando por entre-abrir a cavidade bucal e pegar certa parte do bumbum avantajado do garoto com os dentes, o mordendo, puxando-lhe um pouco a carne, sorrindo de maneira ajeitada por se sentir satisfeito com o gemido arrastado e dengoso que o Park por total descuido seu, deixou que desvencilhasse de sua garganta.

– Oh, J-Jungkookie… – Lamuriou numa entonação definitivamente arrastada e um tanto rouquinha, abrindo os seus olhos aos montes, deparando-se com a sua própria feição dolorosa e explicitamente excitada refletida no espelho, mordendo a parte inferior do seu lábio cheinho e inchado logo depois, o espremendo com brutalidade, ao aperceber-se de que, um líquido estranho escorria de si, liberando juntamente um cheiro ainda mais adocicado e atrativo do que o que já possuía por natureza. – O-O que é isso?

A expressão do moreno deixava claro o quão fascinado ele estava por observar atentamente o tal fluído aromático deslizando por entre as pernas torneadas do mais baixo, lentamente, lhe deixando atordoado o suficiente para que retirasse a boca do bumbum alheio – não esquecendo-se de parar para apreciar os desenhos bonitos que cada um dos seus dentes depositara ali naquela pele antes lisa – e segurasse ambas nádegas, afastando uma da outra de maneira ágil, tendo o privilégio de capturar a imagem da entrada rosada do garoto palpitando; exclamando por atenção em todas as vezes que expelia aquele líquido o qual o Jeon sabia ser o lubrificante natural que todos os ômegas existentes continham.

Jungkook não lhe respondeu em momento algum, apenas umedeceu bastante os lábios e aproximou o rosto da intimidade do outrem, selando o orifício do acobreado, vendo-o se contrair em retruque a sua breve ação, antes mesmo de estender a sua língua novamente para fora, contornando a área anal do próprio, sugando a quantia do fluído que dobrava a cada movimento seu, permitindo-lhe dizer que estava, praticamente, transbordando do corpo pequenino.

O Park de início, arregalou tanto os olhos ao sentir aquele músculo quente naquela área tão íntima sua, que quase podia jurar que eles iriam saltar de suas órbitas, todavia, mesmo que estivesse muitíssimo sem graça, desprendeu o lábio e urrou alto, clamando por mais daquela sensação absurdamente aprazível que lhe consumia dos pés a cabeça, fazendo com que, por um momento um tanto distinto das ações anteriores, pôs-se a elevar o quadril para cima, outra hora jogando-a para os lados, rebolando em oposição ao rosto do seu – agora – namorado sem noção alguma, a fim de obter mais daquele contato tão instigante, tão maravilhoso e porra, tão gostoso.

O alfa teve que segurar a cintura do ômega num longo segundo, para evitar que ele se remexesse tanto e acabasse por atrapalhar a sua carícia pervertida, ouvindo um grunhido decepcionado vindo deste mencionado, o que lhe fez soltar um curto riso e largar uma das polpas da bunda farta do alaranjado, somente para levar o seu indicador até a entrada do mais novo e inseri-lo ali junto com a sua língua, vagarosamente e com demasiada cautela, até porque, mesmo que tivesse pressa, não iria fazer tudo de qualquer jeito para no final, terminar machucando o seu parceiro, claro que não.

Sentiria-se frustrado consigo mesmo e muito culpado, caso viesse a acontecer.

– J-Jungkook, dói. – Confessou, puxando o ar através da boca, tentando manter-se calmo perante aquele mínimo desconforto. Porque sim, era um tanto insuportável, só não tinha sentido o tal incômodo na primeira vez por conta do efeito do cio, que tinha o impossibilitado disso e de mais algumas outras coisas não tão importantes para serem citadas agora. – Hyung, t-tira, por favor… – Implorou, apertando os seus dedinhos rechonchudos contra a mesa da pia, tentando descontar toda aquela agonia que sentia naquela pressão.

– Shh, tenha calma, meu amor. – Suplicou ao afastar a face daquela região, para acariciar a perna alheia e fitar o semblante choroso do menino no espelho, tentando lhe passar qualquer tipo de segurança, o que de fato, funcionou de alguma forma. Jimin aspirou fundo variadas vezes, olhando para o moreno fixamente, com um biquinho moldado nos lábios grandinhos. – Tente relaxar o corpo, eu prometo que irei fazer com carinho e se caso você não consiga suportar mesmo em algum momento, me avise que pararei realmente, huh?

O pequeno assentiu, confortável com toda aquela proteção que o seu alfa lhe emanava através das palavras amorosas que jogava no ar, tentando fazer como pedido e relaxar o corpo, em meio aos suspiros descompassados que soltava de vez em quando.

E então, após esperar que o ruivo estivesse definitivamente pronto, Jungkook depositou um beijinho caloroso no final da coluna do seu parceiro, passando a movimentar o seu dedo devagar, arrancando murmúrios de desconforto do outro, junto a alguns de bel-prazer, num mix um tanto oposto e engraçado, o que de certa forma, já era um começo.

– Você é incrível, sabia? – Jeon declarou, sem parar a mobilidade no dedo ou a carícia na coxa avantajada do menino, tendo um Jimin com o coração acelerado balançando a cabeça negativamente, lhe roubando um daqueles sorrisos de coelho, assim como fora denominado por si mesmo. – Ah, mas você é sim, na verdade, é além disso. Park Jimin, de novo, você é perfeito e eu tive total certeza disso desde o primeiro milésimo em que coloquei os meus olhos em você. – Comentou, inserindo outro dígito no orifício estreito do garoto, sorrindo e aumentando a quantidade de beijos que intermetia sobre as costas do baixinho, o deixando sem palavras por hora e definitivamente, muito mais apaixonado do que já dizia ser.

Para falar a verdade, tinha até algumas gotículas de lágrimas nos cantos internos dos seus olhos, algumas de dor, mas a maioria estava ali pela emoção contida do garoto. Park Jimin estava mais do que feliz por escutar aquelas confissões de quem mais amava, isso era fato, tanto, que iria fazer por ele também, iria dar o máximo de si, resistir aquele incômodo e exercer pelos dois.

Porque sinceramente, amor é isso; é a capacidade de um corpo trabalhar em função do outro, não se importando com os obstáculos e dificuldades que lhe apareceriam para tentá-lo impedir de concluir a sua meta efetivamente.

Amor é resistir, cuidar, proteger, proporcionar milhares de sensações estupefatas, não a qualquer pessoa, mas sim a aquela que você tem especial, que quando citamos a palavra “incrível” é o primeiro nome que nos surge na cabeça.

Porque também, sim, amor para Jimin, se resumia em Jeon Jungkook.

E amor para Jungkook, se resumia em Park Jimin.

– Está doendo? – Indagou preocupado ao penetrar o terceiro dedo na intimidade do menor, este que negou mais uma vez com um aceno, sorrindo para si através do espelho que refletia aquela cena tão linda e majestosa para o lúpus. Jungkook começou a ir e vir com seus dedos cuidadosamente, numa velocidade considerável, prestando muita atenção no Park, sorrindo satisfeito ao ouvir aqueles grunhidos que acreditava já serem de prazer, chegarem aos seus ouvidos em forma de música. – Acha que está pronto para mim? 

– Por você e para você, eu estarei pronto sempre. – Jimin afirmou, contente consigo mesmo por não ter gaguejado e contente por aparentemente, ter sido o motivo de um dos mais bonitos e grandiosos sorrisos de Jungkook, tal que após aquele comentário, retirou os dedos do orifício do mais novo cuidadosamente, lhe tirando um suspiro decepcionado e um tanto aliviado, pondo-se de pé posteriormente, para logo retirar a sua camisa e levar os dedos até o primeiro e único botão da sua calça.

Deslizou o zíper e abriu o último fecho, permitindo que seu jeans caísse em seus calcanhares, fazendo o mesmo depois com a sua boxer de tom vermelho, livrando-se de ambos, os empurrando com os pés para trás, a mesma direção em que tinha jogado a sua camisa.

Fitou o próprio pênis ereto, coberto por uma camada fina de pré-gozo – o qual não estava muito diferente do de Jimin – e contornou levemente a base do falo grosso com todos os seus cinco dígitos da mão direita, soltando em seguida, uma lufada de ar demorada, passando logo a mover a sua mão num formato de concha oca, para cima e para baixo, deslizando por toda extensão do seu pau rígido e grandioso, a fim de lubrifica-se com o fluído, na falta de um artificial naquele momento e situação, que servisse para o seu trabalho.

E porra, era tão bom se tocar daquela maneira, enquanto se fantasiava com o mesmo ômega ali, ajoelhado em sua frente, lhe chupando o pau com agilidade, prestes a lhe proporcionar um dos seus melhores orgasmos que já tivera ao decorrer de sua vida.

Ah, definitivamente, era maravilhoso.

No entanto, deixaria para receber um boquete do ruivinho em outra oportunidade, já que, haveriam muitos outros dias de sobra para isso e não demoraria muito assim para que o pedido fosse sugerido a Jimin, pois, ansiava e almejava por sentir aqueles lábios carnudos e levemente avermelhados em volta do seu pau, sugando-lhe a cabecinha fortemente, causando aqueles deliciosos ruídos pornográficos que tanto já ouvira.

Porque de fato, o que o alfa mais desejava por enquanto, era descobrir o quão quente e apertada era a boca do seu namorado.

Mas claro, isso somente depois de dar todo o seu amor de mão beijada para o mesmo.

Jungkook ofegou alto e olhou para Jimin, percebendo o quão atentamente ele encarava o seu membro durante as carícias que o moreno sozinho exercia, sorrindo soprado, ao ver que também, um pouco depois, as suas bochechas ruborizaram e que ele havia desviado o seu rosto para baixo, evidentemente sem graça alguma, e Jeon, após um determinado período – quando acreditou que o seu pênis já encontrava gotejante o suficiente para facilitar as suas ações, parou a marturbação – deixando que um suspiro descontente lhe escapasse subitamente e dando continuidade, tornou a encarar o garoto.

– Lembre-se, qualquer coisa, não hesite em me parar. – Proferiu num sussurro, abrindo um outro sorriso ao ver o alaranjado assentir.

Céus, era tão bonito todo aquele cuidado que o mais velho tinha consigo.

Este mesmo penúltimo mencionado, segurou o pênis pela base, o guiando até a intimidade exposta do garoto, pincelando-a de maneira provocativa, fazendo menção de penetrá-la umas três vezes, soltando uma risada curta e baixa ao ouvir os resmungos ansiosos e frustrados do pequeno, em retruque a toda aquela demora e brincadeira desnecessária que o alfa estava fazendo consigo. No entanto, logo o Jeon forçou a sua glande contra o orifício estreito do Park, invadindo-a aos poucos, em meio as milhares de tentativas de segurar lamúrias de dor vindas do garoto e os seus próprios grunhidos roucos, que escapavam da sua cavidade bucal em tamanha  satisfação que teve ao experimentar novamente, aquela incrível sensação de ter as paredes internas e cálidas do ômega, apertando-lhe o membro por completo.  

– Está tudo bem? – O acastanhado voltou a interrogar, olhando o menino preocupado, principalmente ao vê-lo prendendo os lábios com tanta força a ponto de cortar a si mesmo, juntamente a quantidade de lágrimas que haviam em seus olhos. Afinal, sabia muito bem que aquilo doía, não esperava outra reação se não aquela. – Não minta se estiver, Jiminnie. – Murmurou, selando o ombro o seu pequeno diversas vezes, grudando seu peito nas costas manchadas do mesmo, alcançando seguidamente, a sua bochecha gordinha, a qual tratou de beijar com intensidade é bastante carinho, com o intuito de fazer com que o seu ômega esquecesse um pouco daquele incômodo e prestasse atenção somente em si, nos dois aliás.

– N-Não, K-Kookie… – O Park balbuciou com a voz um tanto embargada, tentando parecer o mais convincente o possível. – P-Pode continuar, está tudo bem, o Jimin sabe o quanto você quer isso e… – Fez uma pequena pausa, apenas para recuperar o seu fôlego para tornar a dar continuidade. –  E-E o Jimin também quer tanto quanto você.

Soltou, fazendo Jungkook sorrir abertamente e abraçar as suas costas nuas, enchendo a parte de trás da sua nuca com variados selares, lhe dando tanto carinho, como havia prometido.

E Jungkook esperou, aliás, esperaria todo o tempo que fosse para Jimin se acostumar com aquele tamanho dentro de si, agora não tinha mais pressa, até porque, não importava mais as pessoas que estavam naquela casa, não importava mais quem pudesse vê-los daquele jeito; sinceramente, não importava mais nada. Ali só existia Jungkook e Jimin, trocando carícias e alguns sussurros de amor. 

– Eu quero que você coloque em mente que a partir de agora, eu vou lhe dar todo o meu amor, huh? – A voz rouca do alfa voltou a soar pelo banheiro após um certo tempo, contribuindo para que Jimin suspirasse e assentisse devagar com a cabeça, sem permitir que o seu nervosismo a ansiedade transparecessem. – Que você não precisa de absolutamente nada para ficar mais bonito. – Comentou, iniciando os movimentos de leveza de uma maneira quase imperceptível, fazendo com que Jimin suspirasse em deleite, afinal, era ainda desconfortável, entretanto, não era tão insuportável, não doía tanto quanto antes. – Que você é demasiadamente perfeito. – Continuou, gemendo simultâneamente enquanto via o seu membro sumir dentro do interior do garoto, ainda numa velocidade mínima. – E que ninguém, ninguém mesmo, consegue ser tão belo quanto e especial  quanto você. E não, eu não estou falando de fisionomia beleza exterior, pelo o contrário. – Explicou, levando a sua palma livre, já que a outra segurava a cintura alheia, até o peito do ômega, especificamente, onde ficava o seu coração. – Eu estou falando de beleza interior, algo que é mais importante do que uma  e boa aparência e que quase ninguém tem. – Esclareceu e o investiu fundo logo depois, atingindo inconscientemente a próstata do menor, ouvindo-o praticamente gritar afoito, na medida em que arregalava os olhos e apertava os nós que haviam nos dedos com força, sem saber como reagir direito diante de uma sensação tão estupefata; perante um prazer tão enlouquecedor e instigante. – Achei? – Indagou, mudando completamente de assunto, esticando mais uma vez naquele local, sorrindo ao contemplar a estatura do menor estremecer completamente, indicando que sim, de fato, ele achara o ponto de êxtase do seu ruivinho.

– C-Céus, Jeon! Não pare, por favor, não pare. – Exclamou com a voz fraca e baixa, soando arrastada e muito manhosa, o que instigava Jungkook, a continuar, como se aquilo fosse  o seu passe livre, ou fonte de inspiração. – I-Isso é… A-Ah…

O Park queria sim sorrir e agradecer por todo aquele falatório do seu namorado, contudo, não conseguia, estava totalmente inerte e imerso naquele turbilhão de sensações incríveis, ao menos conseguiu direito formular uma frase, imagine proferir um “obrigado”.

– Está gostoso? – Riu nasalado ao apreciar o mais novo naquele transe tão delicioso, enquanto escorregava o seu pau para dentro do mesmo novamente, ainda muito vagaroso, arfando logo em seguida. – Gosta do meu pau entrando e saindo devagar assim de você? – Perguntou, apertando a silhueta fina do garoto, enquanto invadia os fios arruivados do mesmo com a ponta dos dedos enroscando os seus dígitos nas madeixas do cabelo, exercendo uma pequena pressão, antes de os puxar para trás delicadamente, pendendo a cabeça do ômega, deixando toda a curvatura do seu pescoço exposta para si, a qual rapidamente tratou de guiar os lábios, os encostando com força, deixando ali um selar brusco. – Porque eu acho delicioso.

– G-Gosto, e-eu… – Aspirou o ar fundo, ondulando as suas costas, movimentando o seu quadril levemente, querendo sentir aquilo mais rápido, mesmo que fosse gostoso a lentidão do pênis do alfa lhe penetrando por hora. Queria mais, de fato. – Puta merda, Jungkook, v-vai mais rápido. – Liberou aquele palavrão sem perceber, porque sim, Park Jimin conhecia milhares de palavrões, apenas não os proferia por achar um gesto feio, mal educado, entretanto, naquele momento foi inevitável, assim como também fora inevitável não lamuriar frustrado e inflar as bochechas quando o lúpus saiu de dentro de si

– Você quer mais, huh? – Questionou, sem afastar os lábios da clavicula do mais novo, estava entretido demais, brincando com a boca naquele região tão sensível e bonita. E o garoto quase, quase conseguiu responder a pergunta anterior do alfa, isto é, se não tivesse sido interrompido por um grunhido alto e agudo ao sentir este mesmo lhe penetrar outra vez, com força, sem nenhum tipo de aviso prévio antes, passando a estocá-lo com rapidez assim como fora pedido.

Berrou, lamuriou e choramingou alto, tentando cravar as suas unhas no mármore da pia, para descontar aquela onda de prazer intenso que recebera agora a pouco, o que, obviamente, fora impossível.

Ah, Park Jimin estava tão imerso, estupefato e consequentemente incapaz de conseguir digerir aquelas sensações novas que a todo momento, chegavam cada vez mais forte, formando assim um turbilhão de maravilhas e desejos.

Park Jimin estava mesmo era ficando louco.

O alfa lúpus praticamente dobrou-se para frente mais uma vez, voltando a encostar o seu peito nas costas macias do pequeno, aspirando o doce aroma do mesmo, antes de colar a sua boca no ouvido daquele, como se estivesse prestes a contar um segredo.

– Ah, J-Jiminnie… Você é tão gostoso. – Sussurrou, largando os cabelos do próprio, para agarrar com as duas mãos, a cintura definida do menino, mexendo-a na mesma velocidade em que o estocava, fazendo com que o mais novo rebolasse em oposição ao seu pênis, durante os intervalos de tempo os quais gemia deleitoso. – Me toma tão bem, por Deus. Chega a ser pecaminoso. – Concluiu e por último, arrastou sua língua no lóbulo da orelha do mais novo, levando-o até a bochecha cheinha deste, deixando uma forte mordida ali, podendo ver claramente, depois, as marcas do seu dente.

Jimin balbuciou algumas palavras em voz alta, virando o rosto depois de ter ganhado aquela  mordida, encarando o alfa por cima do seu ombro, enquanto tentava a todo custo amenizar ou apenas absorver as milhares de coisas sem definições específicas que sentia.

– Kookie-ah! – Tremeu, cansado de ter que aguentar sozinho todos os sentimentos surpreendíveis que constantemente vinham um atrás do outro, sendo sempre em todas as vezes, deliciosos e marcantes, todavia, por mais que desejasse diminuir aquela onda intensa de calor, ele também queria mais, mendigava por isso. – J-Jungkook, me deixe tocá-lo também, oh, por favor... – Murmurou, isso teria saído tão adorável, se agora a palavra não tivesse um outro sentido, o mais sujo que existe, aliás.

E Jungkook exprimiu sua contentação por ouvir aquele pedido com um breve riso.

– Você quer me tocar? – O investiu fundo, soltando um grunhido rouco em seguida, devido a alta pressão contra o seu membro, causada pela entrada estreita do garoto. – Peça de novo, meu amor. A sua voz está soando tão doce. – Beijou o ombro do alaranjado, arrancando um suspiro do mesmo em resposta ao contato seus lábios úmidos do Jeon na sua pele evidentemente cálida. – Argh, Jimin. Por favor, não pare de olhar para o espelho. – Abriu um sorrisinho de lado, fincando suas unhas no bumbum alheio, o estocando rápido, mais uma vez, agora outra, dando início à uma sequência de movimentos de ida e vinda ligeiros. – Veja como é lindo; o quanto eu gosto das suas caras e bocas belíssimas que você expressa quando estamos assim. – O mais novo não conseguiu responder nada, somente assentiu e dirigiu seu olhar até o seu reflexo novamente, enquanto amassava os lábios com os dentes, sentindo o gosto metálico do seu próprio sangue, vendo claramente, a sua imagem desgastada com tão pouca coisa.

Os cabelos alaranjados estavam bagunçados, a boca carnuda permanecia sendo pressionada por seus dentinhos levemente tortos – como mencionado anteriormente – sendo entre-aberta apenas quando um grunhido involuntário vinha, ou até mesmo um ofego. Na lateral da sua face, uma gota de suor escorria sutilmente, lhe dando por fim, um ar fodidamente sexy, precisava admitir.

Jungkook tinha grande efeito sobre si, de fato, isso era evidente.

Mas Jungkook não podia esquecer que, por mais gostoso que fosse, o ponto principal ali era lhe dar amor e não levar para outro lado, como quase estava fazendo. Não que fazer amor não fosse prazeroso, longe disso, na verdade.

Digamos que, por agora, estava tudo equilibrado, ou pelo menos quase isso.

Era difícil manter o controle quando se tinha um Park Jimin gemendo o seu nome enquanto rebola contra o seu pau, é claro.

O mesmo Park impulsionou seu corpo um pouco mais para frente, ao perceber suas pernas tremerem e ameaçarem fraquejar quando uma intensa satisfação lhe invadiu, lhe chutando para fora das suas faculdades mentais, o deixando mais insano do que já estava.

Jeon novamente havia encontrado o seu ponto mais sensível, surrando este umas três vezes seguidas, se não quatro.

– Gosta quando toco aqui? – Sorriu, arremetendo a próstata do ruivo de novo, tendo a visão do corpo do garoto bambeando do quadril para baixo, quase caindo por conta disso, se não fossem as mãos do alfa lhe segurando pela cintura firmemente. O menor grunhiu ainda mais alto, porém com sua voz falha, era como se estivesse perdendo os sentidos aos montes. – E você? Ainda quer me tocar, sim? – E de repente, parou de se mover, saindo do garoto, levando junto consigo um resmungo em reprovação vindo do outro, este último o qual arregalou os olhos, boquiaberto e indignado com a interrupção. – Me toque, meu anjo. Dance comigo, demonstre o que sente enquanto fazemos amor. – Disse, virando Jimin para si, os deixando frente a frente a frente, envolvendo as pernas do mesmo em sua cintura, colocando os braços também em seu pescoço, enquanto apoiava uma parte das costas do mesmo na pia.

Jimin não teve tempo nem de respirar direito, já havia sido penetrado de novo, recebendo agora estocadas rápidas e violentas. A sua intimidade praticamente se expandiu ao redor daquela enorme ereção gotejante, proporcionando para os dois indivíduos uma sensação de melhor conforto. O lúpus tratou de ir um pouco mais rápido do que já estava, queria fazer o ômega atingir o seu orgasmo logo, para assim prosseguir com o seu plano maluco e irresponsável que tinha em mente.

Tão rápido, que por um curto momento, a sua respiração se transformou num rosnado abafado.

Seu controle estava por um fio, mas ele conseguia, afinal, era Jeon Jungkook.

– Oh, Kookie… – Franziu o cenho, abordando uma expressão manhosa, na mesma medida em que finalmente inseria suas unhas curtinhas nas costas do alfa, arrastando-as até as nádegas cheinhas do mesmo, apertando-as, deixando um caminho ardente durante todo o percurso. – O-O Jimin ama você, muito e… Meu Deus!

Tentou retrucar, tendo suas próprias palavras dribladas e substituídas por grunhidos altos, agudos e semelhantes a um feminino, na mesma medida em que as maçãs do seu rosto ruborizavam-se por conta das tais ações citadas anteriormente. Jimin respirou fundo. Ele estava quente, quentíssimo, do modo mais insuportável que se possa imaginar. Sua entrada retraia o membro do outrem com frequência, enquanto a sua ereção esquecida pulsava, gritando, mendigando por atenção.

O Park iria atingir o seu primeiro ápice e Jungkook mais do que ninguém, sabia disso.

– E-Eu quero o seu nó, alfa… – Suplicou, agoniado, querendo desfazer-se de vez.

– Eu vou lhe dar com todo o meu amor, meu doce. – Retrucou, com a voz calma, por mais incrível que parecesse, sem parar com as investidas fortes e bruscas, fazendo o corpo do menino mais uma vez, estremecer. – Ah, por favor, venha comigo. – Pediu baixo, estava quase a ponto de ejacular também.

E então, Jimin assentiu, tendo os tecidos sensíveis do seu interior inchados ao redor do pau do lúpus, no qual tratou de aumentar os seus movimentos, batendo várias vezes naquele ponto específico do garoto  por consequência, arrancando do mesmo todos os tipos de variados gritos que existiam.

Os músculos do ômega tencionaram, enquanto as demais partes do seu corpo praticamente, convulsionavam constantemente. Os batimentos acelerados do seu coração combinavam com a respiração ofegante do seu alfa e logo, num piscar de olhos – no exato segundo em que um conjunto de eletricidade percorreu por dentro de si – o Park se desfez, jorrando assim o seu líquido pegajoso no abdômen de Jungkook, sem ao menos ser tocado por este.

E Jungkook por sua vez, ao sentir o interior estreito do garoto se apertar mais contra si, também se desmanchou, quase juntamente ao seu ômega, urrando alto simultâneamente, enquanto esguichava a sua porra dentro do orifício do mesmo, fazendo com que este grunhisse fraco com todos aqueles jatos de sêmen lhe preenchendo com verocidade.  

E o Jeon sorriu vitorioso, fixando seu olhar no garoto suado, arfante e completamente esgotado. Orgulhoso de si mesmo, afrouxou o aperto na cintura do ruivo pendurado em si e apoiado na pequena mesa, tomando a decisão de levar o seu rosto até a região do ombro do baixinho mais uma vez, sentindo duas gengivas formigarem e logo suas presas estarem a mostra. Posteriormente, roçou-as sobre a tez suada e quente, juntamente de um deslizar de língua, logo, fincando os seus dentes ali, arrancando um grito agudo do garoto, que arregalou os seus olhos ao se dar conta do que o mais velho estava fazendo.

Jungkook estava o marcando.

Sim, Jeon Jungkook, o único alfa lúpus de Busan e quem mais lhe amava estava o marcando, afinal, era isso que pretendia fazer quando o ômega havia lhe pedido uma demonstração do seu amor.

O marcar.

Porque uma marca é muito mais do que ter um ômega submisso a você a qualquer hora, uma marca mesmo, significa compromisso, a certeza de que você encontrou alguém para passar o resto da vida contigo, ao seu lado, e não abaixo de você; uma marca é acima de tudo, uma das maiores provas de amor que existiam naquele universo paralelo.

E Jungkook a fez.

Mas como descrever o que Jimin sentia naquele momento? Ah, é quase impossível.

Estava quase desmaiando, já que, uma marcava feita após o que exerceram ali, arrancava duas vezes mais energia de ambos, principalmente de Jimin, que era um ômega dócil. Entretanto, em nenhum momento ele deixou de sorrir, ou até mesmo, se conteve para não derramar uma gota sequer de lágrima junto ao seu suor.

De fato, era o ruivinho mais feliz de todo o mundo.

E olha que o mundo é enorme.

Jungkook retirou suas presas da epiderme do garoto, lambendo a marca que havia ficado ali com alguns poucos resquícios de sangue, causando consequentemente, um arrepio no espinhaço e por entre as pernas do ômega e por fim, foi saindo aos poucos do mesmo; vagarosamente, fazendo com que toda a sua porra escorresse pelo interior das coxas fartas do acobreado até caírem no chão, oh, e Jungkook achava aquilo lindo, mas estava ocupado demais no momento, abraçando todo o corpinho mole do seu namorado, para apreciar aquilo, mesmo que quisesse.

Quanto a Jimin, esse estava morto, no sentido figurado da palavra, é claro. No entanto, estava muito feliz, porra e como estava feliz, poderia até dizer isso a Jungkook, mas agora era quase impossível, já que a falta de fôlego lhe impedia de exercer isto. Porém, não se preocupava muito com isso agora, teria todo o tempo para falar isso depois.

Por último, o mais velho arrumou os fios ruivos desalinhados e grudados na testa do menino por conta do suor, deixando um selar terno, carregado de carinho ali no meio. Sorrindo agora, não muito diferente das outras vezes, de maneira doce, enquanto observava o acobreado em meio as tentativas de normalizar o ar que ambos faziam arduamente.

– Eu te amo demais. – E foi o que Jungkook confessou baixinho, no pé do ouvido do menino mais novo que si, sem o soltar daquele abraço, sendo o único motivo pelo qual o baixinho estava dobrando o seu sorriso de tamanho.

Céus, era tão bom ficar abraçado assim com o Jeon, em silêncio, sentindo o seu cheirinho de tão perto enquanto sorria e ofegava de vez em quando.

Ah, certamente, aquilo deveria ser a oitava maravilha do universo.

– Kookie-ah… – O chamou numa entonação fraca, recebendo imediatamente a atenção deste, que o olhou pelo canto do olho, sem fazer muito esforço, até porque, também estava bastante cansado. – O-O Jimin… O Jimin pode perguntar agora? – Interrogou, causando um pequeno riso em Jungkook, ao perceber que, tinha na verdade feito duas perguntas. O moreno então, balançou a cabeça, confirmando, lembrando-se de que no começo, tinha pedido para ele tirar qualquer dúvida depois ou seja, neste momento. – N-Nós fizemos sexo?

E Jungkook suspirou, parece que Jimin não tinha entendido bem o propósito daquilo, ou talvez só estivesse confuso, entretanto não se importaria de explicar de novo.

Aliás, não se importaria de fazer nada por ele.

– Não, Jimin, nós fizemos amor. – Respondeu, sentando o garoto cuidadosamente em cima da superfície da pia, na mesma medida em que o olhava ternamente, de maneira intensa. – Tudo o que eu fiz foi amar cada centímetro do seu corpo. – Explicou, segurando a mãozinha delicada e miudinha do seu pequeno, beijando a pontinha de cada um dos seus dedos, antes de sorrir. – Foi mostrar a você que não, não importa quais roupas você use, não importa o sexo que você tenha, não importa se você é diferente ou igual, eu te amo e sempre te amarei. – Proferiu sorrindo, vendo Jimin agora lhe encarar de volta, com os olhinhos brilhando, levemente marejados. – Eu mostrei que você é lindo por dentro e claramente por fora, amando cada um desses lados e eu lhe marquei, marquei porque nunca tive tanta certeza do que sinto por alguém. Marquei porque, estamos destinados à isso, Park Jimin, eu amo somente você. – Continuou, entrelaçando seu dedo com os alheios, selando duas vezes os lábios inchados e avermelhados do outrem. – Porque você, apenas você, é o ômega da minha vida, você me faz sentir todas essas coisas loucas de filmes. E sabe, só você me completa tão bem. – Sorriu sem graça, deixando um último selar no rosto do garoto. – Eu amo somente você. – Repetiu, completando sua fala por fim, apreciando aquela lágrima tão significativa deslizar pela bochecha gordinha do mais novo, este que, imediatamente, agarrou ainda mais forte o pescoço do seu alfa, o apertando, enquanto juntava os lábios de ambos demoradamente.

– Eu amo você, Kookie, mais do que qualquer outra coisa que existe, faria tudo por você. – Ditou rápido, entre o curto soluço emotivo que dera. – O Jimin te ama demais e sabe, o Jimin nunca se sentiu tão bem como se sente ao seu lado agor-

Foi cortado ao ter os lábios pressionados por Jungkook, que olhe fitou nos olhos, sorrindo ternamente.

– Não precisa dizer nada, meu amor. Eu sei. – Comentou, não querendo ser convencido, somente com o intuito mesmo de acabar com aquilo, até porque, sabia o quão Jimin estava desgastado, mesmo que tenham feito pouca coisa, mesmo que quisesse continuar jurinhas de amor com o seu ômega. – Apenas continue olhando para o espelho, Jimin. – Pediu e assim Jimin fez, virou o rosto devagar, encarando o reflexo nu de ambos no espelho, tombado a cabeça para o lado, um tanto confuso. – Agora sorria e veja, você é lindo.

E o coração de Jimin acelerou, Céus, bateu tão rápido que ele realmente sorriu, fazendo os seus olhinhos desaparecerem por um segundo, deixando que, o restante das poucas lágrimas caíssem também.

Ah, Jungkook estava certo, o que havia pensado antes, de fato, fora totalmente equívoco seu.

Park Jimin era lindo.

E Park Jimin, ficava ainda mais lindo, ao lado de Jeon Jungkook.


Notas Finais


Tá razoável de se ler? Me digam mesmo, porque, quero melhorar o possível nisso.

Outra coisinha, amores da minha vida: eu não sou muito ativa em grupo, portanto, se quiserem falar comigo ou algo assim - eu gosto muito, ta? Sou lesgal e não mordo, juro djdjd - me adc, me manda MP, sei lá, me chama no wpp: 7.5 .9. 9.2.2.4.5.8.6.3-.

OBS: Vou responder o comentário de quem faltou agora mesmo, desculpem a demora. Enfim, agora esse é o momento em que eu corro. (é claro, obrigada por tudo ♥♥)

Corre~


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