História Meu amado inimigo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Radamanthys de Wyvern
Tags Camus, Cavaleiros Do Zodiaco, Radamanthys, Saint Seiya
Exibições 23
Palavras 2.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente linda!

To postando aqui para que não demorem muito para ler, mas já já irei corrigir o que precisar. hehehe
Até lá, aproveitem o capítulo. <3.

Capítulo 2 - 2- Os Pupilos


Fanfic / Fanfiction Meu amado inimigo - Capítulo 2 - 2- Os Pupilos

                   Suas pálpebras estavam mais pesadas que o de costume.

                   O colchão parecia prendê-lo, numa confortável armadilha para evitar a realidade que vivia.

                Camus se revirou na cama, despertando de um sonho que nunca desejou sair. Ele revivia um dos momentos felizes que teve ao lado de Milo.

 

                “-Você é meu, Camyu! Meu namorado e amigo. -Dizia Milo acariciando seus longos fios ruivos.

                Estavam sentados embaixo de uma árvore, descansando após um árduo dia de treinamento.

                -Promete que só vai me amar? -Os olhos azuis esperavam pela resposta.

                Após uma breve pausa veio a resposta do aquariano, num sussurro.

                -Prometo.”

 

                O francês não tinha o costume de dizer o que sentia na época, o que deixava Milo inseguro. Os jovens adolescentes tiveram mais momentos assim. O cavaleiro de escorpião sempre querendo ouvir da boca de Camus se ele sentia da mesma maneira e o frio cavaleiro sentindo mais do que falando, aprendendo a se abrir com o homem que amava.

                Por que a vida não poderia ser sempre assim?

                Agora que estavam em época de paz, que poderiam finalmente viver o seu grande amor com toda a plenitude, o escorpião resolveu terminar com ele. E novamente seus olhos se enchiam de lágrimas ao pensar num amanhã sem aquele loiro radiante ao seu lado.

                -Vejo que está acordado.

                A voz grave ao seu lado fez com que ele despertasse de seus desvaneios. Virou para o lado e se assustou ao ver quem estava lá.

                Radamanthys estava sentado na cama, com as pernas ainda embaixo do cobertor. Ele lia um jornal enquanto tomava um chá preto. Havia uma bandeja de café da manhã no criado mudo, onde ele já havia comido algumas torradas com omelete.

                Parecia ignorar o choque do aquariano ao seu lado, não tirando os olhos do jornal.

                -Mas o que é isso?! -Camus sentou-se de supetão, notando que ainda estava apenas com a roupa de baixo e descoberto.

                -Você já esqueceu o show que deu no meu banheiro ontem à noite? E eu não tenho culpa que desmaiou na minha cama e parece ter sérios problemas em se manter coberto.

                O aquariano estava boquiaberto ao relembrar-se da noite passada. Não conseguia usar cobertores porque na Grécia fazia muito calor. Até notou o ar condicionado ligado, porém ainda era uma temperatura acima da qual seu corpo gostava. Fez menção de se levantar, mas foi impedido pelo braço de Radamanthys.

                -O que você qu...? Mmm.

                A boca de Camus foi invadida por um morango. O inglês colocou o garfo de volta na bandeja, colocando-a no colo do ruivo.

                -Ontem você acabou não comendo a refeição que pedi. Coma algo antes de se levantar ou irá desmaiar no chão novamente e hoje não estou com paciência para ser sua babá.

                Dito isso, ele voltou a ler o jornal, como se fosse um dia qualquer.

                O francês mastigou o morango envergonhado e zangado consigo mesmo, e ainda que sua vontade fosse desaparecer na velocidade da luz daquele quarto, sabia que Radamanthys tinha razão. O motivo maior de ter passado mal era porque não estava se alimentando bem desde que voltou a vida.

Não sentia muita vontade de aproveitar essa segunda chance. Na verdade, não se sentia merecedor. Voltar para Asgard fez com que ele percebesse que falhou em muitas coisas, como, por exemplo, com Hyoga na sua educação. Havia sido tão rígido com o pobre cisne, mas se deixou levar pelas suas emoções quando viu que a alma de Surt estava em jogo.

                Não poderia perdê-lo para a escuridão de Loki. No entanto, ao salvar a alma do amigo, acabou perdendo o amor de Milo.

                E não sabia dizer se estava arrependido ou não.

                Sem muito ânimo, começou a comer as frutas que estavam na bandeja, aceitando a situação surreal na qual se encontrava.

                -Hoje teremos os marinhas se apresentando. Acho que irão falar sobre as correntes marítimas e os efeitos causados pelo aquecimento global.

                -Meu antigo pupilo irá ser um dos palestrantes de hoje. Ele vai falar sobre os combustíveis fósseis também.

                -Você é mestre? E de um marinha? -Questionou o servo de Hades.

                -Antes ele foi um aspirante à armadura de cisne.

                -Então o cavaleiro de cisne também é seu discípulo!?

                -Sim. Os dois cresceram juntos por um tempo, mas uma tragédia levou Isaac para as profundezas do oceano.

                Lembrar do acidente de Isaac apenas reforçou o que pensava sobre si. Que havia falhado como mestre deles.

                -Deve estar orgulhoso dos seus pupilos. Ambos chegaram muito longe! Você deve ser um mestre formidável.

                O loiro estava genuinamente admirado. Ser mestre, ainda mais com as responsabilidades de um cavaleiro de ouro deve ser um árduo trabalho. Ele mesmo jamais pensou em treinar ninguém, o que dirá dois cavaleiros?

Camus tomou um gole de café amargo para disfarçar que havia ficado envergonhado com o comentário.

                -Não sei se fui, mas tenho realmente orgulho por eles. São jovens fantásticos. -Sorriu minimamente.

                O ruivo terminou de tomar o café e se levantou, sentindo-se melhor naquela manhã. Virou-se para o juiz que apenas apontou para uma poltrona onde havia roupas separadas.

                -Onde estão as minhas roupas? -Perguntou enquanto vestia uma camisa esverdeada.

                -Mandei lavar. Mais tarde eles entregarão no seu quarto.

                -Radamanthys, desculpe pelo incomodo. Se puder manter a discrição eu ficaria grato.

                -Não era como se eu tivesse coisa melhor para fazer. Não se preocupe, será o nosso segredinho.

                O sorriso irônico no rosto do inglês constrangia o santo de Atena, fazendo ele questionar o que estava incomodando-o naquele momento.

                -Por acaso ontem, nós... -O santo de Atena ficou da cor do cabelo, embora seu rosto tentasse permanecer indiferente.

                -Você está conseguindo andar bem?

                -Hã?

                -Se tivéssemos tido algo ontem, eu garanto que não conseguiria sair da cama, Camus.

                O sorriso sedutor estava ali novamente. E o constrangimento do francês também. Ele até pensou em revidar o comentário, chegando a abrir a boca, mas as palavras morriam sufocadas em sua garganta. Iria relevar, afinal estava em débito com o inglês. Fechou a cara e terminou de se vestir.

                “Quanta petulância! ”

                O juiz se divertia com as reações do outro. Não imaginava que o cavaleiro de aquário pudesse ser tão interessante, além de gostoso. Naquele momento incomum, percebia que Camus não sabia lidar com a situação, esquecendo de sua frieza habitual.

                -Você poderia ver se tem alguém no corredor?

                -Não quer ser visto saindo do meu quarto? -Se fez de ofendido.

                -Radamanthys!

                O juiz se levantou, mostrando um bom humor nada habitual. Camus podia jurar que ele se controlava para não rir de sua cara, ficando profundamente irritado com o inglês. Mesmo com toda aquela irritação, não pode deixar de notar que ele estava apenas de samba canção, expondo o corpo tonificado dele. E o que dizer da loção refrescante que sentia? Seu andar firme e imperial atraia toda a atenção para si. O francês tentou não observar, mas ficou difícil quando loiro passou ao seu lado, mostrando as costas largas e musculosas quando abriu a porta.

                “O que estou fazendo? Eu gosto do Milo! Não posso sentir atração por mais ninguém. ”

                O juiz viu que não tinha ninguém no corredor e virou-se para Camus.

                -Pode ir.

                -Obrigado, estou em débito com você.

                O francês foi atravessar a porta, quando sentiu os dois braços do outro em sua cintura. O juiz tinha tomado uma decisão enquanto o cavaleiro estava uma confusão só.

                -Camus. -Disse rente a sua orelha, deixando escapar o calor de sua boca. -Eu vou cobrar.

                O nariz do juiz encostou no seu pescoço, aspirando o seu cheiro, sentindo um arrepio na espinha. Sua respiração ficou suspensa quando sentiu os lábios dele depositarem um beijo.

                Por outro lado, Radamanthys ao ver Camus vestido com suas roupas e prestes a sair de seu quarto, não teve dúvidas.

Iria tomá-lo como amante.

                -Até mais tarde, cavaleiro de Atena. -Disse empurrando-o de forma gentil para fora de seu quarto.

                E a porta foi fechada, não dando a oportunidade do francês rebater aquela atitude. Foi até o elevador, sentindo-se levemente desorientado pela proximidade do inglês.

                Seu coração estava disparado, ainda sentindo a sensação do beijo do outro em sua pele.

                Seu rosto parecia arder em chamas. Mas o pior foi sentir a loção que o maldito usava e constatar que gostou dela. Por ser maior que Milo, os braços de Radamanthys pareciam abriga-lo melhor e embora ambos fossem sedutores por natureza, o loiro mais alto era misterioso e elegante em seus avanços, ao contrário do escorpião que sempre foi mais direto e desinibido.

                “Agora estou comparando os dois. Nunca mais beberei assim! Acordar na cama de um estranho, Camus? Francamente!”

                Ao sair do elevador, foi até seu quarto, encontrando Hyoga e Isaac conversando no lado de fora.

                -Mestre! -Disse Hyoga.

                Os dois foram até ele e o abraçaram.

                -Onde o senhor estava? -Perguntou o marina. Ele trajava uma roupa social acinzentada. Provavelmente pronto para o debate.

                -Estão aqui há muito tempo? -Perguntou o cavaleiro de ouro com um sorriso discreto no rosto, tentando mudar de assunto.

                -Não, chegamos há pouco. Ontem o senhor não nos atendeu, então pensamos em passar de manhã para lhe dar o seu presente. -Isaac mostrou-lhe uma caixa embrulhada.

                -Presente?

                -Sim. Feliz aniversário, Mestre Camus!

                Os dois sorriam para o mestre, que se recordou da noite de seu aniversário, se controlando para não acabar fazendo uma cara constrangida.

                -Vamos entrar?

                Os três entraram no quarto de Camus. Isaac foi se sentar no sofá, quando notou que a cama do francês ainda estava arrumada.

                -Parece que nosso mestre estava tendo uma noite agitada por ai.

                -Você saiu com Milo?

                Camus olhou para os dois pensando no que falar.

                -Não. Milo e eu não estamos mais juntos.

                -O que? Mas por que? -Hyoga não conseguia acreditar no que ouviu.

                O mais velho suspirou, sentando-se na sua cama.

                -Nós não conseguimos chegar num acordo sobre algumas coisas que aconteceram. E ele está com Shina ao que parece.

                -Com a Shina? -Hyoga estava inconformado. -Por que ele faz isso? Sempre que vocês brigam ele termina com você e sai com outras pessoas somente para depois fazerem as pazes. Vou quebrar a cara do Milo se ele fizer isso!

                -Hyoga! Não precisa abaixar seu nível. -Repreendeu o mestre. -Vamos dar tempo ao tempo, oui?

                Quando o francês ficava nervoso seu sotaque voltava.

                Mas o que Hyoga tinha dito era verdade. Milo tinha seus impulsos e acabava pedindo um tempo sempre que sua relação se desgastava. Seria esse o caso também?

                -Não vê como será diferente dessa vez, Hyoga? -Isaac tinha uma ironia na sua fala. -Veja as roupas largas de nosso mestre e o fato de que ele não passou a noite no quarto dele. Com certeza ele já achou alguém para entretê-lo, enquanto aquele escorpião fica por aí, mostrando a nova conquista dele.

                -Isaac!

                -Eu adoraria saber mais sobre sua noite, mas tenho que voltar. Hoje eu irei discursar. Obrigado pelos conselhos quando precisei fazer a pesquisa, mestre.

                -Já iremos descer também para cumprimenta-los.

                -Ah, antes que eu esqueça. Kanon e eu estamos juntos oficialmente. Não gostaria que soubesse pelos outros.

                O Kraken se levantou e Camus pode notar que sorria satisfeito em vê-lo bem, mesmo que fosse com o irmão de Saga. Iria lhe dar um voto de confiança pelo que fez por Atena.

                “Pelo menos você está vivendo momentos felizes, Isaac. Você merece. “ Camus retribuiu o sorriso.

                -Você já havia morrido quando eu e Ikki começamos a namorar, mestre. Mas já estamos há 6 meses juntos.

                -Creio que não o conheço muito bem.

                -Um dia vamos todos ter uma refeição juntos para apresenta-los, certo Isaac?

                -Claro. E leve seu amante misterioso junto. Adoraria ver quem se atreve a dar em cima de nosso mestre sabendo que ele tem dois pupilos perigosos. Só aceitaremos o melhor partido para você.

                -Estou perdido. -Levantou as mãos em rendição. Não tinha como negar que aqueles dois jovens o divertia e lhes traziam um pouco de paz.

                Era como se quase pudesse esquecer o conflito que vinha sentindo. Isaac foi embora e Hyoga continuou falando de Ikki para que Camus soubesse mais sobre ele. Diferente de Isaac que era mais ousado, o outro aquariano não insistiu em saber com quem seu mestre passara a noite.

                Camus abriu o presente, ficando surpreso ao ver o que era.

                -Mas esse livro é de Atlântida!

                -Sabíamos que o senhor iria gostar. Isaac deu um jeito de conseguir um da biblioteca de Poseidon. Ele disse que não roubou, mas.... Bem, mestre. Vou me arrumar também. Até logo!

                -Até breve, Hyoga.

                O ruivo levou seu pupilo até a porta, se deparando com uma camareira que se aproximava.

                -Senhor, aqui está suas roupas.

                Ela entregou numa sacola de plástico as roupas limpas de Camus. Em cima do plástico havia um bilhete. O ruivo estranhou e leu para ver o que era.

                -É um pesadelo.

 

               

 



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