História Meu Amado Verão (Imagine Kai) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai
Tags Jongin, Kai, Mar, Verão
Visualizações 101
Palavras 2.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá....

Voltei com mais uma capitulo dessa fic tão gostosa, serio, eu amo o verão e amo praia, acho que é por isso que eu amo escrever.

Nem demorei tanto essa semana né, me esforcei bastante pra trazer o capitulo em menos de 7 dias, acho que consegui.

Agradeço a minha irmã caçula por ter revisado, ela sempre é a primeira a ler meus capítulos, te amo neném <3

Obrigada também a todo o carinho que vocês tem por essa fic, também amo vcs <3

Sem mais delongas, boa leitura :D

Capítulo 3 - Promessa


Fanfic / Fanfiction Meu Amado Verão (Imagine Kai) - Capítulo 3 - Promessa

“Olá anjo, você é como uma pintura. É tudo que vejo quando olho pro céu. As luzes da cidade, mesmo que elas se apaguem e a lua desaparecer, ainda é brilhante porque tenho uma estrela que caiu do céu e é você. Eu dei tudo de mim para aqueles céus e eles me deram você. Quero manter você ao meu lado, assim você pode fugir de volta para os céus, te prender aqui em baixo, mantê-la comigo, te abraçar.”

 

 

 

Céu e mar, sol e lua, tão diferentes, mas tão iguais, ambos se completam, eu e Jongin também somos assim, diferentes, porém  iguais, temos vidas diferentes, costumes totalmente opostos um do outro, mas quando nos encontramos era como se isso não existisse e todo o mundo fosse só nosso.

Estávamos sentados na areia, olhando para o horizonte perfeito a nossa frente, aquela cena parecia se repetir como um Déjà vu.

- Então, já faz cinco anos, porque você sumiu? – Perguntou depois de um tempo.

Senti meu estômago revirar, ouvir sua voz macia era tão bom.

- Depois daquele dia, meu pai me mandou para um internato na Inglaterra, só consegui voltar depois de terminar a faculdade.

Houve outra pausa em sua fala. Jongin não era de pensar tanto, pelo que eu me lembro, ele falava pelos cotovelos, acho que muita coisa mudou desde então, olhar para o rosto dele sério era uma sensação nova para mim.

- Me desculpe sereia, se eu não tivesse...

- Ei. – O interrompi. – Já passou, não vamos ficar lembrando o passado. – Sorri.

- Certo, mas porque você voltou depois de tanto tempo?

Suspirei.

- Meus pais vão se separar e eu vim vender a casa.

Jongin me olhou assustado, não pude evitar sorrir.

- Como assim vender? Você adora aquele lugar?

- É só uma casa velha Jonginnie, eu posso comprar outra.

 

Ficar perto de Jongin outra vez era tão bom, passamos a manhã conversando e contando as novidades, os cinco anos realmente não foram fáceis. Ele agora trabalha sozinho no mar, seu pai desenvolveu um problema sério na coluna por conta da idade, então, Jongin ficou responsável por pescar todo o peixe de venda enquanto sua mãe fazia um artesanato ou outro para ajudar, felizmente, conseguiram comprar um pequeno lugar no centro para vender os peixes.

- Então você não terminou o ensino médio?

Ele sorriu largo.

- Terminei sim, mas não entrei em nenhuma faculdade, não tenho dinheiro e meus pais dependem de mim agora.

Porque tudo na vida de Jongin é difícil e na minha não? Eu tenho tudo que o Jongin não tem e ele tem tudo que um dia eu quis ter, duas formas injustas de viver, dois destinos completamente opostos.

- Se eu puder ajudar, não hesite em pedir. – Propus.

- Me desculpe sereia, mas eu não quero seu dinheiro, eu posso conseguir pescando mais, não se preocupe. – Falou sério. – A conversa está boa, mas, eu preciso ir, tenho que levar os peixes.

Jongin levantou-se e eu o segui.

- Eu posso ajudar?

Ele caminhou até a jangada e foi tirando os peixes de lá.

- Você não vai aguentar o cheiro forte, sereia, então é melhor não.

Jongin continuou seu trabalho sem me olhar, o que diabos tinha acontecido nesses cinco anos?

- E quem disse que eu não aguento? – Cruzei os braços e fiz bico.

- Teimosa como sempre. – Suspirou. – Já que você quer tanto ajudar, carregue essa caixa aqui, você acha que consegue?

- É claro que sim. – Jongin arqueou a sobrancelha.

Ele me entregou a caixa que estava levemente pesada, ele pegou a rede e a vara de pesca , caminhamos pela praia até chegar a uma pequena vila, a qual eu me recordava muito bem.

Por incrível que pareça, percorremos todo o caminho em silêncio, o que era bem estranho, pois pelo que me lembro, Jongin sempre fora muito falante e serelepe, é certo que naquele tempo tudo era mais fácil, nós não tínhamos tantas responsabilidades como agora, acho que a vida não foi tão gentil com ele e tão pouco foi comigo.

Assim que chegamos a uma casa um pouco afastada da vila, eu lembrei, o cercado azul, a pequena horta da Sra.Kim e aquela árvore que eu recordava muito bem. Jongin abriu a porta do cercado e Monggu disparou para dentro, o segui, a casa ainda era a mesma de antes, uma varanda com uma rede vermelha, um pouco velha por sinal, ainda era mesma , Jongin e eu costumávamos nos balançar ali quando pequenos, sorri ao me lembrar.

- Do que está rindo? – perguntou serio assim que chegamos à pequena varanda.

- Lembra quando nos balançávamos na rede?

- Me lembro, você morria de medo quando eu ia bem forte. – Jongin soltou uma risada bem alta.

- Ei, não tem graça, eu era uma criança e tinha medo de altura. – Disse indignada.

- Vamos entrar sereia.

Jongin abriu a porta e entramos, por incrível que pareça, o cheiro de biscoitos pairava sobre o lugar e era igual ao que eu me lembrava.

- Mamãe, está em casa? Trouxe visita.

- Estou na cozinha, filho, desde quando você trás visitas aqui em casa?

A mãe de Jongin apareceu na sala, assim que me viu, seu sorriso abriu-se da mesma forma como eu me lembrava, ela estava diferente desde a última vez, as rugas já apareciam no cantinho dos olhos e os cabelos já estavam quase todos grisalhos.

- Meu Deus, peixinha.

- Sou eu mami. – Falei seu velho apelido.

Ganhei um abraço tão apertado quanto o de Jongin, o cheirinho de biscoitos estava nela, eu realmente senti falta, eu a considerava como a mãe que nunca tive, não que minha mãe não tivesse me dado carinho, mas era diferente, aqui nos verões neste mesmo lugar, eu aprendi realmente o que é viver e isso não era baseado em ter todo o dinheiro do mundo ou muitos prédios e casas, mas sim em ter amor, companheirismo e humildade.

- Você cresceu, se tornou uma mulher muito bonita.

- Muito obrigada Sra.Kim.

- Venha aqui menina,vamos comer uns biscoitos enquanto Nini toma um banho.

Sempre tão doce e receptiva, Sra.Kim era um exemplo de mulher e mãe guerreira, seus ensinamentos eu iria levar para vida toda, e como era de se esperar, mami me deu leite com biscoitos, assim como fazia anos atrás, o sorriso ainda permanência em seus lábios, tudo parecia tão nostálgico que eu nem consigo explicar.

- Minha doce menina, que bom que voltou, realmente senti sua falta nos verões.

A mãe de Jongin sentou-se a minha frente, em uma cadeira velha na mesa de madeira, ainda era a mesma de antes, Jongin estava tomando banho, enquanto eu comia aqueles deliciosos biscoitos.

- Muitas coisas aconteceram mami. – Suspirei. – Eu quero pedir desculpas, por tudo que aconteceu naquele dia.

- Eu sei que você não tem culpa criança, não se preocupe, afinal, tudo já passou. – Sorriu docemente. – Nini ficou muito triste depois de sua partida.

- Eu sei, deve ter sido doloroso, ele mudou mami, de alguma forma, ele parece mais... Hum... Sei lá...

- Fechado?

- É, acho que é isso.

Ela pegou uma espécie de caixa, feito com conchas, estava quase terminada, então ela começou a dar os toques finais no artesanato.

- Lembra que Jongin nunca se preocupava em ter dinheiro? – Concordei com a cabeça. – No mesmo ano que você foi embora Jong ficou doente, ele passou a ser ambicioso e orgulhoso, pensava sempre em ganhar dinheiro, ser alguém rico, uma vez ele mencionou que você não estava aqui por sermos pobres, como se você ligasse para isso.

As coisas realmente haviam mudado, o doce e inocente Jongin, que não ligava para as diferenças nem para o dinheiro estava apenas em minhas memórias, na realidade ele não existia mais, saber que nossa amizade pode ser arruinada por conta disso me deixa, parcialmente, com medo e receio.

- Vou tentar falar com ele.

- Nem tente criança, eu e Jong já tentamos, mas parece que as coisas materiais se tornaram mais importantes pra ele.

Ouvir isso da própria mãe de Jongin, realmente, era algo a se temer.

 

(...)

 

O sol estava se pondo no horizonte, parcialmente coberto pelas árvores, eu estava na varanda da família Kim, olhando a horta e a árvore que eu tanto me recordava, caminhei até ela e fiquei em sua frente, o tempo fora favorável, ela estava com galhos enormes e seu tronco parecia mais forte que nunca, observei que em uma parte, ainda estava gravados as minhas iniciais e as do Kim, sorri largo, mesmo depois de anos aquela marca ainda estava lá, lembrando da promessa que fizemos embaixo desses galhos.

- Você ainda se lembra? – Falou Jongin ao chegar em silêncio.

- Claro que me lembro, como poderia esquecer a nossa promessa?

- Éramos crianças, sereia, vivíamos no nosso próprio mundo, tudo não passava de sonhos bobos que nunca vão se cumprir.

O olhei meio duvidosa.

- Você realmente acha que tudo era uma brincadeira? Jongin, o que prometemos naquele tempo ainda pode se tornar realidade, só precisamos confiar em nós mesmo.

Jongin sorriu, mas não era de felicidade, era de indignação, como se todas as minhas palavras não passassem de contos de fada, como se eu vivesse na terra do nunca e ele fosse o capitão gancho destruidor de sonhos.

- Você é incrível, sabia? Olha onde eu vivo, você acha mesmo que eu vou conseguir realizar um sonho bobo de criança? Parece até piada pra mim. – Cruzou os braços em indignação.

Ouvir aquelas palavras foram piores que mil facadas no peito, pra mim aquela promessa era inquebrável, o único sonho e ambição que eu tinha nessa vida, e saber que Jongin, o protagonista dele, não estava nem aí, meu mundo pareceu desmoronar, não deveria ter confiando em lembranças tão toscas do passado, memórias essas que eu recordava todos os dias, como uma tortura infinita, rasgando meu peito e chegando ao meu coração quebrado e infeliz.

- Tudo bem Kim, eu só achei... Só achei que nossa amizade permaneceria intacta, mesmo depois de tudo que passamos, vejo que você mudou. – Olhei diretamente em seus olhos. – Você não é mais o Jonginnie que eu conheço.

O nó em seus braços se desfez e a expressão de arrependimento beirava sua face morena.

- Sereia, eu não...

- Tenho que ir, de um beijo em seus pais por mim. – Caminhei até a porta do cercado azul. – Foi bom te ver, Jonginnie. – Sorri e sai correndo antes que ele visse as lágrimas se formando em meus olhos.

 

 

Alguns anos atrás...

 

O sol estava tão quente aquela tarde que não consegui ficar nem perto da praia, minha mãe me proibiu de entrar no mar, o que deixou eu e Jonginnie muito tristes, tínhamos planejado a tarde inteira de brincadeiras na água, mas deixando isso de lado, o que importa é que eu estou com ele, meu melhor amigo.

Estávamos brincando perto da árvore que o Sr.Kim havia plantado, seu tronco não era tão grande nem os galhos, mas mesmo assim, fazia uma sombra gostosa.

- Jonginnie, vamos parar, estou cansada. – Disse apoiando minhas mãos nos joelhos.

- Por isso que meninas são fracas. – Jongin não parava de correr em círculos.

Caminhei até perto da árvore onde tinha sombra e me joguei ali, ofegante, totalmente cansada, o céu estava azul e sem nuvens naquela tarde. Vencido pelo cansaço, Jongin se deitou ao meu lado na grama, também ofegante.

- Olhe para o céu, Joginnie, estamos só nos dois no mundo, eu e você contra todos.

Sorrimos juntos, como se realmente o mundo fosse somente nosso.

- Ei, peixinha, o que você vai ser quando crescer? – perguntou de repente.

- Médica de peixinhos, vou cuidar de todos os peixes que ficam doentes, e você?

- Eu também quero ser médico de peixinhos, igual a você. – Ele parou por alguns segundos. – Já sei, vamos fazer uma promessa. – Jongin levantou-se e me puxou junto com ele.

- Que promessa?

- Quando crescermos, cuidaremos de todos os peixinhos doentes em nosso próprio lugar, vou comprar uma casa nova para os meus pais e uma pra você. – Disse todo eufórico.

- Para mim?

- Sim, daí quando formos adultos, casamos, igual ao papai e a mamãe.

Naquela tarde, prometemos um ao outro que seríamos inseparáveis, e mesmo que as diferenças tentassem nos separar, ficaríamos juntos, selando aquele pacto na árvore, com nossas iniciais marcadas em seu tronco, essa promessa seria eterna, assim como nossa amizade.


Notas Finais


Eita, parece que vem treta por ai,vixxiii.

Obrigada por lerem amores, até a proxima <3


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