História Meu amigo imaginário - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjos, Bts, Céu, Hoseok, Inferno, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Lemon, Namjin, Namjoon, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi, Ysskookie
Visualizações 229
Palavras 2.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores!

*Corre das pedras*

Capítulo 12 - A voz


-Já fazem três noites… - Falou Jungkook, baixo, triste, mais do que morto.


Já haviam se passado três noites desde o dia em que os anjos que conheceu - Yoongi, Seokjin, Hoseok e Namjoon. - fugiram.

Três noites que Jungkook passou pegando por seu suposto erro e, agora, seu corpo carregava os mais variados tipos de machucados. Ali haviam queimaduras, cortes, marcas roxas, pretas, vermelhas e esverdeadas. Era como um quadro abstrato ambulante, pintado pelos demônios daquele lugar horrível. Se sentia um verdadeiro saco de pancadas e, talvez, não fosse muito além disso mesmo.


As vozes que ouvia - Normalmente, chamando seu nome. - Tornavam-se cada vez mais presentes, frequentes, altas, claras, realistas, e o choro compulsivo o tomou logo na primeira noite, fazendo seu nariz arder de tanto fungar.

Era a depressão o enlouquecendo. O lembrando de que ele não era normal e que não tinha mais seus remédios para tentar controlar aquela desgraça que o perseguira mesmo após o suicídio.

Os surtos surgiam como um nada. Uma pequena tristeza batendo na porta de seu coraçãozinho frágil, depois ela crescia como uma árvore, alta e forte, tomando conta do espaço e atraindo os holofotes e então, quando o moreno percebia, já estava chorando como um recém-nascido com fome.


Agora, o Jeon se encontrava encolhido no canto da cela, os pulsos presos a algemas grossas e desconfortáveis que o machucavam, a respiração desregulada, coração acelerado, o corpo fraco tremendo de frio e a tristeza por saber que não podia simplesmente se matar, como havia feito em vida, pois já estava morto. - Em todos os sentidos.


-Você acha que ele volta? - Quem perguntou fora Park Jimin.

A verdade é que Jungkook estava enlouquecendo tanto que a presença do loirinho parecia cada vez mais real, mesmo que fosse apenas coisa da sua cabeça, fruto da imaginação fértil e da saúde mental instável. - Não que aquilo importasse afinal, era bom ter Park Jimin ao seu lado, para desabafar vez ou outra.


-Quem? - Jungkook perguntou para Jimin, que se mantinha sentado ao seu lado, no chão gelado da cela.

O loiro tinha o cabelo bem penteado e vestia roupas limpas, uma calça vermelha bonita e justa e uma camiseta, um look que caia bem em si, com uma paleta de cores alegre. Talvez Jungkook tentasse trazer um pouco de alegria para si mesmo ao imaginar Jimin com aquelas roupas.


-Kim Taehyung. - Disse ele, com sua voz aguda e suave. - Você acha que Kim Taehyung volta?


Jeon Jungkook suspirou. Às vezes se sentia mal por Jimin saber de cada mínimo detalhe sobre si e sobre sua vida - O loiro vinha de sua própria mente afinal. - pois parecia que o baixinho sempre queria conversar sobre coisas dolorosas de seu passado, com o objetivo de fazê-lo sentir-se melhor. - Nem sempre dava certo.


-Claro que vai! Por que ele não voltaria? - Perguntou, em desespero e até levemente irritado. Queria mudar de assunto.


-Kookie… Eu sou seu subconsciente. Se eu acredito que ele pode não voltar é porque, uma parte de você, também acredita nisso. - Falou Jimin, calmamente.


Jungkook deu de ombros, tentando empurrar aquela fala para o fundo de sua mente. Odiava o fato de Jimin saber tudo sobre si e sempre ser tão sincero.


-Não te criei para ser sincero. Te criei para me ajudar… - O moreno murmurou, emburrado.


Jimin sorriu pequeno e se aproximou do outro, acabando sentado ao seu lado.

-Eu sei disso. - Disse sorrindo. - É o que estou fazendo.


-Jungkook… - Uma terceira voz fez-se presente no ambiente e Jungkook já a havia ouvido antes.


O moreno se encolheu e abraçou as próprias pernas, assustado. Não importava quantas vezes ouvisse aquilo, sempre era horrível. Queria ter seus remédios consigo.


-Jimin, eu ouvi outra vez.


-Eu sei. - Disse Jimin. - Eu sou você. - Se explicou. - Escutei também. Tudo vai ficar bem. Você sabe que é só coisa da sua cabeça e não tem ninguém além de você aqui. - Falou o loirinho, ficando de frente para o Jeon, encarando as orbes escuras firmemente, tentando passar-lhe um pouco de segurança com suas orbes castanhas.


-Tem você também.


-Eu sou você, Jungkook.


Jeon jungkook suspirou, entristecido. Odiava aquilo tudo. Era tão confuso. Park Jimin parecia tão real - O que era bom já que Jimin foi criado para substituir Taehyung e este era real. - que ele chegava a acreditar em sua existência quando sua cabeça estava cheia demais para raciocinar direito.


Um barulho alto chamou sua atenção.


Um homem exageradamente alto - Uns três metros de altura, no mínimo. - com o rosto quase que completamente coberto por um tecido preto e os olhos castanhos levemente avermelhados - Um deles com uma cicatriz bem feia e chamativa o cortando. - mexia na grade da sua cela, abrindo-a.


Mais tortura.


Jungkook não suportava mais aquilo. Tinha certeza de que, se passasse por aquilo novamente, morreria sem nem tentar lutar contra. - Isso, é claro, se já não estivesse morto.


Não queria ser levado para a tortura de novo… Já haviam sido tantas vezes… Ainda podia sentir as dores da última e ouvir os próprios gritos e as risadas maldosas dos demônios.


O homem alto aproximou-se de si, a passos pesados que faziam barulho quando os pés iam contra o chão, e as pernas extremamente fortes do outro o assustaram, mas o medo tornou-se mais leve quando Jungkook percebeu que o homem apenas estava o soltando das algemas incômodas que prendiam seus pulsos. É… Provavelmente ele estava a caminho de mais uma tortura. Será que aguentaria mais uma? Bem… Tinha que aguentar.


Quando se encontrou solto não tentou correr. Já havia tentado fugir haviam dois dias e sabia que aquilo só tornaria seu castigo pior. Era impossível fugir do castelo negro.


Park Jimin encarava tudo o que acontecia, sem dizer uma única palavra, apenas curioso com tudo aquilo. Qual seria a tortura dessa vez?

O corpo de Jungkook já não aguentava mais.


O homem alto puxou os ombros de Jungkook e logo viu que o moreno não se aguentava em pé. As pernas de Jungkook estavam tão lesionadas que o moreno não conseguia se erguer sem cair novamente, como um boneco de pano.

-Ai! - Gritou alto quando o homem alto tentou fazê-lo andar, com o corpo de Jungkook apoiado em seus braços assustadoramente fortes e sem proporção alguma. - Pare… - Implorou num sussurro. A dor nas pernas longas do moreno era tanta que ele podia jurar que seu músculo rasgaria se desse sequer mais um passo.


O gigante tentou fazer com que Jungkook andasse novamente, mas tudo o que ganhou foi mais um grito alto e o Jeon desabando no chão abaixo de si.


Park Jimin sentiu a primeira lágrima escorrer. Odiava ver Jungkook naquele estado, mas era apenas um amigo imaginário, não podia fazer nada além de assistir e rezar para que tudo desse certo - Rezar no inferno… Grande ironia. - afinal, sequer tinha um corpo vivo.


-Jungkookie… - O baixinho sussurrou, tristemente,, assistindo a cena do Jeon tentando se erguer e gritando de dor logo em seguida, para então cair no chão duro.

Jimin queria tanto poder fazer alguma coisa… Queria tanto… Se sentia como o pinóquio quando este desejo ser um menino de verdade. Era um sonho tão bobo… Jimin desejava ser um menino de verdade para poder ajudar Jungkook.



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O Jeon sequer prestou atenção no caminho que seguiu com o brutamontes o carregando e arrastando.

Jeon Estava com o corpo tão destruído que tudo o que conseguiu fazer foi respirar fundo para aguentar a dor - Ou tentar. Haviam algumas queimaduras em suas pernas musculosas e, cada passo, parecia fazê-las gritarem em sofrimento, suas costas tinham marcas de chicote e surras à mãos e punhos, estas que também doíam terrivelmente, e os olhos carregavam olheiras roxas, e até um tanto amarronzadas, pesadas. Sentiu uma pontada percorrer seu braço esquerdo e percebeu que seria melhor não mexer o ombro, provavelmente havia deitado de mal jeito em cima do mesmo e, agora, este doía.

Ao longe pensou ter ouvido uma voz masculina o chamando, mas ignorou. Realmente estava acostumado a ouvir vozes.

Park Jimin também ignorou o som, apenas acompanhando o moreno e o gigante que o carregava, com a expressão cheia de desespero.


-Aguente firme! - Quem gritou aquela frase, cheia de coragem e determinação, fora Park Jimin. O menino loiro de voz aguda e olhos castanhos e molhados por lágrimas o encorajava a lutar. - Vai ficar tudo bem. Apenas aguente firme. Você disse que acredita que Taehyung está vindo, não é? Então lute! - Por que falar o nome de Taehyung sempre fazia o coraçãozinho de Jimin doer?


E aquele incentivo funcionou.

Jungkook respirou fundo uma vez mais e deu o seu melhor para aguentar toda aquela dor que o dominava, apertando os dentes e travando os músculos do corpo, o que não ajudou muito, mas ele continuava a se esforçar.


Não podia responder Jimin - Já que apenas ele podia ver o loirinho e não estava afim de ser chamado de louco, já bastava ele mesmo pensando isso de si. - mas agradeceu a ajuda do baixinho com os olhos.

Jimin, mesmo chorando, tinha um olhar cheio de coragem e continuava a conversar com Jungkook, com o objetivo de distraí-li da dor que tomava seu corpo fraco e do gigante assustador o arrastando pelo caminho.


-Nada de ruim vai acontecer. Taehyung está vindo, lembra? Resista! - Dizia o baixinho, tentando fazer Jungkook dar o seu melhor.


Jungkook queria gritar, se jogar no chão e chorar, mas não tinha forças nem mesmo para aguentar seu próprio peso. Ele era praticamente carregado pelo gigante atrás de si e odiava não ter poder algum sobre seu corpo. Não poder se mexer era quase como um pesadelo. Os machucados continuavam a arder e, agora, ele sentia como se a pele fosse se partir em mil pedacinhos.

Era horrível.


Gemeu baixo, um som mais parecido com um ofego do que com um gemido, cheio de ar, e podia jurar que desmaiaria caso não parasse para descansar quando foi jogado, com certa força, para dentro de um ambiente com um enorme porta de metal, esta que foi aberta pelas mãos incrivelmente pequenas e deformadas do gigante e então, quando Jungkook já se encontrava dentro, fechada e trancada.


Caiu sentado, contra uma parede dura e áspera, os olhos fechados e a respiração, pesada. O impacto intensificou suas dores e o ombro dolorido agora parecia até mesmo quebrado.

Tentou gritar, mas não conseguiu. Era difícil até mexer os lábios.

Quando a porta foi fechada Park Jimin estava dentro do lugar, junto à si, como um fantasma que o perseguia.

Jungkook gostava disso. Sabia que nunca ficaria cem por cento sozinho, pois sempre teria Park Jimin.


-Bem, se eu estou aqui quer dizer que você não desmaiou. - Disse Jimin, baixinho, limpando as lagrimas que corriam por sua pele. - Fale alguma coisa, por valor. - Pediu, quase em desespero, a voz já menos embargada.


Jungkook abriu os olhos e olhou em volta.

Nada.

Era um tipo de sala escura e vazia, apenas com as quatro paredes, o teto acima de si, o piso à baixo e a porta pela qual fora atirado quarto à dentro.


-Ufa… Você parece quase bem. - Falou Jimin, realmente aliviado, com uma das mãos no coração e um pequeno sorriso no rosto bonito.


O moreno tentou responder, mas a voz não saiu por sua garganta. Se ele falasse algo, provavelmente, gritaria.

Jungkook apoiou a mão direita no chão e forçou seu corpo para cima, mas só conseguiu gemer soprado ao sentir todo o corpo arder de forma infernal.

Como era possível que seu corpo aguentasse aquilo? Bem… Não era como se pudesse morrer mais uma vez.


-Você chegou. - Aquela voz… Era um tanto rouca, vem grave, envolvente, com um toque de familiaridade. Jungkook tinha quase certeza de que já havia a ouvido antes, mas onde? Seria apenas coisa da sua depressão? Normalmente ele ouvia vozes chamando por seu nome, mas, talvez, fosse uma exceção… Já havia ouvido vozes falando coisas além de seu nome.  - Que bom que chegou. Eu estava à sua espera.


De repente, o barulho de passos surgiu, ecoando pelas paredes, passos pesados e assustadores, e ele sentiu seu coração travar, perdendo várias batidas por puro medo. Park Jimin se mantinha parado ao seu lado, com os olhos arregalados.

Foi neste momento que Jungkook reparou que Jimin estava apavorado. O corpo encolhido, os olhos enormes, a boca entreaberta, transbordando medo.


-Eu s-sei que voz é e-essa… - Disse o loiro, tremendo de medo. - Eu… Eu…


-Quem? - Jungkook sussurrou a pergunta, em parte pela dor e, em parte, para não ser ouvido falando com o nada.


-Jungkook... E-Essa voz… - Jimin parecia peso dentro de um pesadelo. Fazia total sentido que o baixinho soubesse quem era o dono da voz já que ele era seu subconsciente, mas Jungkook realmente não conseguia se lembrar do dono desta. Sabia que conhecia, mas não tinha ideia da onde.


-Jeon Jungkook… Você é sempre linda, não é?


“Linda?”

Por que no feminino?

O que estava acontecendo?


-Jungkookie… - Jimin chamou, ainda apavorado, o corpinho tremendo, a voz baixinha. - Temos que sair daqui.


Notas Finais


Anjos, eu sei que demorei, mas tenho motivos. Além de ter mt fic pra att eu também tenho o espetáculo (Nem decorei todas as falas ainda) então estou usando bastante meu tempo, mas tenho tentado escrever mais, ok?

Espero que vcs tenham gostado do cap!


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