História Meu amor de outro planeta |Kim Taehyung / V| - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Jay Park
Personagens Jay Park, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 95
Palavras 2.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção Científica, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Tudo bem? Espero que sim e que gostem deste capítulo!

Capítulo 3 - "Porque eu sou parte da sua pesquisa?" "Não!"


__Obrigada. - agradeci-o e sorri, depois nós terminamos de comer, olhei no relógio e ainda eram 8:09 da noite, então propus de assistirmos algo, pois isso poderia aumentar o seu conhecimento sobre o mundo humano, coloquei em uma série que estava passando e nos sentamos no sofá, de repente apareceu uma cena de beijo, ah! Fala sério! Eu assisto a série inteira na esperança dos protagonistas se beijarem e não acontece, agora eu vou assistir com um garoto e resolve acontecer?! Ah vai pentear macaco!

__Vocês fazem isso em publico? - ele perguntou-me devido aos protagonistas terem se beijado em um parque com algumas pessoas em volta.

__As vezes sim. - respondi-o o olhando, e fixamos o olhar nos olhos um do outro. - No seu mundo não? - perguntei-o.

__No máximo um selinho. - ele veio de outro planeta ou do Japão/Coréia do Sul?!

__Ah, entendo. - respondi e começou a me dar um sono enorme, acho que dormi escorada em seu ombro enquanto continuavamos a assistir a série.

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Acordei e logo notei que já era de manhã e o Tae estava com a cabeça escorada na minha, ele estava com uma expressão serena, ainda sem sair da posição que eu estava eu observei o meu corpo e pude notar que ele não tentou me matar à noite, que bom, né? Me levantei cuidadosamente escorando a sua cabeça no sofá, mas quando eu iria ir para a cozinha, bati o dedo mindinho do pé na minha mesinha de centro.

__Aí. - disse entre os dentes para não acordar o Taehyung.

__Hm? S/n? - me virei e vi o Kim passando as mãos nos olhos e se espreguicando.

__Oi! Bom dia! - cumprimentei-o animada.

__Bom dia. - ele me deu um sorriso sincero e extremamente lindo.

__Eu vou fazer o café da manhã! Espero que coma sushi... - falei coçando a nuca e desviando o olhar.

__Eu... Também espero... - ele falou olhando o chão e eu suspirei.

__Bom, vamos descobrir daqui a pouco! Quando eu preparar! - falei levantando um braço e depois fui até a cozinha, logo Taehyung me seguiu e se sentou em uma cadeira. - Posso te fazer uma pergunta..? - perguntei-lhe enquanto pegava o arroz.

__Sim, qual? - ele perguntou-me curioso.

__Ah, deixa pra lá, acho melhor esque - antes de eu terminar de fala ele me interrompe.

__Pode perguntar, agora estou curioso. - ele admitiu e eu suspirei.

__Como era sua família..? - perguntei-o e abaixei a cabeça prestando atenção no que fazia, ou pelo menos aparentando, ele antes de começar a falar se levantou e se escorou de costas na piá.

__Não tenho, minha mãe morreu na mão de militares inimigos e meu pai em uma guerra, meus irmãos menores e eu fomos recrutados para campos de concentração, eu consegui fugir e roubei uma nave espacial, então resolvi tentar vir ao seu planeta, mesmo sem saber se ele existia ou não, pois minha mãe no dia que morreu me disse para ir para um lugar seguro e tentar ser feliz, no meu planeta já não existe um único lugar que tenha paz, eu pensei que por dizerem que nós somos parecidos a vocês, então pensei que poderia tentar viver aqui... - ele disse e começou a chorar após se lembrar de tudo, lavei minhas mãos rapidamente e as enxuguei, logo em seguida limpei suas lágrimas.

__Desculpa, não sabia disso, só estava curiosa. - falei e ele me olhou nos olhos fixamente, ainda triste, então o abracei e acariciei seus cabelos da nuca. - Deve ter sido muito difícil...

__Você não sabia, não precisa se preocupar, foi até bom desabafar. - ele disse e retribuiu o abraço, ficamos assim um tempo.

__Bom, tenho que voltar a preparar o café da manhã. - falei nos separando e sorri para ele que retribuiu.

__Posso te ajudar? - ele perguntou-me olhando para os ingredientes em cima do mármore da piá.

__Claro! Primeiro você coloca o arroz assim. - demonstrei como e ele olhou atentamente. - Em seguida você tem que colocar o salmão aqui em cima do arroz. - disse e mostrei o resto de como se faz um sushi, então ele fez igual e logo já estava pronto, coloquei nossos sushis em uma vasilha e coloquei em cima da mesa junto à dois pratos e dois pares de hashis, então ele se sentou e me olhou enquanto eu molhava a faca.

__Não é melhor lavar a faca depois? - ele me perguntou confuso.

__Sim, mas para cortar direito o sushi a faca tem que estar molhada. - expliquei e me sentei de frente para ele.

__Oh, entendi. - ele falou envergonhado e eu cortei o sushi, em seguido coloquei alguns no prato dele que logo comeu.

__E então? Gostou? Só espero que não te faça mal! - falei aflita o observando, me aliviei um pouco quando ele fez uma expressão de que estava bom.

__Hmmm. Está muito bom isso aqui! Pena que não existia no meu planeta! - ele exclama de boca cheia sorrindo e eu rio do mesmo.

__Que bom! - falei e comecei a comer também.

__Você cozinha bem. - ele falou depois de um tempo calados. - Aprendeu com quem? - ele pergunta me fitando.

__Minha mãe... Ela amava comida oriental, apesar de ambos meus pais serem brasileiros. - disse e fitei o meu prato.

__E cadê ela? Por que não mora com os seus pais? - odeio quando me perguntam dos meus pais, mas ele pelo menos já está se sentindo mais a vontade para puxar assunto, não é?

__Meu pai sumiu no mundo quando eu tinha 10 anos e a minha mãe morreu quando foi dar a luz à minha irmã mais nova... - falei e senti as lágrimas na minha bochecha.

__Ah, não! Me desculpa, eu não sabia! Eu não queira... Ashi! Que besta... - ele falou e veio até mim se abaixando perto da minha cadeira e colocou uma mão no meu ombro.

__Não, está tudo bem, você não sabia, não tinha como saber. - disse e enxuguei às minhas lágrimas, logo olhando-o, ele me olhava triste.

__Eu... Desculpa mesmo, mas posso te perguntar mais uma coisa? - ele disse e sentou na cadeira ao meu lado.

__Sim, claro. O quê? - perguntei dando um sorriso falso e segurando as lágrimas.

__E a sua irmã..? - ele perguntou e olhou para o chão.

__Ela está no Brasil com uma tia nossa por parte de mãe, tem só doze anos, eu queria poder trazê-la, mas eu sou uma funcionária da Área 51 e ninguém pode ter conhecimento disto, nem mesmo a minha família. - contei-lhe e continuei me segurando para não chorar novamente.

__Me desculpa de novo, eu não queria te deixar triste, mas não imaginei que a história da sua família fosse assim, afinal, você está sempre rindo, não te vi ficar séria por mais de dez segundos desde de que te conheci, bom, foi ontem, mas mesmo assim você parece muito animada. - ele falou envergonhado, realmente, só nos conhecemos à um dia.

__Bom, sem problema. Mas agora que tal um passeio? Hã? - propus sorrindo e tentando mudar de assunto. - Assim, você conhece mais nós terráqueos.

__Por mim tudo bem, mas aonde vamos?- ele questionou-me.

__Você vai saber quando chegarmos lá! Mas agora eu preciso trocar de roupa, e a gente tem que comprar algumas roupas para você no caminho, aliás. - disse e fui para o meu quarto, lá eu tomei um banho rápido e coloquei um vestido amarelo e florido, junto à uma sapatilha branca, um colar de prata com um pingente de lua e fiz uma trança, logo saí de lá e vi o Taehyung sentado no sofá da sala, quando entrei lá ele me olhou surpreso.

__Algum problema? - questionei-o, ele não parava de me olhar, tinha alguma coisa no meu dente?

__Não, nada, é que você... Está bonita. - ele disse envergonhado e corou, e eu imagino que também corei.

__Muito obrigada, você também é bonito. Agora vamos? - perguntei-lhe e ele assentiu, então peguei a minha bolsa-carteira e as minhas chaves, nos dirigimos até fora da minha casa e eu a tranquei, logo vi os homens de Jimin camuflados, se passando por moradores observando da janela de suas casas nós dois. - Ótimo, venha. - disse para o Tae e eu e ele começamos a andar juntos, lado a lado.

__Você não vai me contar aonde é, vai? - ele me perguntou obviamente curioso.

__Não mesmo, mas acho que você vai gostar. - falei esperançosa de isso acontecer.

__Não é em nenhum lugar como o que estava ontem, não é? - ele perguntou aflito.

__Mas é claro que não! Eu vou te levar em um lugar especial, é lindo, logo chegaremos, se acalme. - falei e segurei a sua mão, quando iria soltar ele a pegou e andamos de mãos dadas, pensei que o meu coração iria sair pela boca, não s/n! Ele é um ser de outro planeta! Alguém que você tem apenas que estudar e ensinar a agir como um ser humano! Eu não posso e não estou me apaixonando! Só o conheço a um dia e meio!

__Tudo bem? Você está calada de mais. - ele perguntou-me com uma expressão preocupada, que fofo, agora que notei que ele está corado.

__Sim, sim, claro. Aliás, já estamos quase chegando, é um lugar lindo, você vai ver! Vai gostar! Eu espero pelo menos, a esperança é a última que morre, né? - falei tentando parecer confiante e ele riu.

__Nossa, assim você passa muita confiança. - ele falou ainda rindo quadrado, que lindo!

__Eu tento pelo menos. - falei convencida brincando e nós dois rimos. - Chegamos! - falei e o puxei para entre algumas árvores e arbustos, revelando um lugar cheio de verde e um córrego de água cristalina passando por alí, também tinha muitas árvores floridas.

__Que lindo... Como descobriu esse lugar? - ele me perguntou surpreso.

__Em um dia chuvoso eu estava passando por aqui e um cachorro que fugiu correu atrás de mim, então eu me assustei e corri para perto daquelas árvores e arbustos lá fora, então escorreguei e caí de cara alí. - apontei para um lugar bem próximo de onde estamos, logo atrás de dois arbustos robustos e ele começou a rir.

__Uhum, sei, como realmente achou esse lugar? - ele pergunta e eu permaneço séria. - Ah, então foi verdade. - ele fala envergonhado.

__Sim, foi, eu sou meio desastrada e azarada, depois que o cachorro foi embora eu saí daqui e fui para a minha casa, mas depois voltei aqui porque tinha achado esse lugar muito bonito, e porque é um ótimo lugar para pensar. - falei me sentando na grama e ele fez o mesmo. - Também é lindo de se observar as estrelas. - completei e o olhei.

__Parece ser um lugar especial para você, então porque me trouxe aqui? - Tae me perguntou sério.

__Porque… Porque.... Ah, eu não sei! Mas eu senti que tinha que te trazer aqui... - falei envergonhada, como vou explicar que é porque eu já me apeguei à ele? E não é porque eu me apego fácil às pessoas, eu nem sei o porque de ter me apegado à ele tão fácil.

__Porque eu sou parte da sua pesquisa? Porque você queria vir aqui e tem que me levar junto para onde for? - ele perguntou decepcionado.

__O quê?! Não! Eu só quis te trazer aqui... Já tinha até me esquecido da minha pesquisa... - confessei-lhe.

__Sério? - ele perguntou surpreso e eu só assenti.

__Ah, desculpa então. - ele disse e ficamos em silêncio, apenas sentindo o vento acariciar nossas peles e admirando o lugar.

__Quantos anos você têm? - perguntei-o curiosa, a última vez que perguntei-o isso ele me ignorou.

__Vinte e quatro, e você? - ele perguntou me fitando.

__Vinte e dois, a nossa diferença de idade é só de dois anos, pelo menos se no seu mundo contarem os anos como aqui na Terra. - respondi-o.

__Acho que a contagem de ano é igual. - ele falou-me.

__E o seu braço que tinham cortado? Como está? - perguntei após me lembrar disso e ele mostrou o local do seu braço onde tinha o corte, já não tinha nem sequer um cicatriz alí.

__Impressionante, você tem uma regeneração BEEEEM maior que nós humanos. - falei impressionada.

__Sério? Todos se recuperam assim no meu mundo. - ele falou surpreso.

__Sim, já aqui demoram um tempo e depois ainda fica uma cicatriz na maioria das vezes. - expliquei.

__Ah, entendi. O que vocês humanos costumam fazer no tempo livre? - ele me pergunta e eu fico feliz de estarmos conversando normalmente.

__Assistir séries, escutar músicas, sair com os amigos, cozinhar, ler livros, passear, essas coisas. E no seu mundo? - disse-lhe.

__Antes da grande guerra que atingiu o meu mundo inteiro essas coisas também. - ele respondeu-me.

__Hm. Lamento pelo seu planeta, já aconteceram guerras assim aqui também, já aconteceram duas guerras mundiais, e muitas pessoas morreram. - contei-lhe.

__Lamento. - ele disse-me sinceramente.

__Mas isso foi há muitos anos, eu nem estava viva ainda. - falei e coloquei uma mão em seu ombro.


Notas Finais


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