História Meu anjo negro - VKook - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Drama, Fantasia, Romance, Vkook
Visualizações 315
Palavras 2.057
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Banido


Meu corpo está pendurado no ar. Correntes estão segurando meus pulsos e minhas pernas estão balançando. Abaixo de mim, não há chão, somente um grande buraco. Se me soltarem, cairei em uma velocidade absurda e serei capaz de sair de Arquemis. As pontas das minhas asas doem, pois um gancho está fincado nelas, forçando-me a deixá-las em pé para sustentarem o restante do meu corpo.

Namjoon mandou me trazerem para a Justice Tower, onde os Auruns ficam pendurados assim como eu estou para serem julgandos pelos Auruns Protetores e pelo Aurum Alfa.

Ao redor do buraco, onde tem chão, existem longas mesas de ouro com cinco cadeiras - quatro de prata e uma de ouro- onde os "juízes" se sentam.

Minha cabeça começando a girar de tanto olhar para baixo. Por causa da altitude, o ar é discretamente rarefeito, por isso, respiro com dificuldade. Minhas asas  e braços nunca doeram tanto ao sustentar o peso do meu próprio corpo. Abaixo de mim não há nada. Nada! Se, porventura, mandarem as correntes me soltar, a velocidade da minha queda somada com a altitude de 10 quilômetros da torre, farão com que minhas asas não consigam me manter no ar e eu cairei em direção a uma provável morte.

Os guardas já me deram vários socos e tapas em minha face. Sinto gotas de sangue escorrerem de minha testa e lábios, e tenho a impressão de que meu olho esquerdo está roxo.

Namjoon e os Auruns Protetores entraram. Os Auruns Protetores se sentaram na mesa, mas Namjoon ficou andando ao redor do buraco, me encarando.

- Será que é tão difícil seguir ordens, Kim Taehyung?- ele pergunta parando na minha frente. Suas gigantescas asas brancas como a neve estavam fechadas atrás de suas costas. As roupas e a coroa de ouro de Namjoon brilhavam de forma discreta e poderosa na escuridão da torre.

Eu revirei meus olhos, suspendendo a cabeça para encarar Namjoon.

- Namjoon...eu...

- Você tem noção do que fez?- ele grita- E se os humanos tivessem te visto?!!! 

- Kim, se acalme- pede Seokjin, olhando para o líder.

Namjoon se vira na direção dele.

- Não me peça calma!!!- ele se vira novamente para mim- Você causou uma explosão que matou humanos!! 

- Foi um acidente!!!- eu digo.

- Não, Taehyung, não foi um acidente! Foi teimosia!! Quantas vezes nós já conversamos calmamente sobre essa sua...sua...persistência irritante de saber sobre aqueles humanos nojentos?!!!- berrava Namjoon.

- NÃO FALE ASSIM DELES!!! VOCÊ NEM OS CONHECE!!!- eu berro de volta, irado.

A porta de ferro se abre e Hoseok entra. Sua cauda peluda e cinza começa a balançar quando ele me vê naquele estado. Ele arregala seus olhos, surpreso.

- Majestade...isso é mesmo necessário?- ele diz.

Namjoon, irritado, abre suas asas e levanta voo. Ele vai até Hoseok de forma ameaçadora, fazendo meu professor recuar.

- FIQUE QUIETO, JUNG HOSEOK!! Esse moleque estava sobre sua responsabilidade, e você deixa uma coisa dessas acontecer?!!

- Não grite com ele!!! Ele não fez nada!!- peço.

Namjoon volta a me encarar, com as grandes asas abertas, para me intimidar.

- Você passou dos limites de uma maneira impressionante, Taehyung- ele diz quase em um sussurro, balançando a cabeça de um lado para o outro- Ir até a Terra, sem autorização de NINGUÉM e ainda expor nosso mundo daquela forma?!!! 

- EU JÁ DISSE QUE FOI UM ACIDENTE!!!- eu berro, lacrimejando de dor e raiva- Por que você odeia tanto os humanos, majestade?!!! O que eles fizeram para você?!! Eu só queria saber sobre eles!! Eu queria poder ser eu mesmo! Como Arquemis pode ser um lugar de paz se ninguém aqui aceita seu verdadeiro eu?!!

Os Auruns Protetores e o professor Hoseok me encaravam, boquiabertos. Não queria que meu professor, que me criou com tanto amor e proteção quando ninguém mais quis, me visse nessa situação. Eu praticamente sou um traidor diante da minha espécie por ter ido à Terra.

Kim Namjoon olhava profundamente para minha expressão de dor, cansaço e raiva. Comecei a balançar minhas asas, tentando soltá-las das correntes, mas isso acaba me causando mais dor.

Kim Namjoon fechou suas asas. O silêncio predominou na torre. O único barulho que era ouvido, era o das correntes que me seguravam.

- Já que você gosta tanto assim da Terra, é para lá que você vai- diz Namjoon em um tom sério e decidido.

- Como é?!!- diz professor Hoseok, andando até o líder- Não faça isso, senhor. Por favor! 

- E, além de ir para a Terra- continuou o líder, ignorando Hoseok- Para garantir que você não faça a besteira de nos expor mais uma vez enquanto estiver lá...suas asas vão ficar aqui.

Meu sangue gelou. O que isso significa?

Os Auruns Protetores se levantaram das cadeiras e começaram a ficar estéricos entre si. Hoseok olhou de forma assustada e irritada para Namjoon.

- O senhor não pode fazer isso!!!- Hoseok colocou sua mão sobre o ombro de Namjoon.

- Não pode tirar as asas dele!!!- diz o Aurum com o poder da água.

- Eu posso sim, e vou fazer!!- prosseguiu Namjoon, me encarando.

Começo a entender algumas coisas.

- Não...não...VOCÊ NÃO PODE TIRAR MINHAS ASAS!!! ELAS FAZEM PARTE DE MIM!!!!- eu berro, algumas lágrimas caem.

Minhas asas são tudo para mim. Elas fazem parte de mim assim como eu faço parte delas. Cada pena e pluma delas tem um valor especial para mim. Minhas asas me levam para onde eu quiser e quando eu quiser. Com elas, tudo fica ao meu alçance, tudo se torna possível. É graças a elas que não me sinto tão diferente e tão sozinho nesse lugar onde ninguém  entende essa curiosidade que borbulha constantemente dentro de mim. E sem minhas asas, eu também perco a minha capacidade de me transformar em corvo. 

- Por favor, senhor...minhas asas não...tire minha vida, mas não tire minhas asas!!- eu imploro.

- Você deve aprender uma lição, Taehyung, e precisa estar vivo para isso- diz Namjoon- Vou te mandar lá para a Terra...e você vai ver as criaturas idiotas e medíocres que eles são.

O silêncio predomina novamente. Namjoon olha para Seokjin. Um guarda entra com uma espada gigante em mãos.

- Senhor...- sussurrou Seokjin.

- Agora, Seokjin!- mandou Namjoon.

Seokjin suspirou. De suas mãos, o fogo se ascendeu. Ele passou as chamas fumegantes de fogo sobre a lâmina da espada.

O guarda andou lentamente até ficar atrás de mim. Eu balançava a cabeça.

- Não...por favor...não!- eu pedia, começando a chorar.

- Me perdoe, Kim Taehyung, mas deve ser assim- Namjoon fez um sinal para o guarda.

Eu ouvi o guarda se aproximar de mim.

A espada passou pela minha asa direita, cortando-a das minhas costas. Comecei a berrar de dor. As lágrimas começaram a cair de meus olhos. Senti como se estivesse sendo torturado da pior forma possível. A espada passou pela minha asa esquerda, cortando-a. Nunca berrei e chorei tanto em toda minha vida.

Meu sangue pulsava e escorria pelas minhas costas. Vi algumas penas das minhas asas cortadas caírem na minha frente e caindo no buraco abaixo de mim. Eu chorava como um bebê.

Vi o guarda carregar minhas asas - minhas amadas, belas e confortantes asas- embaixo do braço. Elas estavam ensanguentadas e não tinham mais o brilho negro de antes. O guarda saiu da torre.

Minhas costas ardiam e doíam. Algo estava faltando em mim. O buraco abaixo de mim se fechou. Meu corpo foi retirado do ar, mas as correntes ainda seguravam meus pulsos. Olhei para as minhas mãos. Elas estavam pálidas. Uma pequena poça de sangue se fez atrás de mim. O sangue escorria das minhas costas e caíam no chão. Eu chorava de dor.

- Daqui a uma hora, você sai daqui- anuncia Namjoon, observando meu sofrimento. 

Ele e os Auruns Protetores saem da torre.

Professor Hoseok corre até mim e se ajoelha no chão ao meu lado.

- Tae...eu sinto muito...- ele sussurra.

Meu cérebro enviava comandos para meu corpo se transformar em corvo. Mas eu não conseguia. 

- E-Eu é que-e sinto muito, professor-r Hoseok- eu soluçava.

O professor envolveu os braços cuidadosamente ao redor da parte superior do meu corpo, que estava nua. Eu só estou usando uma calça vermelha. Mesmo com o cuidado que Hoseok tivera ao me envolver, a dor latejante da falta das minhas asas se intensificou nas minhas costas.

Minutos depois, a porta se abriu e Jimin entrou com Yoongi.

Os dois me olharam de forma triste e correram até mim.

- Oi, Tae...- sussurrou Jimin com tristeza na voz.

- Ai cara...eu sinto muito mesmo- diz Yoongi- Nós sabemos o quanto aquelas asas significam para você.

Yoongi coloca sua mão coberta pela luva de couro sobre a minha de forma gentil.

- Quanto tempo você vai ficar na Terra?- pergunta Jimin inocentemente, balançando as orelinhas.

- Não sei...- eu respondo com a voz rouca.

- Tem que ter uma forma de te tirar daqui!- Yoongi assumiu a forma de escorpião e começou a cutucar seu ferrão venenoso contra a fechadura das algemas.

- Yoongi...para! Mesmo que eu saia da torre, estou sem minhas asas...o que eu fazer sem elas?!- as lágrimas voltam aos meus olhos.

Yoongi se transforma em pessoa novamente e me olha de forma triste.

As orelhas de Jimin ficam em alerta na direção da porta.

- Os guardas estão vindo!- alerta Jimin.

Segundos depois, a porta se abre e dois guardas aparecem.

- Está na hora- diz um deles.

Sou guiado para fora da torre pelas correntes presas em meus pulsos. Eu, os guardas, Jimin, Hoseok e Yoongi caminhamos pelas ruas de Arquemis até o Vale da Morte. As tochas iluminam o local. Namjoon me aguarda com a postura firme e séria. Outros Auruns estão no local para assistir ao meu banimento.

Os guardas me soltam das correntes. A lua está cheia no céu. Me lembro das vezes em que me sentei na beira deste mesmo lugar para admirar a Terra, e a ironia do destino está me fazendo ser banido no mesmo local.

- Que isso sirva de lição para vocês...quem procurar, seja um humano ou o planeta Tera, terá o mesmo destino deste Aurum- Namjoon aponta para mim.

Os Auruns Protetores, principalmente Seokjin, parecem não aprovar o que Namjoon está fazendo comigo, pois eles olham para ele de forma séria.

Vejo Hoseok, Jimin e Yoongi no meio da pequena multidão, me olhando como se estivessem se despedindo de mim somente pelo olhar. Eu sorrio de leve para os três.

Namjoon fica na minha frente. Estou de costas para o abismo. 

- Vê se aprende alguma coisa...Kim Taehyung- ele sussurra, seriamente.

Os guardas colocam um roupão cinza listrado em mim.

Namjoon coloca sua mão sobre meu peito, me empurrando.

Começo a gritar enquanto caio. Não tenho mais minhas asas para me fazerem planar no ar. Meus ouvidos entopem, o vento que vem na direção oeste joga meu corpo para a mesma direção. Minhas costas voltam a arder quando forço os comandos de meu cérebro até a região onde minhas asas deveriam estar. Os fios de meus cabelos loiros batem contra minha testa. O velocidade do ar bate contra meus machucados, ainda não cicatrizados completamente, fazendo-os arder.

Continuo caindo. O medo toma conta de mim. Abraço minhas próprias pernas com força, chorando como um bebê sem a mãe. 

De repente, termino de cair. Minhas costas chocam contra o chão. Olho para o céu, Arquemis não é mais visível para mim novamente, e as estrelas que estão no céu não estão mais tão brilhantes. Cheguei na Terra. A dor que percorre meu corpo me impede de levantar. O impacto que minha cabeça teve contra o chão, fazem minha visão ficar distorcida. Minhas mãos tocam a mesma superfície árpera que toquei com meus pés quando vim para a Terra a algumas horas atrás. 

Meu campo visual detecta uma luz branca amarelada sobre minha cabeça. 

Vejo um humano de cabelos castanhos bagunçados ,olhos da mesma cor, rosto fino, pele discretamente branca e roupas estranhas se agachar do meu lado. Ele olhava para meu rosto.

- Moço?! Você está bem?- ele pergunta. Sua voz é preocupada e tem um tom gentil nela. Sinto suas mãos tocarem minha face.

Minha visão distorce ainda mais, me deixando enjoado e tonto. A dor latejante que percorre em meu corpo faz meus olhos se fecharem.

 

 

 

 



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