História Meu belo cisne - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), KiBum "Key" Kim
Tags Fluffy, Key, Oneshot, Onew, Onkey, Shinee
Visualizações 28
Palavras 1.190
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drabble, Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Parei de ler quando escutei a porta da frente se fechando e, logo após, o barulho característico de chaves batendo umas contra as outras. Kibum havia chegado. Conferi as horas no celular; já passavam das duas e meia da manhã. Apesar da nossa agenda corrida, costumávamos estar em casa antes da duas. Esperei para ver se apareceria no quarto, mas depois de dez minutos sem sinal dele, desisti. Deixei o livro de lado e fui à sua procura.

Quando cheguei à sala, pude vê-lo na cozinha. De costas para mim, apoiava-se com as mãos na pia. A cabeça estava levemente abaixada, em uma postura de cansaço; mas era o silêncio que mais me incomodava.

– Hey, Bummie... A gravação do programa atrasou? – Me aproximei devagar.

– Ah? Ah, sim, atrasou, hyung.

Ainda sem se virar, ele ficou ereto e, como se procurasse algo para fazer, abriu a torneira, lavando as mãos.

– Você deve estar cansado... Já comeu? – Abracei-o por trás e apoiei o queixo em seu ombro. – Posso fazer kimbap pra você. Sei que não tá comendo carboidrato, mas uma vezinha não ai arruinar a sua dieta e...

Parei de falar quando senti seu peito saltar. Percebi que suas mãos estavam inertes debaixo da água da torneira. Estiquei um dos braços, fechando-a, e, então, pude escutar um soluço sufocado.

– Bummie?

Tentei virá-lo para mim, mas ele fez força contra, não permitindo. Os tremores e os soluços aumentaram, e eu o abracei mais forte, encaixando a minha testa em seu pescoço, inalando o seu cheiro amadeirado. Mesmo após anos de relacionamento e alguns choros compartilhados, ainda não havia me acostumado a vê-lo assim. E nem queria. Não queria me acostumar a ver quem eu amava sofrendo.

Com o passar dos minutos, Kibum foi se acalmando, a respiração desacelerando. Seu corpo parou de oferecer resistência e se apoiou no meu. Foi quando consegui soltar o ar que nem sabia que estava preso nos meus pulmões.

– Hey... – murmurei rente à sua orelha, onde depositei um leve beijo.

Não ia perguntar o que acontecera. Kibum sempre gostou de escolher o seu próprio momento para compartilhar as suas coisas. Cedo ou tarde, ele me falaria, e, naquele instante, tudo o que eu queria era tirar aquelas lágrimas do seu rosto.

– Por que não vai tomar um banho enquanto eu preparo algo para você comer? – Apertei-o ainda mais contra o meu peito. – Depois de comer, a gente pode ver algum filme juntos... Notting Hill? Amanhã a nossa agenda só começa depois da hora do almoço, podemos dormir mais tarde. O que você acha?

Dessa vez, quando tentei virá-lo de frente para mim, ele não se opôs... Mas continuou escondendo o rosto de mim, ao apoiar a testa no meu peito.

– Hyakasbsxayqwlam...

– Hum? – Realmente não havia entendido o que ele dissera.

Sem mudar de posição, escutei a sua voz pausada e mais clara.

– Contei a história do frango e do cisne hoje.

Ah, começava a entender o que tinha acontecido. Quando aceitou o convite de participar das gravações daquele programa, Kibum não estava certo sobre o quanto estava disposto a se expor, e por isso, pensara em duas histórias para compartilhar. Uma era mais corriqueira, enquanto que a do cisne era mais pessoal e, portanto, mais delicada. Ele passou a semana inteira pensando qual escolher.

Naquele dia de manhã, ele ainda estava em dúvida e havia me questionado qual eu achava que ele deveria compartilhar. Não o respondi diretamente, pois, independentemente da sua escolha, eu o apoiaria. Apenas comentei que o importante era ele se sentir confortável com o que queria passar para as pessoas.

Mesmo sendo sutil, acho que entendeu que eu preferia que ele contasse qualquer outra história que não a do cisne. Os meus motivos eram bem simples: primeiro, sabia que ele não se sentiria à vontade falando sobre algo que realmente o incomodou por muito tempo, e, segundo, o Kibum que eu sempre vi diante de mim era um cisne,e, mesmo respeitando e tentando entender o seu ponto de vista, nunca consegui enxergá-lo como frango.

– Foi mais difícil do que imaginava? – Arrumei algumas mexas de sua franja que estavam levemente bagunçadas.

Kibum fez que sim com a cabeça.

– Sinto muito...

– Não. Não sinta. – Ele, enfim, me fitou, me dando a oportunidade de, com a ponta dos dedos tirar uma lágrima teimosa em sua bochecha. – Não é por isso que estou chorando.

Esperei, dando espaço e tempo para que ele continuasse.

– Quando eu contava para aquelas pessoas que eu era o frango sem talento inato em meio aos cisnes, eu... – Ele soluçou de novo e desviou o olhar.

– Você não é frango, Bummie... – Essa devia ser a milésima vez que eu dizia isso para ele, desde que veio com essa ideia.

– Não, eu sou a porcaria do frango. – Ele me fitou e bateu de leve no meu peito, mostrando que o problema não era esse; mas aí seu olhar suavizou. – Mas você sempre me viu como cisne. Mesmo agora... – Ele acariciou o meu rosto com uma de suas mãos e me fitou com intensidade. – No seu olhar, eu vejo um cisne refletido, mesmo sabendo que sou o frango.

Meu coração martelava. Não sabia o que dizer.

– Eu disse para aquelas pessoas que tudo bem ser frango, mas eu queria poder compartilhar mais... Dizer que podem ser qualquer coisa... O importante é ter ao lado delas alguém que as vê assim, como cisne.

Um nó se formou na minha garganta e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, senti os lábios de Kibum nos meus. Macios e quentes e salgados com suas lágrimas. Não demorou muito e suas mãos encontraram a minha nuca, massageando-a de leve. Respirei pesado contra a sua boca e foi nesse momento que as nossas línguas se encontraram, e eu derreti. Os meus dedos apertaram o seu quadril com força, buscando por apoio.

Mais rápido do que gostaria, porém, Kibum se afastou um pouco.

– Queria poder dizer pra elas o quanto amo você por isso, Lee Jinki. – Ele falou suavemente, sobre os meus lábios. – O quanto você me faz sentir especial.

Sorri de leve para ele, era um sorriso triste, assim como o que estava no rosto dele. Entendia a sua frustração, que também era a minha. Sabíamos que nosso relacionamento nunca poderia ser aberto, que, como ídolos, havia várias limitações em nossa vida pessoal. Mas a escolha de ficarmos juntos, independentemente de qualquer outra coisa, tinha sido nossa. Não nos arrependíamos dela, só que às vezes era difícil.

Quando isso acontecia, apegávamos um ao outro, não deixando o pessimismo minar a relação. Dessa vez, peguei para mim a incumbência de suavizar o momento.  

– Oh, elas vão saber. Aposto que tinha shawol na plateia... Sou conhecido por gostar de frango. As onkeys vão ficar doidas e bolar mil teorias sobre como nos amamos, então...

– Ah, por favor – Kibum gemeu meio que rindo e voltou a esconder o rosto no meu peito.

Eu sabia que a piada tinha sido péssima, mas havia conseguido colocar um sorriso no rosto dele, meu belo cisne. E isso, por hora, bastava.


Notas Finais


Para saber a qual história de frango/cisne estou me referindo, assistam ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=gN-fZMH2J0k&;;

Bummie............ ;_____;;;


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